Notícias da Igreja (Atualizado)


NOTICIAS ATUALIZADAS DIA 17-05-2013


Noticias atualizadas dia 15-05-201


Jovens, Amigos, Missionários

Parem o mundo que eu quero descer!

Rio de Janeiro,  (Zenit.orgDom Antonio Augusto Dias Duarte

Esta frase que parece partir do fundo do coração de alguém desesperado foi escrita num muro de uma metrópole europeia no final dos anos 1960.
Ela registrava a rebeldia de toda uma geração inconformada com os rumos da civilização auto-denominada moderna. Os jovens daquelas décadas – 1950, 1960 e 1970 – sabiam muito bem o que não queriam mais viver. Eles foram filhos das décadas anteriores onde as guerras tinham destruído cidades e famílias, tinham ceifado milhões de vidas humanas. Eles queriam parar esse mundo louco e que lhes oferecia, depois de tanta violência, somente uma civilização de avanços científicos e tecnológicos e não de progresso realmente humanitário.
Faltava-lhes horizontes de vida, amplos e valiosos, que lhes daria segurança e esperança com relação ao futuro.
A frase inicialmente citada nesse artigo refletia perfeitamente o estado vital de ânimo e o sentimento de orfandade da juventude daquelas décadas, que se contentava com muito pouco, isto é, em ser apenas a juventude transviada, da paz e do amor, dos cabelos longos e roupas desalinhadas, numa palavra, ser “hippies”.
Os dois verbos – parar e descer – serviam para justificar as revoluções, muitas delas vividas com a violência costumeira daqueles anos de inconformismos e insatisfações, mas não ajudavam a construír uma nova sociedade com outros verbos mais humanitários, tais como os verbos amar, compartilhar, perdoar e servir.
Foram passando outras décadas – 1980 e 1990 – e o século XXI – o 3º milênio da era cristã – chegou e vieram outras gerações de jovens, que foram entrando no cenário mundial como os novos protagonistas da história do mundo e da Igreja.
As gerações X, Y e Z – assim batizadas por causa da familiaridade que têm com as tecnologias avançadas – hoje sabem muito bem o que querem. Não tem dúvidas sobre o que é essencial nas suas vidas e quais são os verbos que querem conjugar no tempo presente e no futuro.
Sabem que o essencial na vida é Deus e os seus projetos e os seus valores inegociáveis. Para os jovens do final do século XX e inícios dos anos 2000, existem alguns pontos de encontro com o Criador do mundo e com seu Filho, o Cristo Redentor da humanidade, como são a família, a ética nos relacionamentos, os valores que solucionam os problemas do mundo – a Vida, a Fé, o casamento entre o homem e a mulher, a honestidade, a solidariedade e o voluntariado, a Verdade – e eles não querem abrir mão dessa herança recebida de Deus.
Esses jovens sabem, portanto, muito bem o que querem viver hoje e amanhã. Querem viver a religião, mas não uma religião superficial, de emoções e de “curas”, nem só de proibições e deveres periódicos, mas uma religião que é apresentada como “a maior rebelião do homem que não quer viver como um animal, que não se conforma – que não sossega – sem conhecer o Criador e privar com Ele” (cf. S. Josemaria, entrevista , 5.X.1967).
As Jornadas Mundiais da Juventude são um grito dessa rebelião juvenil, que há 28 anos ecoa no mundo. Não são mais frases escritas a modo de grafite em muros, mas são vozes que levantam “coxos e paralíticos”, que atravessam barreiras de intelectuais e políticos “surdos”, que removem com a fé as montanhas de descrenças existentes em ideologias destruidoras dos valores humanos.
Em julho de 2013, a Cidade Maravilhosa será “invadida” por jovens que dirão ao século XXI que eles têm esperança, que eles acreditam num Deus que os procura e os leva a sério, que eles sabem construir um mundo sem guerras e melhor que seus antepassados e, principalmente, eles querem ser felizes construindo a civilização do Amor, onde se dá espaço para a ordem, para a paz, para a justiça e para os autênticos valores humanos e cristãos.
Assim, falando do que os jovens X, Y e Z querem ouvir, o Papa Emérito Bento XVI abria para eles o horizonte mais buscado pela humanidade: “a felicidade é algo que todos nós desejamos, mas uma das grandes tragédias deste mundo é que muitos não conseguem encontrar, porque a procuram nos lugares errados. A solução é muito simples: a verdadeira felicidade deve ser procurada em Deus. Só Ele pode satisfazer a necessidade mais profunda do nosso coração!” (Bento XVI, Encontro com jovens em Londres, 17.IX. 2010).
Com o Papa Bento XVI que escolheu o Rio de Janeiro para ser sede da JMJ e com o Papa Francisco que viverá esta Jornada em terras latino-americanas, assistiremos emocionados como a forma alegre de ser do brasileiro estará refletida no rosto da juventude carioca, que receberá os jovens de outros estados do nosso imenso país, e todos juntos, do Oiapoque ao Chuí, abrirão os seus braços e seus naturais sorrisos para acolherem os “jovens rebeldes” procedentes de 165 países, que já se inscreveram e que não querem nem parar nem descer do mundo, porque sabem que ele saiu bom e feliz das mãos amorosas de Deus Pai Todo Poderoso e foi elevado por Jesus Cristo.
No mundo de hoje, ainda conturbado e violento, as frases politicamente corretas sobram com seus tristes verbos, porém as atitudes que a juventude assumem geradas pelos verbos amar, servir, alegrar-se, solidarizar-se, e, principalmente, pelos verbos vir e ser são, as que levam à revolução pacífica da humanidade. Já se está vendo isso na organização da JMJ quando milhares de jovens vindo ao Rio de Janeiro para serem voluntários já estão sendo os novos missionários que a Igreja precisa e que o mundo espera.
O Hino Oficial da JMJ 2013 parece que coloca esses dois verbos saindo dos lábios do Cristo Redentor: “Venham meus amigos... sejam missionários”.
Jovens brasileiros venham ao Rio! Partam do Rio com ardor missionário!
                                             Dom Antonio Augusto Dias Duarte
                                                   Bispo auxiliar do Rio de Janeiro

Que o encontro entre Francisco e Tawadros II ajude a redescobrir-nos unidos no batismo

Em seu discurso dirigido ao Patriarca copta ortodoxo, o atual Sucessor de Pedro evocou a alegria de "reconhecer-se unidos pelo único Batismo"

Cairo,  (Zenit.org

“O encontro entre Papa Francisco e Papa Tawadros II gerou alegria, principalmente entre as pessoas mais simples. Agora, o auspício é que o caminho para a unidade possa avançar com passos concretos e difíceis”. Assim como refere à Agência Fides Sua Beatitude Ibrahim Isaac Sidrak, Patriarca de Alexandria dos coptas católicos, delineando as esperanças acesas também na comunidade católica egípcia com o recente encontro entre o Bispo de Roma e o Patriarca copta ortodoxo.
Segundo S.B. Sidrak, “o próprio fato de se hospedar na mesma residência, a Domus Sanctae Marthae, permitiu a Francisco e Tawadros encontrarem-se, além de no encontro oficial, também em outros momentos de confronto e oração. E um contexto familiar como este faz emergir muitas coisas”.
Quinta-feira, 9 de maio, no momento de sua chegada à residência Santa Marta, Papa Tawadros foi recebido na porta pelo próprio Papa Francisco. Em seu discurso dirigido ao Patriarca copta ortodoxo, o atual Sucessor de Pedro evocou a alegria de “reconhecer-se unidos pelo único Batismo, do qual é expressão especial a nossa oração comum, que olha ao dia em que, realizando-se o desejo do Senhor, poderemos comungar do mesmo cálice”.
Segundo o Patriarca copta católico Sidrak, “para alcançar a comunhão, o caminho é longo e talvez será preciso tempo, mas seria já importante reconhecer, no plano concreto, que nós e nossos irmãos coptas ortodoxos compartilhamos o mesmo batismo”.
Na Igreja copta ortodoxa prevalece ainda a praxe de rebatizar os novos membros provenientes da Igreja católica. O Patriarca Tawadros – come está se dizendo – pode colocar a questão na agenda, em um futuro sínodo. A prática dos cristãos “rebatizados” cria maus entendidos e escândalos, contradizendo os convites a um testemunho compartilhado do Evangelho.
O Patriarca copta católico Sidrak aprecia o fato que nos discursos oficiais do Papa e do Patriarca copta ortodoxo não houve referências diretas à complicada fase política e social egípcia: “Tratou-se de um encontro eclesial. Foi muito bonita e espiritual a referência do Papa Francisco ao “ecumenismo do sofrimento”, mas qualquer interpretação exclusivamente em chave política poderia limitar a importância de suas palavras. Nossa unidade não pode jamais se reduzir a uma aliança política contra um inimigo comum”. (Agência Fides, 14-05-2013).

Santa Sé estará presente pela primeira vez na Bienal de Arte Veneza

Livro do Gênesis é o tema central da exposição

A Santa Sé participa este ano pela primeira vez da Bienal de Veneza (1 de Junho a 24 de novembro) com um pavilhão inspirado no Gênesis. No princípio é o título escolhido pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, que, na linha de trabalho deste Departamento que busca incentivar o diálogo com a cultura contemporânea, criou e promoveu esta novidade.
O anúncio foi feito numa conferência de imprensa esta manhã, na Sala de Imprensa do Vaticano. Estiveram presentes o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Antonio Paolucci, diretor dos Museus do Vaticano, Paolo Baratta, presidente da Bienal de Veneza, Micol Forti e monsenhor Pasquale Iacobone, ambos do Pontifício Conselho para a Cultura.
Cardeal Ravasi afirmou que este projeto "não é apenas uma novidade extraordinária, mas responde a um dos objetivos do dicastério: estabelecer e promover oportunidades de diálogo num contexto cada vez mais amplo e diversificado". O tema escolhido para esta exposição foi o primeiro livro da Bíblia: Gênesis, em particular, os primeiros onze capítulos, dedicados ao mistério das origens, a entrada do mal na história, a esperança e os projetos dos homens após a devastação simbolicamente representado no diluvio. O trabalho foi desenvolvido, explicou o cardeal, em três núcleos temáticos: Criação, De-Criação, Nova Humanidade ou Re-criação. Sobre a importante relação entre fé e arte, o cardeal afirmou que são "irmãs entre elas no caminho da cultura”.
Em seguida, o presidente da Bienal de Veneza apontou a importância da presença da Santa Sé como um sinal “do importante papel que a Bienal desenvolve: um lugar de encontro e de diálogo". Também afirmou que nesta exposição de arte "cada um traz a sua própria contribuição, cada um é impulsionado essencialmente pelo desejo de ser reconhecido como parte do grande diálogo que tem lugar atualmente na criação artística, imprescindível expressão vital, hoje como ontem, da cultura e da civilização”.
A 55° Exposição Internacional de Arte organizada pela Bienal de Veneza, abre ao público no sábado, 1 de junho, e estará aberta até domingo, 24 de novembro. A exposição contará com 88 participantes nacionais. E 10 países representados pela primeira vez: Angola, Bahamas, Bahrain, Costa do Marfim, República do Kosovo, Kuwait, Maldivas, Paraguai, Tuvalu e a Santa Sé.
Embora a participação nesta amostra de Veneza seja uma novidade, o Vaticano sempre esteve intimamente ligado a estas exposições de arte internacionais. A primeira vez que esteve presente foi em 1851, em Londres, e desde então foram 22 exposições, incluindo cidades como Chicago, Paris, Nova York e Bruxelas. A última vez foi em 2008, na exposição organizada em Zaragoza em "Água e o desenvolvimento sustentável".
Sobre os custos envolvidos na exposição, monsenhor Iacobone explicou que a elaboração e a gestão econômica do Pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza foi confiada à Fundação do Patrimônio Artístico e Atividades da Igreja, que desenvolveu a iniciativa com critérios de sobriedade. O custo foi de $ 750.000, integralmente assumidos pelos patrocinadores e doações.
No final da conferência ZENIT encontrou Paolo Baratta. Quando perguntado sobre a importância da presença do "microcosmo" da Santa Sé no grande universo da Bienal, o presidente respondeu: "Eu considero um ato que tem a grandeza da humildade, que não assume um posicionamento que quer ditar as regras, mas quer participar de um diálogo. E a Bienal é um espaço de diálogo, em torno da criação artística como um fator fundamental, que ultrapassa a utilização e a finalidade das obras”..

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"A PLENA COMUNHÃO QUE ASPIRAMOS, É UM DOM QUE VEM DE DEUS"


Mensagem do Papa ao patriarca Ecumênico de Constantinopla por ocasião da festa do Apóstolo Santo André

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 30 de novembro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir a tradução portuguesa da mensagem do Papa Bento XVI ao patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, para a festa de hoje, Santo André Apóstolo .
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À Sua Santidade Bartolomeu I
Arcebispo de Constantinopla
Patriarca Ecumênico
"Que o Cristo habite pela fé nos vossos corações" (Ef 3, 17)
Animado por sentimentos de profunda alegria e solidariedade fraterna, gostaria de fazer meu este auspício, que São Paulo dirige à comunidade cristã de Éfeso, para dirigí-lo ao senhor, Santidade, aos membros do Santo Sínodo, ao clero e a todos os fiéis, reunidos neste dia de festa para celebrar a grande solenidade de Santo André. Seguindo o exemplo do Apóstolo, também eu, em quanto vosso irmão na fé, “me ponho de joelhos diante do Pai" (Ef 3, 14), para pedir que vos conceda “ser fortalecidos com poder pelo seu Espírito" (Ef 3 , 16) e de "conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento" (Ef 3, 19).
A troca de Delegações entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, que se renova a cada ano, por ocasião das respectivas festas patronais de Santo André no Fanar e dos Santo Pedro e Paulo em Roma, testemunha de modo concreto o vínculo de proximidade fraterna que nos une. É uma comunhão profunda e real, ainda que imperfeita, que se fundamenta não em razões humanas de cortesia e de conveniência, mas na fé comum no Senhor Jesus Cristo, cujo Evangelho da salvação chegou até nós através da pregação e do testemunho dos apóstolos, selado pelo sangue do martírio. Podendo contar  com este sólido fundamento, podemos avançar juntos com confiança no caminho que leva à restauração da plena comunhão. Neste caminho, graças também ao apoio constante e ativo de Vossa Santidade, temos feito muitos progressos, pelos quais lhe sou muito grato. Mesmo se a estrada à frente pode parecer longa e difícil, a nossa intenção de continuar nesta direção permanece inalterada, confortados pela oração que nosso Senhor Jesus Cristo dirigiu ao Pai: “sejam também eles em nós uma só coisa, para que o mundo creia”( Jo 17, 21).
Santidade, neste momento desejo renovar-lhe a expressão do meu vivo reconhecimento pelas palavras pronunciadas no final da celebração do quinquagésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e pela abertura do Ano da Fé, que se realizou em Roma em outubro, palavras pelas quais o senhor foi capaz de interpretar os sentimentos de todos os presentes. Guardo lembranças vívidas da sua visita a Roma naquela circunstância, durante a qual tivemos a oportunidade de renovar os laços da nossa sincera e autêntica amizade. Esta amizade sincera que surgiu entre nós, com uma ampla visão comum das responsabilidades à qual fomos chamados como cristãos e como pastores do rebanho que Deus nos confiou, é motivo de grande esperança para que se desenvolva uma colaboração sempre mais intensa, na tarefa urgente de dar, com renovado vigor, testemunho da mensagem do Evangelho ao mundo contemporâneo. Agradeço também de coração ao senhor, Santidade, e ao Santo Sínodo do Patriarcado Ecumênico por ter querido inviar um delegado fraterno para que participasse da Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos com o tema: "A nova evangelização para a transmissão da fé cristã". O desafio mais urgente, sobre o qual sempre estivemos de acordo com Vossa Santidade, é hoje aquele de como fazer para fazer chegar o anúncio do amor misericordioso de Deus ao homem do nosso tempo, muitas vezes distraído, mais ou menos incapaz de uma profunda reflexão no sentido da sua existência, preso por projetos e utopias que só o podem decepcionar. A Igreja não tem outra mensagem que o "Evangelho de Deus" (Rm 1, 1) e não tem outro método além do anúncio apostólico, apoiado e garantido pelo testemunho da santidade de vida dos pastores e do povo de Deus. O Senhor Jesus disse-nos que "a messe é grande" (Lc 10, 2), e não podemos aceitar que se perca por causa das nossas fraquezas e divisões.
Santidade, na Divina Liturgia de hoje que tendes celebrado em honra de Santo André, padroeiro do Patriarcado Ecumênico, rezastes "pela paz no mundo todo, pela prosperidade das santas Igrejas de Deus e pela união de todos”. Com todos os irmãos e as irmãs católicas, uno-me à vossa oração. A  plena comunhão que aspiramos, é um dom que vem de Deus. A Ele, “que em tudo tem poder de fazer muito mais do que podemos pedir ou pensar, segundo o poder que já obra em nós” (Ef 3, 20) , dirigimos com confiança a nossa súplica, pela intercessão de Santo André e de São Pedro, seu irmão.
Com estes sentimentos de afeto sincero em Cristo Senhor, renovo as minhas cordiais saudações e troco com o senhor, Santidade, um abraço fraterno.
Vaticano, 23 de novembro de 2012
(Trad.TS)

EM 2014 NO CINEMA, O FILME SOBRE A VIDA DE BENTO XVI


A Odeon Film anunciou em Mônaco da Baviera uma produção internacional sobre a vida e a obra do Papa, baseada na biografia de Peter Seewald que deverá sair em 2014

Por Salvatore Cernuzio
ROMA, sexta-feira, 30 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - A vida do Papa Bento XVI nas telas do cinema de todo o mundo. Não é uma estratégia publicitária, nem apenas um boato qualquer, mas o anúncio dado pela Odeon Film em dias passados em Mônaco de Baviera.
Os produtores afirmaram, de fato, a assinatura do acordo entre a H & V Entertainment e Peter Weckert para a “produção internacional de um filme sobre a extraordinária vida e obra de Joseph Ratzinger, desde o seu nascimento em 1927 ao seu pontificado", como indicado em um comunicado.
Peter Weckert não é novo em produções sobre o Papa Bento. Além do documentário em 2011, intitulado "Francisco e o Papa", sobre a história de um jovem cantor  de um coral selecionado para fazer um solo na frente do Santo Padre, a sua equipe tem acompanhado e filmado as viagens apostólicas do Papa na África e em Israel .
A Odeon Film declarou, além do mais, que a produção sobre Bento XVI estará baseada na biografia de Ratzinger escrita pelo jornalista alemão Peter Seewald, que será publicada na primavera do 2014.
Também Seewald é uma personalidade conhecida pelo Santo Padre, como autor de vários livros de entrevistas com Joseph Ratzinger-Bento XVI: "O sal da terra", "Deus e o mundo" e o mais recente "Luz do Mundo", publicado em 2010 e traduzido em 30 idiomas.
De acordo com o informado pelo comunicado, o jornalista estará envolvido, de fato, como consultor na escrita do roteiro.
(Trad.TS)

AS VELAS DO ADVENTO


Pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual

ROMA, sexta-feira, 30 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Um leitor de língua inglesa enviou a seguinte pergunta ao padre Edward McNamara:
Existe uma ordem estabelecida quanto à vela a ser acesa na segunda semana do advento? Alguns membros da comissão litúrgica disseram que é a vela à direita da primeira vela acesa (no sentido anti-horário), outros disseram que é a vela à esquerda (no sentido horário). Eu sei que na terceira semana é acesa a vela rosa (D.C., San José, Califórnia, EUA).
McNamara deu a seguinte resposta:
Não consta que haja uma ordem estabelecida, nem oficial nem tradicionalmente, a não ser, justamente, que a vela rosa deve ser acesa no terceiro domingo (Gaudete) do advento. As outras três velas são geralmente na cor roxa, embora possam ser também brancas. Entre os protestantes, quatro velas vermelhas são o mais comum, com a adição ocasional de uma vela branca no centro para representar Cristo. Em algumas regiões de países como a Itália e o Brasil, são usadas às vezes ​​velas de quatro cores diferentes, que são iluminadas a partir da mais escura até a mais clara, para indicar a iluminação progressiva do mundo com a vinda de Cristo.
Embora não haja nenhuma ordem estabelecida relativamente à primeira e à segunda vela, a tradição mantém a ordem em que elas vão sendo acesas. Em outras palavras, chegando-se ao quarto domingo, é acesa primeiro a vela da primeira semana, depois a da segunda semana, depois a vela rosa e, finalmente, a vela restante. Esta ordem deve ser mantida toda vez que as velas são acesas ao longo das quatro semanas.
Mais discutidas, por outro lado, são as origens da coroa do advento. Alguns as colocam nos primórdios da tradição escandinava pré-cristã. Outros argumentam que é um produto da Idade Média ou do luteranismo do século XVI. Um pesquisador propôs que as origens da versão moderna da coroa do advento estão na cidade alemã de Hamburgo, onde teria surgido em 1839 pela iniciativa do pastor protestante Johann Hinrich Wichern (1808-1881). O costume da coroa se espalhou a seguir pelas outras igrejas, incluindo a católica, e por outros países, como os Estados Unidos da década de 30 do século passado. Esta versão não é impossível: uma tradição como esta, sem documentos oficiais que comprovem o seu nascimento, pode parecer antiga depois de apenas três gerações. Com exceção da América do Norte, o costume da coroa do advento é relativamente novo e se espalhou por alguns países da América Latina e pela Itália somente nos últimos 20 anos.
Seja qual for a verdade, a coroa é um símbolo que a maioria das denominações cristãs pode compartilhar e apreciar.
O simbolismo da coroa do advento é muito bonito. O círculo da coroa, sem começo nem fim, e feito sempre de verde, representa a eternidade e a vida eterna encontrada em Cristo. As quatro velas representam as quatro semanas do advento, e seu acendimento progressivo expressa a expectativa e a esperança da vinda do Messias.
Existem várias maneiras de interpretar as quatro semanas. Por exemplo, a primeira semana evoca os patriarcas e a virtude da esperança. A segunda recorda os profetas e a paz. A terceira representa João Batista e a alegria, e a quarta e última semana traz a figura de Maria e a virtude do amor. Se houver uma quinta vela (branca, ao centro), ela representa Cristo, a luz do mundo, e é acesa na vigília de Natal ou no dia de Natal.
Outras formas de interpretar as quatro semanas e velas são possíveis, desde que respeitem o caráter litúrgico do período.




COMPREENDER PARA AJUDAR


Movimento Pró-Vida e síndrome pós-aborto

ROMA, sexta-feira, 30 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Realizou-se na tarde de ontem, na capela da universidade de Siena, Itália, a conferência “Aborto... e depois? Os traumas do aborto voluntário”. A relatora do encontro foi a dra. Cristina Cacace, psicóloga, psicoterapeuta e pesquisadora do Instituto de Terapia Cognitivo-Interpessoal de Roma, que há mais de 15 anos atende mulheres que abortaram.
O Grupo de Jovens do Movimento Pela Vida (MPV) da Toscana promoveram a reunião para tratar da dramática questão do aborto e dos problemas humanos e sociais relacionados com ele. Só em 2011, 109.538 mulheres fizeram abortos na Itália (dados provisórios do Ministério da Saúde).
No final da conferência, Cacace afirmou: "Os maiores estudos internacionais sobre o assunto concordam que o aborto é uma experiência traumática para a maioria das mulheres que o realizam. Além disso, outros estudos mostram também que os problemas psicológicos relacionados com o aborto não são influenciado pelo sistema de valores da pessoa. A dor profunda que as mulheres sofrem não se deve só à morte do filho, mas também à morte de uma parte psíquica da mãe. Infelizmente, as mulheres não são informadas dos riscos psicológicos do aborto voluntário. Por isso, elas não apenas decidem abortar sem estar plenamente conscientes das consequências, como ainda ignoram que podem ser ajudadas depois a superar o trauma"


BRASIL

OBSERVATÓRIO JURÍDICO

ESPECIAL

SANTA SÉ

DEUS CHORA NA TERRA

MUNDO

ENTREVISTAS


ANÙNCIOS


Brasil


Nota da CNBB por ocasiáo do dia nacional de combate ao trabalho escravo
Conselho Episcopal Pastoral da CNBB divulga Nota Oficial sobre Trabalho Escravo
BRASÍLIA, terça-feira, 31 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da CNBB emitiu Nota Oficial, assinada por Dom Leonardo Steiner, secretário geral da Conferência, por ocasião da celebração da Jornada Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada neste sábado, 28 de janeiro:
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O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reitera, neste 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, seu apoio a todas as iniciativas que visam a erradicação deste mal que afronta a lei e desrespeita os direitos da pessoa humana. Toda forma de escravidão é um atentado à dignidade dos filhos e filhas de Deus e um pecado social que clama aos céus.
Não obstante o esforço da Igreja, de Instituições do Estado e da Sociedade Civil, o trabalho escravo ainda é uma realidade deplorável, no campo, na indústria, no turismo, no setor imobiliário e em outras atividades econômicas. As vítimas são homens, mulheres, jovens, crianças e imigrantes de alguns países latinos que têm em comum a pobreza e o desejo de viver com dignidade.
A Igreja, desde a década de 1970, por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e, mais recentemente, pelo Mutirão Pastoral Contra o Trabalho Escravo, tem denunciado este crime. Segundo dados do Ministério do Trabalho, até novembro de 2011, foram libertadas 2. 203 pessoas em situação de trabalho escravo. Muitos irmãos e irmãs ainda esperam esta libertação que só se realizará com a implementação de medidas que acabem com a impunidade dessa prática abominável.
A CNBB faz veemente apelo ao Congresso Nacional para que aprove a PEC 438/2001, que destina para a Reforma Agrária as terras onde comprovadamente existe a prática trabalho escravo. Passados dez anos de tramitação dessa PEC, não é possível que o clamor dos que a defendem como um dos eficazes instrumentos de combate ao trabalho escravo soe como voz no deserto.
É importante que se faça memória dos que perderam suas vidas no cumprimento de seu dever de combater o trabalho escravo, como os profissionais do Ministério do Trabalho assassinados em Unai-MG, aos 28 de janeiro de 2004. Seu sangue não pode ficar impune e seu trabalho deve continuar no compromisso de todos com a justiça.
Nossa solidariedade se estende, ainda, a todas as pessoas vitimadas pelo trabalho escravo, no campo e na cidade. Lembramos ao Estado sua responsabilidade na defesa e proteção tanto dos combatem a chaga social do trabalho escravo quanto dos que dela são vítimas.
Somos anunciadores do reino da esperança cuja raiz é Jesus Cristo, príncipe da paz, Senhor da vida, mestre da justiça. A Ele confiamos a vida e o sonho dos que trabalham na construção da justiça e da paz em nosso país.
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(Fonte CNBB)

Observatório Jurídico


Os novos hereges
Medidas contra a liberdade religiosa nos Estados Unidos
MADRI, terça-feira 31 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Oferecemos aos nossos leitores um interessante artigo do nosso colaborador regular Rafael Navarro-Valls, membro da Real Academia de Jurisprudência e Legislação da Espanha, no qual analisa o que está acontecendo nos EUA em relação a um dos princípios constituintes do país, a liberdade religiosa.
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Por Rafael Navarro-Valls
Algo estranho está acontecendo nos EUA com a primeira das liberdades, isto é, a liberdade religiosa. Por um lado, a sociedade está afastando as últimas brasas da intolerância religiosa, admitindo, sem muitos problemas, a condição de Mórmon ou de católico nos candidatos para a presidência. Ao mesmo tempo, a Corte Suprema ratifica a importância da liberdade religiosa, ditando uma sentença importante - com unanimidade surpreendente, num tribunal normalmente dividido, a favor de que as organizações religiosas possam demitir funcionários por motivos de coerência de vida, ortodoxia no seu trabalho de ensino ou comportamento. O Supremo (s. 12 de janeiro de 2012) considera que por acima das normas sobre discriminação laboral está a primeira emenda à Constituição, que garante a liberdade religiosa.
No entanto, a administração Obama parece ir contra-corrente, com uma série de medidas que estão causando reações em cadeia entre os bispos norte-americanos e no próprio Vaticano. Assim, em poucos dias, o Arcebispo de Nova York e presidente da Conferência Episcopal americana, cardeal Timothy Dolan, e o arcebispo de Los Angeles, monsenhor José H. Gomez, falou fortemente contra normas federais que proíbem a centros médicos vinculados com a Igreja recusar-se a facilitar o aborto - se neles atendem-se a pessoas que não são da Igreja - ou que impõem como regra dar para os funcionários de instituições religiosas (escolas, asilos, hospitais, universidades, etc.) um pagamento para serviços de "controle da natalidade" (abortos, esterilizações, pílulas abortivas, etc.), como parte de um pacote de seguros.
A primeira das liberdades
"Isso não deveria acontecer numa terra onde o livre exercício da religião ocupa o primeiro lugar na declaração de direitos", disse Dolan. Há alguns meses atrás, a Conferência Episcopal tinha criado uma comissão especial para a liberdade, precisamente por causa do número "crescente de programas e políticas federais que ameaçam os direitos de consciência, ou que podem comprometer o princípio fundamental da liberdade religiosa".
Bento XVI em um discurso aos bispos católicos dos Estados Unidos em visita ad Limina, expressou sua preocupação por algumas "tentativas de limitar a mais querida das liberdades americanas, a liberdade religiosa. Muitos de vocês disseram que tem havido um esforço coordenado para negar o direito à objeção de consciência à pessoas e instituições católicas no que se refere à cooperação em práticas intrinsecamente más. Outros me falaram sobre uma preocupante tendência a reduzir a liberdade religiosa a mera liberdade de culto sem garantias de respeito à liberdade de consciência”. É sintomático que Bento XVI una liberdade religiosa com objeção de consciência. A razão é que o último reduto defensivo dos cidadãos contra os ataques legais às suas convicções mais profundas é, de fato, os meios que dispõe a consciência ferida, que pode reagir recusando-se a acatar a lei, quando esta se converte em um " simples procedimento de governo" para transmitir consignas ideológicas às pressas e, às vezes, com vulgaridade. É o que acabou de acontecer no caso de Jule Ward, decidido há poucos dias (27 de janeiro de 2012) por decisão de um Tribunal Federal de Recurso. É necessário deter-se nesse caso, pois mostra discriminações que sofrem os objetores como se fossem uma espécie de "novos hereges."
Objeção de consciência e liberdade religiosa
Jule Ward era uma estudante em um programa de aconselhamento (terapia) da Eastern Michigan University. Foi expulsa do programa depois que pediu permissão para transferir um cliente homossexual para outro terapeuta. Ela, referindo-se às suas crenças cristãs, estava disposta a aconselhar os pacientes, mas só quando esse conselho não pretendesse "reafirmar" os seus comportamentos homossexuais. A Universidade lançou um processo administrativo, que culminou com a decisão de rescindir a aluna, motivando no argumento de que suas convicções de consciência não estavam de acordo com as normas profissionais de uma terapeuta. A estudante entrou com uma demanda ante um tribunal federal, alegando uma violação de seus direitos constitucionais à liberdade de expressão e ao livre exercício da religião.
Depois de uma instância contrária, o tribunal de apelação (Corte de apelação para o sexto circuito) decidiu outorgar a proteção à oponente. O tribunal critica que a universidade fizesse uma exceção no seu regulamento para respeitar as diferenças de opinião das pessoas em questões seculares mas não em questões religiosas: isto – conclui – não é respeitar as diferenças mas impor uma ortodoxia. Para o Tribunal, "uma universidade não pode forçar um aluno a alterar ou violar seus sistemas de crenças, como preço para a obtenção de um grau." Entende-se assim, que os advogados defensores alegaram que, no caso Ward, a Universidade denunciante invocava tendenciosamente os códigos de ética profissional “como se fossem códigos que proíbem a blasfêmia e que permitem castigar como herejes os dissidentes”.
A estrela polar das democracias
Tem razão. Quando uma sociedade democrática sensata renuncia impor sua vontade sobre às minorias dissidentes, não dá mostra de debilidade mas de fortaleza. O recurso à objeção de consciência confirma a vitalidade da democracia, ao garantir um dos elementos políticos que o fundamentam: o respeito às minorias. Um objetor não é um herege dissidente que deve ser exterminado, é, ao contrário, alguém que aceita o sistema legal de forma madura e ética, já que se dirige aos valores sem limitar-se à pura formalidade da regra objetiva. Visto dessa forma as coisas, no conflito entre lei e consciência não devemos ver uma espécie de confronto entre dois interesses públicos: pois também o é a salvaguarda de âmbitos individuais de autonomia na estrutura democrática.
A liberdade de consciência é a "estrela polar" das leis morais, que permite o homem ser o que é e chegar a um determinado destino. Ignorá-la por meio de regras de "cumprimento obrigatória" é ignorar o que é a natureza do homem. Daí que desde instâncias muito diversas se apela ao direito como um instrumento por meio do qual a sociedade procura organizar-se a si mesma, em torno de valores que são essencialmente éticos. Valores cívicos, é claro, mas muitas vezes que têm uma origem religiosa. Descartar a consciência individual é uma potencial discriminação contra as minorias religiosas. Daí a importância que a questão está ganhando nos EUA e, em geral, em todo o Ocidente.
[Tradução Thácio Siqueira]

Especial


Dom Bosco: uma vida de amor, coragem e humildade
O fundador dos Salesianos soube dar dignidade à infância de seu tempo
ROMA, terça-feira, 31 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Hoje a igreja comemora São João Bosco, canonizado por Pio XI em 1934. Um santo especial, de grande humildade e generosidade, que desempenhou seu ministério sacerdotal de modo  igualmente especial, que gastou sua vida no serviço às crianças, e portanto, em defesa dos mais fracos e indefesos.
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Dom Bosco, assim chamado e conhecido por todos, viveu uma infância difícil. Último de cinco filhos, nasceu em Castelnuovo d`Asti, em 1815, de uma família de agricultores, e que com apenas dois anos perdeu o pai. Cresceu com a mãe e com a avó paterna em uma situação familiar não muito fácil.
Desde pequeno João demonstrou ser um menino inteligente, esperto e disponível. Com uma capacidade de discernimento que ia além para sua idade, soube claramente qual seria sua vocação, graças a um sonho premonitório, que teve aos 9 anos de idade.
O pequeno João fez realmente de tudo para entrar no seminário. Para pagar seus estudos desenvolveu diversos trabalhos, lutando ininterruptamente, arduamente, com todas as forças nunca desistiu, apesar das inúmeras dificuldades que encontrou ao longo do caminho em direção ao tão desejado sacerdócio.
Logo, o seu ministério foi caracterizado pelo cuidado e a defesa do menor, pelo qual nutriu um profundo amor. Dizem, e ele mesmo confirmou em suas recordações, que para atrair seus coetâneos para a oração, aprendeu brincadeiras, truques de mágica e acrobacia, organizando pequenos espetáculos na paróquia, naturalmente depois de terem rezado o rosário e escutado a leitura do Evangelho.
O sacerdote no decorrer de sua vida salvou muitos jovens da “rua”, órfãos, ex infratores e excluídos, defendendo-os da exploração juvenil, muito difundida naqueles anos, dando um “teto”, instrução, ensinando uma profissão e aproximando-os da Igreja. Com este fim, em 1854 fundou a Sociedade Salesiana e, em 1872, com Santa Maria Domenica Mazzarello, As Filhas de Maria Auxiliadora (conhecidas como Salesianas de Dom Bosco).
Dom Bosco pode ser definido um herói dos nossos tempos. A sua figura e suas ações convida a todos para uma profunda reflexão sobre o tema social dos jovens, e a pergunta que deveria ser feita é uma só: o que estamos realmente fazendo para o nosso futuro? Mas não apenas isso.
Se naqueles anos o problema era a pobreza e o abandono destes “pequenos”, perambulando pelas ruas, abandonados, maltratados e explorados por verdadeiros mestres de tortura, que aproveitavam da situação de pobreza, fragilidade e vulnerabilidade destes (coisas que acontecem ainda hoje nos países de terceiro mundo); hoje a maior ferida que está invadindo o Ocidente é o abandono, a absoluta omissão em relação ao fenômeno das crianças não nascidas, ou seja, o aborto.
Neste dia Dom Bosco com sua obra nos recorda aquilo que foi a mensagem de Cristo: “o que fizerdes a um dos pequeninos, a Mim o fazeis”, nos incentivando a trabalhar por estes pequenos, especialmente, apoiando aquelas mães que se encontram em uma situação de desespero que não conseguem ver outra solução senão a de abortar.
Por Pietro Barbini
(Tradução:MEM)

Santa Sé


A Santa Sé prossegue na mediação entre Israel e a Palestina
A próxima reunião plenária foi convocada para o dia 11 de junho no Vaticano
ROMA, 31 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Depois de retomar o diálogo entre a Santa Sé a Organização para liberação da Palestina (OLP), sábado 28 de janeiro aconteceu em Ramallah, um encontro oficial junto a sede do Presidente palestino. A medida foi anunciada em um comunicado conjunto da Santa Sé ea OLP.
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O encontro foi presidido juntamente pelo Mon.Ettore Balestrero, Subsecretário para as Relações com os Estados do Vaticano, e do Ministro Ziad Al-Bandak, Assessor do Presidente Palestino para as Relações com os cristãos.
A parte palestina entregou à Delegação da Santa Sé a resposta ao projeto de acordo proposto pela Santa Sé no encontro precedente e as negociações, segundo divulgado pelo comunicado, “estão se desenvolvendo em uma atmosfera cordial para reforçar ainda mais as relações especiais entre as duas partes”.
As Delegações decidiram estabelecer equipes técnicas para dar continuidade ao projeto, em preparação para a reunião plenária que acontecerá em breve no Vaticano.
A Delegação da Santa Sé era composta por: Nabil Shath, membro do Comitê Central de Fatah; Bernard Sabella, membro do Conselho Legislativo Palestino; Issa Kassissieh, vice-chefe do Departamento para as negociações da OLP e Wassim Khazmo, conselheiro político da Unidade de apoio às negociações da OLP.
O encontro acontece após a reunião da Comissão Bilateral Permanente de Trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel, realizado quinta-feira passada, 26 de janeiro.
A Comissão se reuniu em sessão plenária no Ministério das Relações Exteriores para a continuação das negociações com base no Artigo 10 d 2  do Fundamental Agreement sobre assuntos econômicos e fiscais.
Este encontro foi presidido por Mons.Ettore Balestrero, e por Danny Ayalon, M.K, Vice-Ministro para Assuntos Exteriores Israelense.
A Santa Sé, em uma nota da Sala de Imprensa, relata que as negociações, aconteceram em uma “atmosfera aberta, amigável e construtiva”, produzindo “progressos substanciais sobre questões significativas”.
“As partes concordaram sobre os próximos passos em direção a conclusão do Acordo”, acrescenta a nota, concluindo que a próxima reunião plenária será dia 11 de junho de 2012 no Vaticano.
(Tradução:MEM)

Cuba-México: As etapas da viagem do Papa
A visita pastoral de Bento XVI será de 23 a 28 de março
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de março de 2012 (ZENIT.org)- É oficial: a viagem apostólica do papa Bento XVI em Cuba e no México será de 23 a28 de março de 2012. O comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé relatou os detalhes das etapas de toda a viagem.
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Sexta-feira, 23 de março. Às 9:30 o avião com o Santo Padre decola do aeroporto internacional “Leonardo da Vinci” de Roma/Fiumicino. A chegada ao aeroporto de Guanajuato, está prevista para as 16:30. Na escala mexicana acontecerá a cerimônia de boas vindas e Bento XVI pronunciará seu discurso de abertura da viagem pastoral.
Sábado, 24 de março. Às 8:00 da manhã o Santo Padre celebrará missa particular na capela do Colégio Miraflores. Às 18:00 será a visita de cortesia do Papa ao Presidente Federal na Casa del Conde Raul di Guanajuato. Às 18:45 o Pontífice fará uma saudação especial às crianças na Plaza deLa Paz da cidade mexicana.
Domingo, 25 de março. Às 10:00 Bento XVI  preside a Santa Missa no Parque del Bicentenário di Leon; às 12:00 o Papa irá recitar o Ângelus. Às 18:00, Bento XVI fará um discurso durante a celebração das Vésperas, na Catedral Della Madre Santíssima della Luce di Lion, com a presença dos Bispos mexicanos e da América Latina.
Segunda-feira, 26 de março. Às 9:00 o Santo Padre fará seu discurso de despedida no aeroporto internacional de Guanajuato, de onde decola às 9:30, em direção a Cuba. A chegada ao aeroporto internacional “Anotnio Macedo” de Santiago de Cuba está prevista para as 14:00; logo depois Bento XVI pronunciará seu discurso para a cerimônia de boas vindas. Às 17:30, o Santo Padre presidirá a Santa Missa e fará a homilia, na praça Antonio Macedo di Santiago, na ocasião do 400° aniversário de encontro da Virgen deLa Caridad del Cobre.
Terça-feira, 27 de março. Às 9:30 Bento XVI visita o santuário da Virgen daLa Caridad del Cobre, em Santiago. Às 10:30 parte para Havana do aeroporto “Antonio Macedo”. A chegada ao aeroporto “José Marti” na capital cubana é prevista para as 12:00. Às 17:30 o Santo Padre fará sua visita de cortesia ao Presidente do Conselho de Estado e do Conselho dos Ministros da Republica no Palácio da Revolução de Havana. Às 19:15  o Papa terá um encontro e um jantar com os Bispos e a Comitiva Papal na Nunciatura Apostólica da capital cubana.
Quarta-feira, 28 de março. O Santo Padre celebrará a Santa Missa e fará a homilia na Plaza deLa Revolucion Dell`Avana. Às 16:30 será a cerimônia de despedida no aeroporto “Josè Marti” de Havana, com o discurso do Papa. A partida para Roma está  prevista para as 17:30.
Quinta-feira, 29 de março. No final da viagem noturna o avião com o Papa a bordo aterrisará no aeroporto internacional de Roma/Ciampino às 10:15.

Deus chora na Terra


China: presos cinco sacerdotes clandestinos
Na diocese de Suiyuan, Mongólia interior
ROMA, 31 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) .- Cinco sacerdotes da denominada “igreja clandestina” (não pertencentes à Igreja Patriótica controlada pelas autoridades chinesas), da diocese de Suiyuan (Hohhot), na Mongólia Interior, foram presos pela polícia ontem, 30 de janeiro.
De acordo com fontes eclesiásticas, citadas pela agência Ucanews, as prisões ocorreram em Erenhot, cidade próxima da fronteira com a Mongólia, situada na rota que une Hohhot a Ulán Bator.
Os sacerdotes presos são Joseph Zhang, administrador diocesano, Joseph Ban, reitor do seminário "clandestino" e três párocos, os padres Ding, Wang e Zhao. Aparentemente, haviam se reunido ao anoitecer na casa de um fiel, para discutir assuntos paroquiais. Nesse momento, uns trinta policiais e funcionários invadiram o local e levaram os cinco sacerdotes.
 As autoridades não deram qualquer explicação quanto à razão das prisões, dizem fontes locais, e os líderes leigos das comunidades afetadas têm chamado os fiéis a rezar pelo rápido retorno dos seus sacerdotes.
Ainda de acordo com as mesmas fontes, a chegada da polícia em Erenhot foi surpreendente porque, nos últimos anos, as comunidades "clandestinas" de Suiyuan tinham uma existência tranqüila;  os quase trinta padres em seu serviço agiam com grande discrição, acolhidos pelas famílias e fazendo o seu ministério secretamente.
[Tradução TS]

Nigéria: firmes na oração e na esperança em Deus
Bispos exortam católicos a não responder às provocações
ROMA, terça-feira, 31 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Os bispos da Nigéria pediram que os cidadãos renovem o país unidos a Deus, permanecendo firmes na fé, no amor e na paz, apesar das provocações. É a resposta da Igreja católica aos atentados contra igrejas, centros e indivíduos católicos, perpetrados pela seita fundamentalista muçulmana Boko Haram, que deixaram centenas de mortos e feridos.
O apelo foi feito em várias mensagens pastorais do arcebispo John Onaiyekan, de Abuja, e dos bispos Martin Uzoukwu, de Minna, Hilary Okeke, de Nnewi, e Mathew Hassan Kukah, de Sokoto, que falam sobre a insegurança provocada no país pelas bombas que o temido grupo fundamentalista islâmico já explodiu em diversos lugares.
Na mensagem pastoral Senhor, dai-nos a paz, dirigida aos fiéis da arquidiocese de Abuja, o arcebispo John Onaiyekan comenta: "Vivemos uma grande angústia por causa das tensões e das dores do nosso povo. Rezamos para que Deus possa libertar a nossa nação" (Serviço Católico Nacional de Notícias, 27 de janeiro).
Ao enumerar as diversas causas de preocupação quanto às ameaças contra a vida e contra a propriedade do povo inocente, o arcebispo exortou os nigerianos a não deixarem ninguém desorientá-los nem desorganizá-los mediante o medo e as ameaças.
E continuou: "Temos que nos armar de coragem para não ceder às provocações, permanecer de pé e de cabeça erguida (Lucas 21,18), confiando no Deus que salva". Onaiyekan instou os fiéis a ficarem atentos e preocupados com a segurança, enquanto os membros "com experiência e capacidade em matéria de segurança continuarão fazendo o seu serviço de bom grado, a fim de garantir uma proteção apropriada e eficaz para a Igreja".
O prelado de Abuja afirmou ainda que “as pessoas que querem jogar os cristãos contra os muçulmanos, e que tentam atiçar a guerra entre os dois grupos, estão fazendo um grande mal para a nação. Temos que resistir a todas as tentativas de nos transformarem uns em inimigos dos outros”. Por isso, aconselha: “É hora de promover e manter boas relações com os nossos amigos, vizinhos e concidadãos muçulmanos”.
Ao falar da explosão de uma bomba na véspera de Natal na igreja de Santa Teresa em Madalla, no estado de Níger, o bispo da diocese, Dom Martin Uzoukwu, afirmou: "Denuncio este ato de terrorismo contra o meu povo, que foi à igreja celebrar o dia santo de Natal, um dia em que os cristãos do mundo intero comemoram a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Divina Misericórdia encarnada, o príncipe da paz e do amor".
E prosseguiu: "Vamos a arrancar pela raiz o mal que está surgindo entre nós. Todos nós temos que pôr as mãos na massa e tomar as medidas mais proativas para o bem do nosso povo e da nossa nação. Temos que conter o nosso povo diante dos atos de violência contra outros grupos nas nossas comunidades".
Ao agradecer a todos que se solidarizaram com a igreja e com a diocese pela morte de mais de 30 membros da paróquia de Santa Teresa, além dos muitos feridos nesse ato covarde, o bispo pediu que o governo federal revise os sistemas de segurança do país para promover uma adequada proteção das vidas e dos bens de todos.
Aos católicos, ele exortou também: "Permaneçam firmes na oração. Mantenham a calma e fiquem atentos. Sempre de pé e anunciando Jesus Cristo, que é amor e paz. Nas palavras do pai-nosso, nós somos chamados a perdoar àqueles que pecaram contra nós. Então nós vamos perdoar, mas orem pela paz na nossa Nigéria".
Em sua mensagem Carta ao Povo de Deus, Dom Hilario Okeke, bispo de Nnewi, enfatizou que a Nigéria e os nigerianos desejam a paz diante da contínua ruptura no país. O bispo menciona os bombardeios incessantes em várias regiões, os sequestros, os conflitos étnicos que deixam muitos mortos e a impopular eliminação do subsídio ao petróleo, que paralisou as atividades econômicas durante quase uma semana. "Diante de todas estas perigosas situações de insegurança, pobreza e empobrecimento, violência e dificuldades, os bispos da província eclesiástica de Onitsha se dirigem a Deus pedindo ajuda em nome do Senhor, que fez o céu e a terra".
O episcopado está promovendo sessões especiais de oração pelo país entre 20 de janeiro e 20 de fevereiro.
O bispo de Nnewi continua: "Os desafios à paz na Nigéria são muitos, mas a vontade unida dos nigerianos pela paz triunfará sobre as forças da escuridão e da violência. Quando a nação se voltar para Deus e para a retidão, experimentará a paz que flui como um rio. A violência não é solução. A vingança é pior ainda. A vontade de transformar a Nigéria num país pacífico e próspero tem de começar pela conversão pessoal, pela conversão da cobiça, do egoísmo e da insensibilidade às necessidades dos outros, especialmente dos pobres e desfavorecidos da população".
No texto Basta: saibam que sou Deus! (Sal 46, 10) - um chamado a todos os nigerianos, o bispo Mathew Hassan Kukah, de Sokoto, comenta: "Ninguém pode pretender uma compreensão completa da situação em que nos encontramos. Mas mesmo sem entender os problemas do momento, a nossa fé nos obriga a entender que a mão de Deus está conosco. O desafio é termos a paciência para deixar que se faça a vontade dele".
Dom Kukah pediu que os nigerianos não se desesperem: "É claro que são tempos muito difíceis para o nosso país. Mas também são tempos muito promissores. No meio desses restos de ódio, de ira e frustração, temos algumas dimensões interessantes. A Nigéria está mudando. Os nigerianos estão recuperando o seu país das garras dos malfeitores. Estas histórias são o começo do nosso canto de liberdade. Os cristãos estão cruzando agora publicamente as linhas artificiais traçadas pela mentira e pela intolerância. Nesta semana, unidos em solidariedade, cristãos e muçulmanos estão protestando contra a má gestão do governo e contra a corrupção, além da manipulação da religião. Depois de se libertar das garras dessas forças escuras, a religião poderá desempenhar o seu papel como uma força de harmonia, de verdade e de bem comum".
O bispo de Sokoto convida o povo a orar com fervor a Deus e a ser solidário, enquanto "os líderes de todas as religiões devem se levantar juntos e enfrentar o desafio dos tempos, com uma liderança baseada em nossa humanidade e no bem comum, em vez dos temas insignificantes que nos dividem".
E concluiu: "Apesar de que a liberdade e o crescimento prometido pela democracia não chegaram ainda, nós temos que nos lembrar de que um amanhã melhor é possível, de que uma Nigéria mais unida e pacífica é possível. Os desafios dos últimos dias demonstraram a capacidade de resistência do nosso povo e o seu compromisso com a democracia e com uma vida melhor. Acreditamos que isto é possível. O governo deve se esforçar para ganhar a confiança do nosso povo. Todas as partes têm que tirar lições do que aconteceu e decidir construir uma nação melhor e mais forte".

Mundo


Jornalismo religioso sem conclusões sumárias
Diretor da Editora Vaticana propõe mais formação profissional
Sergio Mora
ROMA, terça-feira, 31 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Editoras, mídia e religião é o livro do pe. Giuseppe Costa, diretor da Livraria Editora Vaticana, lançado em 2009 e reapresentado em 27 de janeiro na Sexta-Feira da Propaganda: Temas e Autores, evento realizado na Livraria Internacional Paulo VI, em Roma.
O debate sobre jornalismo e publicação religiosa foi animado por profissionais do setor: Giovanna Chirri, da agência Ansa, Salvatore Mazza, do jornal Avvenire, e Enzo Romeo, diretor do telejornal da RAI 2. A moderadora foi Neria De Giovanni.
Giovanna Chirri criticou a pressa de alguns jornalistas que sequer lêem o que “copiam e colam”. Ela mencionou a falta de estagiários nas redações e a dificuldade com muitos “supergraduados” que conhecem várias línguas, mas não sabem o que fazer na redação.
Salvatore Mazza destacou a enorme quantidade de notícias que passam pela tela do computador, a ponto de não bastar um dia para ler todas as manchetes. E falou da dificuldade de linguagem, usando palavras como "leigo", que têm um significado na Igreja e outro na linguagem... leiga.
Enzo Romeo lembrou como se chegava nos jornais, ressaltando que antes de se fazer uma especialização era preciso se tornar um jornalista tout court. "Para ir fundo na especialização, você tem que estar apaixonado pelo assunto, senão vira um tecnocrata".
O autor do livro, pe. Giovanni Costa, disse a Zenit que recopilou a experiência de uma vida inteira dedicada ao jornalismo.
"Sempre fiz e ensinei jornalismo religioso. Quando eu era ainda recém-ordenado, fiz teologia pastoral juvenil e comecei a escrever como amador. Me mandaram para fazer jornalismo nos Estados Unidos. Eu sempre fiquei no âmbito da informação religiosa".
"O livro nasceu da percepção de que há um problema comum a todos os meios de comunicação, que é o da linguagem. Qualquer pessoa que lida com informação religiosa tem o dever de conhecer a linguagem e de adaptá-la ao instrumento que usa".
A linguagem "é o problema-chave da informação religiosa. Muitos mal-entendidos e estereótipos existem porque a linguagem não é implementada. E ela significa história, cultura, filosofia, teologia, e assim por diante".
Um caso problemático frequente é o do jornalista leigo destacado da noite para o dia para cobrir religião. Ele deveria “documentar-se, superar essa lacuna. Porque nem mesmo os jornalistas mais preparados vão poder escrever sobre um esporte se não conhecerem as regras. Não é possível usar a linguagem do basquete para o futebol ou para o vôlei. Na religião também é assim, e mais grave, porque os problemas são ainda mais profundos, mais específicos, mais complexos".
O jornalista deve construir sua própria formação. Como? "Através da leitura e do estudo. Existem também lugares para a informação religiosa, espaços institucionais, pessoas com quem discutir temas religiosos, cursos em universidades que preparam os jornalistas. Por exemplo, nas universidades pontifícias existem cursos de formação para jornalistas".
"Os meios existem, mas é preciso ter vontade. Há muita superficialidade, há quem pense que pode fazer a informação religiosa com base em conclusões sumárias".
E antecipou: “Eu tinha preparado um livro sobre os cinquenta anos de jornalismo religiosa na Itália (da Fronteiras da Comunicação). Esse livro será republicado com a colaboração de dois jovens pesquisadores, Merola e Caruso, e vamos apresentá-lo dentro de um mês e meio. O título será Jornalismo religioso: história, método e textos. É uma novidade a ser lançada”.

Entrevistas


Ideologia de Gênero: neototalitarismo e a morte da família
Entrevista com Jorge Scala
Por Thácio Siqueira
BRASILIA, terça-feira, 31 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- O livro “Ideologia de Gênero: neototalitarismo e a morte da família”, cuja versão em português esteve aos cuidados da editora Katechesis, é um livro do advogado pró-vida, argentino, Jorge Scala, lançado no Brasil em Outubro do ano passado. Zenit entrevistou o autor, que nos explicou brevemente o significado do seu livro e os perigos desta ideologia nas nossas sociedades.
Por que um livro sobre a ideologia de gênero?
A razão é simples: a ONU criou uma Agência do Gênero. Essa agência se dedica a controlar que todos os organismos e programas da ONU incluam o gênero. Por sua vez, a União Européia e o Banco Mundial condicionam os empréstimos para o desenvolvimento dos países pobres, por cláusulas da difusão de Gênero. Finalmente, se incorporou o gênero no sistema educacional dos nossos países. Dado tudo isto, é necessário investigar o que é o gênero.
O que significa dizer que a ideologia de gênero é uma ideologia e não uma teoria ou uma descoberta científica?
Uma teoria é uma hipótese verificada experimentalmente. Uma ideologia é um corpo fechado de idéias, que parte de um pressuposto básico falso – que por isto deve impor-se evitando toda análise racional -, e então vão surgindo as conseqüências lógicas desse princípio falso. As ideologias se impõem utilizando o sistema educacional formal (escola e universidade) e não formal (meios de propaganda), como fizeram os nazistas e os marxistas.
O que é, então, a ideologia do gênero? Como você a descreveria para nossos leitores?
Seu fundamento principal e falso é este: o sexo seria o aspecto biológico do ser humano, e o gênero seria a construção social ou cultural do sexo. Ou seja, que cada um seria absolutamente livre, sem condicionamento algum, nem sequer o biológico -, para determinar seu próprio gênero, dando-lhe o conteúdo que quiser e mudando de gênero quantas vezes quiser.
Agora, se isso fosse verdade, não haveria diferenças entre homem e mulher – exceto as biológicas -; qualquer tipo de união entre os sexos seria social e moralmente boas, e todas seriam matrimônio; cada  tipo de matrimônio levaria a um novo tipo de família; o aborto seria um direito humano inalienável da mulher, já que somente ela é que fica grávida; etc. Tudo isso é tão absurdo, que só pode ser imposto com uma espécie de "lavagem cerebral" global.
Você, em seu livro, a chama de “ideologia totalitária”. Há alguma relação com as ideologias totalitárias que a humanidade tem experimentado na história? Ou é um passo para chegar a estas situações de políticas totalitárias?
O gênero destrói a estrutura antropológica íntima do ser humano, por tanto quem fique à mercê dessa ideologia o fará “voluntariamente”. Não é mais do que uma ferramenta de poder global que, se imposta, levará a um regime totalitário – ainda quando haja eleições e partidos políticos como na Alemanha nazista -. Em contraste, nas outras ideologias conhecidas, o Estado dominava - ou domina como na Coréia do Norte ou em Cuba - pela força bruta.
Parece uma ideologia que entra nos países pelo aspecto legal e jurisdicional. Não será a falta de reconhecer uma lei natural, e a adoção do positivismo, os alicerces deste totalitarismo?
O problema parece mais profundo e complexo. O ethos é aquilo que um povo estima o que está bem e o que está mal, desde as profundezas do seu coração, não importando o que digam as leis e até mesmo o que cada um faça na própria vida. O problema é que o Ocidente perdeu o seu ethos comum, até 30 ou 40 anos atrás, era o cristianismo. O liberalismo fez que muitas pessoas acreditassem que a moral fosse um assunto privado de cada pessoa. Então, para alguns, é bom mentir, roubar, matar e fornicar - em certas circunstâncias -; e como todas as opiniões são iguais, a única maneira de viver em sociedade é que as leis “imponham” um certo ethos, que deve ser aceito por todos, sob certas penalidades. Por isso, nos nossos parlamentos promove-se todos os tipos de leis de gênero. Busca-se com elas que – junto com a educação -, formem o novo ethos dos nossos povos. E se o gênero se converte em ethos, o sistema totalitário funcionará plenamente.
A teoria do gênero é totalitária, mas não vemos ninguém perdendo as suas vidas. Então, por que ter medo de algo que não passa de leis e de idéias? Não é melhor respeitar a opinião de cada um?
Em 2010 a Espanha reformou a sua lei do aborto conforme a ideologia do gênero, considerando-o "direito humano" essencial da mulher. Naquele ano houve 113.031 abortos na Espanha. Essa "lei" e essa "idéia" mataram - só na Espanha e só nesse ano -, muitas pessoas. Não é pra ter medo da ideologia do gênero, mas é necessário enfrentá-la no campo das idéias, que é onde ela pode ser vencida mais facilmente.
Sempre é necessário respeitar as pessoas - independentemente dos seus pensamentos-. No entanto, as opiniões não se respeitam: se discernem. O livro ajudará o leitor a fazer seu próprio discernimento sobre o gênero.
Qual é, então, as conseqüências para nossos filhos, para a próxima geração?
Eu respondo com um fato real. Dei uma palestra sobre esta ideologia, a todos os professores de uma cidade de 7.000 habitantes, numa área rural da minha província. Gente simples e trabalhadora. Ao concluí-la, uma professora comentou em voz alta: 'Agora eu entendo porque há alguns dias atrás meu filho de 7 anos me perguntou: mamãe eu sou menino ou menina ...? As pessoas formadas e maduras estão imunes dessa ideologia, mas se a permitirmos penetrar nas crianças desde tenra idade - cinema, rádio, TV, escola, revistas -, em muitos casos, teremos que lamentar com o tempo tragédias de todo tipo.
"Onde haja um homem – mulher ou varão - , sua inteligência buscará a verdade, sua vontade tentará amar e autodirigir-se para o bem ", é o que você afirma no seu livro. Qual seria a melhor maneira de combater esta e outras ideologias semelhantes que tendem a penetrar nas Constituições e leis dos países? É a formação de homens e mulheres verdadeiros? O que significa um homem ou uma mulher verdadeiros?
Ante todas as idéias insalubres ou absurdas que giram pelo mundo atual, o mais importante não são outras idéias que as combatam; Mas sim, testemunhas da verdade. Mulheres e homens sinceros, de carne e osso. A mulher é a mãe, ou seja: o amor incondicional e que sempre está presente. O varão é o pai, ou seja: a autoridade, o amor que põe limites e condições, para tirar o melhor de si de cada um. Ambos amores são necessários para chegar à maturidade humana. Conhecer um homem e uma mulher assim, é a melhor "vacina" contra a ideologia do gênero.
Todo o dinheiro da venda desse livro no Brasil é revertido para o movimento Pró-vida do Brasil. O livro é distribuído no Brasil pelo Prof Felipe Nery (proffnery@hotmail.com)
Jorge Scala - Argentino. Advogado. Professor de Bioética na Universidad Libre Internacional de las Américas. Professor honorário da Universidad Ricardo Palma. Prêmio Thomas More do Instituto Tomas Moro. Prêmio João Paulo II à defesa da vida da Universidad Fasta. Autor e co-autor de vários livros. Deu mais de 600 palestras em 17 países.

ANÙNCIOS


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Cardeal fala sobre o Filme "Bella": Um Filme Conectado a Vida...
Caros amigos, o Cardeal Rigali disse em poucas palavras sua impressão sobre o filme BELLA: «tem uma mensagem que está muito conectada à VIDA: aos problemas da VIDA, aos desafios da VIDA, à VALORIZAÇÃO da VIDA». Caro Leitor, estamos REUNINDO um GRUPO de amigos PARA encomendar este belo filme diretamente da Distribuidora, por APENAS: R$ 19,99 (COM FRETE INCLUIDO PARA QUALQUER LUGAR DO BRASIL) Solicite maiores informações PELO E-MAIL: tasantosjr@filmebella.com

Noticias dia 30/01



ZENIT PRECISA DE VOCÊ! Campanha de doações 2012 

Para poder continuar sua atividade e manter a política de oferecer gratuitamente os serviços aos 500.000 leitores que fazem uso pessoal de ZENIT, neste ano precisamos arrecadar entre os leitores de língua portuguesa 90.000 dólares, ou seja, 160.000 Reais ou 70.000 Euros aproximadamente. 

Rogamos à generosidade dos leitores de língua portuguesa para nos ajudar a seguir adiante. 
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Muito obrigado e boa leitura de ZENIT!


FAMILIA E VIDA

SANTA SÉ

DEUS CHORA NA TERRA

MUNDO

EM FOCO

ANÁLISE


Familia e Vida


A bela face da política
Prefeito italiano na Marcha pela Vida em Paris
ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – “Qual candidato me deixará viver?” É o grito da criança no ventre que foi difundido durante a 8° edição da Marcha que aconteceu em Paris pelo respeito à vida, nas vésperas das eleições presidenciais e legislativas na França.
 *** 
Estava presente na Marcha pela Vida, como de costume, uma delegação do Movimento pela Vida Italiano, 25 pessoas, sobretudo jovens. Entre eles Luciano Trapletti, prefeito de Berzo S. Fermo (BG), nascido em 1973 e voluntário pela vida há vinte anos.
ZENIT o entrevistou para descobrir a outra face da política.
Faixa tricolor de prefeito, mochila e tênis, em Paris pela vida: Por quê?
Trapletti: Bem, o valor da vida, que acredito fortemente, é fundamental. Se não colocarmos a vida, sobretudo dos mais indefesos, em primeiro lugar, acho que temos pouco a pensar sobre a economia e tantas outras questões que claramente não são essenciais.
É uma visão muito bonita, mas não de todos hoje em dia...
Trapletti: É verdade...bonita! A minha experiência pessoal foi atingida por uma tragédia familiar. Este é o motivo do meu entusiasmo e da importância que dou à vida. Se não colocarmos na base o ser humano, aquele que está entre nós, sobretudo o mais indefeso, é obvio que não podemos continuar pensando grande, porque tudo começa do pequeno.
Finalmente uma política limpa, verdadeira...
Trapletti: Seria belo poder dizer assim e mais ainda, ver. Infelizmente, digo sempre aos meus cidadãos, nem sempre o exemplo que temos dos nossos superiores e políticos é nesse sentido. Esta manifestação ao invés me dá muito entusiasmo, ainda mais vendo tantos jovens...porque podemos voltar para trás e quem nos governa pode entender  que basicamente, as prioridades precisam ser revistas: não apenas a economia, dinheiro, e welfare mas também algo mais.
Como disse o senhor, primeiro a atenção às crianças que ainda não nasceram e depois a economia e tudo mais. O que significa esta Marcha: esperava algo assim?
Trapletti: É o primeiro ano que eu venho, mas nos anos anteriores partilhei as etapas com meus amigos que tinham participado. É o 5° ano que eles participam, portanto alguma coisa já sabia. Viver pessoalmente foi outra coisa, junto com os meus jovens e outras pessoas. É belo compartilhar, acima de tudo saber que alguém como você está lutando para que não sejam tutelados apenas os direitos dos animais, no entanto correto e adequado, contra a vivisseção e etc. Mas seria melhor intervir, sobretudo em favor dos homens.
Na França são muito atentos a natureza, mas poucos o são com os homens-embriões.
Trapletti:Isso é um outro aspecto.Muitas vezes é necessário ponderar e dar um peso correto e principalmente escolher prioridades. Claro que para aqueles que crêem, a prioridade deveria ser a vida, um dom maravilhoso que Deus nos deu. Mesmo para quem não crê, existe o fato de que a vida é um dom maravilhoso e, sobretudo um recurso e um grande valor que não deve ser sufocado, mas certamente ajudado a crescer.
O senhor acha que fazer a Marcha pela Vida hoje é algo necessário e positivo?
Trapletti: Absolutamente sim. Manifesta-se por toda razão justa e compartilhável, um motivo a mais para Marchar pela vida que está na base de tudo.
Por Elisabetta Pittino
(Tradução:MEM)

Santa Sé


Promoção do bem comum e dos perenes valores éticos e religiosos dos cristãos
Papa Bento XVI expressa condolências pela morte de Oscar Luigi Scalfaro
ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Morreu ontem (29), aos 93 anos, Oscar Luigi Scalfaro, político e magistrado italiano que ocupou todos os mais altos cargos do Estado, inclusive a presidência da Itália entre 1992 e 1999. Em telegrama enviado à filha de Scalfaro, Marianna, o papa Bento XVI escreveu:
 “Espiritualmente próximo neste momento de tristeza pela morte do senador Oscar Luigi Scalfaro, presidente emérito da República Italiana, desejo oferecer-lhe as minhas mais sentidas condolências, garantindo a minha sincera participação no luto que também afeta toda a nação italiana. Ao recordar com carinho e especial gratidão esse ilustre homem de Estado católico, integérrimo magistrado e fidelíssimo servidor das instituições, que nas responsabilidades públicas assumidas esforçou-se sempre para promover o bem comum e os perenes valores éticos e religiosos cristãos próprios da tradição histórica e civil da Itália, elevo fervorosas orações por sua alma, invocando da bondade divina por intercessão da Virgem Maria, venerada especialmente por ele, a paz eterna. De coração concedo-lhe o conforto da bênção apostólica, e também a todos os familiares”.
Condolências também de Assis
O padre Enzo Fortunato, diretor da assessoria de imprensa do Sagrado Convento Franciscano, declarou: “Morreu um amigo do Sagrado Convento de Assis, um terciário franciscano, um homem das instituições que tinha no testemunho de São Francisco um sólido ponto de referência. Scalfaro tinha uma forte relação com a comunidade franciscana, da qual esteve especialmente próximo após o terremoto de 1997”.

Deus chora na Terra


Freiras de clausura rezam pela Igreja na China
Iniciativa envolve cerca de 530 conventos de clausura da Itália
ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - As notícias sobre a situação da Igreja na China são preocupantes. Os padres Angelo Lazzarotto e Piero Gheddo, missionários do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (o Pime, que está presente no "Império do Meio" desde 1858), tiveram a iniciativa de envolver cerca de 530 conventos de clausura da Itália em uma campanha de orações: eles enviaram a cada convento o livro A Life in China (EMI 2011), que reúne as cartas do padre mártir Cesare Mencattini (1910-1941) comentadas pelo padre Lazzarotto, juntamente com duas cartas para as freiras explicando o porquê desta iniciativa.
A Igreja na China "é hoje uma bela esperança para a Igreja universal e, especialmente, para a missão na Ásia, o continente em que vivem de 80 a 82% dos não-cristãos de todo o mundo", mas que "atravessa o momento mais difícil e decisivo da sua história recente, correndo até o perigo de cair num cisma, palavra que lembra outros momentos dramáticos e tristes na história milenar da Igreja de Cristo", escreve o pe. Gheddo, que, há mais de trinta anos, manda para conventos femininos de clausura os seus livros sobre as missões e sobre o trabalho do Pime.
O pe. Angelo Lazzarotto, que já foi missionário em Hong Kong e é um profundo conhecedor da Igreja na China, graças às dezenas de viagens que fez ao país, falou brevemente, em declarações veiculadas pela Asia News, sobre a crise "desencadeada em 20 de novembro de 2010, quando as autoridades comunistas decidiram impor uma ordenação de bispos na cidade de Chengde, província de Hebei, sem o consentimento do Papa". "No verão de 2011, o governo impôs outras duas ordenações episcopais, uma no dia 29 de junho, em Leshan, na província de Sichuan, e a outra em 14 de julho, em Shantou, na província de Cantão, apesar de ter sido informado das razões pelas quais o papa não poderia dar a sua aprovação. Assim, a Santa Sé teve que declarar que os dois padres que concordaram em ser ordenados bispos contra as leis da Igreja tinham incorrido em excomunhão automática. A China protestou".
"Infelizmente, o governo comunista não hesita em usar nem bajulação nem da violência física para atingir os seus objetivos. No ano passado, eles chegaram a mandar a polícia para forçar vários bispos a participarem da assembleia de dezembro de 2010 e também das ordenações episcopais. O governo criou para isto a Associação Patriótica Católica, que acaba marginalizando os bispos. Esse uso absurdo da força para impor determinadas opções religiosas desonra o prestígio da Nova China no mundo".
Vários observadores e estudiosos dizem que há facções de extrema-esquerda que estão tentando assumir o comando na máquina administrativa chinesa. Aliás, um importante congresso do Partido Comunista está sendo preparado para renovar a cúpula do poder.
Quanto às perspectivas para a Igreja na China, "há necessidade, é claro, dos novos bispos", prossegue o padre. "Mas a Igreja no país está em emergência, porque faz 30 anos, com o fechamento de todos os seminários, que nenhum padre é ordenado. Hoje, os possíveis candidatos para o episcopado têm de 35 a 40 anos de idade. Falta experiência. Então, enquanto muitos bispos e outros delegados tentaram de todas as maneiras recusar a participação nos eventos mencionados acima, outros não foram capazes de resistir. É difícil saber até que ponto eles aceitaram de forma voluntária, porque muitas vezes a preocupação deles é garantir o funcionamento das infra-estruturas essenciais para a vida da Igreja, considerando que o controle das finanças diocesanas está nas mãos dos membros da Associação Patriótica. É sabido que muito dinheiro flui através da Associação para um crescente número de dioceses, paróquias e seminários. Por isso, quem não coopera com o governo acaba pagando um enorme custo financeiro. E, como sempre, aceitar o dinheiro significa perder independência".
Neste contexto, "as diversas tentativas do passado para se chegar a um entendimento com as autoridades comunistas na China falharam, por causa da sabotagem das forças interessadas em manter o estado de conflito. Mas Bento XVI, como os seus antecessores, nunca perde uma oportunidade de expressar a sua confiança na Igreja presente na China, bem como a alta estima que ele tem pelo povo chinês e o seu respeito pelo governo que o guia". E "as autoridades de Pequim não ignoram o prestígio considerável da figura do Papa em âmbito internacional, e por isso repetem que elas também estão disponíveis para melhorar as relações com o Vaticano".
"Um diálogo construtivo precisa ser fomentado, na minha opinião, no campo prático. As comunidades católicas querem trabalhar pela paz social e fazer os seus esforços para o bem comum. Mas tem que ser assegurado que a Igreja possa operar de acordo com as suas tradições. Na escolha dos candidatos ao episcopado, é essencial que sejam sacerdotes adequados, em termos de requisitos pessoais e eclesiásticos. Não podemos aceitar que entidades impostas pelo Estado e estranhas à estrutura da Igreja se coloquem acima dos bispos na liderança da comunidade da Igreja. Isto foi dito claramente pelo papa Bento XVI".
Para que se consiga chegar a um acordo válido e duradouro, o pe. Lazzarotto considera que "é preciso acontecer um verdadeiro milagre. Precisamos de uma cruzada de oração, sabendo que nada é impossível para Deus. O papa Bento XVI tem feito apelos reiterados aos católicos de todo o mundo para se juntarem à invocação dos irmãos e das irmãs da República Popular da China. Eles têm uma grande fé na Virgem Maria, que é venerada em muitos santuários, especialmente em Sheshan (perto de Xangai), onde ela é invocada como Auxílio dos Cristãos. O papa convida os católicos a pedirem a intercessão de Maria para "iluminar todos os que estão em dúvida, reconvocar os que se desviaram, consolar os que sofrem e dar força para aqueles que são atraídos pela sedução do oportunismo".
Pe. Piero Gheddo

Mundo


Colaboração entre sacerdotes, religiosos e leigos para construir juntos a Igreja
Hong Kong apresenta "As estatísticas da diocese"
ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – A diocese de Hong Kong que celebra o Ano dos Leigos e encoraja os fiéis a participar da vida nas comunidades e da formação da fé paroquial, apresenta “As estatísticas da Diocese”.
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Segundo a Agência Fides de notícia a diocese de Hong Kong está celebrando o Ano dos Leigos e como resposta às exigências deste evento, a Comissão diocesana para a construção e o desenvolvimento da diocese publicou recentemente "As Estatísticas da Diocese". Este apresenta os números sobre paróquias, sacerdotes, religiosos/as, centros educativos e de serviço social, e todas as informações sobre as estruturas e o empenho eclesial em Hong Kong.
Durante a apresentação do estudo, de acordo com a notícia, Dom Domenico Chang, Vigário diocesano, hoje a Igreja em Hong Kongconta 350 mil fiéis locais, aos quais se acrescentam os colaboradores domésticos filipinos e outros estrangeiros, alcançando assim a cifra de 530 mil. Em 2011, houve 6.200 batismos (2.700 recém-nascidos, 3.500 adultos). Atualmente, a porcentagem de fiéis por cada sacerdote é de 2.300 pessoas. Em 2009, cada sacerdote se ocupava de 1.200 fiéis, no ano seguinte esta cifra aumentou a 1.715. 
O texto também recorda o desenvolvimento da Igreja em Hong Kong, que no período de 1954 a 1974 os católicos aumentaram em cerca de 200 mil, com a chegada dos refugiados de todo o continente.
A Comissão destacou que a publicação constitui uma resposta às exigências do Ano dos Leigos que a diocese está celebrando:"Das estatísticas, resulta um aumento dos fiéis e uma diminuição dos sacerdotes. Disso provém uma solicitação a uma maior e mais profunda colaboração entre sacerdotes, religiosos e leigos para construir juntos a Igreja, sobretudo no Ano dos Leigos".
Segundo informado pelo Kong Ko Bao (boletim diocesano em chinês), em setembro de 2011, Dom Domenico Chan, anunciou o programa do Ano dos Leigos 2012 para ajudar os fiéis a viver a iniciativa com continuidade e encoraja os fiéis a participar da vida nas comunidades e da formação da fé paroquial.
Maria Emília Marega

Sacerdote assassinado no México e outro na Guatemala
Violência local tira a vida dos dois pastores
MADRI, segunda-feira 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Com um dia de diferença, foram assassinados dois sacerdotes nos países vizinhos do México e Guatemala. Em ambos os casos, a Igreja atribuiu o que aconteceu à atividade de gangues criminosas no primeiro caso e ao clima de crescente violência no segundo.
O padre Genaro Diaz, da paróquia da Imaculada Conceição, localizada em Villas de la Hacienda, Atizapan, México, foi assassinado na manhã do 28 de janeiro dentro da casa paroquial.
Pedro Gonzalez Mendoza, diretor de Segurança Pública e Trânsito de Atizapán, informou que, aparentemente, o assassinato ocorreu entre 6hs e 7hs deste sábado.
Disse que o sacerdote, de 68 anos, estava de pijama e chinelos, e pelo que parece escutou ruídos ou tocaram e abriu a porta da casa paroquial.
Espera que o pessoal do Gabinete de Justiça da entidade realize as perícias técnicas adequadas, porque a olho nú não dá para determinar se foi baleado por uma arma de fogo ou recebeu alguma pancada de algum objeto, como um pedaço de pau.
O bispo da Diocese de Nezahualcoyotl, Hector Luis Morales Sanchez lamentou a morte do sacerdote pelas mãos de gangues criminosas.
Reconheceu que em alguns municípios da diocese ainda estão ocorrendo atos de violência e que a insegurança para as pessoas, entretanto, corresponde a todos os mexicanos, que devem se cuidar e denunciar qualquer fato ilícito.
Afirmou que, dada a insegurança, quando há assistência mínima de católicos, fecham as igrejas para evitar roubos ou possíveis ataques à religiosos.
Diante desta situação, pediu aos católicos da diocese, que inclui os municípios de Nezahualcoyotl, Los Reyes La Paz e Ixtapaluca, que estejam atentos a quaisquer atos de agressão e acionem as medidas de segurança.
O bispo expressou suas condolências à família do sacerdote assassinado e exortou a continuar trabalhando com as famílias para que se formem nos valores "e não tenhamos mais fatos como o que estamos lamentando agora."
Além disso, na manhã do 27 de janeiro a Igreja de Guatemala vestiu-se de luto pelo assassinato do Padre David Donis Barrera, de 60 anos, pertencente à comunidade do Santa Rosa, que estava viajando com o sacristão da Paróquia da Sagrada Família, Vicente Donis Barrera, que saiu ileso.
O padre David brutalmente assassinado no km 52 da estrada entre a fronteira com El Salvador tinha acabado de celebrar a missa, e seguia para a cidade de Guatemala, onde houve um acidente automobilístico.
O motorista do outro veículo alcançou o do sacerdote, e em retaliação pelo acontecido disparou a queima-roupas contra o padre. Guatemala, com 14,3 milhões de habitantes e uma média de 16 assassinatos por dia, é uma das mais violentas da América Latina. Em 2011, umas 6.000 pessoas foram mortas.
Centenas de vizinhos, além de representantes da Igreja Católica participaram neste domingo no funeral do padre, em Nueva Santa Rosa.
Monsenhor Rodolfo Quezada, Arcebispo da Guatemala, foi forte em condenar o fato e exigiu que "este crime seja esclarecido, especialmente agora que o governo tem dado a sua palavra para reduzir a violência."
Monsenhor Quezada disse: "Esta morte junta-se aos milhares de guatemaltecos que perderam suas vidas no país, tanto agora como conflitos armados". Convidou a rezar e agir para a paz.
Durante a missa, celebrada por monsenhor Barnabé Sagastume, Bispo de Santa Rosa, verificou-se uma longa fila de pessoas que se aproximavam do caixão para ver pela última vez o padre David. Ao vê-lo, pediam para ter paz o mais breve possível no país. Sobre o caixão foram colocadas as vestes de seu sacerdócio e uma Bíblia. O bispo rezou pela conversão dos assassinos do religioso.
David Donis Barrera estava destinado, há dois anos, à Paróquia Sagrada Família, de Oratorio, Santa Rosa, e exerceu o seu ministério sacerdotal por mais de 40 anos. Os paroquianos disseram que imitarão o seu exemplo de amor a Deus.
[Tradução Thácio Siqueira]

A consagração, instrumento da nova evangelização
Vem e segue-me: lema da Jornada Mundial da Vida Consagrada
MADRI, segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- No próximo dia 2 de fevereiro, festa da Apresentação de Jesus no templo, a Igreja reza e dá graças por aqueles que dedicam toda a sua vida para o serviço do Reino. Desde 1997, por iniciativa do Beato João Paulo II, celebra-se nesse dia a Jornada Mundial da Vida Consagrada.
"Nesse dia olhamos para a vida consagrada e para cada um dos seus membros como um dom de Deus à Igreja e à humanidade", disse na apresentação da Jornada monsenhor Vicente Jiménez Zamora, Bispo de Santander e presidente da Comissão Episcopal para a Vida Consagrada.
"Juntos - acrescenta - agradecemos a Deus pelas Ordens e Institutos religiosos dedicados à contemplação ou ao apostolado, pelas Sociedades de Vida Apostólica, pelos Institutos Seculares, pela Ordem das Virgens, pelas novas formas de Vida Consagrada ".
O lema escolhido para este ano é: "Vem e segue-me" (Mc 10, 21). O bispo lembra que esta Jornada acontece depois da celebração da Jornada Mundial da Juventude em Madri e no horizonte do próximo Sínodo dos Bispos sobre o tema: a nova evangelização para a transmissão da fé cristã (Roma, 7-28 de outubro de 2012).
"A nova evangelização, à qual a Igreja nos convida - diz ele - é primeiramente um desafio espiritual para sair da indiferença. Depende em grande medida da credibilidade da nossa vida e da convicção de que a graça de Deus trabalha e transforma até converter os corações. A nova evangelização pede novos evangelizadores. "
"As pessoas consagradas são chamadas pela sua vocação - acrescenta Dom Jiménez Zamora - consagração e missão de viver um estilo de vida, que requer, em primeiro lugar, a santidade de vida à qual toda a Igreja está chamada. Este estilo se manifesta visivelmente nos conselhos evangélicos vividos em comunidade. Através deles se manifesta a radicalidade e a novidade do seguimento de Jesus Cristo. A consagração é, assim, instrumento de nova evangelização".
Lembra as palavras do Beato João Paulo II, na exortação apostólica Vita Consecrata: "As pessoas consagradas, em virtude de sua vocação específica, são chamadas a manifestar a unidade entre autoevangelização e testemunho, entre renovação interior e apostólica, entre ser e atuar, destacando que o dinamismo surge sempre do primeiro elemento do binômio."
E concluiu com uma citação do Papa Bento XVI que, no Encontro com jovens religiosas, na Jornada Mundial da Juventude, ao falar sobre a natureza radical da vida consagrada, dizia: "Queridas irmãs, este é o testemunho da santidade para a qual Deus vos chama, seguindo muito de perto e sem condições a Jesus Cristo na consagração, comunhão e missão. A Igreja precisa da vossa fidelidade jovem enraizada e edificada em Cristo. Obrigado pelo vosso "sim" generoso, total e perpétuo ao chamado do Amado. Que a Virgem Maria sustente e acompanhe vossa juventude consagrada, com o vivo desejo de que interpele, incentive e ilumine a todos os jovens”.
[Tradução Thácio Siqueira]

Em foco


As escolhas de Dom Bosco dependem dos apelos de Deus
Mensagem do Reitor-Mor dos Salesianos e as estatísticas atualizadas da Congregação Salesiana.
ROMA, segunda-feira, 30 de janeiro, 2012 (ZENIT.org) .- "No coração do Antigo Testamento está o chamado de Deus a Moisés, no dia da sarça ardente. O Senhor no livro do Êxodo (3, 7-8) disse: "Eu vi a aflição do meu povo no Egito e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores; porque conheço os seus sofrimentos. Desci para liberá-lo das mãos do Egito e para fazê-lo sair deste país a um país belo, e dizendo os quatro verbos: "Eu vi ... Eu ouvi ... eu conheço ..., eu desci para resgatá-lo", mostrou de forma clara e significativa a paternidade perfeita, expressão de não-abandono dos seus filhos."
A partir desta consideração Pe. Pascual Chávez Villanueva, Reitor-Mor dos Salesianos, em uma mensagem enviada a todos os seus irmãos e membros da Família Salesiana (cooperadores, ex-alunos, voluntários, congregações femininas fundadas pelos salesianos em várias partes do mundo) coloca bastante em evidência que Dom Bosco foi chamado a encarnar a paternidade de Deus no nosso tempo, o que significa que "vivia e trabalhava em um período de rápidas transformações epocais, sobretudo na área social e eclesial. Em particular, acelerou-se o processo iniciado com o Iluminismo, que terminou com a societas cristã, através do triunfo das ideologias agnósticas e anti-cristãs, a ostensiva incompatibilidade entre razão-ciência e fé, o progressivo afastamento das classes médias e populares das instituições eclesiais (mais rápido na cidade, gradualmente, na zona rural). Na Itália, a questão romana abriu uma grave ferida na alma dos fiéis. Sob a pressão da inteligência secular anti-clerical e da burguesia empreendedora, que com a arma da editorial orientava a opinião pública e os estilos de vida, as novas gerações, gradualmente formadas em uma escola progressivamente agnóstica, ficavam desorientadas,  presas fáceis de idéias e costumes cristãos. Ao mesmo tempo surgiam pobrezas novas, grandes migrações internas e externas, desenraizamentos culturais, exploração do trabalho e decadência moral das classes mais pobres."
Consciente de que a missão confiada pelo Senhor era aquela de salvar os jovens, Don Chávez lembrou que em um contexto histórico caracterizado por traumas e tensões sociais Dom Bosco  entrou "amorosamente e criativamente no seu tempo, vivendo todos os acontecimentos com participação muitas vezes dolorosa, convencido de que a graça de Deus é mais forte do que qualquer obstáculo humano e sustenta eficazmente aqueles que trabalham para difundir o Reino de Cristo nos corações. "É por isso que a situação dos jovens pobres que encontrou na Turim dos anos 40 e 50 do século XIX, estimulou e orientou operacionalmente a sua sensibilidade educativa, o seu zelo pastoral e os seus dons naturais que o levaram a realizar um discernimento em função pró-ativa e preventiva , dando origem não só às iniciativas em sintonia com as necessidades e gostos dos tempos e dos jovens, mas elaborando "respostas adequadas e eficazes (porque de longo alcance e fruto do discernimento e da genuína caridade) para novos problemas, novos desafios, novas necessidades, novos ataques "satânicos", a partir de uma fé fortíssima, de uma esperança firme, de uma doação absoluto a Deus e aos irmãos, de uma liberdade interior fruto de purificação e desprendimento de si."
Para colaborar na sua lição de esperança e de coragem Dom Bosco convidou alguns dos meninos que freqüentavam o Oratório de Valdocco para escolher o sacerdócio e a vida religiosa, e assim deu origem à Congregação Salesiana, que, lentamente e bravamente, se espalhou pelo mundo, comprometidos a realizar iniciativas educativas especialmente relevantes com uma clara marca religiosa.
Atualmente, e o Reitor-Mor o tem anunciado no final dos trabalhos do Conselho Geral, realizado há poucos dias atrás, os salesianos no mundo são um total de 16.000. O número total é composto por 15.439 professos (há um ano eram 15 162), aos quais se acrescentam 414 noviços (no ano passado eram 481) e 121 bispos; no cálculo não está considerado Dom Daniel Sturla, nomeado Bispo Auxiliar de Montevidéu no 10 dezembro, mas ainda não consagrado.
Sabendo que os Salesianos podem ser sacerdotes ou leigos (chamados "coadjutores"), temos que no âmbito de quem já professou os votos perpétuos os salesianos coadjutores são 1609 (1664 no ano passado), enquanto que os padres salesianos são 10.433 (10.503 há um ano atrás).
Embora haja uma diminuição no número dos irmãos nota-se um crescimento global do número de salesianos na Regional Sul da Ásia, Leste da Ásia, Oceania e África-Madagascar. E, sobre os noviços, as Inspetorias que tem o maior número são quase todas Asiáticas: Índia-Guwahati 24, a Indonésia-Timor Leste 21, o Vietnã 20, A África Central 22.
As obras salesianas erigidas canonicamente no mundo são 1823, enquanto há 142 presenças ainda não erigidas canonicamente. Os países em que trabalham os Filhos de Dom Bosco tornaram-se 131 em 2011, um a mais que em 2010, devido à separação do Sudão em dois países separados, Norte e Sul do Sudão, onde os salesianos já estavam presentes com algumas obras.
Enquanto no 2011 o número das Inspetorias e das Visitadorias manteve-se inalterado (são 89), na reunião do Conselho Geral do janeiro de 2012 foi criada a nova Inspetoria da Índia-Silchar e nos próximos meses haverá uma reorganização da Circunscrição Especial Europa do Leste.
É interessante também saber que a Inspetoria com o maior número de salesianos - 520 entre professos e noviços - é aquela original de Don Bosco, a Circunscrição Especial Piemonte-Vale de Aosta, enquanto a Inspetoria da Hungria tem apenas 37 irmãos. E é também significativo saber que o primado da presença dos salesianos ​​por nações individuais é da Índia com 2537 irmãos, enquanto na Namíbia são apenas 2, onde estão presentes há apenas 15 anos.
Eugenio Fizzotti
[Tradução Thácio Siqueira]

Análise


As igrejas não querem ser obrigadas a financiar a contracepção
Liberdade religiosa em risco nos EUA
ROMA, segunda-feira, 30 de de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- A decisão do Governo Federal dos Estados Unidos de obrigar as igrejas a reembolsarem os custos de contraceptivos tem causado uma onda de críticas.
A nova lei sobre os serviços nacionais de saúde, aprovada pelo Congresso de Washington, deixa para o Departamento de Saúde e de Serviços Humanos (HHS, na sigla em Inglês) a decisão sobre quais instituições ficarão isentas da obrigação de pagar as despesas dos seus empregados com contraceptivos em seus planos de saúde.
Neste 20 de janeiro, o Departamento anunciou que as igrejas ficarão isentas, mas não as associações relacionadas com as igrejas, como escolas, hospitais e instituições de caridade, que deverão reembolsar seus empregados.
A única concessão do ministério foi dar os empregadores um tempo adicional para se adequarem à lei, até agosto de 2013. Esta concessão, como foi ressaltado por alguns observadores, apenas desloca a obrigação para depois da próxima eleição.
"Acredito que esta proposta consegue um justo equilíbrio entre a liberdade religiosa e o aumento do acesso a importantes serviços de prevenção", disse a ministra da Saúde, Kathleen Sebelius, em comunicado de imprensa.
A posição não foi compartilhada por muitas pessoas que, nos dias seguintes, se manifestaram a respeito.
"O presidente está nos dizendo que temos um ano para descobrir como violar as nossas consciências", disse o cardeal nomeado Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, em inglês), através de comunicado de imprensa datado de 20 de janeiro.
De acordo com Dolan, a norma significa que a esterilização e os contraceptivos de efeito abortivo devem ser incluídos nos planos de saúde.
"O governo não deve obrigar os americanos a agirem como se a gravidez fosse uma doença a ser evitada a todo custo", disse ele.
"Isso nunca aconteceu na história dos Estados Unidos: o governo federal obrigar os cidadãos a pagarem por algo que viola as nossas crenças", disse o cardeal Daniel DiNardo em 22 de janeiro, em homilia na missa de abertura da Vigília Nacional pela Vida. O que está em jogo, segundo ele, "é a sobrevivência de uma liberdade fundamental constitucionalmente protegida, que garante o respeito pela consciência e pela liberdade religiosa".
A irmã Carol Keehan, DC, presidente da Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos, manifestou a sua decepção com a decisão. "Esta foi uma oportunidade perdida de promover a proteção da liberdade de consciência".
As críticas vieram de todos os lados. "Eu não consigo imaginar um ataque mais direto e frontal à liberdade de consciência do que a decisão de hoje", escreveu o cardeal Roger Mahony, em comunicado publicado em seu blog no dia 20 de janeiro. O arcebispo emérito de Los Angeles disse: "Para mim há outra questão fundamental, tão importante quanto esta, agora que entramos em campanha para eleger o presidente e o Congresso".
Até o Washington Post condenou a decisão do Departamento. Em editorial do dia 23 de janeiro, o jornal escreveu: "O governo fingiu ceder a um compromisso, dando aos empregadores mais um ano para se adaptarem à medida. É uma decisão improdutiva, que não resolve o problema fundamental de obrigar as instituições religiosas a gastarem seu dinheiro de uma forma que contradiz os princípios da sua fé".
"É imperativo", disse o papa Bento XVI a um grupo de bispos americanos, no dia anterior à decisão do Departamento, "que toda a comunidade católica nos Estados Unidos esteja ciente das ameaças graves para o testemunho público moral da Igreja, apresentadas por um laicismo radical que se expressa cada vez mais na política e na cultura".
"Particularmente preocupantes são algumas tentativas de limitar a liberdade mais apreciada na América, que é a liberdade de religião", insistiu o papa.
Há conjecturas sobre o impacto que esta decisão possa vir a ter sobre as eleições em novembro. Em texto de 24 de janeiro no site do The Wall Street Journal, William McGurn comenta que Barack Obama conseguiu em 2008 a maioria dos votos católicos. Mas agora, muitos católicos que apoiaram Obama estão indignados com a decisão do Departamento. Entre eles há pessoas como o presidente da Universidade Notre Dame, pe. John Jenkins, fortemente criticado por convidar o presidente a discursar e a receber um diploma honorário. McGurn considera paradoxal que "a decisão tenha sido imposta por uma Ministra da Saúde e dos Serviços Humanos que é católica, Kathleen Sebelius, e que trabalha em uma administração cujo vice-presidente, Joe Biden, também é católico".
Não são apenas os católicos que estão incomodados. Em 21 de dezembro, mais de sessenta líderes protestantes e judeus ortodoxos escreveram uma carta ao presidente Obama pedindo-lhe a não exigência de que as seguradoras privadas cubram a contracepção e a esterilização.
"Não são só os católicos que se opõem profundamente à condição de pagar planos de saúde que cobrem anticoncepcionais abortivos", escreveram eles. "Acreditamos que o governo federal é obrigado pela Primeira Emenda a respeitar as convicções religiosas de organizações baseadas em todo tipo de fé, tanto católica quanto não católica", insistiram.
Esta declaração, sem dúvida, será repetida durante os próximos meses, ao se aproximarem as eleições.

Noticias dia 28/01



A Mãe de Deus Odigitria : Aquela que guia e indica o caminho
Mostra da Iconografia Russa
ROMA, sábado, 28 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - O Museu Nacional do Castelo S.Angelo, em Roma, hospedará até o dia 12 de fevereiro uma preciosa mostra de quarenta ícones provenientes do Museu do Ícone Russo de Mosca.
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A mostra, promovida pela Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Ético antropológico e pelo  Polo Museale da Cidade de Roma em colaboração com a editora II Cigno Gg edições, apresenta obras de valor artístico excepcional, expostas pela primeira vez fora dos limites nacionais da Rússia.
O itinerário de visita, realizado no contexto do Ano da Cultura e da Língua Russa na Itália e da Cultura e da Língua Italiana na Rússia, oferece ícones do final do século XV ao início do século XX. As figuras hieráticas dos ícones maravilham os visitantes, com tons quentes de dourado e outras belas cores que desvanecem do marrom, ao vermelho, e ao azul lazulite.
Destaque particular para o Ícone da Mãe de Deus Odigitria (“aquela que indica e guia ao longo do caminho”) do final do século XV produzida pela Escola de Novgorod.
Observamos a Mãe de Deus, com a mão direita e a cabeça inclinada, em direção ao Menino Jesus sentado na sua mão esquerda. As imagens são austeras, o rosto de Cristo e da Virgem Maria não se tocam. Jesus é representado em um ato de benção tendo em sua mão um pergaminho enrolado.
Neste Ícone, a Virgem parece indicar para toda a humanidade, que o verdadeiro caminho é aquele em direção a Cristo. A magnificência da figura de Maria representa que Ela é a porta segura por onde se passa para viver bem a nossa relação com Deus. Através de Maria podemos escutar a voz autentica do único verdadeiro e bom pastor que é Jesus, reconhecendo-o e seguindo-o.
A beleza da arte da Iconografia Russa oferece ao observador uma experiência artística e espiritual única, especialmente para o público apaixonado pelas maiores expressões do esforço humano em direção a beleza transcendente.
Por Vitalba Morelli
(Tradução:MEM)

A chave da memória
A história da razia dos hebreus no Vélodrome d`Hiver, revivida em um filme
ROMA, sábado, 28 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Qual é o sentido da memória de 27 de janeiro, se não recordar o genocídio dos hebreus para que nada parecido aconteça novamente na história da humanidade? Exatamente este é o objetivo do filme “A chave de Sara”, de Gilles Paquet-Brenner.
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A proposta do diretor é mostrar aos jovens franceses de hoje (e ao público em geral, obviamente) um dos mais infames episódios na história francesa: a razia de treze mil hebreus no Vélodrome d`hiver, em julho de 1942 debaixo dos olhos da policia francesa.
Trata-se de um tema de memória histórica. O filme é baseado na reconstrução de Julia Jarmons, jornalista americana, que por vinte anos vive em Paris; casada com o proprietário de uma casa onde morou uma das famílias hebraicas deportada no Velódrome. Através de sua reportagem sobre este tema e graças às noticias fornecidas pelo seu sogro, “atravessa” a história de Sara, uma menina deportada que para salvar o irmão Michel, levou consigo a chave do armário onde o havia escondido no dia do rastreamento.
Um remorso que durará por toda a sua vida e que representa um “tòpos” para os hebreus que sobreviveram ao campo de concentração (cfr Primo Levi): aqueles que escaparam da morte nos campos e, ao mesmo tempo, deixaram ali a “vida”, os familiares, as lembranças, a tal ponto de não conseguirem enfrentar o tempo de existência que resta.
 De qualquer maneira “A chave de Sara” é diferente de todos os outros filmes sobre o argumento como A lista de Shindler, Cânone Inverso, ou A vida é bela, em relação ao objetivo do diretor, que não foi de permanecer na via dos hebreus dentro do campo de concentração, mas na necessidade de transmitir o passado: “recordar” ou corremos o risco de cancelar paginas vergonhosas da história ou, ainda pior, fantasiar ou desmenti-las.
Ao mesmo tempo, o filme contém algo particular talvez inoportuno pelo drama do tema (a separação entre a jornalista e o marido, a discussão entre eles sobre o aborto, o giro pelo mundo da protagonista que parece perdido entre os parentes de Sara...)
Digna de nota, ao invés, é a cena do banho de Sara no lago, fora do campo de concentração que a “purifica” das maldades humanas vistas e sentidas lá dentro e que se repete quando ela abandona a família adotiva em busca de seu lugar no mundo.
Um filme comovente, que faz refletir e, sobretudo uma chave para não esquecermos.
Por Olga Sanese
(Tradução:MEM)

Noticias dia 27/01


Essa dor é também de toda a cidade do Rio de Janeiro
Nota do arcebispo da cidade do Rio de Janeiro sobre o desabamento
BRASÍLIA, sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012 (ZENIT.org).- Reproduzimos aos nossos leitores a nota de Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, sobre a tragédia ocorrida no centro da cidade carioca após desabamento de três edifícios na avenida Treze de Maio:
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Nota do arcebispo sobre o desabamento no centro do Rio
Juntamente com toda a comunidade arquidiocesana, manifesto a minha solidariedade e o meu pesar a todas as pessoas e familiares vítimas no desabamento dos três prédios no Centro da cidade, ocorrido na noite de quarta-feira e que resultou em mortos e feridos.
Em espírito de unidade e solidariedade, conclamo a todos que rezem pelos falecidos, pelos feridos e pelas famílias atingidas por essa dor que também é de toda a cidade do Rio.
Confiantes na misericórdia de Deus, convido parentes, amigos e autoridades para a Missa de Sétimo Dia na intenção dos falecidos, a ser realizada no próximo dia 2 de fevereiro, quinta-feira, às 10 horas, na Catedral de São Sebastião, na Avenida República do Chile.
Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2012.
Dom Orani João Tempesta Arcebispo do Rio de Janeiro

Santa Sé


O caminho da unidade é longo e não devemos desistir
O papa indica São Paulo como exemplo da vitória do bem sobre o mal
ROMA, sexta-feira, 27 de de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Nas Vésperas da Solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo, que encerrou a XLV Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Bento XVI pediu que os cristãos perseverem com coragem e generosidade no caminho rumo à unidade.
"Às vezes temos a impressão de que o caminho para a plena restauração da comunhão é ainda muito longo e cheio de obstáculos, mas, apesar disso, eu convido todos a renovar a sua determinação para procurar com coragem e generosidade a unidade que é a vontade de Deus".
E indicou São Paulo como exemplo, porque "diante das dificuldades de todos os tipos, ele sempre manteve uma forte confiança em Deus, que leva a sua obra a cumprimento".
"Nesta jornada, há sinais positivos de um renovado senso de fraternidade e de um sentimento compartilhado de responsabilidade para com os grandes problemas que afligem o nosso mundo".
O bispo de Roma recordou a história de Saulo, " distinguido pelo zelo com que perseguia a Igreja primitiva" e "depois transformado em apóstolo incansável do Evangelho de Jesus Cristo".
O pontífice observou que a conversão de Paulo não é o resultado de uma longa reflexão interior, nem fruto de esforço pessoal. "Foi antes de tudo pela graça de Deus, que agiu de acordo com os seus caminhos inescrutáveis".
Por isso é que Paulo escreveu em Gálatas: "Já não vivo eu, mas é Cristo quem vive em mim, e esta vida, que eu vivo na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim" (Gal 2,20).
A transformação de Paulo, segundo o papa, "não se limita ao âmbito ético, tal como a conversão da imoralidade à moralidade, nem ao plano intelectual, como uma mudança na maneira de compreender a realidade, mas, antes, é uma renovação radical do próprio ser, similar, em muitos aspectos, a um renascimento".
"À medida que elevamos a nossa oração, temos a confiança de ser transformados e conformados à imagem de Cristo", o que "é especialmente verdadeiro na oração pela unidade dos cristãos".
Quanto à unidade das igrejas, o papa afirmou que, "mesmo experimentando a situação atual de dolorosa divisão, nós, cristãos, podemos e devemos olhar para o futuro com esperança", porque "a presença de Cristo ressuscitado chama todos os cristãos a agir em conjunto pela causa do bem. Unidos em Cristo, somos chamados a partilhar da sua missão, que é a de levar esperança até onde dominam a injustiça, o ódio e o desespero".
O papa explicou ainda que a espera pela unidade visível da Igreja deve ser paciente e confiante e que "a atitude de espera paciente não significa passividade ou resignação, mas uma resposta pronta e alerta para qualquer possibilidade de comunhão e de fraternidade que o Senhor nos dá".
"Tudo é motivo de grande esperança e alegria, e deve nos encorajar a continuar o nosso compromisso de alcançar a linha de chegada juntos, sabendo que o nosso trabalho não é vão no Senhor (cf. 1 Cor 15,58 )", concluiu o Santo Padre.
Antonio Gaspari

Progressos substanciais no diálogo Santa Sé - Israel
Declaração conjunta da comissão permanente de trabalho bilateral
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 27 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Houve "progressos substanciais em questões importantes", disse um comunicado conjunto divulgado nesta quinta-feira, 26 de janeiro, pela comissão bilateral de trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel. O núncio em Israel, monsenhor Antonio Franco,  participante no encontro, expressou sua esperança por um acordo em breve.
O texto do comunicado é o seguinte:
"A Comissão Bilateral Permanente de Trabalho entre a Santa Sé e o Estado de Israel reuniu-se hoje, 26 de janeiro de 2012, em sessão Plenária, no Ministério das relações exteriores [de Jerusalém], para continuar as negociações nos termos do artigo 10 § 2 º do Fundamental Agreement [Acordo Básico] relativo a questões econômicas e fiscais.
A reunião foi presidida por monsenhor Ettore Balestrero, subsecretário para as Relações com os Estados e por Danny Ayalon, M.K., vice-ministro das Relações exteriores.
As negociações foram conduzidas em um ambiente aberto, amigável e construtivo. Houve progressos substanciais em questões importantes.
As partes chegaram a acordos sobre passos futuros para a conclusão do Acordo. A próxima reunião Plenária será realizada no dia 11 de junho de 2012, no Vaticano."
Por parte da Santa Sé também participaram dessa reunião, o núncio apostólico em Israel, monsenhor Antonio Franco, que disse sobre isso à Rádio Vaticano: "Tem havido progressos muito substanciais que nos fazem pensar que, em tempos razoavelmente curtos, pode ser alcançado a conclusão deste acordo, que contempla todos os aspectos práticos da vida e da atividade da Igreja em Israel: concretamente impostos, lugares sagrados, e algumas questões que ainda precisam ser trabalhadas, mas com uma mente aberta para encontrar respostas para problemas específicos. "
O núncio em Israel sublinhou que viram-se  progressos tanto no clima como na disponibilidade: "Acho que o progresso foi  devido ao fato de que esses longos anos de negociações nos levaram a um maior conhecimento recíproco e, portanto, a uma maior confiança. O trabalho tem sido construtivo, a atmosfera positiva e tudo por estar trabalhando por muitos meses em nossas esperanças, em questões fundamentais e vitais para a vida da Igreja. Apresentamos e expomos as nossas razões e temos recebido compreensão sobre a necessidade de receber uma resposta. Temos realmente feito progressos substanciais ".
Monsenhor Franco comentou também sobre as esperanças e os desafios que enfrentam os cristãos da Terra Santa: "A ansiedade, a perplexidade, e a maior dificuldade de ver que a paz não está próxima. As dificuldades são comuns - tanto dos palestinos quanto dos israelenses - porque os dois povos sofrem de falta de paz. Quando, além do mais, é uma minoria em locais onde já existem outras dificuldades, quem se sente em minoria também encontra maiores dificuldades: relativas à casa, possibilidade de movimento, aquelas relacionadas à inclusão social de pleno direito. São dificuldades que experimentam quase todos, e os cristãos de uma maneira particular, porque eles são minoria. "
[Tradução TS]

A crise de fé é o maior desafio para a Igreja de hoje, disse o Papa
Audiência para os participantes na plenária da Congregação para a Doutrina da Fé
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 27 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Bento XVI recebeu na manhã desta sexta-feira em audiência, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, os participantes na sessão plenária da Congregação para a Doutrina da Fé. No seu discurso, tem enfrentado algumas questões relativas ao diálogo ecumênico e aos métodos empregados.
Bento XVI, no seu discurso aos participantes, agradeceu o cardeal William Levada, presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, por suas palavras de saudação e destacou os esforços importantes deste dicastério nos últimos anos.
 Também agradeceu a sua ajuda na preparação do Ano da Fé, como "momento propício para voltar a propor a todos o dom da fé em Cristo ressuscitado, o luminoso ensinamento do Concílio Vaticano II e a valiosa síntese doutrinal oferecida pelo Catecismo da Igreja Católica. "
O Papa sublinhou que "em grandes regiões do mundo a fé corre o risco de se apagar como uma chama que já não encontra alimento. Estamos enfrentando uma profunda crise de fé, uma perda do sentido religioso que é o maior desafio para a Igreja hoje. "
Por isso, acrescentou, "a renovação da fé deve ser a prioridade no esforço da Igreja nos nossos dias."
Expressou o desejo de que o Ano da Fé "possa ​​contribuir, com a colaboração cordial de todos os integrantes do Povo de Deus, para tornar Deus presente novamente neste mundo e para abrir aos homens e mulheres o acesso à fé, ao confiar-se àquele Deus que  nos amou até o fim, em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado."
Bento XVI sublinhou também que "o tema da unidade dos cristãos está intimamente ligado com esta tarefa" e parou em algumas questões doutrinárias sobre o caminho ecumênico da Igreja, que foi objeto de estudo nesta sessão plenária.
Ele lembrou que, na lógica do Concílio Vaticano II, "a busca sincera da plena unidade de todos os cristãos é um dinamismo animado da Palavra de Deus, da Verdade divina que nos fala nesta Palavra”.
O problema crucial, segundo o papa, é "a questão da estrutura da revelação, a relação entre a Sagrada Escritura, a Tradição viva na Santa Igreja e o Ministério dos sucessores dos Apóstolos, como testemunhas da verdadeira fé."
E, aqui, disse o pontífice, é importante discernir entre Tradição com "T" maiúsculo e as tradições. Sem entrar em detalhes, fez uma observação: "Um passo importante no tal discernimento ocorreu na preparação e implementação das medidas para os grupos de fiéis provenientes do Anglicanismo, que desejam entrar em plena comunhão da Igreja, na unidade da comum e essencial Tradição divina, preservando as próprias tradições espirituais, litúrgicas e pastorais que são conformes com a fé católica”.
Bento XVI disse em seu discurso outras questões, como os métodos adotados nos vários diálogos ecumênicos que "devem refletir a prioridade da fé" e a problemática moral “que é um novo desafio para o caminho ecumênico". Neste sentido, lembrou que, nos diálogos, não se pode ignorar "as grandes questões morais da vida humana, da família, da sexualidade, da bioética, da liberdade, da justiça e da paz."
E terminou seu discurso desejando uma colaboração estreita e fraterna entre esta Congregação e o Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos "para efetivamente promover a restauração da plena unidade entre todos os cristãos."
[Tradução TS]

Deus chora na Terra


Sacerdote ortodoxo assassinado na Síria
Primeiro episódio de violência contra um religioso
ROMA, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Um sacerdote ortodoxo foi assassinado na cidade síria de Hama, ontem (26), ao mesmo tempo em que se reforçam os apelos no país para que a mediação internacional freie a escalada da violência.
O sacerdote ortodoxo de Kafr Buhum, Basilos Nassar, foi assassinado no subúrbio de Hama enquanto prestava auxílio a um homem ferido no bairro de Jarajmeh, segundo fontes contatadas pela agência Misna.
A agência de imprensa síria Sana informou que o crime teria sido cometido por “grupos armados de terroristas” infiltrados no país, enquanto os comitês revolucionários continuam acusando o regime de Damasco de estar por trás de atentados contra cidadãos desarmados.
“Pelo que eu sei”,declarou a Misna o jesuíta Paolo Dall’Oglio, que dirige há anos o mosteiro de Deir Mar Musa, “este foi o primeiro episódio de violência odiosa contra um religioso. Isso tem que servir de advertência para a comunidade internacional. É urgente que ela encontre uma via para a mediação, para a Síria sair desta crise, e sair o quanto antes”.
A agência Sana comunicou a morte do religioso sem mencionar a sua pertença à Igreja ortodoxa, depois do assassinato também do chefe da Meia-Lua Vermelha no norte da Síria, Abdulrazak Jbero. Conforme os primeiros dados, Jbero teria sido morto por um disparo enquanto viajava perto da cidade de Idlib. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informa que as circunstâncias do assassinato não foram esclarecidas. A Cruz Vermelha condenou o episódio destacando a falta de respeito na Síria pelas atividades dos médicos e dos agentes humanitários.
O acontecimento desencadeou uma confusão de acusações contrapostas entre os comitês revolucionários, que acusam o regime de Damasco pelo atentado, e a imprensa pró-governo, que culpa os “grupos de terroristas armados” presentes na região.

Mundo


Dom Salvador Piñeiro, novo presidente do episcopado peruano
Assembleia Plenária do Episcopado no Peru
LIMA, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Acontece no Peru, de 23 a 27 de janeiro, a 99ª Assembleia Plenária do Episcopado, com renovação dos cargos diretivos. O novo presidente dos bispos peruanos é Dom Salvador Piñeiro, arcebispo de Ayacucho.
Também foram nomeados os presidentes das comissões episcopais e dos setores do episcopado. A assembleia contou com a presença do novo núncio apostólico no Peru, Dom James Patrick Green.
Durante o encontro, como em todos os anos, foi entregue a Medalha de Ouro de São Turíbio de Mogrovejo às pessoas e instituições que se destacaram pelo trabalho em prol da Igreja no Peru. A assembleia dedicou o reconhecimento este ano aos bispos Luis Sebastiani Aguirre, SM, e Miguel Irízar Campos, CP, que recentemente passaram à condição de eméritos.
O arcebispo metropolitano de Ayacucho e bispo castrense do Peru, Dom Salvador Piñeiro García-Calderón, foi eleito para o período 2012-2015. Substitui Dom Miguel Cabrejos Vidarte, OFM.
Dom Salvador Piñeiro nasceu em Lima, em 1949. Estudou Filosofia e Teologia na Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima e fez mestrado em Educação e licenciatura em Teologia. Entrou no Seminário Maior de São Turíbio em 1965 e foi ordenado sacerdote em 1973, pelo cardeal Juan Landázuri. O beato João Paulo II o nomeou bispo e lhe deu a posse canônica do bispado castrense do Peru, na catedral de Lima, em 2001. Em 2003, Dom Salvador foi nomeado bispo auxiliar de Lurín.
Bento XVI o nomeou como novo arcebispo de Ayacucho em 2011, sucedendo Dom Luis Sebastiani Aguirre, SM. A posse na catedral de Ayacucho aconteceu em 2 de outubro.
Ainda nesta assembleia, foi eleito Dom Pedro Barreto Jimeno, SJ, arcebispo de Huancayo, como primeiro vice-presidente da Conferência Episcopal, e Dom Javier Del Río, arcebispo de Arequipa, como segundo.

Diálogo ecumênico: grandes avanços na base
Declarações do bispo ortodoxo romeno Siluan Span
ROMA, sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Dom Siluan Span, bispo ortodoxo romeno na Itália,  declarou que o ecumenismo progrediu especialmente na prática, na convivência entre pessoas das diversas tradições cristãs.
Depois do comunismo, com a liberdade e as emigrações rumo aos países europeus ocidentais, a Igreja católica demonstrou uma grande abertura e disponibilidade, e as famílias italianas confiaram seus avós e suas crianças às trabalhadoras do lar de outras confissões. Uma abertura sem precedentes, que superou desconfianças não elimináveis só através do diálogo teológico.
Depois da solene celebração de Vésperas com Bento XVI na basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, o bispo Siluan Span, do Patriarcado Ortodoxo Romeno, bispo da diocese ortodoxa romena para a Itália e membro do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Romena, conversou com ZENIT sobre estes avanços do ecumenismo no dia a dia.
Em que situação está o diálogo ecumênico entre católicos e ortodoxos?
- Dom Siluan: Eu acho que, apesar de algumas vozes que dizem que o diálogo ecumênico está em crise, nos últimos quinze anos os cristãos da Europa oriental, e falamos da Romênia, da Bulgária, da Rússia, mas em particular dos países que estão na União Europeia , com a possibilidade e a disponibilidade de sair de migrar, acabaram entrando em contato com a realidade de todos os países ocidentais. Nós temos que dizer que a Igreja católica na Itália, na Espanha e em outros países vem manifestando uma abertura e uma disponibilidade de ajuda que foi muito apreciada pelas Igrejas do Oriente, pela Igreja ortodoxa.
Que tipo de relações foram criadas?
- Dom Siluan: Eu falo pela Igreja ortodoxa romena e vejo que há relações diferentes das que havia no passado. A empregada romena encontra uma família italiana e a sua realidade. É um ecumenismo de base, que nunca foi assim. A família italiana confia o cuidado não só da avó ou do avô, mas também das crianças. E quando a pessoa idosa reza de noite, ela pede para a cuidadora ortodoxa romena ler para ela a liturgia das horas. Elas vão juntas à igreja e eu vejo que eles me passam os nomes para nós rezarmos pelas pessoas que elas cuidam.
Ou seja, é um ecumenismo da vida cotidiana.
- Dom Siluan: Essa oração uns pelos outros, essa fé, digamos, doméstica, é um início de proximidade e de diálogo mais profundo que o das comissões de alto nível. E também a relação entre os nossos párocos e os católicos que hospedam a maior parte das nossas comunidades na Itália. É um diálogo muito importante entre as diversas comunidades, porque, por exemplo, em algumas igrejas, a comunidade católica reza de manhã e a ortodoxa reza às dez ou às onze. Nós vemos a presença dos italianos no batismo das crianças e nas nossas igrejas. E há muitos casais de romenos e italianas, e vice-versa. É um tipo de diálogo sem precedentes.
O que foi determinante para esta mudança?
- Dom Siluan: Bom, a Romênia, durante o comunismo, não podia ter um diálogo desse tipo. Tinha um representante que saía uma ou duas vezes por ano e que não tinha a liberdade de dizer o que queria. Nesses quinze ou vinte anos, foram criadas relações sem precedentes mesmo.
Isso no nível horizontal. E entre os religiosos?
- Dom Siluan: Temos lugares e momentos em que o diálogo está em crise, mas, sem dúvida alguma, as relações amadureceram. Eu vejo os encontros com os monges católicos, sacerdotes e bispos que eu conheci faz vinte anos, na França. Hoje nos encontramos como amigos de velhos tempos. Não há desconfiança quando nos encontramos pela primeira vez, não só entre irmãos, mas também entre clérigos. Nós tínhamos aprendido uns sobre os outros só em livros, com uma atitude em geral crítica. E por isso não era fácil você se inserir, mas, pouco a pouco, nós começamos a conhecer as pessoas, a dialogar, a nos encontrar, a compartilhar o que podíamos. Compartilhar é fundamental. Os alimentos, por exemplo. Ajuda a superar aquela desconfiança que não podia ser eliminada só através das argumentações teológicas.
Ir. Sergio Mora

Rezar para fazer crescer o amor pela Terra Santa
Mensagem do Custódio da Terra Santa por ocasião da Jornada Internacional de intercessão pela Paz na Terra Santa
ROMA, sexta-feira, 27 de janeiro, 2012 (ZENIT.org) .- Publicamos a mensagem do Custódio da Terra Santa, Padre Pierbattista Pizzaballa, OFM, para a IV Jornada Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa, agendada para domingo, 29 de janeiro.
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Na Gruta da Natividade em Belém, justo antes do altar da estrela, está a  “chaminé do cometa”. A antiga devoção dos belemitas recorda ainda hoje o valioso serviço da estrela, que indicou o caminho para os pastores e os sábios, e – terminada a sua tarefa única e irrepetível -  "apagou-se" numa “chaminé”. Os meses que se seguiram ao nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo deve ter sido um período muito agitado. Também o janeiro atual é um mês que continua a se referir ao Natal, num crescimento de iniciativas que testemunham o quanto  ainda há para ser feito para receber dignamente o Príncipe da Paz. A "chaminé do cometa" nos diz que ele terminou sua tarefa, não devemos esperar outro, é o Filho de Deus que devemos olhar para encontrar Aquele que é a justiça e a paz. Mas não há paz... Invocada, proclamada, procurada, proposta, indicada, também premiada: todos falam de paz, mas não há  paz. Talvez porque a paz seja algo que esteja além das palavras dos homens?
"Diante do difícil desafio de percorrer as vias da justiça e da paz podemos ser tentados a perguntar-nos, como o Salmista: levanto meus olhos para o monte, de onde me virá o auxílio? (Sl 121, 1).
A paz não é apenas um dom a ser recebido, mas também obra para ser construída. Para realmente sermos operadores de paz, devemos educar-nos na compaixão, na solidariedade, na colaboração, na fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e vigilantes para estimular as consciências sobre questões nacionais e internacionais e sobre a importância de buscar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, da cooperação para o desenvolvimento e da resolução de conflitos (Bento XVI, Mensagem de Paz, 2012). Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus ", diz Jesus no Sermão da Montanha (Mateus 5,9). Para mudar o coração é necessário a oração: isto sim. E sem mudar o coração não se conseguirá nem sequer dirigir o olhar para a direção certa. A nossa oração deverá, portanto, pedir a determinação e a coerência para abraçar esse compromisso, educando-nos à compaixão ... A lista que o Papa nos oferece é muito abrangente sobre o que deve ser feito para alcançar a bem-aventurança dos que trabalham para a paz na verdade. Ele reitera: a paz para todos nasce da justiça de cada um e ninguém pode fugir deste compromisso essencial de promover a justiça, de acordo com as próprias competências e responsabilidades. Convido em especial os jovens, que sempre têm viva a luta pelos ideais, de terem a paciência e a tenacidade para buscar a justiça e a paz, para cultivar o gosto pelo que é certo e verdadeiro, mesmo quando isso implica sacrifícios e vai contra a corrente.
Bem-vindos, portanto, à quarta Jornada Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa. Um evento que enriquece este mês de reflexão partilhada sobre o Dom recebido recentemente, e nos convida a superar todas as divisões, para dar graças a Deus que nos dá a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo (tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos ). Também a jornada de diálogo com o judaísmo, cujo tema é a Sexta Palabra: Não Matar, nos lembra a urgência da justiça e da paz. A oração específica para crescer, nos corações e nas vontades, o amor pela Terra Santa e o compromisso pela justiça e pela paz, das quais sofremos a falta, é o primeiro e principal dever de todas as Igrejas que aqui convivem e que devem ainda mais e melhor testemunhar a reconciliação, a unidade e a paz, começando por Jerusalém. É tarefa de todos, dever de cada um, dos Pastores aos pais, dos professores aos jovens: rezar para ser capazes de acolher este dom é uma urgência que afeta a todos.
Este non-stop de oração, de tantas Igrejas em tantos lugares do mundo, é um dom importante para a Terra Santa. É consolo, ajuda, sustento à esperança pelos nossos cristãos que vivem cada dia o desconforto, o sofrimento, a frustração por uma situação social a que eles não vêem melhorias. Saber que no 29 de janeiro tantas pessoas vão querer unir vontade e corações para pedir a Deus a paz para a Terra Santa, pela Terra deles, é um orvalho do céu, é solidariedade dos irmãos desconhecidos, mas infinitamente queridos. Disto têm necessidade, disto temos necessidade.
[Tradução TS]

Lembrando o pacificar cristão do Paquistão
Concerto pela Paz em Londres em memória de Shahbaz Bhatti
ROMA, 27 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Um concerto pela paz e um comício em Londres marcará o primeiro aniversário do assassinato do político paquistanês Shahbaz Bhatti, morto depois de se pronunciar contra as leis de blasfêmia do país.
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O evento será no sábado, dia 10 de março, e será comemorada a vida e obra do Sr. Bhatti; também será feito um pedido de mudança nas leis de blasfêmia do Paquistão, que incluem a execução e a prisão perpétua por crimes contra o Islã.
O Sr. Bhatti, primeiro ministro federal para assuntos minoritários do Paquistão, foi morto a tiros enquanto ia para o trabalho em Islamabad. Seu assassinato ocorreu depois de sua campanha por Ásia Bibi, primeira mulher do Paquistão condenada à morte sob as leis de blasfêmia, para que a perdoassem.
O comício pela paz terá início às 11:00 com um protesto em frente à Alta Comissão do Paquistão, Lowndes Square; Londres pedindo a abolição das leis de blasfêmia do país.
Após a apresentação de uma petição ao 10 Downing Street, acontecerá um concerto em Trafalgar Square a partir das 15:00.
Dentre os participantes que falarão sobre este dia estarão: o Bispo Vahan Hovhanessian, Primaz da Igreja Apostólica Armênia Ortodoxa no Reino Unido, Baronesa Cox, Matthew Jones da Christian Solidarity Worldwide, e da Ajuda à Igreja que Sofre, John Pontifex.
John Pontifex, que se encontrou com Shahbaz Bhatti durante uma viagem ao Paquistão durante um projeto ACN disse: "Shahbaz morreu por uma causa - a causa da liberdade religiosa. Este comício é uma excelente oportunidade para seguirmos os passos de Shahbaz e clamarmos por justiça e liberdade."
Antes do seu assassinato, dia 2 de março do ano passado, o Sr. Bhatti tinha sido alvo de inúmeras ameaças de morte. Ele começou a receber ameaças em 2009, depois de ter falado em favor dos cristãos que foram atacados em Gojra, província de Punjab, acusados de blasfêmia, e aumentou depois do seu apoio público a Ásia Bibi.
O evento é organizado pelo British Pakistani Christian Association em conjunto com outras organizações, incluindo a Ajuda à Igreja que Sofre.
O organizador do evento, e presidente da Associação Cristã de Paquistaneses Britânicos, Wilson Chowdhry disse: "Com apenas 8.174 paquistaneses cristãos no Reino Unido, dispersos em uma vasta área, fica difícil organizar grandes protestos ou petições contra os ataques aos cristãos no Paquistão – estamos felizes porque muitos de nossos irmãos e irmãs de outras comunidades cristãs estarão juntos dia 10 de março.
"Trabalhar com outros grupos, como Christian Concern e a Ajuda à Igreja que Sofre, tem nos mostrado que em colaboração, podemos conseguir muito mais - e este ano seremos acompanhados por Cristãos Coptas e Cristãos Armênios, que também estão sofrendo perseguições religiosas.
"Pessoas que sentem compaixão por estas minorias afetadas devem se juntar a nós pedindo a intervenção do Governo do Reino Unido– de maneira simples, apenas com a sua presença no dia 10 de março, e faremos deste evento um sucesso."

Por John Newton
(Tradução MEM)


Noticias dia 26/01


A vida e a dignidade humana estão acima de qualquer outro valor
Mensagem de Dom Moacir Silva sobre o Pinheirinho
BRASÍLIA, quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012, (ZENIT.org).- Na passada terça-feira, 24 de janeiro, Dom Moacir Silva, bispo diocesano de São José dos Campos, fez pública a nota sobre a reintegração do terreno “pinheirinho”, explicando a posição da Igreja local diante do episódio ocorrido:
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Mensagem de Dom Moacir Silva sobre o “Pinheirinho”
Desde antes da reintegração de posse do terreno denominado “Pinheirinho”, em São José dos Campos-SP, venho afirmando que “a vida e a dignidade humana estão acima de qualquer outro valor, e por isso necessitam ser respeitadas e promovidas. Tudo o que atenta contra a vida e a dignidade humana precisa ser rejeitado”.
Neste tempo de negociações e ações efetivas dos Poderes judiciário e municipal, a Diocese de São José dos Campos sempre esteve atenta a cada passo e a cada decisão, sempre tendo o cuidado de lembrar a todos os envolvidos que a vida está acima de tudo, que cada ser humano é um filho amado do Deus.
Por meio da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e seu pároco, Padre Ronildo Aparecido da Rosa, toda a comunidade é acompanhada bem de perto. Junto à comunidade sempre foi desenvolvido um trabalho evangelizador e pastoral.
Num primeiro momento, famílias ainda confusas com a rápida saída de suas casas, procuraram abrigo na paróquia, que mesmo sem a estrutura necessária, esteve de portas abertas para cada irmão e irmã que buscou ali um repouso e uma resposta sobre seu futuro.
Esperamos agora que as famílias continuem a receber a assistência necessária para restabelecerem suas vidas e sejam alojadas dignamente.
Neste momento de sofrimento, manifesto minha solidariedade e minha proximidade espiritual às pessoas da comunidade do Pinheirinho. Estou acompanhando bem de perto a atual situação e asseguro minha oração por todos.
São José dos Campos, 24 de janeiro de 2012
Dom Moacir Silva
Bispo Diocesano de São José dos Campos

Santa Sé


Criada a Fundação Pontifícia Ciência e Fé
Promovida pelo Conselho Pontifício para a Cultura e por universidades pontifícias
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Bento XVI acaba de erigir a nova Fundação Ciência e Fé, promovida pelo Conselho Pontifício para a Cultura e por algumas universidade pontifícias.
Neste 10 de janeiro, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, divulgou que Bento XVI constituiu a fundação, com sede no estado vaticano, dotando-a de personalidade jurídica pública canônica e civil.
Criada a pedido do cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, tornando próprios os desejos de algumas universidades pontifícias romanas, a fundação dará continuidade e estabilidade ao Projeto Ciência, Teologia e Questão Ontológica, conhecido pelas siglas em inglês como Projeto STOQ.
O projeto nasceu dos resultados da Comissão de Estudo do Caso Galileu, instituída pelo beato João Paulo II em 2003, e promove o diálogo entre a teologia, a filosofia e as ciências naturais através de iniciativas de estudo, pesquisa e divulgação cultural, com o apoio de diversas instituições, entre as quais a Fundação John Templeton.
A Fundação Ciência e Fé, que é a primeira do tipo no Vaticano, continuará a colaborar com o Conselho Pontifício para a Cultura e com algumas universidades pontifícias, como a Lateranense, a Gregoriana, o Ateneu Regina Apostolorum, o Angelicum, a Salesiana, a Urbaniana e a da Santa Cruz.
A fundação permanecerá ligada ao dicastério por meio do seu presidente, embora vá dispor de autonomia para realizar diversos projetos. Seu objetivo é tornar-se um sólido ponto de referência para uma nova evangelização nos ambientes científicos.


O futuro sacerdote deverá ser "humanamente íntegro" para ser um verdadeiro "homem de Deus."
Falou o Papa recebendo em audiência os Seminários Regionais da Umbria, Campania e Calábria
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de janeiro, 2012 (ZENIT.org) - Por ocasião do centenário da sua fundação os membros de três importantes seminários italianos foram recebidos em audiência esta manhã pelo Papa Bento XVI.
O Seminário Pontifício Regional Umbro "Pio XI" de Assis, o Seminário Pontifício Regional "São Pio X" de Catanzaro e o Pontifício Seminário Campano Inter regional de Nápoles, representados pelos superiores e pelos seminaristas, encontraram-se com o Santo Padre na Sala Clementina.
Como explicado por Bento XVI, o nascimento destes três seminários regionais, em 1912, "deve estar compreendido no trabalho mais amplo de aumento de qualidade na formação dos candidatos ao sacerdócio levado adiante pelo Papa São Pio X, em continuidade com o Papa Leão XIII."
Colocando em sinergia os Seminários regionais, Pio X estabeleceu agregá-los nas estruturas regionais; e a sua reforma "produziu um aumento significativo no nível de qualidade, graças à aquisição de uma cultura básica comum a todos e a um período suficientemente longo de estudo e bem estruturado", favorecendo também um “notável enriquecimento humano."
Um papel importante nessa inovação foi realizado pela Companhia de Jesus, à qual foi confiada a gestão de cinco desses seminários regionais.
"É particular o caso do Seminário Campano de Posillipo, que de 1935 abriu-se a todas as regiões meridionais, depois de ter reconhecida a possibilidade de conceder os graus acadêmicos”, disse o Papa.
Ainda hoje, acrescentou o Pontífice, os Seminários regionais representam uma experiência “adequada e válida", permitindo "percursos de estudo de alto nível" e proporcionando uma "preparação adequada ao complexo cenário cultural e social no qual vivemos".
"A dimensão regional - acrescentou – coloca-se além do mais, como válida mediação entre as linhas da Igreja universal e as necessidades das realidades locais, evitando o risco do particularismo".
As três regiões de origem dos Seminários recebidos pelo Papa são, cada uma de uma maneira diferente, extraordinariamente "ricas de grandes patrimônios espirituais e culturais". A Umbria, terra natal de São Bento e São Francisco, é "destino contínuo de peregrinações".
Bento XVI reiterou a necessidade de "uma sólida preparação filosófico-teológica dos futuros sacerdotes." Não se trata, de fato, só de aprender os conceitos "obviamente úteis", mas de "conhecer e compreender a estrutura interna da fé como um todo." O estudo da teologia, além disso, "deve ter sempre uma ligação muito intensa com a vida de oração."
"É importante – prosseguiu o Papa - que o seminarista compreenda bem que, enquanto se aplica a este objeto, é na verdade um "Sujeito" que o questiona, o Senhor que o fez sentir a sua voz convidando-o a gastar a vida a serviço de Deus e do próximo. "
Só assim o seminarista poderá realizar aquela "unidade de vida" que encontra sua "expressão tangível" na "caridade pastoral", naquele momento muito solicitada pelo Beato João Paulo II (Pastores dabo vobis, 23). O futuro sacerdote deverá ser "humanamente íntegro" para ser um verdadeiro "homem de Deus."
"O mundo aguarda santos", disse o Papa, citando as palavras de outro antecessor, o Beato João XXIII há 50 anos, que nas vésperas do Concílio Vaticano II tinha por sua vez, recebido em audiência os membros do Seminário Campano sublinhando a necessidade de "sacerdotes santos, e santificadores," antes mesmo de "cultos, eloqüentes e atualizados."
Palavras que, na opinião do Papa atual "ainda são atuais, porque é mais forte do que nunca em toda a Igreja, como nas suas região de origem, a necessidade de operários do Evangelho, testemunhas dígnas de fé e promotores de santidade em suas vidas".
[Tradução Thácio Siqueira]

A agenda do Santo Padre
Publicado o calendário das celebrações presididas pelo Santo Padre até abril
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 outubro, 2012 (ZENIT.org) - Um calendário repleto de eventos para o Santo Padre a partir de fevereiro até abril de 2012, conforme comunicado pela Assessoria de Imprensa da Santa Sé.
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Começa na quinta-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, dia da Jornada pela Vida Consagrada. Bento XVI celebrará às 17h30 na Basílica Vaticana, as Vésperas Solene, com os membros dos Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
O final de semana, sábado 18 e domingo 19, será dedicado à nomeação dos novos Cardeais.
Sábado, na Capela Papal da Basílica Vaticana, às 10h30, será realizado o Consistório Ordinário Público para a criação dos novos Cardeais, e a votação para algumas Canonizações. No dia seguinte, às 9h30, dia da Solenidade da Cátedra de São Pedro, sempre na Capela Papal, os novos Cardeais celebrarão a Santa Missa presidida pelo Papa.
O evento mais importante do mês será a Quarta-feira de Cinzas, dia  22 de fevereiro.
Bento XVI estará na Basílica de Santo Anselmo, às 16:30  para o Statio e a procissão penitencial, em seguida, às 17:00, a Santa Missa na Basílica de Santa Sabina, com a benção e imposição das Cinzas.
No primeiro domingo da Quaresma, 26 de fevereiro, é o inicio do retiro para a Cúria Romana na capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico, às 18:00 sábado, e se encerra no dia 3 de março, às 9:30.
Domingo, 4 de março, segundo domingo da Quaresma, o Papa presidirá a Santa Missa na Paróquia romana de São João Batista deLa Salle em Torrino, às 9,30.
Na mesma semana, sábado 10, celebração das Vésperas às 17:30, na Basílica de San Gregorio al Celio, por ocasião da visita do Arcebispo de Canterbury.
O mês de março será encerrado com a tão esperada Viagem Apostólica do Papa ao México e à República de Cuba, a partir de quinta-feira 23 até a sexta-feira 29.
O mês de abril começa com o Domingo de Ramos e a Paixão do Senhor, na Praça de São Pedro, às 9h30. Na Capela Papal, como todos os anos, o Papa abençoará os ramos e logo após será a procissão e a Santa Missa.
Assim, o início do Tríduo Pascal, será quinta-feira 5, às 9:30, com a Missa Crismal na Basílica de São Pedro. Na parte da tarde, às 17:30, o Papa presidirá a Santa Missa na Ceia do Senhor na Basílica de São João de Latrão.
Em seguida, como tradicionalmente, será a celebração da Paixão do Senhor, dia 6, sexta-feira Santa, na Basílica Vaticana, às 17hrs, e a Via Sacra do Coliseu, às 21h15.
O evento mais importante do ano cristão, a Vigília Pascal na Noite Santa, terá lugar no sábado 7,em São Pedro, a partir das 21:00.
Último compromisso: domingo 8, dia da Páscoa do Senhor, às 10:15 na Praça de São Pedro. Ao meio-dia, Bento XVI presidirá a missa oficial do dia, no salão central da Basílica petrina  e concederá a benção Urbi et Orbi.
(Tradução MEM)

Deus chora na Terra


35 mil cristãos da Nigéria fogem do Norte
A Ajuda a Igreja que Sofre está preocupada com a situação na capital africana
ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Mais de 35 mil pessoas abandonaram o Norte da Nigéria depois dos atentados de sexta-feira em Kano. É o que dizem algumas fontes da Igreja local à Ajuda a Igreja que Sofre, relatando que “os habitantes fogem em direção às cidades mais seguras: sobretudo para Jos e as regiões mais ao Sul”.
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A população está em pânico – relatam as fontes – e são muitos os fugitivos, deixando para trás o pouco que possuem. “Não têm tempo de pegar nada, porque ninguém sabe quando irromperá mais violência”.  Entre os que tentam se salvar é grande o número de católicos, novamente atacados no domingo passado.
Dia 22 de janeiro, no estado de Bauchi, duas explosões praticamente destruíram duas Igrejas da capital; enquanto na cidade de maioria muçulmana, Tafawa Balewa, durante o toque de recolher determinado pelo governo, alguns homens armados mataram dez fiéis.
Tendo em conta a cidade de Kano – onde os recentes atentados de Boko Haram causaram mais de 200 mortos – o presidente nigeriano Jonathan Goodluck prometeu aumentar as medidas de segurança. Segundo recente relatório do Human Right Watch, seriam 550 o número de pessoas mortas durante 115 ataques cometidos por grupos extremistas no ano de 2011. O estado mais atingido foi o de Borno. E 935 é o número estimado de vítimas do Boko Haram de 2009 até hoje. Em 2012, em menos de um mês, já foram registrados mais de 250 mortos.
“Ajuda a Igreja que Sofre (AIS), Fundação de direito Pontifícia, fundada em 1947 pelo Pe Werenfried van Straaten, se carcteriza como única organização que realiza projetos para manter a pastoral da Igreja onde essa é perseguida ou privada de meios para cumprir sua missão. Em 2010 recolheu mais de 60 milhões de dólares entre os 17 países onde está presente com sua sede nacional e realizou mais de 5.500 projetos em 153 nações”.
(Tradução:MEM)

Espírito da Liturgia


A liturgia fonte de vida, de oração e de catequese (CIC 1071-1075)
Rubrica de teologia aos cuidados do padre Mauro Gagliardi
Mauro Gagliardi *
Os números 1071-1075 do Catecismo da Igreja Católica (CIC) falam da sagrada liturgia como fonte de vida, e da sua relação com a oração e a catequese. A liturgia é fonte de vida, principalmente porque é "obra de Cristo" (CIC, 1071). Segundo, porque "é também uma ação da sua Igreja" (ibid.). Mas entre esses dois aspectos, qual é o mais importante? E, também, o que significa neste contexto a palavra "vida"?
Responde o Concílio Vaticano II: "Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, corre sobre nós, como de sua fonte, a graça, e por meio dela conseguem os homens com total eficácia a santificação em Cristo e a glorificação de Deus, a que se ordenam, como a seu fim, todas as outras obras da Igreja."(Sacrosanctum Concilium [SC], 10). Compreende-se assim que, quando se diz que a liturgia é fonte de vida, se quer dizer que dela jorra a graça. Com isso, já se respondeu à primeira pergunta: a liturgia é fonte de vida principalmente porque é obra de Cristo, Autor da graça.

Um princípio clássico do catolicismo, no entanto, diz que a graça não tira a natureza, mas a supõe e a aperfeiçoa (cf. S. Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, 1, 8 ad 2, etc.).Por isso, também o homem coopera com o culto litúrgico, que é ação sacerdotal do "Cristo todo inteiro", ou seja da Cabeça, que é Jesus, e dos membros, que são os batizados. Assim, a liturgia é fonte de vida também enquanto ação da Igreja. Justo em quanto obra de Cristo e da Igreja, a liturgia é "ação sagrada por excelência" (SC 7), doa aos fiéis a vida de Cristo e requer a sua participação consciente, ativa e frutuosa (cf. SC, 11). Aqui se compreende também a ligação da sagrada liturgia com a vida de fé: podemos dizer “da Vida à vida”. A graça que nos é dada por Cristo na liturgia exige uma participação vital: "A Sagrada liturgia não esgota toda a ação da Igreja" (SC, 9), na verdade, " Deve ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão, e só então pode produzir os seus frutos na vida dos fiéis "(CIC, 1072).

Não é por acaso que, no momento de recolher os escritos litúrgicos de J. Ratzinger em um único volume, intitulado Teologia da Liturgia, se pensou expressar uma das intuições fundamentais do autor acrescentando o subtítulo: A fundação sacramental da existência cristã. É uma tradução em termos teológicos do que Jesus disse no Evangelho com as palavras: "Sem mim, nada podeis fazer" (Jo 15.5). Na liturgia nós recebemos o dom daquela vida divina de Cristo, sem a qual não podemos fazer nada de válido para a salvação. Assim, a vida do cristão não é senão uma continuação, ou o fruto da graça que é recebida no culto divino, especialmente na Eucaristia.

Em segundo lugar, a liturgia tem uma relação estreita com a oração. Mais uma vez, o foco de entendimento dessa relação é o Senhor: " A liturgia é também participação na oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Nela, toda a oração cristã encontra a sua fonte e o seu termo" (CIC, 1073). A liturgia é, portanto, também, uma fonte de oração. A partir dela, aprendemos a rezar no modo correto. Uma vez que a liturgia é a oração sacerdotal de Jesus, o que podemos aprender dela para a nossa oração pessoal? Em que consistia a oração do Senhor? "Para compreender a Jesus são fundamentais as referências recorrentes ao fato de que ele se retirava “à montanha" e lá orava por noites inteiras, “sozinho" com o Pai. [...] Esta "oração" de Jesus é a conversa do Filho com o Pai em que estão envolvidos a consciência e a vontade humanas, a alma humana de Jesus, de modo que a "oração" do homem possa tornar-se participação na comunhão do Filho com o Pai" (J. Ratzinger/Benedetto XVI, Gesù di Nazaret, I, Rizzoli, Milano 2007, pp. 27-28 [tradução nossa]). Em Jesus, a oração "pessoal" não é distinta da sua oração sacerdotal: de acordo com a Carta aos Hebreus, a oração que Jesus suportou durante a Paixão "constitui a atuação do sumo sacerdócio de Jesus. Precisamente no seu grito, choro e oração Jesus faz o que é próprio do sumo sacerdote: Ele eleva ao alto o trabalho do ser humano junto à Deus. Leva o homem diante de Deus” (ibid., II, LEV, Città del Vaticano 2010, p. 184).

Em uma palavra, a oração de Jesus é uma oração de colóquio, uma oração dirigida na presença de Deus. Jesus nos ensina este tipo de oração: "É necessário ter sempre viva esta relação e reconduzir-vos continuamente aos acontecimentos cotidianos. Vamos rezar mais e melhor quanto mais nas profundezas da nossa alma haja a orientação em direção a Deus "(ibid., I, p. 159). A liturgia, portanto, nos ensina a orar porque nos reorienta constantemente a Deus: "Corações ao alto – O nosso coração está em Deus”. A oração é estar dirigido ao Senhor – e isto é também o sentido profundo da participação ativa na liturgia.

Finalmente, a oração é "lugar privilegiado da catequese [...] em quanto procede do visível para o invisível" (CIC, 1074-1075). Isto implica que os textos, os sinais, os ritos, os gestos, e os elementos ornamentais da liturgia devem ser tais, que transmitam realmente o Mistério que significam e que possam assim serem utilmente explicados dentro da catequese mistagógica. 
* Don Mauro Gagliardi é Professor titular no Pontifício Athenaeum "Regina Apostolorum", Professor encarregado na Università Europea di Roma, consultor do Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice e da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Mundo


Santo Egídio socorreu trabalhadores estrangeiros do Costa Concordia
Filipinos e indonésios receberam itens de primeira necessidade
ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - A Comunidade de Santo Egídio divulgou um comunicado de imprensa sobre os 180 cidadãos filipinos e 170 indonésios que ficaram sem nada na Itália, longe de casa e da família, depois do naufrágio do cruzeiro Costa Concordia.
São 350 trabalhadores estrangeiros que, no último dia 13 de janeiro, estavam a bordo quando o navio virou na costa da ilha italiana de Giglio.
O comunicado os menciona como “anjos” que ajudaram e salvaram centenas de pessoas. São trabalhadores de países distantes que conseguiram sair do navio com vida, mas com muito frio e quase todos descalços. Nenhum tinha roupa além da do corpo, nem a quem pedir ajuda.
Todos se dirigiram à Comunidade de Santo Egídio, que, do seu centro de acolhimento e distribuição em Roma, a chamada “Cidade Eco-Solidária”, enviou em poucas horas roupas, sapatos e cobertores para os trabalhadores náufragos.
A Embaixada das Filipinas junto à Santa Sé agradeceu de modo particular à comunidade pela ajuda oferecida, informando que todos os cidadãos filipinos, depois de uma missa de ação de graças, retornaram ao seu país natal, exceto um que permanece na Itália, hospitalizado.
Na Cidade Eco-Solidária de Roma, a Comunidade de Santo Egídio coleta e organiza alimentos, roupa e outros itens de ajuda, fruto da solidariedade de muitos.

Projeto cultural vaticano abordará o crime organizado
Nova edição do Átrio dos Gentios na Sicília
ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - A nova edição do Átrio dos Gentios, um espaço de diálogo entre crentes e não crentes, mantido pelo Conselho Pontifício para a Cultura, será realizada em Palermo, na Sicília. O encontro abordará o espinhoso tema da máfia e do crime organizado.
"O Átrio dos Gentios é um sinal da cultura contra a degradação da delinquencia", disse em entrevista à Rádio Vaticano o magistrado Giusto Sciacchitano, vice-fiscal nacional de combate à máfia de Palermo, ao se aproximar a próxima etapa do ciclo de encontros apoiados pelo papa Bento XVI, cujo objetivo é fomentar um diálogo entre crentes e não crentes.
Depois de Bolonha, Paris, Bucareste, Florença, Roma e Tirana, o Átrio dos Gentios terá a sua nova edição na capital siciliana nos próximos dias 29 e 30 de março.  
"[A máfia] é um problema cultural, político, sociológico e econômico que afeta todo o mundo", disse Sciacchitano à Rádio Vaticano. "É claro que ela tem que ser combatida pela via legal, mas também com a cultura, porque a máfia se baseia numa ‘incultura’".
Em Palermo, confluência de culturas e tradições diversas, mas também um símbolo da luta contra o crime organizado, um evento cultural como este pode ser "de grande importância para os diversos pontos de vista", acrescentou o perito no assunto.
A Sicília foi dominada durante séculos por vários povos diferentes. Em sua cultura e nos seus sistemas jurídicos, os sicilianos “foram obrigados a dialogar”, e esse diálogo se transformou numa espécie de hábito.
Palermo, que pode ser considerada como a capital da máfia, também foi reconhecida pela ONU como a capital do combate à máfia. A capital da Sicília, aliás, foi o palco da assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o crime organizado.
Estes dois aspectos, um negativo e outro positivo, e que são formadores de cultura tanto local como mundial, exigem, de acordo com Sciacchitano, uma visão universal. Por isso, a reunião de Palermo será uma oportunidade para analisar o problema como "inteiramente mundial" e "com a atenção que ele merece".
"Ele não afeta só a Itália nem só a Sicília", insiste Sciacchitano. "Veja as realidades do Extremo Oriente, dos países da América do Sul, da Europa do Leste, a área dos países balcânicos, países todos atravessados por rotas do tráfico de diversos grupos organizados”.

Discernimento vocacional online
Um projeto apoiado por 36 institutos de vida religiosa
MADRI, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Foi lançado recentemente na Espanha um portal vocacional, de orientação à vida religiosa e ao sacerdócio, com um conceito novo: unir o maior número possível de realidades e carismas que possam responder à busca de quem não decidiu a própria vocação ou ainda não conseguiu pensar no assunto com mais profundidade. O portal buscoalgomas.com foi aberto no último dia da Imaculada Conceição, é apoiado por 36 institutos de vida religiosa e já teve 4.200 visitas.
A criadora do buscoalgomas.com, Noemí Saiz, explica a idéia e o nascimento do projeto: “Quando apresentávamos o portal aos institutos de vida consagrada, falávamos dele como um lugar na internet onde o maior número possível de institutos estivesse reunido”, embora não se trate de “apresentar uma lista de congregações”.
“Não queríamos ficar só na listagem, considerando que muitos jovens de hoje não têm a menor ideia do que é a vida consagrada em geral. Partimos deles, daqueles que podem ter certas inquietações vocacionais, mas nunca pensaram muito nisso, porque não sabem da existência desses institutos”, destaca Noemí.
“Nós vamos explicando o precioso leque de opções que é a vida consagrada, com seus muitos matizes, que podem fazer o jovem se interessar por uma opção ou por outra. Partimos dos seus gostos, interesses, sentimentos, para depois ir concretizando, até chegar às congregações, aos institutos, aos carismas. Fazemos isso com palavras simples, com palavras atuais, sem discursos complicados”.
O funcionamento do site se baseia em vídeos de orientação, que vão guiando o jovem através do portal até os vários institutos. O design é da Sweetmedia.
O hino do portal, Busco algo más, foi composto e é interpretado por Nico Montero, que há 21 anos percorre o mundo para cantar a sua fé e a sua esperança. Cooperador salesiano, ele participa de numerosas atividades de pastoral juvenil, é casado e tem quatro filhos.
Na apresentação desta música, Nico afirma: “Em grande medida, eu sou quem eu sou graças aos salesianos, que encontrei no caminho da minha vida já faz muitos anos. Desde a minha infância em Huelva até hoje, o testemunho e o carinho de tantos homens de Deus marcaram a minha vida profundamente. Precisamos de vocações religiosas, de vocações sacerdotais… Eu gostaria que muitos jovens tivessem a minha sorte, e por isso, por gratidão, escrevi essa música ligada ao projeto Busco algo más. Eu quis fazer uma letra focada na atitude de buscar”.
“Tenho certeza de que muitos jovens estão se perguntando seriamente, no coração e na razão, numa fé que foi crescendo entre carismas diversos, sobre como definir um projeto de vida. São muitos jovens, ou nem tão jovens mais, que estão tentando entender os sinais que apontam para uma vida plena. Por isso, esta música expressa uma atitude vital de abertura, de anseio. Ela aprofunda na necessidade de encontrar um sentido e de dar uma razão vital para a existência. É um chamado para procurar algo a mais, para abrir os olhos, os ouvidos, os sentidos e o coração ao chamamento, à proposta de felicidade do Deus da Vida”.
A produtora de música católica Trovador criou gratuitamente um videoclip da música, disponível no YouTube e no portal.
Para mais informação: www.buscoalgomas.com.

Os movimentos Pró Vida se consagram a Maria
Sábado, cerimônia pela vida no Santuário de Czestochowa
ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Neste sábado, 28 de janeiro, em Jasna Gora– Santuário Nacional de Nossa Senhora Negra da Czestochowa – acontecerá a cerimônia chamada “Ato de consagração pelas mãos da Mãe de Deus: a proteção da civilidade da vida e do amor no mundo”, promovida pela Human Life International.
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O evento terá a participação de representantes dos movimentos Pro-Life de 18 países: Polônia, Bielorrússia, Ucrânia, Rússia, Cazaquistão, Letônia, Lituânia, Eslováquia, Republica Checa, Hungria, Áustria, Itália, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos.
Neste encontro de oração estarão presentes alguns representantes dos sacerdotes ortodoxos e dos movimentos pró vida da Rússia, Ucrânia e Bielorrússia. Entre os convidados estará também o novo presidente da Human Life International dos Estados Unidos: Pe. Peter West.
O “Ato de consagração pelas mãos da Mãe de Deus” acontecerá durante a Santa Missa presidida por Dom Stanislaw Nowak, Administrador da Arquidiocese de Czestochowa e Metropolitano Emérito de Czestochowa, na Capela de Nossa Senhora Negraem Jasna Gora.
Durante a cerimônia serão entregues, entre outras, uma cópia do Ícone de Nossa Senhora Negra para uma peregrinação que acontecerá em Fátima, nas intenções da civilidade da vida, partindo da Rússia e atravessando a Europa e a Ásia.
Por  Pe Mariusz Frukacz
(Tradução MEM)

Espiritualidade


A virgindade sempre se dá bem no casamento
Evangelho do IV Domingo do Tempo Comum
Padre Angelo del Favero *
ROMA, quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- 1 Cor 7,32-35: "Irmãos, eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma, a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido. Digo-vos isto em vosso próprio interesse, não para vos armar cilada, mas para que façais o que é digno e possais pemanecer junto ao Senhor sem distração."
Mc 1,21-28: "Entraram em Cafarnauu e, logo no sábado, foram à sinagoga. E ali ele ensinava. Estavam espantados com o seu ensinamento, pois ele os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Na ocasião, estava na sinagoga deles um homem possuído de um espírito impuro, que gritava, dizendo, “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos? Sei quem tu ès: o Santo de Deus”. Então o espírito impuro, sacudindo-o violentamente e soltando grande grito, deixou-o. Todos então se admiraram, perguntando uns aos outros: “Que é isto? Um novo ensinamento com autoridade! Até mesmo aos espíritos impuros dá ordens, e eles lhe obedecem!” Imediatamente a sua fama se espalhou por todo lugar, em toda a redondeza da Galiléia”
Na sua "Introdução à vida devota," São Francisco de Sales, doutor da Igreja (1567-1623), diz que colocar em prática o Evangelho (o que entendemos por "devoção") é possível e necessário em todas as esferas da vida do batizado, sem exceção: "É um erro, ainda mais, uma heresia, pretender excluir o exercício da devoção do ambiente militar, da oficina dos artesãos, da corte dos príncipes, das casas das pessoas casadas."
O santo Bispo de Genebra, depois de ter exemplificado alguns estados particulares de vida que corresponde a um modo próprio e legítimo de seguir ao Senhor, conclui: “a devoção não destrói nada quando é sincera, mas antes aperfeiçoa tudo e, quando incompatível com os compromissos de alguém, é definitivamente falsa. "
A mensagem é clara: em todas as condições humanas pode-se e deve-se testemunhar Jesus Cristo.
Estas palavras nos ajudam a entender a segunda leitura.
Paulo, respondendo às perguntas do Corintios, havia declarado abertamente uma preferência pela virgindade mais do que pelo casamento: "Estás livre de mulher? Não vá buscá-la"(1 Cor 7, 27). Ele começou a falar dos dois estados de vida com uma declaração surpreendente, e que certamente não deve ser tomada literalmente: "É bom para o homem não tocar em mulher" (1 Cor 7,1).
O apóstolo aqui assume a questão de se é ou não é lícito a um cristão ter relações sexuais ("tocar uma mulher "), ou seja, é preferível para Deus: se casar ou não se casar? Ele já descartou categoricamente a "porneia" (relações pré-matrimoniais), e agora compara a condição das pessoas casadas com aquela das pessoas virgens.
A afirmação: "Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido” (1 Coríntios 7 ,32-34), não tem a intenção de mortificar o estado conjugal em comparação com a virgindade consagrada.
Para Paulo, todos os crentes, homens e mulheres, casados ​​ou não, devem se comprometer a viver o próprio estado de vida como um dom universal de santidade, em Cristo.
Claro, aos esposos não faltará as suas específicas "preocupações", com algum esforço para viver em plenitude o relacionamento com o Senhor; mas as relações sexuais são legítimas e santificadoras, desde que nenhum dos cônjuges faça delas um uso egoísta.
Neste sentido, a preocupação fundamental dos cônjuges não deve ser aquela de "sim/não" à relação sexual, mas do "sim" à verdade desta diante de Deus
E a verdade do relacionamento conjugal é esta: Deus quer que os dois sejam "uma só carne" (Mt 19,4-6), e que o sejam de modo "virginal", isto é, com pureza de coração e com pureza de amor.
Puro é o coração que no dom de si deseja em primeiro lugar, a felicidade do outro, sem instrumentalizar a relação sexual para o próprio prazer; puro é o amor, doado e recebido, que reconhece em Deus a sua Fonte e obedece cada dia a sua vontade e verdade.
É "o espírito dos cônjuges que não deve nunca ficar "impuro", sugere Paulo, sabendo bem que a concupiscência da carne, mesmo no casamento, é um pecado grave e tentação do diabo, porque contradiz radicalmente o significado esponsal inscrito pelo Criador no corpo.
Voltando agora ao Evangelho, compreendemos que o egoísmo sexual conjugal, mesmo se partilhado, é para o matrimônio uma ruína essencialmente "diabólica" ("diabo" é o outro nome de Satanás, que 'divide'), causa de profunda e dolorosa separação da alma do marido da alma da esposa, até mesmo na união dos seus corpos.
Em conclusão, sirvo-me aqui ainda de São Francisco de Sales: seja a devoção daqueles que não são casados, seja daqueles que são casados, são verdadeiras e justas diante de Deus, ainda que, nos dois diferentes estados de vida, igualmente chamados à santidade, cada um, também "nas coisas do mundo" antes de mais nada se preocupe "das coisas do Senhor" (1 Cor 7,32-33), ou seja, é o mesmo que dizer: buscar estar fazendo a Vontade de Deus em todas as suas ações.
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* Padre Angelo del Favero, cardiólogo, em 1978 co-fundou um dos primeiros centros de apoio à vida perto da Catedral de Trento. Tornou-se um carmelita em 1987. Foi ordenado sacerdote em 1991 e foi conselheiro espiritual no santuário de Tombetta, perto de Verona, Itália. Atualmente dedica-se à espiritualidade da vida no convento carmelita de Bolzano, na paróquia de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
[Tradução Thácio Siqueira]

Noticias dia 25/01


São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas
Hoje celebramos a memória do fundador das Irmãs Salesianas
ROMA, terça-feira, 24 janeiro de 2012 (ZENIT.org). - Hoje, 24 de janeiro, celebra-se a memória litúrgica de São Francisco de Sales, lembrado, em particular, pela sua grande humildade e sabedoria, qualidades que utilizou em favor da unidade da Igreja Católica, trazendo de volta a muitos dos que a haviam deixado (a maior parte para os calvinistas) para a comunhão com ela.
Juntamente com a Baronesa Jeanne-Françoise Frèmiot de Chantal fundou a Ordem da Visitação (1610), uma congregação de freiras devotas do Sagrado Coração de Jesus, com a tarefa de infundir no mundo o amor divino através da oração, da contemplação e da visitação aos pobres e doentes.
Bispo e Doutor da Igreja, Francisco de Sales se tornou o padroeiro dos jornalistas, pelo seu hábito de espalhar folhas manuscritas com as próprias homilias, colocando-as por debaixo das portas das casas particulares ou colando-as nos muros.
São Francisco de Sales, é preciso lembrar, além de ser o santo padroeiro dos jornalistas, dos autores, dos escritores e dos surdos-mudos, é o patrono da Ordem das Irmãs Salesianas. Essas piedosas religiosas há quase dois séculos, silenciosamente devotam suas vidas, além da oração, à instrução e à educação cristã da juventude, com especial cuidado com os surdos-mudos e outros deficientes.
Inicialmente, de fato, a Congregação das Irmãs Salesianas da Visitação, reformada em 1890 por Don Filippo Smaldone nas Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, foi criada para ensinar o catecismo para surdos-mudos, depois, com o tempo, extenderam a sua obra colaborando nas paróquias, por meio da educação dos jovens e a catequese às famílias, dirigindo pré-escolas, realizando trabalhos criativos, animações litúrgicas, surgidas das instruções e preocupando-se pela atenção espiritual dos enfermos e dos anciãos. Obras, estas últimas, que ainda desenvolvem. É portanto, necessário, neste dia tão importante, juntamente com as celebrações do Santo, lembrar estas mulheres vigorosas de fé em nossas orações.
Peter Barbini
[Tradução TS]

Especial


No dia 29 de Janeiro: oração pela paz na Terra Santa
Comunicado de imprensa da IV Jornada Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa
ROMA, terça-feira, 24 janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Oferecemos aos nossos leitores o comunica do de imprensa da IV Jornada Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa, agendada para domingo, 29 de janeiro.
2.500 cidades de todo o mundo rezarão pela paz na terra de Jesus no próximo 29 de Janeiro. Se realizará nesta data a IV Jornada internacional de intercessão pela paz na Terra Santa, uma iniciativa de oração nascida pelo desejo de algumas associações católicas juvenís, que há alguns anos também o Santo Padre e toda a Igreja celebram em comunhão com o Patriarcado Latino de Jerusalém e com a custódia da Terra Santa. A Jornada – numa ideal passagem de testemunho - será precedida pela Semana de oração Extraordinária de todas as Igrejas pela Reconciliação, a Unidade e a Paz, que se realizará junto à igreja Copta-Ortodoxa de Jerusalém na tarde do 28 de janeiro.
Desde a sua primeira edição, a Jornada tem envolvido muitos jovens nos momentos de adoração eucarística nas Igrejas dos 5 continentes; a eles, em particular, dirigiu-se o Cardeal Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz. "Os jovens - escreve o cardeal na sua mensagem para a ocasião - são e podem ser um recurso para a paz se eles vivem a sua liberdade em conexão com a verdade, com o bem e com Deus. Só assim colocam profundas raízes ao seu compromisso pela justiça e pela paz. (...) O período da juventude é aquela estação da vida na qual se olha para os grandes valores que hoje, infelizmente, parecem estar muito fracos: a verdade, a liberdade, a justiça, o amor, a fraternidade". "Agradeço-vos – conclui o cardeal Turkson - porque mostrais ao mundo o rosto jovem, ativo e bonito da Igreja de Cristo".
A Jornada é promovida por diversas realidades juvenis: da Associação Nacional Papaboys (www.papaboys.it), pelo Apostolado “Jovens pela Vida” (www.youthfl.org), pelas Capelas de Adoração Perpétua em toda a Itália e em todo o mundo , por grupos de adorações eucarísticas (www.adorazione.org), pelas Associações para a Promoção da oração Extraordinária de todas as igrejas pela reconciliação, a unidade e a paz, começando por Jerusalém. Uma representação destas realidades associativas estará presente no domingo, às 12hs, na Praça de São Pedro para o Angelus do Santo Padre Bento XVI, para também participar da festa da paz dos jovens da Ação Católica.
Para aderir à iniciativa, é necessário inserir na celebração eucarística do domingo 29 de janeiro, uma oração especial pela Terra Santa, ou um momento de adoração eucarística no final da Santa Missa. O horário da celebração, o nome da Igreja ou o grupo de oração e a cidade devem ser comunicados pelo e-mail para ufficiostampa@papaboys.it
Nesta quarta edição também será possível acompanhar o evento pela Telepace, que cobrirá ao vivo no dia 29 de janeiro das 9hs às 13hs. Depois da santa missa e de um breve momento de adoração, muitos convidados se revezarão no estúdio. Vários serviços e aprofundamentos da Itália e de Jerusalém apresentarão os melhores momentos desta Jornada de oração, antes de colocar no ar o Angelus do Santo Padre. Depois se terão os testemunhos da praça de São Pedro e as reflexões conclusivas sobre a Jornada.
A Jornada, a nível internacional será inaugurada por uma celebração que se terá no dia 29 de janeiro às 5 horas, hora  italiana, no Calvário de Jerusalém. Também o Custódio da Terra Santa, padre Pierbattista Pizzaballa, interveio com a sua saudação: "Bem-vindo, então, à IV Jornada Internacional de intercessão pela paz na Terra Santa. Um evento que enriquece este mês de reflexão comum sobre o Dom apenas recebido, e nos convida a superar toda divisão para dar graças a Deus que nos dá a vitória por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo ( tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos )."
Anexo ao presente comunicado de imprensa:
Promoção da IV Jornada Internacional de Intercessão pela Paz na Terra Santa
Mensagem do Pontifício Conselho Justiça e Paz
O vídeo comercial do dia (em italiano)  Clique aqui
O link da transmissão da Tv Telepace (em italiano) Clique aqui
O vídeo comercial da Jornada (em espanhol) Clique aqui
Para solicitar mais informações:
Sala de Prensa Papaboys
ufficiostampa@papaboys.it
Informações Tel             0039 328 8188028      
[Tradução TS]

Santa Sé


Serviço vaticano de notícias lançará versões em português e francês
Com um ano, o news.va recebe 10.000 visitas por dia
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O portal www.news.va estará disponível em breve nas versões em francês e português. O anúncio foi feito por Dom Claudio Maria Celli, na apresentação da mensagem do papa Bento XVI para a 46ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais. Um ano após o nascimento, o serviço de notícias que reúne fontes de informação do Vaticano está hoje disponível em inglês, italiano e espanhol.
Celli também citou estatísticas do news.va: as visitas diárias variam entre 8.000 e 10.000, com picos de 16.000 no dia de Natal. "O tempo médio gasto é de dois minutos, sinal de que aqueles que acessam não entram por acaso, mas se concentram, lêem, procuram".
As visitas a este site vaticano vêm de cerca de 180 países, em especial dos EUA (27% das visitas), da Itália, da Alemanha, da Espanha, do Canadá e do Brasil. 53% dos visitantes são novos, com 47% dos usuários já regulares. Celli afirmou ainda que a grande maioria dos visitantes do news.va é redirecionada via redes sociais: 65% do Facebook e cerca de 30% do Twitter.
Na conferência de imprensa, foi apresentado também o novo layout do site do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais (www.pccsva.org).
[Tradução Zenit português]

A evangelização: uma vocação universal e cada vez mais urgente
Publicada a Mensagem de Bento XVI para a Jornada Missionária Mundial 2012
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - A celebração da próxima Jornada Missionária Mundial (21 de outubro de 2012) coincide com a celebração do 50 º aniversário do Decreto conciliar Ad Gentes e será a poucos dias da abertura do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização.
Concomitantes que o Papa Bento XVI sublinhou na Mensagem pela Jornada Missionária Mundial, difundida hoje, e que "contribuem para reafirmar o desejo da Igreja de se envolver com mais coragem e entusiasmo na missio ad gentes, porque o Evangelho chegue até aos confins da terra" , disse o Santo Padre.
O Concílio Vaticano II, que, novamente em outubro, comemorará o 50 º aniversário da abertura, foi em si mesmo um "sinal luminoso da universalidade da Igreja", no qual os padres conciliares reafirmaram "a necessidade e urgência da evangelização ad gentes".
Sublinhando a absoluta atualidade da "eclesiologia missionária", Bento XVI chamou a atenção à necessidade de “retomar o mesmo zelo apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, pequenas e indefezas, foram capazes, com o anúncio e com o testemunho, de difundir o Evangelho a todo o mundo então conhecido "
A tarefa de anunciar o Evangelho, como evidenciam o Concílio e o Magistério sucessivo, compete a todo o povo de Deus: sacerdotes, bispos, religiosos, leigos. Os bispos são consagrados em particular, como afirmou o Beato João Paulo II: "não só para uma diocese, mas para a salvação de todo o mundo" (Redemptoris Missio, 63).
A chamada para a evangelização tem, portanto, um valor sempre menos local e sempre mais universal. "Isso exige - explicou o papa - adaptar constantemente estilos de vida, planejamentos pastorais e organizações diocesanas a esta dimensão fundamental do ser Igreja, especialmente no nosso mundo em mudança contínua".
Nos passos de S. Paulo, "prisioneiro de Cristo para os gentios" (Ef 3,1) todos os pastores e todos os fiéis em Cristo devem se comprometer "sem poupar energia, tempo e meios a dar a conhecer a mensagem de Cristo."
A cooperação missionária, sublinhou Bento XVI, citando mais uma vez a Redemptoris missio, deverá, mais do que nunca, não se concentrar apenas em ajuda humanitária, mas levar no coração a natureza mais autêntica de evangelização.
Na medida em que a mensagem de Cristo seja sempre atual e com capacidade de, a qualquer momento, "dar resposta às preocupações mais profundas de cada homem," os evangelizadores deverão ser muito conscientes das complexidades das situações sociais e humanas que encontram e usar, de tempos em tempos, as modalidades de comunicação mais eficazes (cf. Verbum Domini, 97).
Emblema do ceticismo e da confusão desta geração, indicado por Bento XVI é a mulher samaritana (cf. Jo 4,1-30), que, ao convite de Jesus para lhe dar a água viva, inicialmente ficou com o conceito material de água, não sendo capaz de reconhecer em si mesma a sede espiritual que também sente.
Nas palavras do Papa, deve ser renovado "o entusiasmo para comunicar a fé" e, principalmente, de compartilhá-la: "É o dom mais importante que nos tem sido dado na nossa existência que não podemos guardar para nós mesmos", acrescenta o Santo Padre.
A missionariedade é um altíssimo ato de caridade, "para que cada homem possa ouvir ou reouvir o anúncio que cura e aproximar-se dos Sacramentos, fonte da verdadeira vida."
A este respeito, o Pontífice também agradeceu as Pontifícias Obras Missionárias por serem “instrumento de cooperação na missão universal da Igreja no mundo", sem descurar o seu compromisso com o desenvolvimento e com a "emancipação da miséria."
A Mensagem para a Jornada Missionária Mundial concluiu-se com uma citação do Beato John Henry Newman: "Acompanha, ó Senhor, os seus missionários nas terras por evangelizar, coloca as palavras certas nos seus lábios, torne os seus esforços frutíferos."
[Tradução TS]

A espera pela unidade visível da Igreja
Bento XVI celebra a Solenidade da Conversão de São Paulo
ROMA, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – Ás 17:30 de hoje, na Basílica de São Paulo fuori le mura, o Santo Padre Bento XVI presidiu a celebração das Vésperas pela solenidade da Conversão de São Paulo Apóstolo, e a conclusão da XLV Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
***
O Santo Padre iniciou a homilia recordando o tema meditado durante esta Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos, que foi:“Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo Nosso Senhor”(cfr 1 Cor15,51-58), e recordou também o aniversário de cinquenta anos do Concílio Vaticano II, que o beato João XXIII anunciou na mesma Basílica, dia 25 de janeiro de 1959.
O Papa falou sobre a transformação na vida de Saulo, que perseguia a Igreja e se tornou o incansável apóstolo do Evangelho de Jesus Cristo, chamado Paulo.
“Na vivencia desse extraordinário evangelizador fica claro que tal transformação não é resultado de uma longa reflexão interior e nem mesmo um fruto de esforço pessoal. Esta é primeiramente, obra da graça de Deus que agiu segundo suas inescrutáveis vias”, afirmou Bento XVI. A conversão de Paulo se trata de uma “radical renovação do próprio ser, similar em muitos aspectos a um renascer”.
“Enquanto elevamos nossa oração, temos a certeza de sermos transformados também nós e conformados a imagem de Cristo”;continuou Bento XVI.
A oração pela unidade dos cristãos significa participação no projeto divino para a Igreja, lembrando que quando imploramos o “dom da unidade dos discípulos de Cristo, fazemos nosso o desejo expresso por Jesus Cristo na vigília de sua paixão e morte, na sua oração ao Pai:”para que todos sejam uma coisa só”.(João 17, 21), e prosseguiu dizendo que é um “dever e uma grande responsabilidade para todos”.
Bento XVI falou sobre o significado da vitória na ótica cristã, que é diferente da cultura dominante hoje, onde a “idéia da vitória é geralmente associada a um sucesso imediato”. Esta, “acontece segundo os tempos de Deus, não os nossos”, e exige de nós uma “fé profunda e paciente perseverança”. Esta é a disposição que devemos ter também na “espera pela unidade visível da Igreja”.
Pedindo a intercessão de São Paulo o Santo Padre confiou todos os que rezam e se empenham pela causa da unidade dos cristãos.
“Não faltam sinais positivos de uma renovada fraternidade e um senso compartilhado de responsabilidade diante dos grandes problemas que afligem o nosso mundo. Tudo isso é motivo de grande alegria e grande esperança e deve encorajar-nos a prosseguir em nosso compromisso de alcançar nossa meta final juntos, sabendo que nosso trabalho não é em vão no Senhor (cf. 1 Cor 15,58). Concluiu o Santo Padre Bento XVI.
Dentre os diversos participantes da celebração na Basílica de São Paulo, estavam presentes: sua Eminência Gennadios, representante do patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I; o Conégo David Richardson, diretor do Centro Anglicano de Roma, em nome do arcebispo de Cantuária, Rowan Williams; e ainda o pastor Jens Kruse, pároco da comunidade luterana de Roma; um delegado do patriarcado de Moscou; um diácono da Igreja Ortodoxa da Grécia; e um delegado do patriarcado ortodoxo da Romênia.
Maria Emília Marega

Mundo


EUA: pena de morte em declínio
2011 tem mínima histórica de sentenças de morte
ROMA, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Em 2011, pela primeira vez desde 1976, ano em que foi reintroduzida a pena de morte nos Estados Unidos, o número de novas sentenças capitais foi inferior a 100. São dados do Centro de Informações sobre a Pena de Morte, que publicou seu relatório de final do ano:Pena de Morte em 2011: Relatório Anual.
No ano passado, esse tipo de sentenças caiu para 78, redução drástica desde o ano recorde de 1996, quando foram emitidas 315. O declínio começou no final dos anos 90, quando havia, em média, 300 sentenças à morte por ano. O número tem diminuído de forma constante desde então, com as execuções caindo para 43 em 2011, três a menos que no ano precedente.
Apenas 13 Estados realizaram execuções em 2011, dos quais 74% no sul do país, diz o relatório. Apenas 8 fizeram mais de uma execução. Como de costume, o Texas é o estado com o maior número de execuções: 13. O relatório observa, no entanto, que mesmo esse número representa uma diminuição de 46% em relação a 2009, quando 24 execuções foram realizadas no Estado, havendo redução também na comparação com 2010, ano em que houve 17 execuções.
Desde 1976, do total de 1277 execuções realizadas nos Estados Unidos, 477 foram no Texas, ou 37% do total do país. Em 2011, porém, as novas sentenças de morte caíram para 8 no Estado.
Em janeiro de 2011, o legislativo de Illinois votou a favor da revogação da pena de morte, substituindo-o pela prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A decisão fez de Illinois o quarto Estado a abolir a pena capital nos últimos quatro anos. Uma das razões que levaram Illinois a esta decisão foi o custo econômico da pena de morte. A comissão estadual descobriu que, nos últimos sete anos, 100 milhões de dólares foram gastos para ajudar municípios envolvidos em processos ligados a crimes capitais.
"As evidências apresentadas a mim por ex-promotores e juízes com décadas de experiência no sistema de justiça criminal me convenceram de que é impossível conceber um sistema que seja consistente, livre de discriminações com base na geografia, na raça ou  nas circunstâncias econômicas e no qual sempre se faça justiça verdadeira", disse o governador, Pat Quinn, que assinou a nova lei.
Atualmente, 34 Estados mantêm a pena de morte no país.
O governador do Oregon, John Kitzhaber, suspendeu uma execução iminente em novembro passado e afirmou que não haveria mais execuções durante o seu mandato.
Em Ohio, a Suprema Corte do Estado convocou um comitê de 21 pessoas para estudar os problemas relacionados com a pena de morte.
O relatório afirma também que um juiz do Supremo Tribunal da Pensilvânia descreveu os trabalhos de apelação realizados em muitos casos de pena capital como "caóticos e inconsistentes", e exigiu "reforma imediata".
Opinião
Continua diminuindo o apoio popular à pena de morte. Uma pesquisa da Gallup sobre a pena de morte, feita no ano passado, revelou que 61% dos entrevistados eram a favor desse tipo de sentença, o nível mais baixo nas últimas décadas.
O relatório 2011 também observou que a aplicação de sentenças de morte continua a ser muito arbitrária. Em 1972, a Suprema Corte impediu a utilização da pena de morte porque considerava que ela era aplicada de modo imprevisível e arbitrário. Após alterações de leis em alguns estados, a Corte Suprema restabeleceu o uso da pena de morte em 1976. No entanto, as sentenças continuam a ser aplicadas de forma inconsistente, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
Para reforçar esta acusação, foi publicada uma pesquisa recente conduzida pelo Profº John Donohue, da Stanford Law School, que analisou as sentenças de morte de 1973 até 2007 no Estado de Connecticut. De acordo com Donohue, "a gestão do Estado nos casos de pena de morte é uma política caótica no campo da justiça criminal". Ele afirma ainda que o sistema de pena capital no estado é determinado " pela arbitrariedade e pela discriminação".
Segundo o estudo de Donohue, não há diferença significativa entre os crimes passíveis de pena de morte em que os promotores de fato propõem a pena de morte e aqueles em que não o fazem. Fatores raciais também afetam seriamente a probabilidade de se receber uma sentença de morte. Réus que pertencem a uma minoria racial e que cometem assassinatos de vítimas brancas em casos passíveis de pena de morte têm seis vezes mais probabilidade de receber tal sentença do que os réus pertencentes a minorias e que cometem assassinatos em que a vítima também é pertencente a minorias, de acordo com Donohue.
Tudo indica que em 2012 continuará a tendência à diminuição da pena de morte nos Estados Unidos. O Senado da Pensilvânia, por exemplo, aprovou recentemente uma resolução para iniciar um estudo sobre a pena de morte. O relatório vai tocar temas como justiça, igualdade e os custos da pena capital. Desde que a Pensilvânia restabeleceu a pena de morte em 1978, apenas três pessoas foram executadas, mas existem mais de 200 detentos no corredor da morte.
Pe. John Flynn, LC
[Tradução Zenit português]

Discriminação de TV católica na Polônia
Monsenhor Skubiś fala da ameaça contra a democracia
ROMA, quarta-feira 25 janeiro de 2012 (ZENIT.org) - "A decisão do Conselho Nacional de Rádio e Televisão polonês de excluir do multiplex a TV católica Trwam é contra a democracia".
Isto é o que disse Mons. Ireneusz Skubiś, editor-chefe do Semanário Católico Niedziela, em uma entrevista concedida à ZENIT. Monsenhor Ireneusz Skubiś  é sacerdote da arquidiocese de Częstochowa e é editor-chefe do semanário católico Niedziela desde 1981.
Como avalia a decisão do Conselho Nacional de Rádio e Televisão polonês (KRRiT)de não conceder espaço para a TV TRWAM no multiplex digital?
Monsenhor Ireneusz Skubiś: Vejo essa decisão como totalmente injusta e totalmente contra a democracia. Em todo Estado moderno deve ser respeitado as normas democráticas e as leis devem ser iguais para todos os cidadãos. Toda pessoa tem o direito de liberdade de expressão. As decisões dos responsáveis do Estado devem ter o caráter justo e democrático. A Polônia é um país democrático e por isso as instituições do Estado polonês devem respeitar os direitos de cada um e de todos. Penso que a decisão de não conceder o espaço para a TV TRWAM no multiplex digital não é apenas uma ação contra a Igreja Católica na Polônia, mas também um ato que nega o direito à liberdade de imprensa e de transmissão para milhões de católicos poloneses. Esta TV é importante para muitas pessoas e pessoas simples que não têm muito dinheiro. A técnica de multiplex digital garante a estas pessoas o livre acesso aos programas transmitidos.
Quais são as implicações desta decisão para o futuro da sociedade polonesa?
Monsenhor Ireneusz Skubiś: É óbvio que nos sentimos ameaçados, porque essas pessoas poderiam tomar decisões e ações injustas e antidemocráticas  não apenas contra os católicos. Tememos que a decisão do Conselho Nacional de Rádio e de Televisão polonês (KRRiT) tenha o caráter de discriminação. Não queremos  que os católicos na Polônia voltem a ser discriminados. Toda pessoa tem direito à liberdade religiosa e civil num país democrático.
Qual papel desempenha a TV TRWAM na sociedade polonesa?
Monsenhor Ireneusz Skubiś: TV TRWAM desempenha um papel importante não só no campo da informação, mas também no campo mais amplo da humanização, uma tarefa educativa que nós católicos chamamos de evangelização. TV TRWAM narra objetivamente a vida da Igreja e da sociedade do ponto de vista econômico e cultural. Também transmite funções litúrgicas e eventos importantes na vida da Igreja, como as visitas do Papa, que para muitas pessoas são extremamente importantes.
Pe. Mariusz Frukacz
[Tradução TS]

Os Bispos da Polônia pedem liberdade de transmissão
Comissão do Governo discrimina a TV católica
ROMA, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012(ZENIT.org)- Na Polônia, tentam negar a liberdade de transmissão para a TV Católica T rwam.
***
O mundo católico está revoltado. Entrevistas e declarações em defesa da liberdade de transmissão são publicadas na imprensa. Assinaturas de protesto são recolhidas. O Presidente da Conferência Episcopal e os Bispos emitiram comunicados em defesa dos direitos da TV católica.
A controvérsia surgiu quando o Conselho Nacional de Rádio e Televisão Polonês (KRRi TV) se recusou a conceder o multiplex digital para a TV Trwan, única estação da Igreja Católica no país. Isto significa que a TV Trwan poderá transmitir apenas via satélite e quem quiser segui-la terá que pagar uma assinatura.
Diante da decisão, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Polonesa emitiu uma declaração, no dia 16 de janeiro, em que "Exorta o Conselho Nacional de Rádio e de Televisão polonês a atribuir concessão do multiplex digital para a TV Trwan".
Os bispos poloneses explicam que "A exclusão de uma TV católica viola o princípio do pluralismo e da igualdade perante a lei. "
As notas revelam que a maioria dos poloneses são católicos e que têm o direito de acesso livre e gratuito aos programas televisivos da TV Trwam.
A TV Trwan existe ha mais de oito anos e tem uma sólida redação e um público amplo, por isso os membros do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Polonsa pede para que “seja inserida no sistema digital de TV na Polônia”.
A este respeito, o arcebispo Józef Michalik presidente da Conferência Episcopal Polonesa emitiu uma declaração para o jornal católico "Niedziela", que enfatiza o papel social da TV Trwam.
A emissora Trwam é muito atenta às condições dos pobres e daqueles que sofrem injustiças e enfermidades.Eles desenvolvem um trabalho original, porque transmitem serviços que contam a vida da Igreja universal, as atividades, viagens do papa, obras de caridade...

Segundo o presidente da Conferência Episcopal Polonesa, a situação é ignorada pelas outras emissoras de televisão e se não fosse pela TV Trwan, seria desconhecida.
Por Antonio Gaspari
(Tradução do polonês por Don Mariusz Frukacz)

Espiritualidade


O casamento indissolúvel como escolha livre
Casamento de Maria e José, modelo para os casais de todos os tempos
ROMA, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Em 23 de janeiro de 1961, durante o pontificado de João XXIII, a Santa Sé estabeleceu a festa do casamento da Virgem Maria e de São José. É uma oportunidade para todos os casais renovarem seus votos de matrimônio e também para relembrar a importância do casamento cristão, único em seu gênero.
Se pensarmos na situação da sociedade no advento do cristianismo, a posição da Igreja foi nada menos do que inovadora, emancipada e contra-corrente do que dizia respeito ao casamento. A Igreja sustentava que este sacramento devia ser uma escolha livre e, portanto, poderia ocorrer única e exclusivamente com o consentimento de ambos os cônjuges. A liberdade de escolha das mulheres de hoje parece óbvia, mas no passado, especialmente antes do cristianismo, a mulher era considerada inferior ao homem e tratada como escrava e objeto de prazer.
Francesco Agnoli, numa interessante publicação de 2010, Inquérito sobre o cristianismo, examina a história dos cristãos e da Igreja destacando o seu contributo para o desenvolvimento da civilização ocidental. No terceiro capítulo, intitulado Cristianismo e mulheres, Agnoli mostra minuciosamente, através de uma análise um tanto única, que graças à Igreja Católica a mulher está agora livre de muitas restrições e imposições, tais como, precisamente, a de não poder escolher livremente com quem se casar ou não. Na Antiguidade, era o pai quem decidia quem iria desposar sua filha, o que ainda acontece em países não católicos, como, por exemplo, a Índia.
A Igreja, de acordo com os ensinamentos de Cristo, promoveu com ousadia e firmeza uma imagem da mulher diferente do pensamento corrente, segundo a qual o homem e a mulher são diferentes porque são parte um do outro, dois seres vivos com os mesmos direitos. Neste sentido, o historiador Jacques Le Goff nos lembra que, no quarto concílio de Latrão (1215), a Igreja formalizou definitivamente o casamento, declarando que ele "não pode ser realizado sem que haja o acordo pleno dos dois adultos envolvidos". Uma posição de vanguarda para a época. O casamento se torna assim impossível sem o consentimento mútuo, e, para que ele aconteça, a Igreja faz todo o possível, como estabelecer os chamados "proclames", a presença de "testemunhas", o "processo matrimonial" usado pelas autoridades eclesiásticas para verificar ou não a autenticidade do pedido de casamento dos noivos, e, finalmente, o consenso final. Tudo isto continua em uso ainda hoje.
Pode-se, portanto, compreender a importância e a singularidade do matrimônio cristão, não só do ponto de vista religioso, mas também da perspectiva histórica e social. Assim, a celebração do casamento da Virgem Maria e de São José assume um valor fundamental para os cristãos. O caráter virginal atesta a perfeita comunhão de mentes entre os dois esposos santos, apesar da ausência do ato sexual. Com isso, compreende-se que o casamento cristão não é reduzido ao ato físico entre homem e mulher, embora ele seja um dever e um momento belíssimo de comunhão entre o casal, mas que a verdadeira união acontece somente através de Jesus Cristo. Somente com Cristo é possível acolher plenamente o outro, doar-se livremente e, portanto, amar-se.
"Nenhum casal é chamado ao matrimônio exclusivamente para a sua satisfação. Todo casal é um dom para a Igreja e para o mundo, a fim de serem os cônjuges um ícone vivo de Cristo, que ama a sua esposa, a Igreja, e se sacrifica por ela, até o lenho da cruz".
Na Igreja de São Carlos Borromeo, em Londres, está exposto um ícone moderno de rara beleza e particularmente interessante, chamado Notre Dame Alliance, que abrange toda a teologia, o significado e o pensamento da Igreja Católica sobre o mistério esponsal. O ícone mostra dois cônjuges abraçados pela Virgem Maria, com as mãos apoiadas delicadamente sobre seus ombros para simbolizar a Igreja que acolhe em seu próprio seio a noiva e o noivo, tal como uma mãe, acompanhando-os sem forçá-los. No meio, entre os dois, está Cristo, "sempre presente no coração da sua Igreja", segurando a mão dos dois cônjuges como quem acalma seus medos e ansiedades e os fortalece.
No casamento, o casal faz um pacto com Deus para a vida toda, em que a Igreja atua como um intermediário, uma testemunha e uma avalista, que acompanha e dá apoio, como mãe, para a noiva e o noivo em sua nova situação, oferecendo-lhes como presentes a Eucaristia e a Palavra de Deus, sem a qual não se pode viver a vida cristã e menos ainda o casamento. Germano Pattaro, sacerdote veneziano, dizia que "Deus visita o casal no seu matrimônio, não quer faltar a este evento, faz parte da comunhão de amor estabelecida pelo Senhor com todos os cristãos a partir do momento do batismo".
Em essência, este sacramento se baseia, para os cristãos, "na sua própria rocha, que é Jesus Cristo". Se Jesus Cristo está presente como rocha da salvação, então a morte não prevalecerá.
Eis que por isto a festa de casamento da Virgem Maria e de São José, cônjuges e família por excelência, imagem perfeita de Deus, da Santíssima Trindade e da comunhão de amor infinito, convida todos a seguirem o seu exemplo: serem imagem do rosto de Cristo através da vida esponsal.
[Tradução Zenit português]

Análise


Maria não é obstáculo mas oportunidade para o diálogo ecumênico
Reflexões à margem da "Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos"
ROMA, quarta-feira 25 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Uma leitura da figura de Maria Santíssima, sem dúvida interessante, pelas ricas e articuladas implicações que inevitavelmente sugere, é aquela “eclesial”. Também atendo-nos estritamente ao dado bíblico, é evidente como a sua experiência, única, de Deus, a sua particularíssima relação com o Altíssimo – cuja Palavra, expressão da Vontade divina, se torna o critério fundamental da sua vida e das suas escolhas – nunca se resolvem somente no mistério do seu Coração, mas se expandem, envolvendo o seu “próximo”: seja o esposo, São José; Isabel e a sua família; os Pastores; os anciãos Simeão e Ana; os esposos de Caná.
O "Evangelho da Infância", como nos foi narrado por Mateus e Lucas, insiste neste caráter “eclesial” da Virgem, que, quase por instinto espiritual, por uma particular moção do Espírito, é levada sempre à unidade, a buscar constantemente novos motivos e canais de diálogo na Fé, estendendo os confins da sua caridade a todos aqueles que Jahweh faz entrar no seu caminho. É Mulher de comunhão, promotora infatigável daqueles laços no Espírito que não remontam nem à carne e nem ao sangue, mas que encontram somente em Deus a sua origem e a sua fonte (cf. Jo 1,13).
A Mãe de Deus, em toda parte, promove a realização daquela dimensão nova, inaugurada pela Encarnação e oficialmente promovida pelo mesmo Cristo, que chama os seus discípulos antes de mais nada a estar com Ele (cf. Mc 3,14), para compartilhar sua vida num seguimento sempre mais exigente e radical. Nesta nova “geração no Espírito” é colocada a Virgem Santa. Cada ícone Evangélico mariano oferece como uma nova perspectiva para compreender o mistério de Cristo e da Igreja, contemplado por ângulos diferentes.
Na anunciação o cenário não se restringe somente ao colóquio com o Anjo, mas rapidamente abre-se a dimensões universais: Aquele que nascerá será portanto santo e chamado Filho do Altíssimo. O que acontece no segredo do Coração e na reserva dos muros domésticos tem imediatamente um reflexo universal, que transcende os limites estreitos da "privacidade", para tornar-se património de todos, referência perene e paradigma para o discípulo do Senhor. Cada gesto, cada moção, cada desejo do Coração Imaculado são por isso “eclesiais”, contribuem para fazer crescer na Fé o povo de Deus, que, de geração em geração, teria atraído luz e Graça dos mistérios vividos pela Virgem. A visitação nos oferece uma imagem vivaz, concreta e "famíliar" de Igreja, que parece realizar plenamente as palavras de Jesus: onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles (cf. Mt 18,20 ). No meio, entre as duas mulheres, está o Filho de Deus, cuja presença é sentida por Isabel – donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? – E de João que exulta de alegria messiânica no seio materno.
Este não é certamente o lugar para rever todos os inumeráveis passos do Evangelho, que testemunham, numa luz sempre nova, a relação inseparável entre o mistério da Virgem e o mistério da Igreja: basta pensar em Caná, na Cruz, na "vida pública" do Senhor. Qualquer referência evangélica – que identifica Maria como a discípula por excelência, a Filha de Sião, a Arca da Aliança – confirma a riqueza surpreendente de temas e de tons, que ajudam a esclarecer e aprofundar o nexo vital e indispensável de Maria com a comunidade cristã.
Com base nestas observações simples, a pessoa de Maria Santíssima, ao invés de ser quase um obstáculo ao diálogo ecuménico, pelo contrário parece abrir novos caminhos de coesão e de comunhão entre os crentes em Cristo.
Outra razão parece confirmar essa "descoberta" elementar: a descoberta, no coração e na vida, de uma sincera "paixão ecuménica", sobretudo naqueles que cultivaram uma especial devoção mariana. Vem imediatamente à mente o exemplo de João Paulo II, apóstolo incansável do diálogo, promotor de encontro e de relação com todas as Igrejas e consagrado a Deus pelas mãos de Maria Santíssima. O amor filial por Ela aumentou a sensibilidade ecumênica do Pontífice, que percorreu caminhos sempre novos de comunhão e reconciliação, oferecendo gestos de amizade, de disponibilidade, de perdão. A expressão "Totus tuus" significa a total adesão aos desejos da Virgem Maria, não menos importante, da unidade de todos os discípulos de Cristo, ou seja de todos os seus filhos.
Os atos dos Apóstolos começam com o famoso ícone da Virgem Maria, assídua na oração com os apóstolos e com os "irmãos" de Jesus (cf. At 1,14). Parafraseando a expressão e estendendo-a para além dos limites do estreito “parentesco” carnal de Cristo, podemos tomá-la como um renovado desejo de plena comunhão entre os crentes: apesar de "separados", permanecem irmãos do Senhor, em virtude da mesma fé no Ressuscitado e daquela original participação na Igreja nascente, cuja Mãe está presente, com a missão particular de favorecer a caridade e de interceder sem cessar o dom do Espírito.
É claro, os passos a serem dados ainda são muitos: por isso mesmo, mais ainda, nós confiamos naquela materna intercessão, que reconduza a Igreja à primitiva unidade e faça realmente dos cristãos "um só coração e uma só alma" (cf. Atos 4, 32), como a comunidade de Jerusalém há 2000 anos atrás.
Pe Mario Piatti, icms
[Tradução TS]

Audiência de quarta-feira


A Igreja nasce da oração de Jesus
A catequese de Bento XVI durante a Audiência Geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – A catequese de Bento XVI, realizada na Audiência Geral de hoje, foi centrada na oração de Jesus ao Pai; por Ele mesmo, pelos discípulos e por todos aqueles que serão atraídos pela fé transmitida pelos apóstolos e que se perpetua na história.
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O Santo Padre iniciou a catequese citando as palavras do Catecismo da Igreja Católica  sobre a oração: - “A chamada «Oração Sacerdotal» de Jesus na Última Ceia é inseparável do seu Sacrifício, no qual Se consagra inteiramente ao Pai.
O Papa explicou a riqueza desta oração tendo como pano de fundo a festa judaica da Expiação, o Yom Kippur. “Naquele dia, o Sumo Sacerdote realizava a expiação primeiro para si mesmo, depois para a classe sacerdotal, e, finalmente, por toda a comunidade dos povos”, e continuou, “Jesus naquela noite se dirige ao Pai, no momento em que oferece si mesmo. Ele sacerdote e vítima, reza por Si mesmo, pelos Apóstolos e pela Igreja de todos os tempos (João 17,20)”.
“Ele inicia a oração sacerdotal dizendo: ‘Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti.’(João 17,1). A glória que Jesus pede para si mesmo como Sumo Sacerdote, é a entrada na plena obediência ao Pai, uma obediência que o conduz a uma plena condição filial: ‘E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse (João17,5)”; prosseguiu o Santo Padre.
O segundo momento da oração de Jesus é a intercessão pelos apóstolos; “Para os Apóstolos, pede a consagração na verdade, para continuarem a missão d’Ele; para isso, devem ser consagrados, isto é, segregados do mundo, colocando-se à disposição de Deus para a missão que lhes está reservada, e, deste modo, postos à disposição de todos”.
O terceiro momento desta ‘oração sacerdotal’, quando “finalmente Jesus estende o olhar até ao fim dos tempos e reza pela Igreja, pedindo a unidade de todos os cristãos: «Que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti» (Jo 17, 21). Assim a Igreja continua a missão de Cristo: conduzir o mundo para fora do pecado, que aliena o homem de Deus e de si mesmo, para que volte a ser o mundo de Deus.
"Podemos dizer que na oração sacerdotal de Jesus se realiza a instituição da Igreja ... Aqui mesmo, na última ceia, Jesus cria a Igreja. Por que, o que mais é a Igreja, se não a comunidade dos discípulos que, por meio da fé em Jesus Cristocomo enviado do Pai, recebe a sua unidade e é envolvido na missão de Jesus para salvar o mundo levando ao conhecimento de Deus? Aqui nós realmente encontramos uma verdadeira definição de Igreja.  A Igreja de Jesus nasce da oração e esta oração não é apenas palavra: é o ato em que Ele “consagra” a Si mesmo, ou seja, se “sacrifica” pela vida do mundo (cf. Jesus de Nazaré, II,117)”, afirmou Bento XVI.
“Também nós, então, em nossa oração, peçamos a Deus que nos ajude a entrar, mais profundamente, no projeto há cada um de nós, peçamos-lhe para sermos "consagrados" a Ele, para pertencermos cada vez mais, para amar sempre mais aos outros, os próximos e os distantes; peçamos-lhe para sermos sempre capazes de abrir a nossa oração na dimensão do mundo, não a fechando em pedido de ajuda para os nossos problemas, mas lembrando diante do  Senhor dos nossos próximos, aprendendo a beleza de interceder pelos outros; peçamos a Ele o dom da unidade visível entre todos os crentes em Cristo – o invocamos fortemente nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - rezemos para estarmos sempre prontos para responder a qualquer pessoa que nos pede a razão da esperança que está em nós (cf. 1 Pt 3.15). Obrigado, concluiu o Santo Padre.
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No final da Audiência, Bento XVI dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa , a seguinte saudação:
“A minha saudação amiga para os fiéis de Santa Maria dos Pobres de Paranoá e demais peregrinos de língua portuguesa, propondo-vos como modelo de vida o Apóstolo São Paulo, cuja conversão hoje recordamos num abraço ideal que se alarga a todos os cristãos na conclusão do Oitavário de Oração pela sua Unidade. Que os vossos corações, fortes na fé, possam servir sempre os amorosos desígnios de Deus. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.”
Maria Emília Marega

"Testemunhar ao homem do nosso tempo o Deus vivo"
A mensagem de Bento XVI pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos o texto da catquese realizada por Bento XVI, durante a Audiência Geral de quarta-feira, 18 de janeiro, em ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
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Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Queridos irmãos e irmãs,
Começa hoje a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que, há mais de um século, é celebrada todos os anos por cristãos de todas as Igrejas e Comunidades eclesiais, para invocar aquele dom extraordinário pelo qual o próprio Senhor Jesus rezou durante a última Ceia, antes da sua paixão: «Para que todos sejam um só; como Tu, ó Pai, estás em mim e Eu em ti, que também eles estejam em Nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste» (Jo 17, 21). A prática da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos foi introduzida em 1908 pelo Padre Paul Wattson, fundador de uma comunidade religiosa anglicana que, em seguida, entrou na Igreja católica. A iniciativa recebeu a bênção do Papa são Pio X e depois foi promovida pelo Papa Bento XV, que encorajou a sua celebração em toda a Igreja católica com o Breve Romanorum Pontificum, de 25 de Fevereiro de 1916.
O oitavário de oração foi desenvolvido e aperfeiçoado nos anos trinta do século passado pelo Pe. Paul Couturier, de Lião, que apoiou a oração «pela unidade da Igreja segundo a vontade de Cristo e em conformidade com os instrumentos que Ele quiser». Nos seus últimos escritos, Pe. Couturier viu esta Semana como um meio que permite à oração universal de Cristo «entrar e penetrar em todo o Corpo cristão»; ela deve crescer até se tornar «um imenso e unânime brado de todo o Povo de Deus», que pede a Deus este grande dom. E é precisamente na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos que o impulso dado pelo Concílio Vaticano II à busca da plena comunhão entre todos os discípulos de Cristo encontra, de ano para ano, uma das suas expressões mais eficazes. Este encontro espiritual, que une cristãos de todas as tradições, aumenta a nossa consciência sobre o facto de que a unidade para a qual tendemos não poderá ser só o resultado dos nossos esforços, mas será sobretudo um dom recebido do alto, que deve ser invocado sempre.
Todos os anos os subsídios para a Semana de Oração são preparados por um grupo ecuménico de uma diversa região do mundo. Gostaria de meditar sobre este ponto. Este ano, os textos foram propostos por um grupo misto composto por representantes da Igreja católica e do Conselho Ecuménico Polaco, do qual fazem parte várias Igrejas e Comunidades eclesiais do país. Depois, a documentação foi revista por uma comissão composta por membros do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão «Fé e Constituição» do Conselho Ecuménico das Igrejas. Também este trabalho, realizado conjuntamente em duas etapas é um sinal do desejo de unidade que anima os cristãos e da consciência de que a oração é o caminho primário para alcançar a plena unidade, para que unidos no Senhor caminhemos rumo à unidade. O tema da Semana deste ano — como ouvimos — foi tirado da Primeira Carta aos Coríntios — «Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo» (cf. 1 Cor 15, 51-58), a sua vitória transformar-nos-á. E este tema foi sugerido pelo amplo grupo ecuménico polaco que citei, o qual meditando sobre a sua experiência como nação, quis frisar como é forte o sustento da fé cristã no meio das provas e perturbações, como aquelas que caracterizaram a história da Polónia. Depois de amplos debates foi escolhido um tema centrado no poder transformador da fé em Cristo, em particular à luz da importância que ela tem para a nossa oração a favor da unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. Esta reflexão foi inspirada pelas palavras de são Paulo que, dirigindo-se à Igreja em Corinto, fala da natureza temporária do que pertence à nossa vida presente, marcada também pela experiência de «derrota» do pecado e da morte, em comparação com o que nos traz a «vitória» de Cristo sobre o pecado e a morte no seu Mistério pascal.
A história particular da nação polaca, que conheceu fases de convivência democrática e de liberdade religiosa, como no século XVI, foi marcada nos últimos séculos por invasões e derrotas, mas também pela luta constante contra a opressão e pela sede de liberdade. Tudo isto induziu o grupo ecuménico a meditar de maneira mais aprofundada sobre o verdadeiro significado de «vitória» — o que é a vitória — e de «derrota». Em relação à «vitória» entendida em termos triunfalistas, Cristo sugere-nos um caminho muito diverso, que não passa através do poder e da potência. Com efeito, Ele afirma: «Quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos, o servo de todos» (Mc 9, 35). Cristo fala de uma vitória através do amor sofredor, mediante o serviço recíproco, a ajuda, a nova esperança e o conforto concreto oferecido aos últimos, aos esquecidos e aos rejeitados. Para todos os cristãos, a expressão mais alta deste serviço humilde é o próprio Jesus Cristo, o dom total que Ele faz de Si mesmo, a vitória do seu amor sobre a morte na cruz, que resplandece na luz da manhã de Páscoa. Só podemos participar nesta «vitória» transformadora, se nos deixarmos transformar por Deus, se fizermos uma conversão da nossa vida e se a transformação se realizar em forma de conversão. Eis o motivo pelo qual o grupo ecuménico polaco julgou particularmente adequadas para o tema da sua meditação as palavras de são Paulo: «Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo» (cfr. 1 Cor 15, 51-58).
A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual ansiamos, exige que nos deixemos transformar e conformar, de maneira cada vez mais perfeita, à imagem de Cristo. A unidade pela qual oramos requer uma conversão interior, tanto comum como pessoal. Não se trata simplesmente de cordialidade ou de cooperação, mas é preciso fortalecer sobretudo a nossa fé em Deus, no Deus de Jesus Cristo, que nos falou e se fez um de nós; é necessário entrar na nova vida em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; é preciso que nos abramos uns aos outros, aproveitando todos os elementos de unidade que Deus conservou para nós e que nos oferece sempre de novo; é necessário sentir a urgência de testemunhar ao homem do nosso tempo o Deus vivo, que se fez conhecer em Cristo.
O Concílio Vaticano II pôs a busca ecuménica no centro da vida e da obra de Igreja: «Este santo Concílio exorta todos os fiéis católicos para que, reconhecendo os sinais dos tempos, participem com entusiasmo no movimento ecuménico» (Unitatis redintegratio, 4). O beato João Paulo II ressaltou a natureza essencial de tal compromisso, dizendo: «Esta unidade, que o Senhor concedeu à sua Igreja e na qual Ele quer abraçar a todos, não é um elemento acessório, mas situa-se no centro mesmo da sua obra. Nem se reduz a um atributo secundário da Comunidade dos seus discípulos. Pelo contrário, pertence à própria essência desta Comunidade» (Enc. Ut unum sint, 9). Portanto, a tarefa ecuménica é uma responsabilidade de toda a Igreja e de todos os baptizados, que devem fazer crescer a comunhão parcial já existente entre os cristãos, até à plena comunhão na verdade e na caridade. Por conseguinte, a oração pela unidade não está circunscrita a esta Semana de Oração, mas deve tornar-se uma parte integrante da nossa oração, da vida orante de todos os cristãos, em todos os lugares e em todos os tempos, sobretudo quando pessoas de tradições diversas se encontram e trabalham juntas pela vitória, em Cristo, sobre tudo o que é pecado, mal, injustiça e violação da dignidade do homem.
Desde que o movimento ecuménico moderno nasceu, há mais de um século, houve sempre uma clara consciência do facto de que a falta de unidade entre os cristãos impede um anúncio mais eficaz do Evangelho, porque põe em perigo a nossa credibilidade. Como podemos dar um testemunho convincente, se estamos divididos? Sem dúvida, a propósito das verdades fundamentais da fé, une-nos muito mais de quanto nos divide. Mas as divisões subsistem, e dizem respeito também a várias questões práticas e éticas, suscitando confusão e desconfiança, debilitando a nossa capacidade de transmitir a Palavra salvífica de Cristo. Neste sentido, devemos recordar as palavras do beato João Paulo II que, na sua Encíclica Ut unum sint, fala do dano causado ao testemunho cristão e ao anúncio do Evangelho pela falta de unidade (cfr. nn. 98, 99). Trata-se de um grande desafio para a nova evangelização, que pode ser mais fecunda se todos os cristãos anunciarem juntos a verdade do Evangelho de Jesus Cristo e derem uma resposta comum à sede espiritual dos nossos tempos.
O caminho da Igreja, como o dos povos, está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e sobre a injustiça que Ele carregou e padeceu em nome de todos. Ele faz-nos participar na sua vitória. Só Ele é capaz de nos transformar e fazer com que, de frágeis e vacilantes, nos tornemos fortes e corajosos na prática do bem. Somente Ele pode salvar-nos das consequências negativas das nossas divisões. Caros irmãos e irmãs, convido todos a unir-se em oração de modo mais intenso durante esta Semana de Oração pela Unidade, para que aumentem o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração entre os cristãos, à espera do dia glorioso em que poderemos professar juntos a fé transmitida pelos Apóstolos e celebrar conjuntamente os Sacramentos da nossa transformação em Cristo. Obrigado!
Saudação
Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possam crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!
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Noticias dia 24/01


Exposição de objetos e documentos originais do concílio Vaticano II
A partir de 25 de janeiro, na basílica de São Paulo Extramuros, em Roma
ROMA, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – A partir deste 25 de janeiro, estará aberta ao público uma exposição com documentos originais do concílio Vaticano II, na basílica romana de São Paulo Extramuros, onde o beato João XXIII anunciou a convocatória do evento eclesial mais importante do século XX.
No dia 11 de outubro de 2012 comemoram-se os 50 anos da abertura do concílio. A basílica de São Paulo Extramuros programou a mostra a começar em 25 de janeiro por ser o dia da celebração litúrgica da Conversão de São Paulo. 
Em 25 de janeiro de 1959, após a solene celebração na basílica e enquanto visitava o mosteiro beneditino, o papa João XXIII quis anunciar aos cardeais e às personalidades presentes, e, portanto, a todo o mundo, a sua vontade de convocar um novo concílio na Igreja.
A basílica papal e a abadia se propõem a celebrar, com diversas iniciativas, os dois momentos eclesiais: o anúncio e a abertura do Vaticano II.
Neste 25 de janeiro, Bento XVI presidirá na basílica papal as segundas vésperas da festividade paulina, encerrando ao mesmo tempo a XLV Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
A partir de 26 de janeiro, o público poderá visitar a exposição na Pinacoteca da Basílica. Ali serão mostrados objetos e documentos ligados à figura de João XXIII e ao Concílio Ecumênico Vaticano II.
O programa de iniciativas, impulsionadas pelo cardeal Francesco Monterisi, arcipreste da basílica, e pelo pe. Edmund Power, OSB, abade de São Paulo Extramuros, prevê ainda encontros e congressos até 24 de novembro de 2013, em ocasião do encerramento do Ano da Fé convocado pelo papa para recordar precisamente esse histórico concílio.
A mostra, chamada Sanctus Paulus Extra Moenia et Concilium Oecumenicum Vaticanum II, se estende por uma área de trezentos metros quadrados.
A exposição contará com documentos como os textos manuscritos dos discursos de João XXIII para o anúncio do concílio e para a sua abertura em 11 de outubro de 1962, na basílica vaticana.
Também será exposto o passaporte diplomático que permitiu ao então arcebispo Karol Wojtyła participar do concílio, com a assinatura do substituto da Secretaria de Estado, o cardeal Angelo dell’Acqua. É um documento de muito valor, porque o governo polonês na época havia negado o passaporte ao cardeal primado Stefan Wyszyński.
Contribuíram com a exposição todas as instituições vaticanas. Serão expostas também as primeiras páginas e fotografias do periódico vaticano L’Osservatore Romano, junto com moedas, medalhas e santinhos daquele período, emprestadas pela Biblioteca Apostólica Vaticana e pelo Departamento Filatélico e de Numismática. Também ficará exposto o novo selo postal vaticano, emitido precisamente em celebração dos cinquenta anos do concílio.
A Rádio Vaticano prestará o suporte de áudio para um vídeo de quase quinze minutos. O cardeal Monterisi declara à emissora: “É impressionante voltar a escutar a voz do papa Roncalli e voltar a ver as imagens daquela época”.
[Tradução Zenit português]

Silêncio e Palavra: Caminhos da Evangelização
Mensagem do Papa para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- "Silêncio e Palavra: caminhos da evangelização" é o tema escolhido por Bento XVI para a 46ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais que, neste ano, acontecerá no domingo 20 de Maio. O Papa emitiu a sua mensagem no dia em que se comemora São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas. Oferecemos aos nossos leitores o texto completo da mensagem:
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Amados irmãos e irmãs,
Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.
Vaticano, 24 de Janeiro – dia de São Francisco de Sales – de 2012.
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A importância do silêncio na missão comunicativa da Igreja
Apresentada a mensagem papal para o Dia Mundial das Comunicações Sociais
CIDADE DO VATICANO, terça-feira 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- Na sala de imprensa da Santa Sé, realizou-se nesta terça-feira a coletiva de imprensa apresentando a mensagem de Bento XVI para a 46ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais sobre o assunto: "Silêncio e Palavra: caminho de evangelização." Na mesma falaram monsenhor Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, acompanhado do secretário e subsecretário deste dicastério. A apresentação acontece na festividade de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas.
Monsenhor Celli disse no seu discurso que na mensagem para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais, o Papa "quis analisar a cultura da comunicação para oferecer sugestões ao homem de hoje, e para orientar a ação pastoral da Igreja."
Assegurou o responsável vaticano que, "nos últimos anos, o papa tem sido muito atencioso com os processos e dinâmicas da comunicação, especialmente no contexto de transformação cultural provocada pela evolução tecnológica."
Enfatizou que, na mensagem deste ano, o Papa volta sua atenção para um elemento clássico da comunicação: "o silêncio", ou melhor, o emparelhamento silêncio-palavra.
Monsenhor Celli qualificou a mensagem como uma "profunda reflexão humana sobre a importância do silêncio no coração da comunicação."
O presidente do dicastério fez um grande elogio do silêncio, como condição para que a palavra possa ser pronunciada ou ouvida.
"O silêncio fala, nosso silêncio pode exprimir a nossa proximidade, a solidariedade e a preocupação com os outros. O silêncio é uma maneira poderosa de expressar o nosso respeito e nosso amor pelos outros. No silêncio ouvimos o outro, damos prioridade à palavra do outro. O silêncio é uma atitude ativa. É o nosso silêncio que permite e dá espaço ao outro para falar ", disse ele.
Segundo monsenhor Celli, "o silêncio torna-se cada vez mais importante no contexto daquele fluxo de perguntas, que em certo sentido é o motor da cultura moderna da comunicação."
E advertiu que "em nossa cultura há o risco de não ouvir a pergunta do outro e de querer impor respostas prontas", quando no silêncio é "onde pode florecer um diálogo entre aquele que faz a pergunta e o que busca responder. Nisto há um diálogo, uma interatividade, e é uma busca real da verdade."
Na sua leitura da mensagem do papa, disse " nos sugere que no cerne deste fluxo de perguntas há uma questão fundamental, que é a busca da Verdade, e daí vem novamente a importância do silêncio como o lugar privilegiado onde o sujeito humano  encontra-se diante de si mesmo e diante de Deus."
"O Papa destaca como o silêncio e a solidão são lugares-chave em todas as grandes religiões, como lugar de encontro com o Mistério", disse ele.
Disse que o Papa "nos oferece uma forte meditação-reflexão sobre o silêncio comunicativo de Deus".
"O Deus da revelação bíblica, diz o Papa - também fala sem palavras - disse monsenhor Celli-, e citando a Exortação pós-sinodal Verbum Domini, recorda que “como evidenciado pela cruz de Cristo, Deus fala através do Seu silêncio." Ainda mais, “no silêncio da cruz fala a eloquência do amor de Deus vivido até o dom supremo".
"Nesse sentido, concluiu monsenhor Celli - é claro que" o homem descobre no silêncio a oportunidade de conversar com Deus e de Deus '".
Para visualizar a mensagem completa de Bento XVI, clique aqui.

Mundo


México: diocese de León se prepara para a visita de Bento XVI
Mensagem do arcebispo convida à união
LEÓN, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O arcebispo de León, México, Dom José Martín Rábago, escreveu uma mensagem aos fiéis da arquidiocese convidando-os a se preparar para a visita de Bento XVI, na sua primeira viagem apostólica ao México.
“Por este meio”, escreve o arcebispo, “convidamos todo o povo de Deus a se unir neste acontecimento pastoral de fé e de esperança para a nossa nação e para o nosso continente, que significa, desde o anúncio desta boa notícia, uma bênção e um tempo de graça para a Igreja no México”.
Rábago exorta os fiéis a “começar uma intensa preparação espiritual, em cada paróquia, comunidade, seminário e casa religiosa”.
A diocese preparou uma série de catequeses e reflexões para os fiéis, a ser veiculadas por meio dos párocos e responsáveis de comunidades. Os conteúdos poderão ser consultados na página da diocese a partir de hoje (24).
Rábago informa ainda que já está formada a comissão organizadora da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), "que se responsabilizará pela distribuição gratuita de ingressos para permitir a participação das pessoas que querem se encontrar fisicamente com Bento XVI".
O arcebispo de León explica que os ingressos serão enviados a cada território diocesano do país, para daí serem redistribuídos às comunidades paroquiais, de acordo com a organização de cada bispo.
A província eclesiástica que abrange as dioceses de Querétaro, Celaya, Irapuato e León, sob a responsabilidade do pe. Manuel Sandoval, está convocando 25.000 jovens para participarem na organização e na logística desta visita como voluntários.
O arcebispo encerra as suas palavras pedindo orações “para que esta visita do papa Bento XVI à América Latina e ao Caribe fortaleça a nossa paz e nos dê vida e esperança”.
Para saber mais: www.arquideleon.org.
[Tradução Zenit português]

Abram a porta da fé para a entrada da luz!
Cardeal Bagnasco mostra o caminho para renovar o desejo de Deus
ROMA, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Não podemos aceitar que "a porta da fé" permaneça deserta, ou que "o sal se torne insípido" ou "a luz seja mantida oculta", disse o cardeal Angelo Bagnasco, durante a palestra com que abriu ontem (23) o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Italiana (CEI).
Referindo-se à decisão do Santo Padre de convocar o Ano da Fé, o presidente da CEI explicou que o limiar dessa porta da fé "é mistério e ímã de toda existência, dilema e drama, fascínio e esperança".
"Diante desta porta, cada um acaba se encontrando cedo ou tarde: é melhor, por isto, não nos encontrarmos diante dela envoltos na indolência".
De acordo com o arcebispo de Gênova, "o cerne da crise na Igreja europeia é a crise da fé". Ele concorda com as palavras do papa, que afirma que "se a fé não retomar a vitalidade, tornando-se uma convicção profunda e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, todas as outras reformas serão ineficazes".
Para o cardeal Bagnasco, "parece haver, por aqui e por ali, uma estranha relutância em falar de Jesus, uma espécie de fadiga, um ceticismo às vezes contagioso". "Por outro lado, temos o entusiasmo visto nos jovens e nos continentes jovens, como a África, onde foi cultivada uma vitalidade impressionante e uma grande paixão pelo Evangelho".
O Presidente da CEI explicou o desafio pastoral e colocou a quaestio fidei sobre como reavivar em si mesmos e nos outros o desejo de Deus e a alegria de viver e testemunhar. Sobre o que fazer e como encontrar as raízes do porquê de crer, o cardeal indicou a experiência da Jornada Mundial da Juventude, que "está se mostrando um modo novo e rejuvenescido de sermos cristãos".
Bagnasco convidou toda a Igreja a "valorizar a experiência da peregrinação aos lugares da Terra Santa e aos grandes santuários de todo o mundo"; incentivou o "intercâmbio cultural entre imigrantes e nativos, e entre os estudantes internacionais e os seus coetâneos nas universidades por onde transitam", formando "laboratórios de humanidade" para poderem ​​lidar com "ideologias prepotentes ou mesmo sub-repticiamente fracas"; pediu "reforçar os testemunhos que, desde o início, a comunidade cristã recebeu de pessoas tocadas pela graça que se tornaram campeãs da fé vivida".
"Se tudo isso for tentado visando uma integração orgânica e um suporte inteligente para a pastoral, então vão se abrir novos caminhos para o Evangelho".
Antonio Gaspari
[Tradução Zenit português]

Embaixadores da memória
Apelo aos jovens para que o racismo não manche a sua consciência
ROMA, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - "Os jovens são o futuro do país e serão embaixadores deste horror junto às suas famílias, seus colegas e seus amigos". Estas foram as palavras do ministro Francesco Profumo, que participou da visita de 130 alunos da Itália aos campos de extermínio de Auschwitz e Birkenau.
"É preciso vir aqui para entender", disse o ministro, pedindo aos professores que fomentem verdadeiras experiências de aprendizagem através do ver e do fazer.
Em preparação para o Dia da Memória, neste 27 de janeiro, os alunos italianos estão sendo estimulados a ler a história e a compreender, através de depoimentos de sobreviventes do extermínio, o tamanho das atrocidades que marcaram o nosso século, causando uma "verdadeira catástrofe na civilização humana".
A delegação da Sicília se reunirá com estudantes de toda a Itália neste dia 26 de janeiro a fim de visitarem o gueto, a sinagoga e o museu judaico situados à beira do Rio Tibre, na capital do país. Documentos, objetos, símbolos e rituais deverão deixar uma marca na memória de todos eles e torná-los embaixadores e arautos dos valores da dignidade e da liberdade dos seres humanos. Nas ruas do gueto, eles encontrarão ainda as "pedras de tropeço", pequenas placas de latão feitas pelo artista alemão Gunter Demnig e fixadas em paralelepípedos espalhados por toda a capital italiana, com o nome, o ano de nascimento e o ano de deportação de muitos judeus.
Durante esta semana, as escolas promovem encontros e conferências, com exposições, filmes e documentários históricos, para sensibilizar os alunos a respeito do Holocausto, de acordo com o Protocolo de Entendimento assinado pelo Ministro Profumo com a União das Comunidades Judaicas Italianas (UCEI) .
A escola, que ensina, instrui e forma os cidadãos de amanhã, ajuda os jovens através desta celebração a conhecer as sementes da intolerância, para impedir o seu desenvolvimento antes que seja tarde demais.
A oportunidade educativa também pretende melhorar o crescimento da escola italiana e contribuir para a formação da consciência cívica de cidadãos livres e honestos.
Giuseppe Adernò
[Tradução Zenit português]

Bispos dos EUA lamentam o plano nacional de assistência à saúde
Administração Obama quer incluir esterilização e técnicas de aborto
ROMA, terça-feira, 24 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, Dom Timothy Dolan, afirmou, em referência às medidas tomadas na última sexta-feira pelo presidente Barack Obama: "Temos um ano para descobrir como violar as nossas consciências".
O presidente da conferêncida dos bispos norte-americanos definiu com essa frase a decisão do governo de incluir o aborto e a esterilização no plano federal de saúde. "O presidente está nos dizendo que temos um ano para descobrir como violar as nossas consciências", disse o arcebispo.
Cardeal designado, Dolan acrescentou que "forçar os cidadãos americanos a escolher entre a violação da sua consciência e a perda do serviço de saúde é algo literalmente excessivo. É um ataque contra o acesso aos serviços de saúde, mais até do que contra a liberdade religiosa. Historicamente, representa um desafio e uma diminuição da nossa liberdade de religião".
O serviço de saúde prevê que a esterilização e a contracepção, com algumas técnicas de aborto, sejam incluídos na cobertura dos "serviços preventivos" em quase todos os planos de saúde disponíveis para os cidadãos americanos.
"O governo não pode forçar os americanos a agir como se a gravidez fosse uma doença a ser evitada a todo custo", disse Dolan.
Os bispos e outros líderes religiosos do país declararam que está em jogo a sobrevivência da liberdade que garante o respeito à consciência dos católicos e de todos os americanos. "Isto é um ataque direto à religião e aos direitos da Primeira Emenda", disse a freira franciscana Jane Marie Klein, presidente do conselho da Franciscan Alliance Inc., um sistema de treze hospitais católicos. "Eu tenho centenas de funcionários que ficarão confusos com este plano. Não posso aceitar isso".
A Irmã Carol Keehan, das Filhas da Caridade, presidente da Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos, também manifestou o seu desapontamento com a decisão presidencial. "Foi uma oportunidade perdida para promovermos a adequada proteção à liberdade de consciência", disse freira.
O cardeal designado Dolan pediu a derrubada do plano. Os hospitais católicos do país atendem um sexto de todos os pacientes hospitalizados nos Estados Unidos. "A administração Obama traçou uma linha na areia sem precedentes", disse o prelado. "Os bispos católicos se comprometeram a colaborar com os seus compatriotas norte-americanos para reformar a lei e mudar essa norma injusta. Vamos continuar estudando todas as implicações desta decisão preocupante".
[Tradução Zenit português]

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Cardeal fala sobre o Filme "Bella": Um Filme Conectado a Vida...
Caros amigos, o Cardeal Rigali disse em poucas palavras sua impressão sobre o filme BELLA: «tem uma mensagem que está muito conectada à VIDA: aos problemas da VIDA, aos desafios da VIDA, à VALORIZAÇÃO da VIDA». Caro Leitor, estamos REUNINDO um GRUPO de amigos PARA encomendar este belo filme diretamente da Distribuidora, por APENAS: R$ 19,99 (COM FRETE INCLUIDO PARA QUALQUER LUGAR DO BRASIL) Solicite maiores informações PELO E-MAIL: tasantosjr@filmebella.com

Noticias dia 23/01


França: marcha pela vida em um contexto preocupante
Entrevista com Jean-Marie Le Méné, presidente da Fundação Jérôme Lejeune
ROMA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O presidente da conhecida Fundação Jérôme Lejeune, Jean-Marie Le Méné, se dirige aos participantes da Marcha Nacional pela Vida, a ser realizada em Paris. Em entrevista concedida a ZENIT, ele explica o porquê.
Qual é a motivação da Marcha pela Vida 2012?
Jean-Marie Le Méné: O calendário político de 2012 na França (eleições presidenciais e legislativas) me dão uma oportunidade de falar sobre o respeito pela vida. A situação ficou pior depois da revisão da lei de bioética em 2011. Os manifestantes podem seguir diversas rotas. Nós também, na Fundação Jérôme Lejeune, marchamos pela vida já faz tempo, seguindo os passos do Professor Jérôme Lejeune, de quem temos orgulho de ostentar o nome e de continuar o projeto. Se eu concordei em me manifestar, é porque a situação é preocupante. Ao contrário do que se pensa, a lei de bioética de junho de 2011 enfatiza os ataques contra a vida, principalmente em dois pontos.
O que você considera mais preocupante?
Jean-Marie Le Méné: Pela primeira vez, a lei obriga todos os médicos a dar a todas as mulheres grávidas informações sobre a análise pré-natal da trissomia 21, que causa a síndrome de Down, permitindo o aborto a qualquer momento. Antes da lei de 2011, os médicos já estavam fazendo isso, o que levava ao aborto de 96% das crianças trissômicas. Durante as discussões, um parlamentar perguntou por que ainda sobravam 4%... Depois disso, combinar essa prática com uma obrigação legal nos fez passar de um eugenismo de fato para um eugenismo de direito! Os clínicos gerais, e não só os especialistas em nascimentos, agora estão na linha de frente e vão ter que prestar contas para a justiça sobre os esforços que eles fazem para não deixar mais que nasçam bebês indesejáveis.
Então as crianças trissômicas são vítimas de uma nova forma de eugenia.
Jean-Marie Le Méné: Nós temos que perceber a natureza sem precedentes desta análise pré-natal generalizada só da trissomia 21, que não é uma demanda por parte da população, não tem um fator de risco a priori, não envolve prevenção e não traz benefício nenhum para a pessoa em questão, que é abortada na maioria dos casos. Essa destruição total ou parcial de um grupo, selecionado pelo seu genoma, na execução de um plano determinado, é uma política eugenista que não tem nada a ver com medicina.
Existem outros elementos perturbadores que a opinião pública precisa conhecer?
Jean-Marie Le Méné: A lei de bioética também se caracteriza por agravar o desprezo pelo ser humano em fase embrionária. As pesquisas com embriões humanos é proibida, mas a lei de 2011 ampliou significativamente as exceções a esse princípio. A canibalização dos embriões para o uso das suas células-tronco é sempre injustificável. Além disso, ela é "inutilmente imoral ", porque pouco progresso terapêutico é esperado desses trabalhos. O embrião humano é usado hoje para economizar o animal nos laboratórios farmacêuticos. Nisso também nós estamos muito longe da ciência de verdade.
Como se caracteriza o compromisso de vocês?
Jean-Marie Le Méné: A Fundação Jérôme Lejeune não poupa esforços para promover a medicina clínica que respeita os seus pacientes, mesmo se eles são diminuídos aos olhos do mundo. Nós investimos numa pesquisa científica que estará sempre a serviço do homem e da humanidade.
Anita Bourdin
[Tradução colaboradores Zenit]


Religiões e bioética
ROMA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Durante o processo de elaboração da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, da UNESCO, houve uma sessão dedicada a ouvir os representantes das principais religiões do mundo. No dia seguinte, enquanto se analisava o esboço da declaração, um membro do Comitê Internacional de Bioética comentou que a grande maioria da população do mundo se identifica com alguma religião e, portanto, não poderiam ser deixadas de lado as visões religiosas sobre questões importantes e delicadas como as que são abordadas pela Declaração.
A bioética fala de vida e de morte, de saúde e doença, de sofrimento, de dignidade da pessoa humana, etc. São questões que afetam diretamente a religião e as religiões. Antes de tudo, no sentido da experiência religiosa pessoal, como parte fundamental do horizonte de sentido que cada um dá para a própria vida e, portanto, para a própria morte, saúde e doença. E também no sentido de confissão religiosa comunitária, institucional. As comunidades de crentes das várias religiões, os seus representantes, têm falado com freqüência e se expressado sobre as questões da bioética, na posição de pessoas envolvidas com a experiência real dos membros das suas comunidades.
Existem, entre as diferentes denominações e visões religiosas, muitos elementos em comum, profundamente enraizados, no tocante às temáticas da bioética. A bioética constitui, por isso, uma interessante plataforma para o diálogo e para a colaboração entre os fiéis das religiões no mundo e entre os seus representantes. Um diálogo sincero e aberto sobre questões que afetam todos os crentes e a respeito das quais existem importantes elementos de harmonia e de entendimento pode ajudar a fomentar o respeito mútuo e, por conseguinte, a paz entre os povos.
A "bioética pacífica", defendida, por exemplo, por U. T. Enghelhart, não pode ser alcançada com a renúncia banal às próprias convicções, como pretende esse bioeticista texano, mas com o entendimento sincero e convicto que pode nascer do diálogo aberto e honesto.
Estas são as razões que levaram o Departamento de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (APRA) a organizar duas grandes conferências sobre "Bioética e Religiões", em Jerusalém e em Roma. Estudiosos de bioética pertencentes às três grandes religiões monoteístas (judeus, cristãos e muçulmanos) se reuniram numa atmosfera de abertura para compartilhar a sua visão da bioética.
Os encontros foram organizados em parceria entre a FIBIP (Federação Internacional de Centros de Bioética de Inspiração Personalista) e a Cátedra UNESCO em Bioética e Direitos Humanos (ligada à Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma). A Cátedra UNESCO dedicou a sua jornada (chamada de "Cultura da vida e religiões") aos fundamentos, interesses e principais temas e métodos utilizados pela bioética inspirada por cada uma das três tradições religiosas. A Cátedra lançou em Jerusalém, em 2009, uma série de encontros sobre o diálogo das religiões em questões de bioética, e realizou a sua segunda sessão em Roma, em outubro de 2011, ampliando a participação para outras religiões. Por sua vez, a FIBIP concentrou o seu próprio congresso internacional anual no tema "Bioética, direito e religião nas questões sobre o fim da vida".
A edição número 3/2009 da Studia Bioethica reúne relações de caráter fundamental que foram apresentadas nos dois dias da conferência de Jerusalém. A primeira contribuição aborda a relação entre a ética, a lei e a religião, falando em geral. As outras conferências apresentam uma visão global que caracteriza a bioética nas tradições judaica, cristã e muçulmana.
É interessante notar o terreno comum, profundo e vasto, em que os reflexões e as exigências éticas se enraízam nas três religiões. A vida humana é, para todos nós, um dom precioso do único Deus Criador. Nós estamos todos convencidos, portanto, da "santidade da vida", que não pode ser suprimida com base na própria opinião sobre a sua "qualidade". Cada ser humano, criado por Deus, goza de uma dignidade intrínseca excelsa, que deve ser respeitada e promovida por todos, inclusive no caso de intervenções médicas de pesquisa, diagnóstico e tratamento.
Mesmo nas questões sobre o final da vida nós temos visto uma notável harmonia de pontos de vista. Diferenças maiores aparecem nos temas relacionados com o início da vida: aborto, reprodução assistida, contracepção, etc. Não no sentido de que alguma das três religiões não considere cada vida humana como sagrada, mas porque há visões diferentes, especialmente ligadas às próprias tradições, sobre o ponto inicial da vida e, portanto, sobre o respeito devido aos seres humanos nos primeiros estágios da sua existência.
Estas divergências se devem em boa medida a diferenças metodológicas. Por um lado, a referência aos textos sagrados de cada religião é uma plataforma de fundo bastante harmonioso. O que muda são as maneiras de ler os textos, de obter ou não os dados oferecidos pela razão a partir de uma leitura da chamada "lei natural", o peso mais ou menos decisivo das próprias tradições e o papel dos líderes religiosos de cada comunidade. Existem diferenças entre o pensar do magistério católico, o dos líderes espirituais de outras denominações cristãs, o papel dos rabinos ou o dos guias espirituais dentro do islã.
As diferenças entre as três religiões e a plataforma comum nas questões de fundo e em muitas questões específicas constituem um desafio para a reflexão pessoal e para o diálogo. Um diálogo que não se fecha nos horizontes dos crentes, mas, pelo contrário, se abre para todos os membros da nossa sociedade, sejam crentes ou não.
Pe. Gonzalo Miranda, LC *
* O autor é decano da Faculdade de Bioética do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum

Mundo


Espanha: padre se inscreve no programa Big Brother
Arcebispado publica sua suspensão a divinis
BARCELONA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O arcebispado de Barcelona publicou em seu site um decreto dos Missionários do Sagrado Coração que suspende a divinis o padre Juan Antonio Molina Sanz, pertencente à congregação, enquanto ele mantiver o propósito de participar no programa televisivo Gran Hermano, versão espanhola do reality show conhecido no Brasil como Big Brother.
Juan Antonio Molina Sanz, 40, vive em Barcelona e se declara amante de motos, academias de musculação e heavy metal. Sua decisão não agradou nem sequer à sua família, de acordo com os meios de comunicação. Além de sacerdote, Molina também é professor.
O decreto publicado no site do arcebispado de Barcelona tem data de 19 de dezembro de 2011 e é assinado pelo superior geral dos Missionários do Sagrado Coração, Pe. Mark McDonald, e pelo secretário geral, Pe. Luis Carlos Araujo Moraes, que afirmam que, “depois de constatar que o Pe. Juan Antonio Molina Sanz expressou a vontade de participar do programa televisivo Gran Hermano contrariando uma ordem explícita do seu provincial, o Pe. Wifredo Arribas Sancho, e depois de informar ao Pe. Juan Molina por meio do seu provincial e diretamente por correio eletrônico sobre os efeitos negativos que essa participação poderia ter para ele próprio, para a congregação e para a Igreja, o abaixo assinado superior geral da congregação dos Missionários do Sagrado Coração, com o consentimento do Conselho Geral, reunido em 19 de dezembro de 2011, em Roma, declara o Pe. Juan Antonio Molina Sanz suspenso a divinis”.
O decreto detalha que esta punição “proíbe ao sacerdote todo trabalho pastoral com os fiéis, a celebração pública da Eucaristia e a pregação aos fiéis, e ouvir a confissão dos fiéis”.
“Esta pena”, prossegue o texto, “terá efeito a partir do momento em que o Pe. Juan Molina desobedecer à ordem do seu provincial e participar do programa televisivo”.
Trata-se de “uma sanção temporária, que tem como finalidade suscitar no Pe. Molina um desejo sincero de mudança e de conversão. Durará até a sua oficial revogação por decreto contrário”.
O Pe. Molina, de acordo com o mesmo documento, foi informado de que “os efeitos desta pena ficam suspensos toda vez que vier a ser preciso atender fiéis em perigo de morte, segundo o cânon 1335”.
O texto pede “às autoridades eclesiásticas, em particular aos bispos mais envolvidos no caso, que velem para que o Pe. Molina respeite este decreto no espírito em que foi emitido, isto é, visando a proteção dos fiéis e a sua própria conversão”.
[Tradução colaboradores Zenit]

"O migrante obriga cada um de nós a 'emigrar' de nós mesmos"
Pe.Gabriele Bentoglio no XII Encontro de Formação de Agentes Sócios Pastorais das Migrações em Fátima
ROMA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Terminou neste domingo, dia 22 de janeiro, em Fátima, o XII Encontro de Formação de Agentes Sócio Pastorais das Migrações com o pronunciamento de Pe. Gabriele Bentoglio, subsecretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
***
O Encontro foi organizado pela Obra Católica Portuguesa de Migrações, Caritas Portuguesa e Agência Ecclesia. Os objetivos foram: olhar Portugal a partir das pessoas que fazem a sua história na dimensão migratória; promover o conhecimento da realidade dos fluxos migratórios de entrada e saída do país na atualidade; tomar conhecimento das políticas das migrações, em curso no Estado Português; refletir sobre as respostas que se dão a nível da Igreja em Portugal e nas Comunidades Portuguesas da diáspora; conhecer as orientações pastorais da Igreja para as Migrações e celebrar os 50 anos da fundação da Obra Católica Portuguesa de Migrações.
No encerramento do encontro,  Pe. Gabriele Bentoglio, subsecretário do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes apresentou as “Linhas de orientação pastoral da Igreja para a realidade migratória atual”.
Após analisar a realidade do fenômeno migratório em Portugal e seus diversos âmbitos foi apresentado o aspecto pastoral, relativo ao serviço específico que a Igreja Católica pode oferecer neste contexto.
O documento citado mostra que a dinâmica migratória tem estimulado várias transformações positivas a nível social, por exemplo, “a coexistência de diferentes comunidades étnicas num único território”, que “oferece uma grande oportunidade de intercâmbio cultural a vários níveis: linguístico, literário, religioso, artístico, gastronómico e muitos outros”.
Portugal é um “país de emigração e imigração”, com quase 500 000 imigrantes sobre um total de mais de 10 milhões de pessoas no país (4,25% da população total), em 2009,  e cerca de 4,3 milhões de portugueses ou descendentes de portugueses, residentes no estrangeiro.
Após a descrição do quadro de ação da realidade migratória, foi apresentada a dimensão pastoral “caracterizada pela prioridade dada à pessoa humana em sua dimensão integral”. Esta, “no contexto da mobilidade humana direciona os seus esforços para fazer da migração uma escolha, e não um constrangimento”.
O aspecto da “promoção da dimensão intercultural requer a aceitação de valores e de princípios fundamentais”, que constituem uma única "família dos povos”, expressa o texto,comocitado por Bento XVI em sua mensagem para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado do ano passado. Entre os príncipio citados estão o da democracia, igualdade de direitos e da liberdade religiosa.
Desatcou-se a importancia da equipe pastoral e das estruturas de pastoral migratória para a promoção e adoção destes valores; que podem “favorecer a abertura à sociedade de acolhimento, na medida em que estão abertas ao diálogo”.
Foi sugerido como “solicitude pastoral” em favor do discurso intercultural que se falasse de “interculturalidade mais do que de multiculturalidade”, que não consiste simplesmente em “constatar a presença de duas ou mais culturas num mesmo espaço geográfico, mas, sobretudo, indicar as relações elaboradas entre as culturas presentes”.
O documento doConselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e os Itinerantes chama atenção para um acolhimento autêntico que se torna providencial pois “o migrante obriga cada um de nós a "emigrar" de nós mesmos para comunhão e universalidade”.
O Encontro contou também com a participação de Feliciano Barreiras Duarte, Secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, na apresentação do tema sobre Posição e Políticas de Migrações no País Atual, tendo como moderador oPe. José Manuel Pereira de Almeida do Secretariado Nacional da Pastoral Social.
Maria Emília Marega

Entrevistas


Pedem a libertação de bispos e sacerdotes chineses presos
Entrevista com monsenhor Sávio Hon Tai-fai
ROMA, segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Por ocasião do Ano Novo chinês, comemorado nesta segunda-feira 23 de janeiro, a agência de informação do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores, em Milão, Asia News, pediu às autoridades chinesas a liberação dos bispos e sacerdotes da Igreja católica que estão presos. Em uma entrevista, monsenhor Hon Tai-fai descreve a situação desses presos por sua lealdade a Roma, que se autodenominam católicos "clandestinos".
AsiaNews dirigiu uma carta aberta a Hu Jintao, Presidente da República Popular da China, e a seu embaixador na Itália, Ding Wei. Com data do 16 de janeiro, assinada pelo padre Bernardo Cervellera, diretor da agência, a carta exorta às autoridades a libertação de quatro bispos e cinco padres da Igreja Católica na China. Um deles, o Bispo James Su Zhimin, está detido em lugar secreto desde 1997.
No dia 17 de janeiro, AsiaNews entrevistou Monsenhor Sávio Hon Tai-fai, natural de Hong Kong e secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, que trabalha em Roma.
Sobre este pedido de liberdade dos bispos e sacerdotes, ou pelo menos de ter informações sobre seu paradeiro, monsenhor Hon Tai-fai opina: "Tentar conhecer qual é a sua situação significa que estamos diante de um sistema cujo funcionamento não permite a comunicação ao país de nenhuma notícia considerada como má ou negativa. A resposta do governo chinês aos requerimentos que lhe foram apresentados para as exigências que se apresentam é sempre a mesma: "Não sabemos nada". Esta sempre foi a resposta dada à Santa Sé. Mas tal resposta nos diz que essas pessoas, que são bispos, homens de fé e de fidelidade ao seu Senhor, desapareceram por motivos religiosos. Especificamente, suas famílias e conhecidos mais próximos nos enviam algumas nóticias que conseguem obter."
O que fazer por esses prisioneiros de fé?
- Monsenhor Hon Tai-Fai: Podemos e devemos orar por estes bispos e padres detidos. Devo dizer que estou orgulhoso deles por causa do testemunho que dão. Sou chinês e o testemunho dado por meus irmãos no episcopado me enche de alegria e me conforta. Mas não devemos renunciar o protesto contra aqueles que mantém presos a esses bispos. As autoridades [chinesas] deveriam de uma vez encontrar uma solução para este problema não só por causa das dificuldades para a comunidade católica, mas também para os problemas que isso causa à nação chinesa. A notícia das detenções, desaparecimentos, detenções nos campos de trabalho ou nos quarteis da polícia, de  bispos ou sacerdotes causam prejuízo à China. Se essas pessoas são consideradas culpadas que compareçam diante da justiça! Mas não é normal que sejam detidos ou isolados sem terem sido julgados. Este modo de atuar não resolve nada e prejudica a imagem internacional da China.
Estes sofrimentos, tem algum sentido?
- Monsenhor Hon Tai-Fai: A nossa fé nos ensina que estes sofrimentos têm um grande valor salvífico. Estes mártires, modelo de heroismo para todos os crentes do mundo, fazem a nossa evangelização frutífera e fecunda.
O Vaticano insiste em pedir sua liberação
- Monsenhor Hon Tai-Fai: Existem dois canais através dos quais sua liberação é pedida. O primeiro passa pelos seus amigos, sejam ou não católicos, que já iniciaram negociações com as autoridades para exigir a libertação dos bispos. Mas a resposta dada é sempre a mesma: "Não sabemos nada. Não sabemos onde estão. " Diplomatas estrangeiros que apresentam a mesma demanda por meio de canais oficiais recebem a mesma resposta. Mas mesmo assim, ainda que não se obtenha nenhuma resposta satisfatória é necessário perseverar porque isto incita as autoridades chinesas, os vários departamentos do governo, da Segurança pública, a não voltarem a fechar este dossiê arriscando assim a manchar mais ainda a imagem da China a nível internacional.
Estes canais podem parecer sem muitos resultados, mas apresentar incansávelmente nossa demanda é essencial para que ninguém esqueça o destino destas pessoas. Além do mais é importante que se expresse concretamente o amor da Santa Sé à comunidade clandestina.
Alguns dizem que o Vaticano se esqueceu das comunidades clandestinas
- Monsenhor Hon Tai-Fai: De fato, se escuta aqui ou ali que o Vaticano se esqueceu deles, mas não é verdade. A Santa Sé não pode divulgar toda a ajuda que lhes dá, nem mesmo sua proximidade com estas comunidades. Nós ajudamos a toda a Igreja, não fazemos distinção entre oficiais e clandestinas e tomamos em conta o que é importante para a evangelização.
Também é importante que as comunidades clandestinas aprendam a perdoar. O mártir a exemplo de Santo Estevão, é também aquele que perdoa. Por exemplo, nas ordenações episcopais ilícitas, dos últimos meses, muitos bispos oficiais foram obrigados a participar. Mais tarde, muitos deles pediram perdão para o papa, que o concedeu. Também os clandestinos devem mostrar-se magnânimos e reconstruir a unidade na reconciliação.
[Tradução TS]

Necessitamos do Papa no México, rezei muito por isso
Entrevista com o Embaixador junto da Santa Sé Federico Ling
ROMA, 22 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Com sua viagem à América Latina Bento XVI preencherá uma orfandade que se sente por lá. Particularmente no México, que está sofrendo as conseqüências de uma luta corpo a corpo contra o crime organizado. Será sentido como um pai que vem ajudá-los, e ainda que não consiga resolver diretamente os problemas, os acompanha na sua dor. Foi o que disse o embaixador do México junto à Santa Sé Federico Ling Altamirano.
Uma visita que, segundo o embaixador mexicano será um grande sucesso e fará cair o clichê segundo o qual o Santo Padre é eurocêntrico e pouco mariano. Porque Bento XVI é um papa que não tem medo de nada, sublinhou o diplomata do país asteca.
O embaixador Federico Ling Altamirano apresentou essas idéias em uma entrevista concedida ao Zenit, no contexto de uma reunião informal dos embaixadores, realizada na quinta-feira 19 de janeiro em Roma pela agência Prestomedia, Mediatrends e a Fundação Promoção Social da Cultura, poucas semanas antes da viagem de Bento XVI à América Latina.
O que poderia ter feito o Papa decidir ir para o México?
- Federico Ling: Eu acho que, como disse Sua Santidade no dia 12 de dezembro [na celebração de Nossa Senhora de Guadalupe], a América Latina está em uma batalha para não perder e para acrescentar este cristianismo e catolicismo que tem mais de 500 anos de antiguidade e que bem merecia a consideração de uma viagem.
Cuba e México. Talvez também existam razões históricas com o México no passado, e com Cuba ainda hoje que continua tendo suas dificuldades?
- Federico Ling: é tão válido pegar esse critério como pensar pensar que México é o segundo país do mundo por número de católicos, e casualmente do México a Roma a linha que se traça passa por cima do Havana.
Você esperava essa notícia?
- Federico Ling: Nós tínhamos muito poucas esperança três anos atrás. Eu não tinha mais ferramentas do que rezar. E não fiz mais nada além de orar.
Mas ele foi convidado pelo México?
- Federico Ling: Sim, o presidente do México, Felipe Calderón, duas vezes o convidou pessoalmente. E talvez influenciou sua decisão o chamado quase angustiante do presidente, mais ou menos assim: "Precisamos que acuda ao nosso país agora, onde há uma luta contra o crime organizado, que produziu imensa dor e vítimas inocentes. "
Bem, nem sempre tão inocentes
- Federico Ling: Claro que não, mas mesmo as pessoas criminosas tem esposa, filhos, parentes. Muitas lágrimas, muitos problemas no México. E porque existe uma condição psicológica, devido a qual o povo mexicano e muitos outros na América Latina se sentem órfãos.
Como a visita do papa pode ajudar os países latino-americanos?
- Federico Ling: Aqui, o Papa pode ajudar muito só com a presença. Não há necessidade de dizer muitas coisas. Se o quiser fazer melhor. Mas basta dizer: aqui está um pai para ajudar-lhes, e se não consigo resolver seu problema não deixo, por isso, de acompanhá-los na sua dor. E vos abençoo e que a Virgem de Guadalupe vos ajude a sair desses problemas.
Em várias ocasiões, inclusive no Brasil, em Aparecida, o Papa já indicou diversas coisas, certo?
- Federico Ling: Sim, por exemplo, o que ele disse na missa de Guadalupe foi muito preciso. Se o repetir em diversos lugares de Cuba e México será muito apreciado. Aqui em São Pedro com os ritos e cerimônias todas as palavras soam como academia, mas lá soarão a pátria!
O cardeal cubano, Jaime Ortega, disse ao Zenit que os latino-americanos estavam ansiosos para receber bênçãos.
- Federico Ling: Sim, a bênção e provavelmente algo a mais. Pensarão em algo para favorecer a visita em termos de participação e presença. Sinto que vai ser um grande sucesso.
O que pode trazer esta viagem para o pontificado de Bento XVI?
- Federico Ling: Apesar de ter sido descrito muitas vezes como um papa conservador, e que por ser alemão era pouco papistas e mariano, a viagem vai derrubar esses mitos e se converterá em um sonho realizado.
Qual o caminho deve ser seguido espiritualmente por sua santidade?
- Federico Ling: O que for será bom, porque não somente vai melhorar a sua imagem Latinoamericana, como também irá melhorar na Europa, porque vai remover o prejuízo que diz que ele é eurocêntrico e que somente visita Malta e São Marino porque tem medo de ir mais longe.
Ou seja?
- Federico Ling: Não, não, este Papa não tem medo de nada. E eu amo o jeito que, com grande habilidade e espiritualidade maravilhosa leva adiante a Virgem de Guadalupe, negando que seja pouco mariano. O papa não é eurocêntrico, é mariana e para aqueles que precisamos de um sentido de paternidade é como um pai.
H. Sergio Mora
[Tradução TS]

Fórum


Jovens pela paz
Amadurecimento é um processo lento que não pode ser violentado
SAN CRISTOBAL DE LAS CASAS, domingo 22 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Neste artigo, nosso colaborador habitual (em língua espanhola) no espaço "Fórum", o bispo de San Cristobal de las Casas, México, Felipe Arizmendi Esquivel, comenta a mensagem para o Dia Mundial da Paz, que incide sobre a educação da juventude para que possam ser construtores de paz e não se deixem seduzir por ambientes violentos.
*****
+ Felipe Arizmendi Esquivel
FATOS
Muitos assassinos e seqüestradores são jovens. Sem oportunidade de estudo ou trabalho, são recrutados pelo crime organizado, que os obriga a vender drogas, extorquir, matar. Jovens agricultores são levados a cultivar e cuidar de plantações de maconha e outras drogas, das quais não são proprietários. Outros, buscadores de novas sensações, se organizam em gangues ou pequenos grupos para beber, se divertir, vagabundar e viver às custas de seus pais ou do que eles roubam. Alguns se gabam das pixações, nas quais marcam seus territórios, seus sentimentos, suas rejeições sociais, sem respeitar as casas de outras pessoas e nem monumentos históricos.
Outros emigram e deixam suas comunidades, por necessidade econômica ou por convite de outros que já viveram essa experiência. Perdem a sua cultura, a riqueza da sua língua, seus costumes, sua vivência familiar e comunitária; tornam-se individualistas, interessados principalmente no dinheiro; se prostituem, se contagiam de atitudes e de critérios destrutivos, também de AIDS, que transmitem também ao seu redor. Quando retornam, se sentem estranhos; criticam os mais velhos e os seus compatriotas; contaminam a outros jovens com hábitos imorais; tomam drogas para se sentirem fortes; querem dar a impressão de que são grandes e bem sucedidos só porque usam celulares modernos, brincos, roupas e penteados extravagantes, camisas com sinais em Inglês, música aos berros. Muitos mudam de religião, ou se distanciam completamente de Deus.
CRITÉRIOS
Na sua mensagem deste ano para o Dia Mundial da Paz, o Papa Bento convida-nos a educar os jovens para serem construtores de justiça e paz, com a ajuda da família, das instituições educacionais, dos responsáveis políticos, da mídia e da Igreja. Nos convida a "prestar atenção ao mundo juvenil, para saber ouví-lo e apreciá-lo. É necessário transmitir aos jovens uma apreciação pelo valor positivo da vida, incutindo neles o desejo de gastá-la à serviço do bem. Este é um dever no qual todos estamos empenhados em primeira pessoa. A Igreja olha para os jovens com esperança, confia neles e incentiva-os a buscar a verdade, a defender o bem comum, a ter uma mente aberta sobre o mundo e olhos para ver coisas novas." Ele lhes diz:  “nunca estais sozinhos. A Igreja confia em vós, vos segue, vos anima e vos deseja oferecer o que ela tem de mais valioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar a Jesus Cristo, Aquele que é a justiça e a paz”.
O que fazer em concreto? O Papa diz: "Para ser verdadeiramente construtores da paz, devemos ser educados na compaixão, na solidariedade, na colaboração, na fraternidade; temos que estar ativos dentro das comunidades e atentos para despertar as consciências sobre as questões nacionais e internacionais, e sobre a importância de buscar formas apropriadas de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, da cooperação ao  desenvolvimento e da resolução de conflitos. Convido especialmente os jovens, que sempre mantiveram vivos os ideais, a terem a paciência e a perseverança de perseguirem a justiça e a paz, de cultivar o gosto pelo que é certo e verdadeiro, mesmo quando isso possa implicar sacrifício e ir contracorrente. "
PROPOSTAS
Os jovens precisam ser ouvidos. Dediquemos a eles parte do nosso tempo.
Os jovens são inquietos. Atendámos-lhes com paciência e serenidade; não queiramos que sejam como adultos; amadurecer é um processo lento, que não pode ser violentado.
Os jovens são dinâmicos e generosos. Organizemos com eles não só dinâmicas para entretê-los, mas atividades que lhes façam experimentar como é bonito servir a Deus e a comunidade. Por exemplo, propor-lhes uma abordagem criativa da Palavra de Deus e da oração, visitar os doentes, deficientes, campanhas para limpar ruas e estradas, plantio de árvores e proteção de nascentes, workshops de cura psicológica nas relações familiares, etc. Assim, eles vão se educando para serem portadores de justiça, de amor e paz.
[Tradução TS]


Noticias dia 21/01


O que o Islã ensina aos cristãos?
Piero Gheddo perguntou ao Padre Davide Carraro, do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores (PIME)
Padre Piero Gheddo
ROMA, sábado, 21 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- O Pe. Davide Carraro do PIME tem 31 anos e esteve dois anos no Egito para aprender o árabe e depois ir para a Argélia. Faço-lhe uma pergunta que me fascina: "Você viveu dois anos entre um povo com grande maioria muçulmana. Do Islã nós já conhecemos aqueles aspectos que são negativos. Pergunto: quais são os aspectos positivos desta religião? O que pode ensinar, a nós, cristãos, a vida de um povo muçulmano? ".
Davide responde: "A vida social no Egito é marcada pela oração, pela chamada à oração, pelas muitas pessoas que rezam em público, não se envergonham de rezar em público, e mais, este é realmente um gesto considerado positivo, uma pessoa que não se envergonha de professar sua fé. Até mesmo na maneira deles falarem, há, muitas vezes, expressões religiosas: Como Deus quer ... Estamos nas mãos de Deus ... Deus abençoe a todos nós ... Deus está sempre presente no seu modo de falar e até mesmo no seu vestir. Por exemplo, uma mulher de véu é um símbolo religioso, aquela mulher é temente a Deus, No Egito, muitos homens têm uma marca negra ou cinza na testa que indica a oração ("zabiba"), que é feita colocando a testa no chão. Às vezes fazem uma pequena tatuagem que indica isso.
"Depois, há uma chamada pública à oração três vezes por dia que é muito forte, o sentem todos: "Vinde à oração, que é muito mais importante do que o sono". É um lembrete que dá ritmo ao dia. Para nós, o relógio da torre ou do campanário ritma o tempo que passa. No islã a chamada do muezzin lembra que estamos sempre com Deus, na presença de Deus. Que depois vão ou não vão para a oração é um outro problema, mas a sociedade publicamente faz a chamada para a presença de Deus. Sente-se na atmosfera uma certa religiosidade que não sinto na Itália. Que depois seja formal ou autêntica é uma outra coisa, mas para nós Ocidentais, que perdemos o sentido de Deus na nossa jornada, na nossa vida, isto é um forte apelo".
Lembro-me do Padre Davide que nos anos trinta e quarenta, quando eu era um menino na minha cidadezinha de Tronzano Vercellese, quando os sinos tocavam o Angelus, três vezes ao dia, manhã, tarde e noite, mesmo aqueles que trabalhavam nos campos ou caminhavam pelas estradas paravam e faziam o sinal da cruz recitando uma oração. A minha infância e juventude em Tronzano (eu nasci em 1929) foi marcada por essa atmosfera religiosa na vida pública e nas famílias (por exemplo a oração comum do terço nas tardes) que hoje perdemos na Itália.
 "E eis que - continua Davide - no Egito ainda é muito forte. Até os cristãos cóptos egípcios fazem tatuagens no pulso, desde crianças, uma pequena cruz sempre visível quando se estica a mão para cumprimentar, para pegar alguma coisa.
Os coptas, vendo que os muçulmanos rezam, ou no mês do Ramadã, saem por aí com o Alcorão na mão, dizendo que são sinais de hipocrisia, porque depois jogam bombas em nós. Mas aqui entramos em um outro tema. Para dialogar com estes nossos irmãos muçulmanos, devemos também ver os seus aspectos positivos. Se nos outros também vemos seus aspectos positivos, assim é possível construir um diálogo, uma amizade."
"Outra coisa que me impressionou no Egito é o grande respeito que eles têm pelo Alcorão, sempre, não só publicamente, mas também em privado. O sentido do sagrado e do livro sagrado. Por exemplo, nunca se coloca nenhum livro sobre o Alcorão, que deve ser mantido em um lugar de honra, elevado, isolado. Isto indica o senso da presença contínua de Deus na nossa vida e na vida da sociedade.
"É verdade que vivem uma religião diferente da nossa, mas justamente esse fato, encontrando-os, dá-nos a oportunidade de entender também o valor da nossa fé e nosso Livro.
"Por exemplo, eu, como estrangeiro, no pequeno comércio, no restaurante, tive mais decepções com os cristãos coptas que dos muçulmanos, os muçulmanos têm sido mais honestos do que os cristãos. Talvez porque nós, como cristãos, sempre insistimos, e com razão, num Deus que é amor, Deus nos ama, Deus nos perdoa, perdemos um pouco o temor de Deus. Os muçulmanos não. Eles têm o senso da presença contínua de Deus, que vê e julga tudo, talvez eles têm medo de Deus, mas não perderam o temor de Deus. No Egito e na Argélia, em contato com as pessoas comuns, tive impressões positivas. A violência que explode, as vezes, eu mesmo nunca a vi. No Egito, andando por aí, eu vi as igrejas queimadas pelos muçulmanos e conheci um padre Comboniano no Cairo, que mataram quando queimaram uma igreja. Mas na rua, nos contatos com as pessoas, não se respira esta atmosfera".
[Tradução TS]


Noticias dia 20/01

Bento XVI convidado a visitar a Eslováquia
1150 º aniversário da chegada dos Santos Cirilo e Metódio
Por Anita Bourdin
ROMA, 20 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Bento XVI foi convidado a visitar a Eslováquia neste ano, considerando que 2012 marca o aniversário 1150 da chegada dos missionários Cirilo e Metódio co-patronos da Europa.
Uma delegação de parlamentares eslovacos, liderada pelo Presidente do Parlamento Pavol Hrusovsky, vice-presidente dos democratas cristãos eslovacos participou, nesta quarta-feira, da audiência geral de Bento XVI na Sala Paulo VI do Vaticano.
Hrusovsky se reuniu ontem em Roma com o seu homólogo italiano Gianfranco Fini e depois com os presidentes das comissões para os Assuntos Exteriores da Câmara dos Deputados e do Senado italiano, segundo informou a agência TASR de notícias.
No curso da audiência, Pavol Hrusovsky renovou o convite feito a Bento XVI pelo presidente da República da Eslováquia Ivan Gasparovic, comunicado ao papa no  12 de janeiro de 2011 pelo Ministro eslovaco dos Assuntos Exteriores Mikulas Dzurinda.
O ministro Dzurinda disse naquela ocasião que a Eslováquia celebra em 2012 o aniversário do 1150 da chegada nessa região, então missão da Grande Morávia (863), dos Santos Cirilo e Metódio co-patronos da Europa.
O Presidente do Parlamento destacou à citada agência a importância deste convite a seu país que espera dela uma "renovação espiritual". O político eslovaco presenteou o Papa com a obra de um escultor Eslovaco inspirada nos santos padroeiros da Europa.
Os Bispos eslovacos também convidaram a Bento XVI para visitar o país neste ano, propondo etapas em Bratislava, Nitra, Zilina e Presov em julho ou no outono. No momento, a Santa Sé se reserva o direito de resposta.
[Tradução TS]

A dimensão ética-política da bioética
Conferências na Universidade Católica Santo Antônio de Murcia
MURCIA, sexta-feira 20 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- A Universidade Católica Santo Antonio de Murcia (UCAM) terminou nesta sexta-feira uma série de conferências sobre bioética, que no seu último dia se concentraram sobre “Bioética e bem comum”. 
Destacou-se a palestra "A dimensão ético-política dos problemas de bioética", que expôs o professor ordinário de Teologia Moral da Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma, e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, monsenhor Angel Rodríguez.
Monsenhor Rodriguez disse que uma boa parte dos problemas de bioética têm uma dimensão política, relacionada com a dimensão pessoal, mas diferente, e que para para enfrentá-la requer uma metodologia específica.
"Basicamente, um país tem as leis que aceita. Embora seja importante a cultura política dos políticos, é também importante a cultura política dos cidadãos ", disse Monsenhor Angel Rodriguez.
A reitora da UCAM Josefina Garcia Lozano foi encarregado de fechar o simpósio, juntamente com a diretora do Master em Bioética Gloria Thomas, que leu as conclusões extraídas das diversas exposições, dadas por profissionais destacados, durante os três dias dedicados às conferências.
A reitora da UCAM marcou este ato como um ponto de encontro onde profissionais de diferentes áreas relacionadas com a bioética podem discutir e partilhar conhecimento e os progressos realizados.
Afirmou que "a posição da Universidade, nesse sentido, é sempre defendendo a dignidade da pessoa humana desde a concepção até a morte natural."
O primeiro palestrante desta jornada foi o magistrado que preside a Seção 4 da Divisão de Contencioso da Audiência Nacional, e exvocal do Conselho Geral do Poder Judicial José Luis Requero, que centrou a sua apresentação no tema "Legisladores, juízes e bioética ".
Extende-se apresentando a situação da legislação com respeito à vida humana, o estado da questão da reprodução humana assistida e, finalmente, a lei sobre o aborto.
[Tradução TS]

Cardeal Cipriani: a continuidade engrandece o espírito de Lima
Missa pelo 477º aniversário de fundação da capital peruana
LIMA, sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - “Podemos ter discordâncias, mas vamos procurar os modos de trabalhar unidos, e, se tivermos que retificar alguma coisa, retifiquemos. Mas sempre com grandeza de espírito, com humildade, com respeito, para não humilhar ninguém. Como numa família”. Estas palavras foram ditas pelo cardeal Juan Luis Cipriani na celebração eucarística que ele presidiu por ocasião do 477º aniversário da fundação de Lima, capital do Peru.
O cardeal arcebispo pediu a Deus o dom da união para a grande família limenha, a fim de que haja continuidade no desenvolvimento da cidade sem que se destaquem só as contradições e os enfrentamentos, conforme o arcebispado informou a ZENIT.
“A identidade da nossa vida nesta cidade vai além das conjunturas e das dificuldades passageiras. Esta institucionalidade e respeito por aquilo que constitui a realidade da cidade transcende tanto os que nos antecederam quanto os que ainda nos sucederão. E essa continuidade é precisamente o que engrandece o espírito de uma cidade”, refletiu.
O cardeal recordou que é muito importante valorizar o lugar onde todos procuram ser pessoas e cidadãos melhores. “Peço a todos vocês um esforço grande para que o ambiente e o clima social façam desta maravilhosa cidade um lugar bonito, agradável e habitável. Não nos acostumemos a ressaltar só o que é ruim, difícil e contraditório”, incentivou.
“Essa realidade não recai apenas sobre os que têm o dever de governar, mas sobre todos nós. Cada um de nós, com o seu exemplo, constrói ou destrói. Precisamos de uma grande cruzada cívica de educação que, sem muitas análises nem diagnósticos, implante de novo na cidade o respeito pelas normas e pela ordem pública”, prosseguiu.
O cardeal de Lima também exortou os meios de comunicação a cumprirem o “grande dever de ajudar e educar a população a este respeito, para que esta casa comum que é a cidade ajude todos nós a seguir em frente com entusiasmo”.
O arcebispo manifestou a importância de deixar de lado os preconceitos e as ideologias para fazer de Lima uma cidade bela e correta, onde as pessoas encontrem um lugar adequado para viver.
“Senhor, semeai em nossos corações a paz, a força, o entusiasmo, a capacidade de entendimento. Não levantemos dedos acusadores, não desqualifiquemos quem pede ou procura perdão; procuremos pontos de encontro, essa base fundamental em que todos podemos nos unir para ir em busca das soluções”.
Cipiriani comentou também que Lima, desde a fundação, nasceu e cresceu sob a religião católica. “Sempre escutamos que a Ata de Fundação começa invocando a ajuda de Deus, não querendo fazer da religião católica um elemento de divisão. Lima nasceu sob a bênção da Trindade, nasceu e foi cultivada sob a sombra de uma santa Rosa de Lima, de um São Martinho de Porres, de um São Turíbio de Mogrovejo”, afirmou.
Finalmente, o cardeal encorajou a todos a fazer da cidade uma casa acolhedora, num grande esforço por implantar uma política que favoreça o bem comum, a família e a pessoa.
“Como é bonita a nossa cidade! E hoje ela convoca todos nós a um esforço especial. Ainda temos tempo e temos o dever de tentar. Que Deus abençoe esta cidade”, encerrou.

Polônia: uma revista virtual para jovens católicos
"Niedziela Młodych" é o suplemento dominical de um semanário popular
Pe. Mariusz Frukacz
ROMA, sexta-feira, 20 janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O semanário católico polonês Niedziela lançou um site nesses dias, chamado Niedziela Młodych ("Domingo para os jovens") dirigido ao público jovem.
O endereço www.mlodzi.niedziela.pl, junto com apresentação do número atual que está incluido em todo número de Niedziela, também inclui 10 seções temáticas intituladas: Do ponto de vista de Deus, Ensina-nos a orar, Estrada para a santidade, GPS para a vida, dedicada aos testemunhos, à liturgia da Igreja, ao ensino da doutrina da Igreja.
Em cada seção, os leitores encontrarão as reflexões sobre a Palavra de Deus, dicas sobre como orar, as respostas para os problemas da vida, o ensinamento moral da Igreja sobre questões importantes da fé e da moral, e reflexões sobre a vida sacramental.
O site é uma resposta concreta para os problemas do mundo dos jovens, na medida em que a Internet é uma área importante para a evangelização. É uma proposta pastoral e evangelizadora para os jovens, como explicam ao Zenit o webmaster Karolina Mysłek e Agnieszka Chadzińska.
O site Niedziela Młodych é dirigido por Mons. Ireneusz Skubiś, editor chefe do semanário católico Niedziela.
[Tradução TS]

Os bons frutos do caminho Neocatecumenal
Entrevista a Kiko Arguello, fundador do movimento, logo após a audiência com o Papa
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, sexta-feira, 20 janeiro, 2012 (ZENIT.org) – Nos acolhe com a sua típica maneira entusiasta e carismática, Kiko Arguello, fundador do Caminho Neocatecumenal, em um hotel a poucos metros de São Pedro, num clima tão agradável que parece tudo, menos uma uma entrevista, parece um simples bate-papo.
Com a alegria ainda nos olhos e no coração pelo encontro com o Santo Padre na Sala Paulo VI,  Kiko concede à ZENIT uma outra breve entrevista para dar graças a Deus pela maravilhosa história que está fazendo com este caminho de iniciação cristã e comentar o evento de hoje.
*********
Kiko, começamos com uma simples pergunta: como foi a reunião desta manhã?
Kiko: Fantástica! Foi realmente maravilhoso o fato de terem sido confirmadas as celebrações que marcam todas as etapas da gestação cristã que o Caminho construiu.
Esperamos este momento e, finalmente, a Igreja confirmou o Caminho Neocatecumenal como iniciação cristã, na sua doutrina, nas liturgias e nas etapas. É importantíssimo, acima de tudo, o fato de que o Papa reiterou que as comunidades possam celebrar as missas dominicais por comunidade.
É um fato sociológico de imensa importância que quer dizer que a pequena comunidade é a salvação para a Nova Evangelização. A Eucaristia, na verdade, cria e forma a comunidade cristã, a solidifica, a une.
E no que diz respeito à missio ad gentes? 
Kiko: A missio ad gentes é também uma pequena comunidade no meio de pessoas completamente pagãs ou distantes da Igreja. O que nós vemos é que essas pessoas são atraídas por "pequenas comunidades" representadas pelas famílias em missão, são surpreendidas pelo amor que elas mostram aos outros e entre si. Se deixam catequizar nas suas casas e se tornam, depois, elas mesmas uma pequena comunidade. 
Qual é a novidade de tudo isso para a Igreja?
Kiko: Podemos dizer que estamos começando uma nova página na história: a Nova Evangelização, no meio de uma crise epocal que afeta toda a sociedade, que se chama secularização. Muita gente, não sabemos o motivo, "assediam" as igrejas; em alguns países, principalmente europeus, chegaram até mesmo a vendê-las ou a fechá-las.
Por isso, estou feliz e surpreso quando, com estas missões ad gentes, de fato, há pessoas que dizem "obrigado, porque senão eu nunca teria entrado numa Igreja" ou também agradecem pelo "amor e a aceitação" que respiram nas casas destes irmãos que os hospedam.
De fato, são muitas as pessoas que vêm para a catequese, não querem mais ir embora: são as onze horas da noite e ainda não voltam para casa. Isso acontece também porque as pessoas, na nossa sociedade, se sentem muito solitárias ...
Já faz 40 anos que o Caminho Neocatecumenal continua a dar frutos, basta pensar no grande número de chamados vocacionais. O que você acha desses dons que o Senhor deu ao Caminho e à Igreja sobretudo?
Kiko: O que pensar ... que o Senhor é muito bom para nós. Agradeço realmente a Deus, porque, apesar de que tivemos e temos muitas dificuldades e sofrimentos, nunca nos abandonou, mas sempre apoiou e sustentou. O encontro de hoje é um testemunho.
Para qual direção o Caminho está se dirigindo?
Kiko:
 Para o início de uma Nova Evangelização em todo o mundo.
Estamos olhando para novos horizontes, por exemplo, também a Igreja Ortodoxa ultimamente tem mostrado interesse no nosso caminho de fé.
Acima de tudo, eu acredito, temos que nos preparar para a China, o Vietnã, toda a Ásia no geral e temos várias famílias prontas para sair em missão para o Oriente do mundo.
Além do mais nasceram já cinco novos seminários para preparar os jovens para partir para a China?
Kiko:
 Exatamente! Nós perguntamos a 20 mil jovens que se sentissem chamados a tornar-se padres e evangelizar na China, e 5.000 se prontificaram.
Agora esses rapazes serão avaliados, preparados, devemos ver quem terminará os estudos e assim por diante. Em definitiva a China, A Ásia!
Finalmente, Kiko, tem alguma coisa que gostaria de dizer para todos aqueles que fazem parte do Caminho Neocatecumenal, mas também para todos os cristãos?
Kiko:
 Sim, quero desejar-lhes algo simples: encontrar a Cristo e encontrar, portanto, a verdadeira vida que conduz à vida eterna. Espero que todos possam se encontrar realmente com Jesus Cristo, porque Ele te dá a sua natureza e a sua vida imortal e isto te muda completamente a existência, te ajuda e te prepara.
[Tradução Thácio Siqueira]

Mil famílias em missão
O Papa envia as famílias do Caminho Neocatecumenal no mundo
Por Salvatore Cernuzio
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Durante uma audiência, com 12 mil participantes, a Santa Sé anunciou a aprovação das celebrações que marcam o itinerário de iniciação cristã do Caminho Neocatecumenal. Além disso, o Santo Padre enviou 18 novas missio ad gentes na Europa e América.
ZENIT pediu para Kiko Argüello, iniciador do Caminho Neocatecumenal, juntamente com Carmen Hernandez, para comentarem sobre o evento:
Kiko: "Uma das provas da validade deste itinerário para formar cristãos adultos são as famílias em missão. Atualmente são quase mil as famílias do Caminho Neocatecumenal em missão nas diferentes partes do mundo.
Hoje, o Santo Padre enviará outras novas missio ad gentes entre os aborígenes da Austrália, da Papua e da Nova Guiné e nas regiões mais secularizadas da Europa.
Estas missio ad gentes significam uma nova presença da Igreja.
Há muitas pessoas hoje totalmente secularizadas, que não vão ao templo, não  estão interessadas pela igreja, mas que quando vêem um grupo de cristãos que se amam, que se querem bem, se sentem atraídas, ficam impressionadas pelo modo como se relacionam.
Nós temos tantas experiências de pessoas que pedem para serem batizadas depois de verem como nos relacionamos entre nós, como nos amamos.
Devo dizer que na Europa muitas pessoas sofrem de solidão. Esta é uma terrível realidade, típica das cidades modernas: o número de pessoas que vivem sozinhas, a quantidade de pessoas que são alcoólicas, o grande número de suicídios, divórcios, abortos ... É óbvio que há uma necessidade de uma nova presença da Igreja.
Respondemos ao chamado de João Paulo II, que no simpósio dos bispos europeus em 1985 disse aos bispos que a situação europeia é muito difícil, que a Europa está caminhando para a apostasia, que estão destruindo as famílias.
Não tenham medo - disse o Papa - pelo contrário, devemos nutrir a esperança porque o Espírito Santo já está respondendo: é preciso voltar ao Cenáculo, aos primeiros modelos apostólicos quando a Igreja morava nas casas e as pessoas que entravam em contato com estas comunidades ficavam admiradas e queriam tornar-se cristãs.
Isto é o que está fazendo o Caminho Neocatecumenal. Seguindo as instruções de João Paulo II, formamos comunidades cristãs em nações também nos ambientes mais pagãos como em Chemnitz, que foi a cidade-modelo da Alemanha comunista e onde o 98 por cento das pessoas não são batizadas. O Bispo de Chemnitz pediu duas missio ad gentes que já geraram duas comunidades com pessoas que não foram batizadas. Essas pessoas ficaram surpresas ao ver como vive uma comunidade cristã. "
Pode nos explicar o que é uma missão ad gentes?
Kiko:
 "A missio ad gentes é uma nova presença da Igreja, é a resposta para a nova evangelização, é a nova evangelização em ação.
O Papa está muito feliz de poder enviar novas missio ad gentes na Europa, no sul da França em Toulon, em Albi, em Montpellier, em Bayonne. "
O que acha da aprovação das celebrações que marcam e assinalam as etapas da iniciação cristã que leva adiante o Caminho Neocatecumenal?
Kiko: "O reconhecimento da validade desta  iniciação Cristã é um momento histórico para nós, é o que estávamos esperando. Depois de anos de estudo e análises da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, foi aprovada.
No reconhecimento da validade é dito que as celebrações que marcam as etapas de crescimento do itinerário de amadurecimento do homem novo são maravilhosas e são verdadeiramente inspiradas, ajudam o homem a converter-se e fazer-se cristão, o ajudam a crescer na fé e a unir-se a Jesus Cristo. Estamos satisfeitos e agradecidos a Deus por este reconhecimento.
Depois de tanto sofrimento e tanto trabalho estamos agradecidos à Igreja, à qual reconhece oficialmente a validade desta iniciação cristã para a construção de um novo homem.
Inserimos o homem novo em uma comunidade cristã. É "nossa tarefa fazer ver o que os pagãos viam na Antiguidade, quando gritavam: "vejam como se amam os cristãos ".
Nos tempos antigos, havia os mesmos problemas de hoje: as pessoas estavam sós e sofriam a solidão e desespero. Quando o homem cai vítima do diabo não sabe mais amar e se confunde.
São Paulo escreveu que Cristo morreu para que o homem não viva mais para si mesmo. Desta forma, explica que o homem separado de Deus está condenado a sofrer do próprio egoísmo.
Estamos muito gratos a Bento XVI e à Igreja por este ato no qual vemos e confirmamos que a Igreja é Mãe e Mestra".
A aprovação vem depois de 15 anos de estudo por parte da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, conclui o percurso para a aprovação do Caminho Neocatecumenal: Em 2008 a Santa Sé aprovou a versão final dos Estatutos e em 2011 aprovou a doutrina contida nos treze volumes do Diretório Catequético do Caminho Neocatecumenal.
Hoje Bento XVI vai enviar 17 missio ad gentes: 12 na Europa (Albi, Nizza, Bayonne, Toulon, Estrasburgo, Lyon, Anversa, Lubiana, Sarajevo, Tallin, Viena, Manchester) 4 na América (três em Boston e uma na Venezuela), uma na África, em Libreville (Gabão). Além do mais foram enviadas outras famílias para algumas missio ad gentes já formadas na Ucrânia e entre os aborígines australianos, na Papua Nova Guiné.
Cada missio ad gentes é formado por três ou quatro famílias numerosas que vão, com um padre, morar em uma região descristianizada ou onde o Evangelho nunca foi anunciado.
Essas missio vão acrescentar-se às outras 40 já enviadas em todo o mundo por Bento XVI em anos anteriores.
[Tradução Thácio Siqueira]

Espiritualidade


Jesus: o "como se" desta vida
Evangelho do terceiro domingo do Tempo Comum
Pe. Angelo del Favero *
ROMA, sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - 1 Cor 7,29-31: "Isto vos digo, irmãos: o tempo é breve. A partir de agora, aqueles que têm esposas vivam como se não as tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se alegram, como se não se alegrassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam os bens do mundo, como se não os usassem plenamente. Porque a figura deste mundo passa".
Mc 1,14-20: "Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o evangelho de Deus e dizendo: ‘O tempo foi cumprido e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho’. Passando à beira do Mar da Galileia, viu Simão e André, irmão de Simão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: ‘Vinde e segui-me. Eu vos farei pescadores de homens’. E eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que também estavam no barco a consertar as redes. E logo chamou-os. Também eles deixaram seu pai, Zebedeu, no barco com os ajudantes e foram atrás dele".
A resposta imediata dos primeiros discípulos chamados pelo Senhor mostra claramente o significado da exortação de Paulo a viver "como se" o que acontece ao nosso redor fosse, em si mesmo, completamente insignificante: "Isto vos digo, irmãos: o tempo é breve. E a figura deste mundo passa" (1 Cor 7,29-31).
É claro que Simão, André, Tiago e João nunca teriam deixado o trabalho e a família se não fosse Jesus quem os chamasse.
Isso quer dizer que o desapego emocional do próprio mundo não pode ser compreendido sem um encontro com aquele por meio de quem "todas as coisas foram feitas", e sem o qual "nada foi feito de tudo o que existe" (1 Jo , 3).
Quando um homem parte de casa para um lugar distante, de férias, ou para participar de uma convenção, ele se hospeda durante algum tempo num hotel. Ali ele come, dorme, usa o necessário para o dia-a-dia, conhece novas pessoas, e, no caso da convenção, participa ativamente nos trabalhos. Tudo isso é real e importante para ele, mas é temporário, de breve duração. Ele está ciente de que terá que retornar à sua cidade, à sua casa e ao seu trabalho, porque aquelas coisas é que são o seu mundo real.
Este "outro" mundo do hotel é alheio a ele. Ele usa todas as coisas dali "como se não as usasse plenamente" (1 Cor 7,31), porque elas não são suas e ele as terá que abandonar. Essa convenção, ou as férias, são apenas um parêntese na sua vida e em breve serão apenas passado.
A santa carmelita Teresa de Ávila comparava a existência terrena com o curto espaço de uma noite passada numa hospedaria ruim. Teresa certamente não desprezava este mundo, mas o conhecimento que lhe tinha sido concedido da sublimidade do Outro a fazia desejar a morte, como um parto necessário para começar a viver em plenitude a felicidade inefável do Reino dos Céus.
Por isso ela não considerava a morte como uma destruição da vida, mas como a sua meta cobiçada, como implicitamente anuncia o Evangelho: "O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo" (Mc 1.14).
Tal como para Teresa, também para os primeiros discípulos tudo isso tem apenas um nome: Jesus Cristo. "Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens. E eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram"(Mc 4.17). O reino de Deus é seguir Jesus.
E é apenas pelo nome de Jesus que São Paulo nos exorta a viver o cenário passageiro deste mundo com um feliz e responsável desprendimento, animados e sustentados pelo pensamento da “definitividade” beata do Outro: "A partir de agora, aqueles que têm esposas vivam como se não as tivessem; os que choram, como senão chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem..." (1 Cor 7,29-31).
O apóstolo dá um testemunho significativo na carta aos Filipenses: "Eu certamente não alcancei a meta, não cheguei à perfeição, mas estou correndo para conquistá-la, porque fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, eu não considero ainda que cheguei à conquista. Tudo o que sei é isto: esquecendo o que está por trás de mim e voltado em direção ao que está na minha frente, eu corro para a meta, para o prêmio que Deus me chama a receber no céu, em Cristo Jesus" (Fil. 3,12-14).
Estas palavras vêm de um homem que está cheio da alegria de viver. Como os primeiros discípulos e todos os santos, Paulo foi capturado por Cristo não para abandonar a imagem deste mundo, mas para ser fermento misturado com ele.
Também para nós, na medida em que conseguimos viver "santos e irrepreensíveis diante dele no amor" (Ef 1.4), a comunhão em Cristo pode se tornar uma energia incontrolável para espalharmos a alegria do Evangelho pelo mundo inteiro.
O "ainda não" do Paraíso se torna um "já" na figura deste mundo, porque, de algum modo e sempre, "o viver é Cristo" (Fil. 1,21-23).
Isso nos ajuda a entender aquele "como se", que foi repetido cinco vezes e que nos soa completamente impossível do ponto de vista psicológico.
O que significa, para o marido, viver como se não tivesse mulher, e vice-versa? O que quer dizer, para aqueles que trabalham, viver como se não trabalhassem; para quem estuda, como se não estudasse; para aqueles que têm, como se não tivessem; para aqueles que vivem na imagem deste mundo, como se não vivessem?
Significa viver e fazer todas essas coisas sem absolutizá-las como fins em si mesmas, mas usá-las como meios para fazer a vontade de Deus, realizando o Bem e anunciando com a própria vida o Evangelho do seu amor.
A alegria de viver está na Verdade e no Amor. E a Verdade e Amor é Cristo. Converter-se e crer no evangelho é exatamente isso.
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* Cardiologista, o Pe. Angelo del Favero co-fundou em 1978 um dos primeiros Centros de Apoio à Vida perto da Catedral de Trento. Tornou-se carmelita em 1987 e sacerdote em 1991. Foi conselheiro espiritual no santuário de Tombetta, perto de Verona. Atualmente se dedica à espiritualidade da vida no convento carmelita de Bolzano, na paróquia de Nossa Senhora do Monte Carmelo.


Noticias dia 19/01


O interesse pleno pela política faz parte de um cristianismo prático
Beatificação de Hildegard Burjan neste 29 de janeiro, em Viena
Por Britta Dörre
ROMA, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Em 29 de janeiro será beatificada na catedral de Santo Estêvão, em Viena, a fundadora das Irmãs da Caritas Socialis, Hildegard Burjan (1883-1933).
"Para a Arquidiocese de Viena, mas também para toda a Áustria, Hildegard Burjan é uma figura impressionante, uma pessoa que deve ser destacada", disse o cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn.
O processo de beatificação foi iniciado em 1963 pelo então cardeal Franz König. A cerimônia solene será presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
A nova beata nasceu em 30 de janeiro de 1883 em Görlitz, uma cidade às margens do rio Neisse, dividida em 1945 em duas partes, na fronteira germano-polaca. É a segunda filha da família judia Freund. Desde jovem, Hildegard se distingue pela abertura aos problemas sociais e pelo espírito livre. É uma das primeiras mulheres a frequentar a universidade e a primeira a ocupar um assento no parlamento austríaco.
Conclui de forma brilhante os estudos de filosofia em Zurique, na Suíça, com um doutorado summa cum laude. Após seu casamento em 1907 com Alexander Burjan, ela se muda com o marido para Berlim e, depois, em 1909, para a capital austríaca.
Em Viena, Hildegard encontra grandes contradições sociais. Em vez de fechar os olhos para a miséria, ela começa a se envolver num sério trabalho social, como observadora atenta e crítica da situação intolerável.
Hildegard se junta a um grupo de mulheres que lutam pela implementação das idéias formuladas pelo papa Leão XIII em sua encíclica social Rerum Novarum (1891). O compromisso de Hildegard Burjan é profundamente marcado pela fé católica, à qual ela se converte em 1909, após uma doença grave.
Para o desenvolvimento interior do homem, ​ela considera indispensável a liberdade interior e a formação da personalidade. Tem a convicção de que uma verdadeira assistência social consiste em ajudar os outros a se ajudarem. Para Hildegard, a dignidade do homem está sempre acima de tudo.
Em 1912, ela funda a Associação das Trabalhadoras Cristãs Domésticas (Verein Christlicher Heimarbeiterinnen) e em 1918 reúne todas as organizações de mulheres operárias na Associação Assistência Social (Soziale Hilfe). Também ajuda os famintos de Erzgebirge (região montanhosa de mineração) com uma coleta de alimentos e cria na região dos Sudetos (Sudetenland) uma rede de apoio familiar (Familienhilfe).
Fiel ao princípio de que a ação social pede a combinação de compromisso privado e político, a Sra. Burjan se lança na atividade política em 1918, ano do fim da Primeira Guerra Mundial e do colapso do Império Austro-Húngaro. Seu objetivo é alterar permanentemente as estruturas sociais. Sua sensibilidade para com as questões econômicas e sociais do seu tempo é impressionante.
O compromisso político da nova beata é focado nas questões sociais. Hildegard luta pela igualdade, pelo salário mínimo das trabalhadoras domésticas, pela assistência às pessoas envolvidas em atividades de risco e pelo combate ao trabalho infantil. Sua ação foi decisiva para a política e para as instituições sociais de hoje.
Com a ajuda do prelado Ignaz Seipel, que após a I Guerra Mundial também foi duas vezes chanceler da Áustria, ela funda em outubro de 1919 a sociedade apostólica das Irmãs da Caritas Socialis. A iniciativa é motivada pela constatação de que a sociedade precisa de pessoas dedicadas inteiramente à ação social. Com ênfase principal na flexibilidade do trabalho, Hildegard renunciou à clausura na sua congregação e a outras expressões de vida religiosa consideradas limitantes.
A congregação gerencia várias estruturas sociais em Viena, incluindo um albergue para mães e crianças, creches, centros de saúde e clínicas especializadas em idosos e doentes crônicos, além de centros para pacientes que sofrem de Alzheimer e de esclerose múltipla. Em Viena, o Centro Rennweg da Caritas Socialis é especializado em cuidados paliativos, inclusive na casa do paciente.
Hildegard foi mãe de uma filha, Lisa. Por motivos de saúde, os médicos haviam recomendado um aborto, mas ela se recusou categoricamente. Com seu esforço e exemplo incansável até a morte em 11 de junho de 1933, Hildegard Burjan criou uma obra que continua atual e ainda será um ponto de referência para as gerações futuras.
Detalhes sobre o programa da beatificação e sobre a vida de Hildegard Burjan estão disponíveis em http://www.hildegardburjan.at/.

Familia e Vida


A família é o antídoto da crise econômica
O congresso organizado pela Aises na Câmara dos Deputados da Itália
Salvatore Cernuzio
ROMA, quarta-feira 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Um rabino que fala sobre família; um economista que fala de moral;  um sacerdote que fala de amor conjugal.
Tudo isso aconteceu durante o congresso “A família como motor do crescimento econômico. Valores e Perspectivas”, realizado na tarde de ontem no esplêndido salão da Rainha na Câmara dos Deputados, que contou com convidados ilustres, incluindo a Comunidade Judaica de Roma, que compareceu numerosa.
O encontro, organizado pela AISES, Academia Internacional para o Desenvolvimento Econômico e Social, quis focar sobre o assunto certamente mais debatido neste novo ano: a família, visto de diferentes perspectivas sociais, políticas e principalmente, econômicas.
Introduziu os trabalhos o Exmo. Maurizio Lupi, vice-presidente da Câmara dos Deputados, que definiu a família como o "primeiro amortecedor social da crise econômica."
"A família não deve se tornar um elemento, mas O elemento do desenvolvimento econômico e sobre isso estamos de acordo seja a maioria, seja a oposição”, disse o vice-presidente da Câmara, recordando o compromisso da política com a aprovação da "última manobra financeira" que pela primeira vez, leva à aumentar as isenções em relação ao núcleo familiar e ao número dos filhos".
"O hebraísmo e o cristianismo são as duas únicas religiões que colocam a pessoa, família e os filhos no centro", disse o diretor da agência ZENIT, Antonio Gaspari, moderador do simpósio, antes de introduzir o presidente da Aises, Valerio De Luca.
"A família natural tem uma gramática antropológica precisa – exortou De Luca - é fonte de humanidade, lugar do bios, onde cada pessoa encontra a vida e é formada nos afetos, valores, normas, relações". "Uma família unida leva a uma sociedade mais coesa e solidária e a economia e a política devem proteger esta célula fundamental."
 "Diante da crise que desagrega a família – se perguntou o presidente da Aises - qual o papel que confiamos à relação homem / mulher, pais / filhos"?, acrescentando que "os filhos, que são a verdadeira esperança para o futuro, agora são vistos apenas como uma ameaça e uma limitação do presente. Isso leva o homem a promover o aborto, a esterilização, a fecundação in vitro e todas aquelas outras técnicas que o fazem experimento de si mesmo e empobrecem a vida".
"Não deve-se mudar a técnica, mas deve-se renovar o coração do homem - concluiu De Luca -. A abertura à vida é a principal via para o desenvolvimento de uma sociedade mais humana e coesa".
A ausência de uma vontade humana de se abrir à vida e, portanto, à vontade de Deus, e a consequente crise de natalidade foram, de fato, um dos problemas mais abordados no congresso.
Edith Anav Arbib, responsável Aises para o Diálogo Interreligioso, falou de um "individualismo" pelo qual "confiamos à outros os serviços que antes eram úteis para as necessidades familiares e coletivas ", limitando-nos a uma “fria coordenação que leva a um desenvolvimento econômico não  sustentável. "
O Exmo. senhor Enrico Letta, ao contrário, individualizou no "cortotermismo", ou seja, no tentar rápido resultado imediato, a causa da crise. "A família, entretanto, é o antídoto - explicou - porque constrói dimensões e laços que obrigam a colocar-se projetos de longo prazo e desafiam o tempo".
Provocativo e irônico, Ettore Gotti Tedeschi, presidente do IOR, disse, no entanto, em alta voz que foi justo o colapso da taxa de natalidade, a partir dos anos 70 até os dias atuais, que nos nos levou para a atual situação de crise.
"Se nós, os seis palestrantes, fôssemos o Governo imediatamente teríamos resolvido o problema econômico, porque saberíamos para onde apontar: a família", exclamou com sarcasmo. Apresentando, então, o breve resumo dos cinco 'NÃO', o Presidente da IOR salientou os efeitos negativos que se produzem "quando os nascimentos são interrompidos e se ignoram família e filhos no mundo ocidental."
NÃO crescimento da economia: "Nos últimos 30 anos não nascem crianças, e o número de moradores que havia na Itália em 1980 manteve-se inalterado, portanto, como fazer para crescer o PIB que só cresce quando se consome mais?".
NÃO  poupança: "Um dos fenômenos dos nossos dias é que os bancos não têm dinheiro - observou - a razão é que não se economiza mais há 25 anos .."
"Em 1975-80 a taxa de acumulação da poupança das famílias italianas era de 27% italianos, hoje é 4,5%! De cem Liras que se ganhava, 27 eram colocadas no banco, entravam no ciclo dos investimentos e das intermediações. Hoje tudo o que se ganha é gasto, consumido, não há recursos para intermediação financeira. "
NÃO casamento: "Por que hoje não há possibilidades de se casar antes dos 32 anos? Porque um jovem casal não pode dar-se ao luxo de comprar uma casa, devido ao fato de que, embora profissionais, ganhem a metade do que se ganhava a 30 anos atrás, consequência do aumento dos impostos de 25% para 50%."
NÃO idosos: "As crianças não nascem e a população envelhece e se aposenta. Isso significa, economicamente, o aumento de custos fixos: saúde e idade avançada. A sociedade não tem mais dinheiro para manter os idosos e se cogita, portanto, na chamada 'morte súbita’ ".
NÃO trabalho: "Para poder consumir, terceirizamos na Ásia as produções mais importantes. O 50% do que antes era produzido no mundo ocidental, hoje é importado porque custa menos. Deslocando a produção, também se deslocou os postos de trabalho. Não há portanto mais trabalho e o 70-80% são só serviços".
Na mesma linha também Riccardo Di Segni, rabino chefe da comunidade judaica de Roma, que definiu a família como um "instituto falimentar ", de acordo com o que nos é apresentado nas primeiras páginas da Bíblia.
"É um paradoxo - disse o rabino -, mas desde o Gênesis nos é apresentado situações familiares negativas: Caim e Abel; José vendido por seus irmãos; Esaú e Jacó, e assim por diante. Isso porém mostra que a família é o lugar da vida, onde se erra, onde há erros cometidos pelos pais, mas sem ela não se pode viver."
Depois se segue a panorâmica da crise da família, que na realidade, segundo Di Segni, nada mais é que a "transformação" de um "sistema baseado na família desde o início," em outro sistema "moderno" em que "a família patriarcal tornou-se família mononuclear; a taxa de fecundidade feminina foi reduzida para 1, 3%; as mulheres dão dão à luz depois dos 30 anos e há mais casamentos, mas, na melhor das hipóteses, convivências".
Uma crise da familia que levou a uma crise econômica, portanto, e uma crise econômica que "colocou sob pressão o casal e o mesmo amor conjugal", como observado por Mons. Leuzzi, capelão da Câmara dos Deputados.
"A lei econômica tomou a precedência sobre toda a vida da sociedade se tornou ‘alma’, deixando sua identidade de "corpo", de algo que é instrumental." "Se queremos recolocar a economia de volta no seu verdadeiro papel - disse Mons. Leuzzi, na conclusão da conferência -. Se queremos superar a idéia de que a sociedade só cresce se produz mais, devemos recuperar o amor conjugal, primeira comunidade onde o homem aprende não só a produzir, mas a construir".
[Tradução TS]

Santa Sé


A Igreja americana é ameaçada pelo "secularismo radical"
Bento XVI recebe os Bispos americanos em visita "ad limina apostolorum"
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – A maior ameaça para a Igreja norte americana vem do secularismo radical. Afirmou o Santo Padre nesta manhã durante a visita ad limina apostolorum dos Bispos Americanos, recebidos na Sala do Consistório.
 ***
Depois de receber vários Bispos individualmente, durante esta semana, o Santo Padre se dirigiu a eles hoje coletivamente, recordando sua visita pastoral nos Estados Unidos como “oportunidade para refletir sobre a experiência histórica da liberdade religiosa na America e, especificamente, a relação entre religião e cultura”.
No coração de cada cultura existe um consenso de fundo sobre “a natureza da realidade e do bem moral, ou seja, sobre as condições para a prosperidade humana”. Nos Estados Unidos este consenso se fundamenta “não apenas através da fé, mas representa um compromisso em relação a alguns princípios derivados da natureza e da natureza de Deus”.
Hoje em dia, este consenso é seriamente ameaçado pelas “novas correntes culturais que não apenas se opõe diretamente aos ensinamentos basilares da tradição judaica-cristã, mas de fato, são sempre mais hostis a Cristandade”.
Bento XVI explicou que muitas tendências culturais atuais “contém elementos que poderiam reduzir a proclamação desta verdade, coagindo para limites de uma racionalidade puramente científica ou suprimindo em nome do poder político ou de um princípio da maioria”.
Isso representa uma ameaça não apenas para a fé cristã, mas também para a “verdade profunda do nosso ser e da nossa vocação última, a nossa relação com Deus”.
“Quando uma cultura tenta suprimir a dimensão do mistério último – prosseguiu o Santo Padre – fechando a porta para a verdade transcendente, se torna inevitavelmente empobrecida e vítima, como intuiu João Paulo II, a uma leitura reducionista e totalitarista do ser humano e da natureza da sociedade”.
A tradição católica, contudo, não é movida pela “fé cega”, mas confia igualmente na razão; com “o compromisso de construir uma sociedade autenticamente justa, humana e próspera para nossa segurança definitiva”.
A defesa da Igreja - e da lei natural que essa promove – não representa, uma “constrição”, em relação a uma “libertação” é uma “base para construir um futuro seguro”, através “de uma linguagem que permite compreendermos a nós mesmos e, a verdade do nosso ser, formando assim um mundo mais justo e humano”.
A legitima separação entre Igreja e Estado “não deve fornecer um álibi para exigir da igreja “silêncio sobre algumas questões”, nem que o Estado possa renunciar ao compromisso “em relação  às vozes dos fiéis comprometidos na determinação de valores que formam o futuro da nação”.
A comunidade católica americana deve perceber “a grave ameaça” que chega do “secularismo radical”, em detrimento da “mais cara liberdade americana, a liberdade de religião”, prosseguiu Bento XVI.
Entre as maiores ameaças expostas pelos Bispos durante esta semana ao Santo Padre, aparecem as negociações do “direito a obediência da consciência” sobre o aborto e outros temas eticamente delicados, sem esquecer a “tentativa de “redução da liberdade religiosa à simples liberdade de culto, sem garantias de respeito a liberdade de consciência”.
O Pontífice expressou a necessidade de leigos católicos “comprometidos, articulados e bem formados”, em condições de manter um “forte senso critico no confronto da cultura dominante”, particularmente contra a idéia de um “laicismo redutivo”.
O agradecimento final do Papa aos bispos americanos foi pelo compromisso de “manter contato com os católicos comprometidos com a vida política e em ajudá-los a compreender a responsabilidade pessoal em oferecer um testemunho público de sua fé, sobretudo no que diz respeito às grandes questões morais do nosso tempo: o respeito pela vida doada por Deus, a tutela da dignidade humana e a promoção de direitos humanos autênticos”.

Unidade dos Cristãos: Dom de Deus, não uma conquista própria
Bento XVI recebe uma delegação ecumênica da Finlândia
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012(ZENIT.org)- O Papa Bento XVI recebeu hoje uma Delegação Ecumênica da Igreja Luterana da Finlândia; uma vez ao ano é realizada uma peregrinação ecumênica a Roma, pela celebração da Festa de Santo Henrique, padroeiro do país.
***
Bento XVI,  ao acolher os Bispos da Finlândia, recordou a celebração de Santo Henrique e expressou gratidão pela “ação do Espírito Santo, informando e transformando a vida daqueles que nos deixam um modelo exemplar de fidelidade a Cristo e ao Evangelho”.
A visita anual de uma delegação ecumênica prova que a comunhão entre os Cristãos cresce; “é meu desejo que esta comunhão continue crescendo, produzindo ricos frutos entre os Católicos, Luteranos e todos os outros Cristãos em vossa pátria amada”, afirmou o Pontífice.
O Papa  expressou a necessidade de um progresso nos assuntos pelos quais os Cristãos se encontram divididos, e recordou que o “aprofundamento da amizade e o testemunho comun de Jesus Cristo” para o mundo de hoje que “ anseia em ouvir a mensagem de salvação”, deve acelerar este processo.
Sobre as recentes divergencias éticas entre os Cristãos, Bento XVI falou da necessidade de se chegar a um acordo profundo no que diz respeito a antropologia, “ que poderá ajudar a sociedade e os políticos a tomarem decisões sábias e justas nas importantes questões sobre a vida humana, a família e a sexualidade”.
Citando a liturgia de hoje, que fala da paciência dos que creem como Abraão (Heb 6,15), Bento XVI  falou da espera confiante pela unidade dos Cristãos “não em um espírito de impotência ou passividade, mas com profunda confiança de que a unidade entre todos os Cristãos em uma  Igreja, é verdadeiramente um dom de Deus e não uma conquista própria.”
“Agradeçamos a Deus por tudo o que Ele nos concedeu até agora e rezemos para que Ele possa  nos encher com o Espírito da verdade a nos guiar sempre mais para o amor  e a unidade. Sobre vós e todos os seus concidadãos, invoco abundantes bençãos de Deus”, concluiu o Santo Padre.
Maria Emília Marega

Mundo


Primeiro ano do ordinariato de Nossa Senhora de Walsingham
Centenas de anglicanos e católicos celebram, mesmo reconhecendo as dificuldades
LONDRES, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- O primeiro ano do ordinariato estabelecido pela primeira vez para as comunidades anglicanas em busca da plena comunhão com Roma se caracterizou por ser "alegre e grato", segundo o líder do grupo. Mas há também mal-entendidos a serem abordados, reconheceu ele.
O último domingo marcou o primeiro aniversário da criação do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham. Em 15 de janeiro de 2011, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou um decreto que estabeleceu formalmente um ordinariato pessoal na Inglaterra e Gales para os grupos de anglicanos e seu clero que desejassem entrar em plena comunhão com a Igreja católica.
Segundo o site do ordinariato, cerca de 500 católicos e anglicanos se reuniram para comemorar o aniversário com solenes vésperas e uma procissão do Santíssimo Sacramento, seguida pela bênção na igreja de Santiago de Londres.
A liturgia foi celebrada em ação de graças pela decisão do papa de permitir aos anglicanos que desejam entrar na Igreja Católica a conservação das suas orações e liturgia tradicionais.
Durante o sermão, o ordinário Dom Keith Newton afirmou: "Nesta noite, temos muito a comemorar e a agradecer. Pelos dons e riquezas espirituais do anglicanismo, que nutre a nossa fé. Pelo calor das boas-vindas e pelo apoio que recebemos de muitos católicos. Pela visão, amor e fé do nosso santo padre, o papa Bento XVI".
Dom Newton também publicou uma carta pastoral por ocasião do aniversario. "Um ano não é muito tempo na vida de nenhuma instituição, em particular na Igreja católica, mas, como é um momento tão histórico, não devemos deixá-lo passar sem fazer uma reflexão".
"Dou graças a Deus pela coragem e fé de vocês, às vezes com custo pessoal", comentou o bispo, ao refletir sobre a transição no último ano. Também agradeceu às congregações católicas e às pessoas que deram seu apoio durante o primeiro ano de existência do ordinariato.
"Houve, certamente, decepções e contratempos no caminho, mas eles foram superados pelo calor do acolhimento e pela consciência de estarmos em comunhão com a sede de Pedro e com inumeráveis pessoas ao redor do mundo", continuou.
Profético
Dom Newton reconheceu que houve alguns mal-entendidos, em parte porque muitos católicos não tiveram contato de primeira mão com o ordinariato nem com os seus membros. "Depende de todos nós ajudar as pessoas a entender, e a tornar realidade, a visão que o papa Bento XVI colocou diante de nós: que o ordinariato deve ser ‘um gesto profético’, para contribuir com o objetivo mais amplo da unidade visível entre a Igreja católica e a comunhão anglicana", exortou.
O ordinário também anunciou que mais gente se unirá ao ordinariato neste ano. Disse que vários grupos entrarão nesta semana santa e que também haverá ordenações sacerdotais durante o tempo de Pentecostes.
"Fazemos parte de um momento histórico na Igreja. Cada um de nós tem um papel importante a desempenhar, para atingirmos as possibilidades e as oportunidades que este ano colocou diante de nós, recordando que nada se conseguirá sem a oração e sem a santidade de vida", concluiu Dom Newton.

"O Concílio Vaticano II, vinculativo para a Igreja hoje"
Lectio magistralis do Profº Johannes Grohe na festa de São Tomás de Aquino
ROMA, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - "O Concílio Vaticano II é, e deve continuar sendo para a Igreja Católica, uma expressão do magistério solene e supremo do nosso tempo". É o que foi dito na manhã do dia 17 de Janeiro pelo Rev. Profº Johannes Grohe, professor de História da Igreja, em sua palestra sobre o Concílio Vaticano II no contexto de todos os concílios ecumênicos, realizada por ocasião da festa de São Tomás de Aquino, patrono da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Santa Croce).
Ao mesmo tempo, deve ser assumida "a sua correspondente importância no diálogo ecumênico, ou seja, em qualquer união com outras Igrejas e comunidades cristãs separadas da Igreja Católica", continuou o professor. Entende-se, portanto, "que não se pode renunciar à necessidade de um recebimento desses textos fundamentais, como tampouco se pode renunciar a receber os outros concílios ecumênicos da Igreja do passado".
Não há dúvida, prosseguiu o estudioso, de que ao longo de dois milênios de concílios ecumênicos, o Vaticano II representa um evento de "importância epocal", "fundamental para a vida da Igreja de hoje", na qual ele deixou "marcas profundas".
Em seu discurso, Grohe também fez menção aos que "põem em dúvida a própria natureza ecumênica do Vaticano II", oferecendo uma gama de referências teológicas e históricas e apresentando estudos que refutam esses questionamentos, destacando a equivocada abordagem metodológica de certos autores.
Mesmo aqueles que desde o início desafiaram a "autoridade" do Sínodo Vaticano, como, por exemplo, "alguns expoentes da minoria conciliar" (Lefebvre e seus seguidores), e portanto contestaram o "carácter vinculativo dos documentos conciliares", acabam salvaguardando por outro lado "o aspecto ecumênico do concílio", colocando-o "na mesma linha dos 20 concílios anteriores".
Deve ser claramente entendido que o concílio aberto em 11 de outubro de 1962 pelo papa João XXIII "não definiu novos dogmas", mas propôs, "com autoridade suprema para toda a comunidade cristã, a doutrina tradicional de modo novo e com uma atitude pastoral nova". Todos os seus decretos têm, portanto, um "valor universal" e "são vinculativos, devendo ser aceitos também por aqueles que desejam entrar em comunhão com a Igreja Católica".
Grohe é diretor da revista Annuarium Historiae Conciliorum (http://ahc.pusc.it/), fundada em 1968 por Walter Brandmüller e Remigius Baümer. Este seu pronunciamento se encaixa no debate do 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e em preparação para o Ano da Fé proclamado pelo Santo Padre Bento XVI, que vai começar justamente na data do aniversário de abertura do concílio.
A Faculdade de Teologia organizou também para os próximos dias 12 e 13 de março um círculo de estudos sobre o tema Palavra e Testemunho na Comunicação da Fé. A releitura de um binômio crítico à luz do Concílio Vaticano II (http://www.pusc.it/teo/conv2012), a fim de analisar a questão da relação entre o testemunho e a palavra no contexto religioso e social do mundo de hoje.
Este ano marca ainda o vigésimo quinto aniversário da revista internacional da faculdade, Annales Theologici(http://www.annalestheologici.it), um semestral catalogado em mais de 300 bibliotecas de todo o mundo e que teve como autores, entre outros, os cardeais Angelo Amato e Dionigi Tettamanzi, Pierpaolo Donati, Cornelio Fabro, Fernando Ocáriz, Vittorio Possenti, Pedro Rodriguez, Martin Rhonheimer e Anton Ziegenaus.

Apresentado na Lateranense o comentário ao Código de Direito Canônico
Monsenhor Dal Covolo: "Não há conflito entre o aspecto jurídico e pastoral"
ROMA, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – A pastoral da Igreja, guiada pelo Papa e pelos bispos é a dimensão correta da justiça em uma era de forte relativismo. A dimensão jurídica e aquela pastoral estão inseparavelmente unidas na Igreja e, portanto, o volume com o comentário jurídico pastoral do Código de Direito Canônico torna-se uma ferramenta importante para evitar procedimentos relativistas e uma interpretação puramente subjetiva das normas canónicas.
Estes são, em resumo, alguns dos conceitos expressos na apresentação da terceira edição do Comentário jurídico-pastoral do Código de Direito Canônico, apresentado nesta terça-feira, 17 janeiro, na Sala Paulo VI da Pontifícia Universidade Lateranense em Roma.
O trabalho já tinha tido duas edições, em 1986 e 1996, assinado pelo seu autor, o saudoso monsenhor Luigi Chiappetta, enquanto que agora é reproposta esta edição, editada por uma equipe de renomados professores e especialistas do Direito Canônico: os professores Francesco Catozzella, Ariana Catta, Claudia Izzi e Luigi Sabbarese.
Depois dos cumprimentos do reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, dom Enrico dal Covolo, e do padre Pier Luigi Cabri, Diretor Editorial das EDB, apresentaram a obra o presidente emérito da Prefeitura para os Assuntos Económicos da Santa Sé, o cardeal Velasio de Paolis, e Luigi Sabbarese, um dos editores e professor ordinário da Faculdade de Direito Canônico da Pontifícia Universidade Urbaniana. O moderador do encontro foi o claretiano Manuel Jesus Arroba Conde, Presidente do Pontifício Instituto Utriusque Juris.
O reitor da Lateranense lembrou que "de uma forma coerente com o espírito do Concílio Vaticano II, do Código de Direito Canônico, promulgado pelo Beato Papa João Paulo II em 1983, destacou o caráter naturalmente jurídico de toda a experiência humana, e dos relacionamentos que se dão na comunidade eclesial".
"Na Igreja não há espaço para mentalidades e procedimentos relativistas- acrescentou - com a consequência inevitável de uma visão distorcida do direito e de uma interpretação meramente subjetiva das normas canónicas. Em um contexto cultural marcado pelo relativismo e pelo positivismo jurídico, a pastoral da Igreja, liderada pelo Papa e pelos bispos, é a dimensão correta para reconduzir a pessoa humana para o direito e a justiça".
Dal Covolo insistiu também sobre o risco de identificar o direito da Igreja unicamente com a atividade judicial. "Entre os dois aspectos, aquele jurídico e aquele pastoral - explicou o prelado- não há oposição, mas sim complementariedade. Direito e pastoral, portanto, constituem um “binômio inseparável” para o bem da Igreja e para a salus animarum, assim como o Santo Padre Bento XVI afirmou há quase um ano, no seu mais recente discurso ao Tribunal da Rota Romana.
O reitor da Lateranense  continuou citando um discurso de 1990 do beato João Paulo II: "Nâo é verdade que para ser mais pastoral o direito tenha que tornar-se menos jurídico [...]. A dimensão jurídica e aquela pastoral estão inseparavelmente unidas na Igreja, peregrina sobre esta terra. Antes de mais nada, há entre estas dimensões uma harmonia decorrente do objetivo comum: a Salvação das almas".
Dom Dal Covolo expressou a sua convicção de "que este Comentário ao código, que conserva justamente a assinatura de Mons. Chiappetta, realmente constitua uma mina de informações indispensáveis para estudantes, professores e profissionais do direito."
A nova edição continua a manter o tríplo perfil das edições anteriores que recolhem todos os cânones do Codex Juris Canonici: a legislação universal, o direito particular e complementar e a regulação pactual.
O atualização foi sobre a normativa complementar da Conferência Episcopal Italiana, mas também o novo cenário normativo, tendo em conta as alterações legislativas feitas em alguns cânones do Código, e também em consideração de ulterior e nova legislação acrescentada em alguns cânones do Código.
[Tradução TS]

Chegam as Web Wired Woman
Mulheres que redesenham o futuro com Curso em Comunicação e Novas Mídias
ROMA, quinta-feira, 19 de  janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Ouvimo-lo em todas partes: as mulheres são o melhor investimento para o futuro. O temos visto tanto nos países em via de desenvolvimento, onde as mulheres com micro-créditos são capazes de transformar a sorte de uma aldeia, como no Ocidente evoluido e instruido, onde sempre mais, a mulheres são os agentes mais importantes da mudança em âmbito educativo, voluntariado, industrial e político. Hoje, um exemplo importante de mudança feminina o encontramos no mundo cada vez mais extraordinário da web.
Onde? Não na Silicon Valley ou na Bangalore, mas em Roma, na cidade eterna, às vezes um pouco adormecida, e fato ainda mais notável, dentro da Igreja Católica. São as mulheres que responderam de uma forma mais concreta o Papa Bento XVI, que em muitas cartas e exortações apostólicas, e especialmente nas diretrizes para o próximo Sínodo dos Bispos de 2012, convida a Igreja a se abrir para as novas linguagens no mundo digital.
Sãs as WWW (Web Wired Women) do Instituto da Mulher do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum. Contactaram diretamente os gigantes do mundo digital: Google, Microsoft e Facebook e pediram-lhes para ajudá-las a formar um primeiro grupo de pessoas que saibam usar a web com um novo humanismo, capaz de conjugar tecnologia, empreendedorismo e valores humanos.
E para sua grande surpresa, os gigantes responderam com entusiasmo.
Google, Microsoft e Facebook precisam de Usuários responsáveis ​​para garantir que a web seja um meio útil para partilhar o conhecimento de uma maneira confiável e, ao mesmo tempo para permitir a cada ser humano poder acessar as oportunidades sociais e comerciais da rede, de modo transparente e ético.
Fortalecer-se no digital é de grandíssima importância estratégica se quisermos dialogar com o mundo global e estar presentes nos areópagos digitais para compartilhar idéias, fé, sentimentos, mudanças, esperanças, desafios.
E eis aqui que nasce o primeiro Curso Master em Comunicação e Novas Mídias, em colaboração com  Google. Será ministrado numa Universidade Pontifícia com a participação do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, com a intenção de formar os novos comunicadores de idéias e os futuros líderes empresariais no mundo digital. Comunicação e micro-empresa, estas são as palavras-chave do Master, porque hoje é cada vez mais importante tornar-se não só comunicadores, mas também empreendedores. No atual panorama econômico e na era da sociedade digital é importante incentivar os jovens para que, com uma adequada habilidade informática, tenham a possibilidade de criar empregos que ainda não existem, e todos aqueles que decidiram trabalhar na solidariedade social, secular ou religiosa, o façam com uma abordagem comunicativa, eficaz, multimídia e também empresarial. É claro que a importância da ética e da pessoa humana na sociedade digital são o coração do Master, que reconhece no relacionamento pessoal e na verdade sobre o Homem o fundamento de um novo Humanismo no mundo digital.
Mas eis aqui os verdadeiros protagonistas do Curso Master: os professores. Entre eles, há grandes especialistas do mundo da comunicação: Alberto Contri, presidente de Publicità e Progresso, Raffaele Barberio, fundador de Key4Biz, Marco Valerio Cervellini da Polizia Postale, e, claro, as grandes indústrias da informática. Google com um curso sobre start up e ética da Web realizado pelo especialista Diego Ciulli, Giorgia Abeltino e Laura Bononcini. Roberta Cocco, Diretor da Responsabilidade Social da Microsoft na Itália, com o curso sobre como gerenciar processos de negócios no marketing digital. Facebook terá como tarefa dar um curso de social media marketing, nenhum evento, nenhuma marca, nenhuma comunicação social pode deixar de lado o network mais famoso do mundo. Para a alfabetização informática  especialistas diretamente do W3C do Tim Berners-Lee, como Orestes Signore e Raffaele Perego, que também darão um curso sobre tecnologia para pessoas com deficiência.
O Curso de Master também incide sobre a dimensão criativa do homem. Nem é preciso dizer que é inútil ser hábilíssimo com a Internet e não ter criatividade. É importante ser atraentes para atrair a atenção e aproveitar a riqueza e a novidade das novas linguagens digitais e das novas mídias. Vídeo-artistas como Silvia de Gennaro e Paolo Scoppola, diretores como Marcello Conte e especialistas da escrita criativa como Alessandro Lucchini terão a tarefa de estimular a imaginação e revelar-nos os segredos de uma comunicação que “tenha sucesso no cinema”.
Novidade absoluta para a Itália é o curso de "Captologia", disciplina fundada pela Stanford University pelo Professor BJFogg e no Curso de Master abordado pela primeira vez pela professora Maria Rita Parisi, psicoterapeuta, para refletir sobre a capacidade persuasiva e “captologica”das novas tecnologias já presentes em todas as esferas da atividade humana.
"Criar uma rede de pessoas que se esforcem por dar vida à novas realidades econômicas e sociais. Nós acreditamos num uso ético da rede, dirigido a ajudar o próximo” diz Francesca Fornari uma das fundadores da Wired Web Women.
"Esperamos encontrar mulheres que tenham o desejo de ensinar a outras mulheres o que temos aprendido e recebido e que de mulher para mulher com um espírito de solidariedade, se consiga chegar a cada ângulo da terra... este é o nosso objetivo, isto é ser uma Web Wired Woman” nos revela Giovanna Abbiati Fogliati, criadora do Curso de Master juntamente com Antonella Lancellotti.
O Master coloca à disposição 6 bolsas de estudo que serão atribuídas aos 5 candidatos considerados mais merecedores. Para enviar uma solicitação de bolsa de estudos: o prazo de inscrição para aqueles que desejam candidatar-se às bolsas de estudo é: 23 de março de 2012. Há também uma bolsa completa para o papel de tutor da sala de aula.
Os candidatos poderão enviar os seus CV, carta de apresentação e foto por e-mail para:
Istituto Superiore Studi sulla Donna (Instituto Superior de Estudos sobre a Mulher)
Via degli Aldobrandeschi, 190, Roma, Itália
Celular. 00 39. 3476564735
gabbiati@upra.org
 [Tradução TS]

A arte da comunidação no casal
Em Roma: curso da Associação Crescere in famiglia
ROMA, quinta-feira, 19 janeiro, 2012 (ZENIT.org) - Nós vivemos em uma época onde a comunicação entre os seres humanos parece ser muito mais fácil.
Com um telefone no bolso, pode-se ser localizado em qualquer lugar. Graças à Internet, basta apertar um botão do computador para entrar imediatamente em contato com pessoas de todo o mundo.
Muitas vezes, porém, numa abundância de comunicação, favorecida pelas novas tecnologias, contrapõe-se uma falta de comunicação pessoal na vida diária. Isso acontece às vezes, até mesmo dentro do casal.
Para refletir sobre esta questão e tentar oferecer sugestões para melhorar o diálogo, a Associação Crescere in Famiglia organizou um curso sobre comunicação no casal: A arte da comunicação ... estratégias para conquistar o amor, que ocorrerá em Roma, amanhã, sexta-feira 20 Janeiro de 2012.
Entre os tópicos a serem abordados: a escuta, as dificuldades da comunicação; gerenciar com sucesso o estresse e as crises; a arte da comunicação: intrumentos e estratégias.
Para obter informações sobre: ​​www.crescereinfamiglia.it
[Tradução TS]


Noticias dia 18/01


Espanha: Popieluzsko, a liberdade está entre nós
Pré-estreia do filme sobre o mártir polonês, em favor de Ajuda à Igreja que Sofre
MADRI, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Popieluzsko, a liberdade está entre nós, é o título do filme com pré-estreia beneficente em cinco cidades espanholas.
Visto por mais de 1,3 milhão de espectadores na Polônia, o filme conta a história real de um sacerdote mártir polonês, beatificado em 6 de junho de 2010, e de muitos católicos que arriscaram tudo pelas suas convicções e pelas suas aspirações de justiça e liberdade.
O padre Jerzy Popieluszko, beatificado por Bento XVI em 2010, nasceu em 14 de setembro de 1947 numa família humilde, de um lugarejo do nordeste da Polônia. Com precária saúde, resistiu à dura "reeducação socialista" obrigatória para todos os seminaristas durante os dois anos de serviço militar compulsório. Ele se tornou um líder espiritual e moral entre os companheiros seminaristas durante aqueles tempos.
Após a ordenação, em 1972, Popieluszko acompanhou os estudantes de medicina de Varsóvia como capelão e foi o padre responsável pelos agentes de saúde na diocese de Varsóvia. Era membro do Conselho Nacional para a Pastoral da Saúde. A partir de agosto de 1980, começou seu trabalho apostólico com os operários, acompanhando ativamente os trabalhadores do recém-criado sindicato operário católico Solidarnosc (Solidariedade) nos seus protestos.
Os operários da empresa siderúrgica mais importante de Varsóvia se uniram solidariamente aos estaleiros de Gandsk e pediram ao primaz Wyszynski um sacerdote que celebrasse a missa aos domingos para os operários presos. A pastoral foi confiada ao padre Popieluszko, então com 33 anos. Ele organizou catequeses para os operários, deu assistência nos processos penais contra os dirigentes do sindicato Solidariedade, garantiu a proteção aos seus filhos e às suas famílias e organizou para eles outros serviços. Sua casa era lugar de encontro e de reunião para os operários perseguidos e para as vítimas da repressão comunista.
A partir de janeiro de 1982, organizou as chamadas “Missas pela Pátria”, oferecendo em suas homilias indicações de ordem espiritual e moral em resposta aos problemas sociais, políticos e morais do momento. Oferecia uma resposta de fé diante das injustiças, das torturas e da violação dos direitos humanos fundamentais, diante do ateísmo e da imoralidade que tinham sido impostos, diante da submissão e da violência que o povo sofria. Tornava-se, assim, um dos líderes espirituais e morais mais representativos da resistência da Polônia ao comunismo.
O padre Popieluszko foi brutalmente assassinado no dia 30 de outubro de 1984. Ao seu enterro compareceram o primaz da Polônia, numerosos bispos, mais de mil sacerdotes, diplomatas e mais de trezentos mil compatriotas, entre eles Lech Walesa e os representantes do Solidariedade, declarado ilegal, vindos de toda a Polônia.
As cidades de Barcelona, Toledo, Sevilha, Valência e Madri receberão nos próximos dias esta pré-estreia nacional de Popieluzsko, a liberdade está entre nós, que chegará às salas comerciais de toda a Espanha no dia 27 deste mês. A pré-estreia é organizada pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e por várias entidades das cidades que recebem o evento. Os espectadores que participarem da pré-estreia na Espanha colaboram para financiar projetos pastorais que a AIS realiza no estado indiano de Orissa.

Deus chora na Terra


Dois sacerdotes sequestrados no Sudão
Um bispo denuncia pressões sobre a população do Sul do Sudão
ROMA, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Crescem os temores pela segurança de dois sacerdotes do Sudão que foram sequestrados. São os sacerdotes Joseph Makwey, de 40 anos, e Sylvester Mogga, de 30, que foram sequestrados neste dia 15 de janeiro por pessoas que quebraram as portas do complexo paroquial e do presbitério.
De acordo com os vizinhos - citados pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) - os sequestradores chegaram na paróquia de Santa Josefina Bakhita, num enorme caminhão cheio de pessoas. Além de seqüestrar os sacerdotes, saquearam a propriedade e levaram eletrodomésticos e objetos de valor como computadores portáteis e outros equipamentos informáticos.
Ao relatar o incidente, que ocorreu na cidade de Rabaka, ao sul de Jartum, o bispo auxiliar de Jartum, Daniel Adwok Kur, declarou à AIS que se desconhece o paradeiro dos dois sacerdotes.
Dirindo-se ao local para avaliar a situação, o bispo Adwok afirmou: "Estamos preocupados com os dois sacerdotes. Um deles - o padre Sylvester – ainda que seja muito jovem está doente e precisa de ajuda médica". O bispo disse que a polícia havia sido notificada, mas que as investigações estão só começando.
Acrecentou que era ainda impossível "especular" sobre a identidade dos seqüestradores e seus motivos. No entanto, ao relatar um aumento de sequestros na região, dom Adwok disse que temia que os homens pudessem ser recrutados para lutar no meio do que é conhecido como um agravamento dos conflitos internos envolvendo o Sudão e o Sudão do sul.
O bispo disse: "Não é que a lei não possa ser implementada, ao que parece, este sequestro foi deliberado. Os sequestradores sabiam que estes homens eram sacerdotes.."
O bispo, que mora em Kosti, uma cidade perto de Rabaka no outro lado do Nilo Branco, disse que em todo o Sudão, os militantes estão intimidando as pessoas originárias do que é hoje o Sudão do Sul, pressionando-as a sair .
O bispo Adwok disse: "O seqüestro dos jovens assustou práticamente todo mundo aqui." Criticou o governo do Sudão por ignorar os sequestros e dizer que os sequestradores são "estrangeiros", que não podem ser controlados.
O bispo acrescentou: "As pessoas inocentes não estão aí para serem maltratadas e as autoridades estão chamadas a prestar contas do que está acontecendo." "Não é só em Kosti que isso está acontecendo. Mas também em Jartum."
(Tradução TS)

Mundo


Israel premia um centro de estudos judaico-cristãos da Igreja
O centro da Arquidiocese de Madri recebeu o prêmio Samuel Hadas
MADRI, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O Centro de Estudos Judaico-Cristãos, instituição da arquidiocese de Madri criada em 1972, recebeu da Embaixada de Israel na Espanha o prêmio ‘Samuel Hadas de Amizade Espanha-Israel’, um reconhecimento a entidades dedicadas a aproximar os dois países e as suas sociedades.
Em carta dirigida ao Centro de Estudos Judaico-Cristãos, o embaixador de Israel na Espanha, Alon Bar, manifesta: “Para mim é um motivo de especial satisfação a sua aceitação do prêmio 'Samuel Hadas de Amizade Espanha-Israel' e a sua participação na cerimônia de entrega”.
Com o tributo, a Embaixada “quis fazer um reconhecimento público às personalidades e instituições que, como o seu centro, vêm contribuindo para a aproximação entre os nossos países e sociedades e para o fortalecimento das relações bilaterais”.
Estes prêmios se contextualizam nas celebrações do 25º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a Espanha e Israel. O ato de entrega marcará o encerramento do ano de comemorações. O prêmio será entregue hoje, 18, em cerimônia na Real Casa de Correos de Madrid.
O Centro de Estudos Judaico-Cristãos, instituição herdeira da primeira Amizade Judaico-Cristã fundada na Espanha em 1962, pelas religiosas de Nossa Senhora e pela Comunidade Judia de Madri, considera uma honra este reconhecimento do seu trabalho na organização de simpósios hispano-israelenses desde 1974, bem como cursos anuais de temáticas judaico-cristãs, aulas de hebraico, viagens a Israel para divulgar a importância da terra de Israel para o povo judaico, entre outras iniciativas.
O Centro de Estudos, conforme acrescenta a nota enviada a ZENIT, “agradece a todos os seus colaboradores, sócios, amigos e professores de universidades que, durante mais de quarenta anos, prestaram generosamente a sua colaboração para o nosso projeto”. O Centro de Estudos Judaico-Cristãos, finaliza a nota, “está honrado por receber este prêmio que se une aos já recebidos anteriormente”.

Cursinho de Cristandade número mil na diocese de Córdoba
Em todo o mundo, só Porto Rico atingiu a mesma cifra
CÓRDOBA, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Mais de 500 pessoas participaram do encerramento do cursinho número mil do Movimento de Cursinhos de Cristandade.
Dom Demetrio Fernández, bispo de Córdoba, na Espanha, presidiu o ato acompanhado pelo reitor do movimento, Álvaro Martínez, além dos diretores espirituais Manuel Hinojosa e Manuel Montero e do consiliário Manuel Sánchez.
Depois da leitura do decreto que concede a indulgência plenária para todos os participantes no cursinho ou na missa de ação de graças a ser celebrada no próximo dia 22 de janeiro, na Santa Igreja Catedral, trinta e três pessoas que participaram no cursinho número mil deram seu depoimento à assembleia.
O bispo felicitou-os pelo aniversário e os encorajou a continuar praticando a sua vocação cristã vinculados ao movimento.
Mais de 33.000 pessoas participaram em Cursinhos de Cristandade em Córdoba, o que, segundo a diocese, “é motivo de felicidade, já que só em Porto Rico foi celebrado até hoje o cursinho número mil em todo o mundo”.

As "pedras de tropeço" de Roma
Artista alemão Gunter Demnig homenageia as vítimas do Holocausto
Britta Dörr
ROMA, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - "Uma pessoa só é esquecida quando o seu nome foi esquecido". Com estas palavras, o artista alemão Gunter Demnig ​​explica o seu projeto Stolpersteine, ou “Pedras de Tropeço”.
Após as duas primeiras edições romanas (2010 e 2011), Demnig instalou neste ano mais 72 “pedras de tropeço” na capital italiana, ou monumentos artísticos para homenagear as vítimas do nazismo. São pequenas placas de metal fixadas em paralelepípedos das calçadas de Roma, que trazem o nome, o ano de nascimento, o ano de deportação e o destino, se conhecido, da pessoa que foi deportada.
A pedra com a placa é inserida na pavimentação da calçada em frente à última residência escolhida livremente pela pessoa deportada.
No histórico do projeto, lançado pelo artista em 1993, foram instalados cerca de 32.000 desses “obstáculos”em aproximadamente 700 localidades. Demnig teve a idéia do projeto quando percebeu a grande ignorância que persiste a respeito da perseguição e da deportação de judeus, refugiados políticos, homossexuais e vítimas da eutanásia do nacional-socialismo.
Com seu trabalho, o artista pretende mostrar sinais visíveis que também façam parte da vida cotidiana e da paisagem urbana. Por esta razão ele escolheu o formato dos paralelepípedos comuns (10 cm x 10 cm), que podem ser facilmente incorporados a qualquer tipo de pavimento na capital italiana. A memória dos deportados, assim, não se limita ao seu dia rememorativo, mas se torna parte integrante do presente e do futuro.
Os lugares onde as “pedras de tropeço” foram colocadas em Roma são listados no site www.memoriedinciampo.it. O site também oferece filmes e material fotográfico, textos de acompanhamento, uma biografia do artista e uma resenha de imprensa.
Sete áreas de Roma participam da iniciativa este ano, entre elas o Centro Histórico. O projeto Memórias de Tropeço em Roma é apoiado pela Associação Nacional de Ex-Deportados, pela Associação Nacional de Ex-Internados, pelo Centro de Documentação Judaica Contemporânea, pela Federação das Amizades Judaico-Cristãs Italianas e pelo Museu Histórico da Libertação.
A iniciativa tem o apoio do Presidente da República da Itália, da União das Comunidades Judaicas Italianas, da Comunidade Judaica de Roma e da Embaixada da República Federal da Alemanha na Itália, e é realizada com o patrocínio da Comunidade Judaica de Roma e da Comunidade de Santa Maria ai Monti.
O comitê científico do projeto é presidido por Adachiara Zevi e composto pelos historiadores Anna Maria Casavola, Annabella Gioia, Antonio Parisella, Liliana Picciotto, Micaela Procaccia e Michele Sarfatti.
Em 9 de janeiro, durante a inauguração da edição 2012, foi homensageado o padre Pietro Pappagallo, que escondeu várias pessoas procuradas pelos nazistas e foi traído por uma alemã. Ele foi preso em 1944 e condenado à morte. Um paralelepípedo na Via Urbana, 2, relembra o sacerdote.
Todos os obstáculos são obras comissionadas. Neste caso, a pedra foi comissionada pelo atual pároco da igreja de Santa Maria ai Monti, pe. Francesco Pesce, para celebrar a memória do pe. Pappagallo, que escondeu especialmente crianças na sua igreja, junto com outras vítimas da fúria nazista.
As stolpersteine ​​convidam a meditar e a refletir. Lidar com datas e acontecimentos históricos na literatura é uma coisa, mas descobrir uma inesperada “pedra de tropeço”, começar a ler a sua inscrição e ver a casa onde a pessoa em questão viveu ou trabalhou, é outra bem diferente. Deixa mais claro que se está diante do destino humano, de um ser humano com nome, um lar, uma família e uma história. Fatos e números cruéis adquirem um rosto e se tornam tangíveis. Descobre-se que o horror não poupou a cidade, o bairro, a rua, mas que numa realidade triste também houve pessoas que tiveram a coragem de arriscar a vida por se oporem ao horror.
As stolpersteine ​​são monumentos que não só conectam o passado ao presente, mas também fazem refletir sobre o presente e o futuro e lembram que, criado à imagem e semelhança de Deus, o homem possui direitos inalienáveis concedidos pelo Criador. A dignidade humana é inviolável.
Há poucos dias, em Santa Maria in Monticello, pessoas desconhecidas removeram e substituíram por pedras normais três das “pedras de tropeço” dedicadas à memória das três irmãs Spizzichino, Graziella, Letizia e Elvira, vítimas do Holocausto.
Se os autores do ato, condenado como "ultrajante" e "vergonhoso", pensam que podem apagar assim a memória dessas três pessoas, desses três destinos, desses três crimes, eles estão enganados. A memória de um ser humano não está ligada à sua materialidade visível, mas vive para sempre na nossa mente e no nosso coração.

Panamá: os bispos advertem do perigo de regressão autoritária
Reformas que conduzem a uma melhoria da democracia
PANAMÁ, quarta-feira 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Os bispos do Panamá, reunidos do 9 ao 13 de Janeiro, fizeram público uma mensagem, ao final da sua 193 Assembléia ordinária, na qual afirmam que o povo do Panamá exige reformas que conduzam a "uma melhoria da democracia," ante o perigo de "regressão autoritária, mesmo através da via eleitoral."
Encorajados pelos resultados de Aparecida e pelos chamados do Santo Padre, a Igreja do Panamá, afirmam os bispos em sua mensagem, está "levando adiante um processo de conversão pessoal e pastoral, a fim de conseguir a renovação que exige a personificação da mensagem de Jesus Cristo nas realidades deste mundo."
Por isso, do 13 ao 16 de janeiro, realizou-se a II Assembléia Nacional de Pastoral, para, à luz da fé em Cristo, enfrentar os desafios da situação religiosa, social, política, econômica e cultural do país e dar razão da própria esperança.
Tal assembléia, na opinião dos bispos foi "um momento de graça que nos convida à humildade, à conversão, à reconciliação e à esperança."
"Embora seja verdade que o nosso país esteja passando por significativos processos democráticos e econômicos – advertem os bispos -, ainda não possui um rumo certo e muito menos está a salvo de um cenário de regressão autoritária, mesmo pela via eleitoral".
Diante deste panorama, acrescentam, que "suscita temor pela nossa democracia, é necessário realizar esforços permanentes para conseguir consensos e reorientar a forma de entender e fazer política,  de tal modo que respeite a dignidade da pessoa, seus direitos e obrigações e possa responder às exigências do novo cenário nacional e internacional”.
De acordo com os pastores, "é urgente envolver todos os panamenhos na geração e distribuição da riqueza; modernizar a nossa educação; tornar nossa democracia mais participativa; fortalecer a família ‘santuário da vida, casa e escola de comunhão, formadora de pessoas e promotora de justiça’"
Também dizem que é necessário "garantir a separação e independência dos poderes do Estado, incentivando ao mesmo tempo uma corresponsável descentralização do mesmo; deixar de lado os interesses partidários, sindicais e de classe em favor do bem comum; promover a transparência e a prestação de contas , tanto no âmbito público quanto no privado; cuidar nosso patrimônio histórico, cultural e ambiental; colocar os meios de comunicação social a serviço de uma cultura de paz por meio da promoção da verdade e da justiça".
Esta tarefa, segundo os bispos, "envolve significativos ajustes e sacrifício e só se fará realidade com a vontade individual e política de todos os panamenhos, conciliando a liberdade com a responsabilidade, a autoridade pública com a legítima autonomia e participação de grupos, a soberania nacional com respeito aos acordos internacionais assinados pela República do Panamá."
Portanto, fazem uma chamada "para os órgãos responsáveis ​​para que acolham os resultados que a Comissão Nacional de Reformas Eleitorais tem desenvolvido com a cooperação e o consenso das forças políticas e cívicas".
De acordo com os bispos do Panamá "foi um trabalho longo e honesto, no qual  participamos por meio da Comissão Justiça e Paz, e acreditamos que esse consenso exprime a vontade soberana de um povo que quer melhorar a sua democracia."
"A Igreja, concluem os bispos, não deixou e não vai deixar de se preocupar com o bem comum e, especialmente, pela defesa dos princípios éticos não-negociáveis e, por isso, fazemos um chamado aos homens e mulheres de boa vontade para agirem de tal modo que sejam fermento na sociedade, para alcançar um consenso moral que faça possível a construção de um Panama mais justo, equitativo e solidário."
[Tradução TS]

Espanha: pedem ao novo governo para substituir matéria polêmica
Acusam a Educaçao para a Cidadania de impor uma ideologia
MADRID, quarta-feira 18 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- No encontro com o novo ministro da Educação da Espanha José Ignacio Wert com os conselheiros da Educação de todas as comunidades autônomas, pais objetores de consciência, representados pela associação Profissionais pela Ética, pedem uma reforma urgente para substituir a matéria "Educação para a Cidadania", considerada um instrumento de doutrinação ideológica, por outra, com conteúdo baseado em valores constitucionais e no conhecimento das instituições espanholas e européias.
A Lei de Qualidade da Educação (LOE), de 2006, afirma a associação Profissionais pela Ética, será lembrada "por ter causado a inacabada polêmica sobre a imposição do conjunto de Matérias denominadas Educação para a Cidadania (EPC)."
Na véspera da primeira reunião educativa que celebrará nesta quinta-feira o novo ministro de Educação, José Ignacio Wert, com os conselheiros da Educação de todas as comunidades autônomas para desenhar as linhas gerais da reforma educativa, Profissionais pela Ética lembra quatro razões pelas quais a EPC deve ser urgentemente revogada.
Em primeiro lugar, a associação diz, "Diante da imposição destas matérias surgiram mais de 54 mil objeções de consciência e se abriram quase três mil processos judiciais; e ainda se encontra pendente de decisão a demanda (apresentada por quase quatrocentos pais) em Estrasburgo e os recursos de amparo perante o Tribunal Constitucional".
O conflito – acrescenta a associação -  demonstra que a EPC, assim como tem sido desenvolvida na Espanha, “visa moldar a mentalidade e os comportamentos das crianças segundo uma moral de Estado que não é neutra. A formação da ética pessoal, a reconstrução dos valores, a construção de uma consciência moral, a transmissão de uma ética comum e a ideologia de gênero constituem o núcleo deste conjunto de matérias".
Profissionais pela Ética lembra que o Partido Popular, vencedor das recentes eleições e agora no governo", comprometeu-se no seu programa eleitoral a substituir a EPC por outra matéria cujo conteúdo está baseado nos valores constitucionais e no conhecimento das instituições espanholas e européias".
Finalmente, a associação diz que "numa sociedade democrática e pluralista o Estado deve ter um papel de neutralidade. Os únicos princípios éticos exigíveis aos cidadãos por parte do governo são aqueles que estão representados pela Constituição, como lei suprema que estabelece as bases essenciais de convivência numa comunidade política ".
Para Jaime Urcelay, presidente de Profissionais pela Ética, o novo governo tem diante de si "o grande desafio de devolver a responsabilidade da educação para a sociedade."
"O Estado - garante – pode participar na educação para proporcionar os recursos para que a instrução esteja ao alcance de todos, com critérios de equidade, e assegurar níveis adequados de qualidade no sistema educativo para não conformar a ética das pessoas segundo a ideologia do Governo vigente".
A liberdade de educação na Espanha, de acordo com Urcelay, é uma matéria pendente na qual é necessário avançar.
Para mais informações: www.profesionalesetica.org.
[Tradução TS]

Crônicas romanas


Deveria se chamar "Amigo da Verdade"
"L`Osservatore Romano", herói contra o totalitarismo
ROMA, quarta-feira, 18 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Deveria se chamar “Amigo da verdade”. Opôs-se ao Nazismo e ao Comunismo. Em defesa do Papa e dos pobres desafiou os ditadores de todas as partes do mundo. O seu lema declara “Non praevalebunt”. O Papa Paulo VI indicou-o como “uma luz  alimentada pela sede de Pedro”.  Acaba de festejar seus 150 anos, e Bento XVI falou sobre “uma longa e grande história”.
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Estamos falando do “L´Osservatore Romano”, popularmente conhecido como “o jornal do Papa”. Nascido em tempo difíceis em 1861, quando parecia que a Santa Sé deveria ser exterminada, cresceu muito e hoje é publicado em oito línguas, dentre elas o malayalam publicado na Índia.
No Brasil, existe uma rua dedicada a “L`osservatore Romano”, no bairro Jardim Carlos Lourenço, em Campinas, São Paulo.
Foi fundado pelo advogado Nicola Zanchini e o jornalista Giuseppe Bastia, depois do parecer favorável do Papa Pio IX à publicação.
 No ato de sua fundação foi escrito que o objetivo do “L`Osservatore Romano” era “desmascarar e rebater as calúnias lançadas contra o Pontificado Romano”, de “recordar os princípios da religião católica e aqueles da justiça e do direito, como fundamento para toda a vida civil ordinária” e de “estimular e promover a veneração do Sumo Pontífice”.
No que se refere ao nascimento da nação italiana e das ciências, “L´Osservatore Romano”, se propôs “a instruir sobre os deveres em relação à Pátria” e de “coletar e ilustrar como as artes, letras e ciências devem ser relatadas ao público e, especialmente as invenções e aplicações relacionadas.”
No curso de sua história gloriosa “L`Osservatore Romano” se destacou pela oposição a qualquer forma de totalitarismo e pela defesa da liberdade e da dignidade das pessoas.
Nos anos trinta, quando na Itália vigorava a ditadura fascista, no livro de memórias de Francis Charles-Roux, embaixador da França junto a Santa Sé, diz que o “L`Osservatore Romano” é o único jornal na Itália que não obedecia às disposições do governo e do partido fascista”.
“A sua independência em relação ao governo – acrescentou o diplomata francês – aumentou sua tiragem para um número maior do que o normal”. Naquele período o jornal do Papa vendia cerca de 60.000 cópias com picos de venda de 100.000. Um número enorme para a época.
A difusão do “L`Osseravtore Romano” deixou a milícia fascista furiosa, a ponto de maltratar alguns compradores, e queimar ou fazer desaparecer pacotes inteiros do jornal.
Sobre isso, na Assembléia Constituinte do dia 20 de março de 1947, o notável jornalista, jurista, escritor e político italiano Piero Calamandrei sustentou que “nos anos de maior opressão, percebemos que o único jornal no qual podíamos ainda encontrar algum sinal de liberdade, da nossa liberdade, da liberdade comum a todos os homens era o “L`Osservatore Romano”.
“Quando começaram as perseguições raciais – acrescentou Calamadrei – a Igreja se declarou contra os perseguidores e em defesa dos oprimidos; porque quando os alemães procuravam nossos afilhados para torturá-los e fuzilar-los, independentemente do partido, procuravam refúgio nos canonicatos e nos conventos; pois encontravam padres dispostos a ofertar-se como refém para salvar a população de uma cidade e resgatar com seu próprio sacrifício a vida de todos”.
Entre os milhares de atos heróicos realizados por católicos, emerge aquele do então diretor do “L`Osservatore Romano”, Giuseppe Dalla Torre, que obedecendo a indicações do servo de Deus Pio XII, no dia 29 de outubro de 1943 , cuidou e enviou ao Seminário Lombardo de Roma, os hebreus Giovanni Astrologo, com o pai e quatro tios.
Foram perseguidos e procurados pelos nazistas. Dalla Torre confiou-os ao Monsenhor Francesco Bertoglio, Reitor do seminário que em 29 de junho de 2012, recebeu o reconhecimento pelo Yad Vashem como “Justo entre as Nações”.
Dia 24 de setembro de 1936, em uma intervenção no segundo congresso dos jornalistas católicos, o Cardeal Eugenio Pacelli, disse sobre o “L`Osservatore Romano”: “Por quinze décadas é o austero arauto da voz e das decisões de Pedro e curador dos seus direitos mais sagrados.” E quando Pacelli se tornou Papa Pio XII descreveu-o como “fiel e querido”.
Segundo o beato Pontífice João XIII, o “L`Osservatore Romano” é “o arauto cotidiano, o instrumento, a voz mais segura pela qual os pensamentos do Papa são transmitidos cotidianamente e tem sua autenticidade garantida, desde Roma, até os lugares mais extremos do mundo”.
Na introdução do fascículo especial, publicado por ocasião do aniversário de 150 anos, Bento XVI disse que “L`Osservatore Romano” sabe expressar “a cordial amizade da Santa Sé pela humanidade do nosso tempo, em defesa do ser humano criado a imagem e semelhança de Deus e redimido por Cristo”.
Por Antonio Gaspari
(Tradução:MEM)

Audiência de quarta-feira


O desejo de unidade que anima os cristãos
A catequese de Bento XVI dá inicio a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012(ZENIT.org) A Audiência Geral de hoje, inaugura a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que este ano tem como tema “Todos seremos transformados pela Vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor (1Cor 15, 51-58).
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Bento XVI iniciou sua catequese explicando que a Semana de Oração é celebrada todos os anos, pelos cristãos de todas as Igrejas e Comunidades eclesiais, para evocar o “extraordinário dom” pelo qual Jesus Cristo mesmo pede durante a Última Ceia : “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. (João 17:21).
Este costume, recordou o Santo Padre, teve inicio em 1908 pelo anglicano Paul Wilson, fundador de uma comunidade, e posteriormente integrada pela Igreja de Roma. A iniciativa foi abençoada  pelo papa Pio X, enquanto seu sucessor, Bento XV, em 1916, promoveu a celebração com o Breve Romanorum Pontificorum.
Este empenho espiritual que se inicia hoje “aumenta a nossa consciência sobre o fato de que a unidade que queremos não poderá acontecer somente por nossos esforços, mas será, sobretudo, um dom recebido do alto, algo para invocarmos sempre”, acrescentou Bento XVI.
Os subsídios para a Semana de Oração deste ano foram propostos por representantes católicos e pelo Conselho Ecumênico Polonês. A documentação foi revisada por um comitê composto por membros do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas.
Este trabalho realizado “em conjunto, em duas etapas” – comentou o Santo Padre – “é um sinal do desejo pela unidade que anima os cristãos e da consciência que a oração é a primeira via para alcançar a plena comunhão, porque unidos em direção ao Senhor, andamos em direção a unidade.”
O tema central sobre o poder transformador da fé de Cristo foi escolhido “particularmente à luz da importância desta para a nossa oração em favor da unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo”. Esta reflexão foi inspirada pelas palavras de São Paulo que em Coríntios recorda a vitoria de Cristo sobre o pecado e a morte.
A escolha do grupo ecumênico polonês foi feita devido à “história particular” da Polônia, país que “conheceu períodos de convivência democrática e liberdade religiosa, como no século XVI”, destacou o Papa.
A terra polonesa foi marcada nos últimos séculos “por invasões e derrotas, mas também pela constante luta contra a opressão e pela sede de liberdade”, observou Bento XVI. Isto levou o grupo ecumênico a aprofundar os conceitos de “vitória” e de “derrota”.
A vitória de Cristo, de fato, “não passa pelo poder e pela potência”. A sua vitória é “através do amor sofredor, por meio do serviço recíproco, da ajuda, da nova esperança e do conforto concreto doado aos últimos, aos esquecidos, aos excluídos”. Nós mesmos podemos participar desta vitória cristã “nos deixarmos transformar por Deus, se operamos uma conversão de nossas vidas”.
Para realizar a plena unidade dos cristãos, prosseguiu Bento XVI, “é necessário abri-se uns aos outros, acolhendo todos os elementos de unidade que Deus conservou para nós e sempre, novamente nos doa; é preciso sentir a urgência de testemunhar ao homem do nosso tempo o Deus vivente, que se fez conhecer em Cristo”.
A responsabilidade ecumênica, resgatado também pelo Concilio vaticano II, é “uma responsabilidade de toda a Igreja e de todos os batizados, que devem fazer crescer a comunhão parcial já existente entre os cristãos até a plena comunhão na verdade e na caridade”, lembrou o Santo Padre. É, dentre outros, um compromisso que não se limita à Semana de Oração, mas “deve se tornar parte integrante de nossas orações”.
A falta de unidade entre os cristãos observou o Pontífice, pode se tornar um grave obstáculo para o anúncio do Evangelho “ porque coloca em perigo nossa credibilidade”. No que diz respeito “às verdades fundamentais da fé, nos unimos mais do que nos dividimos, e prosseguiu, “as divisões restantes resguardam também a várias questões particulares e éticas”, e suscitam “confusão e desconfiança”.
E conclui citando o beato João Paulo II, “que em sua Encíclica Ut unum sint fala do dano causado ao testemunho cristão e ao anúncio do Evangelho de Jesus Cristo e dá uma resposta comum à sede espiritual dos nossos tempos”.
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Ao final, o Santo Padre dirigiu a seguinte saudação aos peregrinos de língua portuguesa:
Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!
Maria Emília Marega

Testemunho


O Fundamentalismo Ateu
Uma reflexão sobre o valor das religiões, por Ives Gandra Martins
SÃO PAULO, 18 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Oferecemos aos nossos leitores, um interessante artigo que nos enviou *Ives Gandra da Silva Martins, advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; uma reflexão sobre o valor das religiões.
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O FUNDAMENTALISMO ATEU
Voltávamos,Francisco Rezeke eu, de uma posse acadêmica em Belo Horizonte, quando ele utilizou a expressão “fundamentalismo ateu” para referir-se ao ataque orquestrado aos valores das grandes religiões que vivemos na atualidade.
Lembro-me de conversa telefônica que tive com o meu saudoso e querido amigo Octávio Frias, quando discutíamos um editorial que estava para ser publicado, sobre Encíclica do Papa João Paulo II, do qual discordava quanto a alguns temas. Argumentei que a Encíclica era destinada aos católicos e que quem não o era, não deveria se preocupar. Com sua inteligência, perspicácia e bom senso Frias manteve o editorial, mas acrescentou a observação de que o Papa, embora cuidando de temas universais, dirigia-se, fundamentalmente, aos que tinham a fé cristã.
Quando fui sustentar, pela CNBB, perante a Suprema Corte, a inconstitucionalidade da destruição de embriões para fins de pesquisa científica - pois são seres humanos, já que a vida começa na concepção -, antes da sustentação fui hostilizado, a pretexto de que a Igreja Católica seria contrária a Ciência e que iria falar de religião e não de Ciência e de Direito. Fui obrigado a começar a sustentação informando que a Academia de Ciências do Vaticano tinha, na ocasião, 29 Prêmios Nobel, enquanto o Brasil até hoje não tem nenhum, razão pela qual só falaria de Ciência e de Direito. Mostrei todo o apoio emprestado pela Academia às experiências com células tronco adultas, que estavam sendo bem sucedidas, enquanto havia um fracasso absoluto nas experiências com células tronco embrionárias. E, de lá para cá, o sucesso com as experiências, utilizando células tronco adultas, continua cada vez mais espetacular. Já as pesquisas com células embrionárias permanecem no seu estágio “embrionário”.
Trago estas reminiscências, de velho advogado provinciano, para demonstrar minha permanente surpresa com todos aqueles que, sem acreditarem em Deus, sentem necessidade de atacar permanentemente os que acreditam nos valores próprios das grandes religiões, que como diz Toynbee,em seu “Estudoda História”, terminaram por conformar as grandes civilizações. Por outro lado, Thomas E. Woods Jr., em seu livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental” demonstra que, além dos fantásticos avanços na Ciência realizados por sacerdotes cientistas, a Igreja ofereceu ao mundo moderno o seu maior instrumento de cultura e educação, ou seja, a Universidade.
Aos que direcionam esta guerra atéia contra aqueles que vivenciam a fé cristã e cumprem seu papel, nas mais variadas atividades, buscando a construção de um mundo melhor, creio que a expressão do ex-juiz da Corte de Haia é adequada. Só não se assemelham aos “fundamentalistas” do Próximo Oriente, porque não há terroristas entre eles.
Num Estado, o respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade é a prova de maturidade democrática, como, aliás, o constituinte colocou, no artigo 3º, inciso IV, da C.F, ao proibir qualquer espécie de discriminação.
*IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, é advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; acadêmico das: Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Academia Cristã de Letras e Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP; Professor Emérito das universidades Mackenzie, CIEE/O, ECEME e Superior de Guerra - ESG; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa da Universidade de Craiova (Romênia) e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal). 



Noticias dia 17/01

A pintura católica como escrita viva
Uma reflexão de Rodolfo Papa, Professor de História das Teorias Estéticas
Rodolfo Papa
ROMA, terça-feira, 17 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Uma reflexão do cardeal Gabriele Paleotti insere a pintura na espiritualidade católica e define o seu estatuto epistemológico dizendo que, "salvas as devidas proporções, uma pintura parece corresponder exatamente às coisas que enxergamos, tal como a leitura corresponde às coisas que ouvimos contar, e é por esta razão que os gregos a chamaram de zographia, ou seja, ‘escrita viva’, como sustentam alguns autores (Beda, De Templo Salomonis, 19,8)" (Gabriele Paleotti,Discurso sobre as imagens sagradas e profanas, 1582, Libreria Editrice Vaticana, Roma 2002, pág. 78).
Paleotti, por meio de uma semelhança entre a pintura e a leitura, destaca a mesma dinâmica psicológica e espiritual que ocorre na pintura e na leitura. A narração, de fato, nos apresenta as coisas vivas aos olhos da mente, porque é capaz de descrevê-las de modo que possamos reconhecê-las como verdadeiras. Da mesma forma acontece com a pintura, que, por sua vez, inverte a dinâmica do caminho do conhecimento, já que, na pintura, ao reconhecermos coisas "que costumamos ver", ou seja, com as quais estamos familiarizados, conhecemos aquilo que nunca vimos de fato, porque ocorreu em outro tempo e em outro lugar. A pintura, portanto, se torna zographia, "escrita viva", capaz de dizer a verdade através dos meios que lhe são próprios, especialmente mediante a verossimilhança, que faz com que a história fique viva e capaz de "deleitar, ensinar e mover as afeições de quem vier a contemplá-la".
Nesta perspectiva, nos tratados dos século XV e XVI, o assunto das ferramentas técnicas se torna crucial. A pintura precisa desenvolver sistemas de representação do espaço, da luz e das cores de modo sempre mais refinado, para ser capaz de avançar na verossimilhança e, portanto, para ser realmente zographia, "escrita viva".
Piero della Francesca, em seu tratado De prospectiva pingendi, escreve: "A pintura contém três partes principais, as quais chamamos de desenho, perspectiva e cor. [...] De ditas três partes, pretendo tratar apenas dacommensuratione, que denominamos perspectiva [...] Esta contém cinco partes: a primeira é o ver, que é o olho. [...] Porque é aquela em que se apresentam todas as coisas que foram vistas" (Piero della Francesca,De prospectiva pingendi, Ed. Le Lettere, Florença, 1984, págs. 63-65). Piero explora a perspectiva de uma base geométrica e matemática, a fim de fornecer uma ferramenta valiosa para a representação das realidades vistas, partindo daquilo que o olho vê. O objetivo do tratado é fornecer com base científica uma ferramenta adequada para melhorar a representação dos objetos no espaço, e, assim, progredir na verossimilhança.
Esta é a continuação do lento processo de criação de instrumentos adequados nas disciplinas da pintura, que já havia começado no século XIII com os afrescos do Mestre das Histórias de Isaac, feitos na Basílica Superior de Assis (Rodolfo Papa, A perspectiva do Espírito, "Arte e Dossier" 258, ano 2009, págs. 68-73), e que dura ao longo dos séculos XV e XVI, até os desenvolvimentos tecnológicos admiráveis dos séculos XVII e XVIII, nos quais são conquistados e consolidados os vastos territórios da representação pictórica.
Os efeitos da pintura sobre a espiritualidade dos fiéis são imensos, tanto que as imagens tornam-se gradualmente o eixo central de toda a cultura católica. As evidências do papel da pintura religiosa na vida da fé são inumeráveis. É significativo o que Santa Verônica Giuliani escreveu: "Sempre que eu via as imagens de Maria com o Menino Jesus, não podia me saciar de beijos [...] Eu rezava de coração, e muitas vezes me parecia que essas figuras não fossem pintadas, como eram". As palavras da mística santa clarissa revelam que as imagens pintadas pareciam tão reais que era como se não fossem o que realmente eram, ou seja, apenas "figuras" pintadas.
As imagens, de acordo com o pensamento de Paleotti, compartilhado também pela "iconofilia" da cultura cristã, especialmente nos desenvolvimentos teóricos do alto século XVI e de todo o século XVII, estão relacionadas, no seu significado mais íntimo e no fato de saberem deleitar, com três formas de conhecimento: o sensível, o racional e o espiritual. As imagens, de fato, ensinam com "comodidade, facilidade, brevidade, estabilidade, [...] e o que elas ensinam fica esculpido nas tábuas de memória com tanta firmeza que ali permanecerão gravadas durante muitos anos".
As imagens são analisadas, pensadas e escolhidas como instrumento kerygmático por excelência, como um meio de catequese eficaz, como um lugar de meditação e de contemplação; e a confiança depositada nelas faz com que assumam um papel de proeminência e de modelo também na pregação. A pregação muda está enraizada no conceito especular de imagens acústicas, presente nas Escrituras. O conceito paulino, em que a fé vem da escuta, fides ex auditu (Rm 10,17), se abre para acolher no dinamismo o poder (ou o potencial) cognitivo do "ver" e, portanto, da verossimilhança da imagem, que é mais direta, mais leve, de fácil memorização e de mais ampla divulgação, passando dos olhos até o intelecto e depois ao espírito.
Paleotti escreve ainda: "O que o homem concebeu na mente por via da escuta, mediante a fé, agora, ao vê-lo com os olhos, ele admiravelmente o confirma e estabelece no coração". Disto há extensa documentação já no século XIV, e encontramos um exemplo admirável em Florença, em Santa Maria Novella. Ali o texto "pintado" pelo pintor encontra resposta e "espelhamento" no texto "escrito" pelo pregador: na relação entre o escrito O espelho da verdadeira penitência, redigido por Jacopo Passavanti, e o pintado O espelho da pregação dos dominicanos, realizado na Capela dos Espanhóis por Andrea Bonaiuti, emerge claramente o sentido último de ambos, de um no outro, de um para o outro, ou o ensinamento do pregador voltado a ensinar os fiéis a se confessarem bem (Eugenio Marino, Santa Maria Novella e seu espaço cultural, Pistoia, 1983, págs. 11-14).

Mundo


Novos bispos na Igreja Maronita
Papa dá sinal verde à eleição canônica feita pelo Sínodo
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 17 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Bento XVI aprovou a eleição dos bispos de Jbeil-Byblos e Batrum, no Líbano, e de Lattaquié, na Síria. Em conformidade com as normas canônicas que vigem nas Igrejas Orientais, o papa concordou com a eleição feita pelo Sínodo dos Bispos da Igreja Patriarcal Maronita.
 Os novos eleitos são:
Dom Michel Aoun: O novo bispo de Jbeil-Byblos, no Líbano, nasceu em Dammour em 1959. Entrou no Seminário Patriarcal de Ghazir para os estudos secundários e estudou filosofia e teologia na Universidade do Espírito Santo de Kaslik, onde se licenciou em Direito Canônico, continuando os estudos para a licenciatura e para o doutorado em Teologia Dogmática na Universidade Pontifícia Gregoriana.
Foi ordenado para a Arquieparquia de Beirute em 1984 e desempenhou os seguintes cargos: vice-pároco (1984-1986) e pároco (1986-1992) da igreja de Santo Antônio de Kahalé, desempenhando ao mesmo tempo a tarefa de educador adjunto no Seminário Patriarcal de Ghazir (1986-1987); pároco em Damour (1994), responsável pelo ano propedêutico (1992-1995), reitor do Seminário de Ghazir (1995-1998) e pároco da igreja de São Miguel de Chiah (1999).
No fim dos anos 1990, ocupou-se do seminário Redemptoris Mater do Cairo. De 1999 a 2001, dirigiu em Roma o Colégio São Bento, aberto pela Congregação para as Igrejas Orientais para os sacerdotes de língua árabe.
Ao voltar para o Líbano, foi nomeado arcipreste da catedral de São Jorge de Beirute (2001-2002), pároco da igreja de São José de Beirute (2002) e, atualmente, é colaborador no seminário de Santo Agostinho de Kafra-Aïn Saadé.
Foi membro do Conselho Jurídico e do Colégio de Consultores da Arquieparquia de Beirute (1989), vigário episcopal para a pastoral (2001-2009) e atualmente é vigário episcopal para o clero (2009). Em 2001, foi nomeado vice-presidente da Universidade La Sagesse, de Beirute, donde ensina teologia dogmática. É presidente da Liga Sacerdotal desde 2009. Além do árabe, fala inglês, francês, italiano e siríaco.
Dom Elias Slaiman Slaiman: O reverendo Elias Slaiman Slaiman nasceu em Hekr Semaan, diocese de Lattaquié, em 16 de agosto de 1951. Após os estudos primários e secundários em Beit Arkouche, na Síria, entrou no seminário de Ghazir, Líbano. Licenciou-se em teologia na Universidade Saint-Esprit, de Kaslik, Líbano.
Ordenado sacerdote em 1987, para a diocese de Lattaquié, exerceu o ministério sacerdotal como superior do seminário menor em Dahr Safra, Síria, de 1988 a 1994. Enviado para estudar no Instituto Católico de Paris, tornou-se bacharel em Filosofia e Direito Canônico e conseguiu o diploma em línguas antigas e a licenciatura e o doutorado em Direito Canônico, ao mesmo tempo em que foi vigário da Paróquia de São Pedro de Gros-Caillou, em Paris, de 1994 a 1997.
Após o regresso à sua terra, foi pároco de três paróquias em Lattaquié, de 1997 a 1998; capelão da Universidade La Sagesse, em Beirute, de 1998 a 2003; e vigário geral de Damasco de 2002 a 2003. Em 2006, fundou um centro de formação para adultos na paróquia de Khrab, na Síria, e em 2010 um centro similar em Jneiné, também na Síria. É juiz nos tribunais eclesiásticos libaneses e autor de diversas publicações, incluindo uma centena de artigos em várias revistas. Além do árabe, conhece o francês, o siríaco, o hebraico, o grego e o latim.
Dom Mounir Khairallah: Nasceu em Mtah-Ezziat, Líbano, em 1953. Depois dos estudos primários num centro dos padres capuchinos de Abai, entrou no seminário menor de Ghazir. Estudou filosofia e teologia na Universidade Pontifícia Urbaniana, em Roma. 
Foi ordenado em 1977, para a Eparquia maronita de Batrun. Após a ordenação sacerdotal, fez em Paris um mestrado em Teologia Pastoral e Catequética, um doutorado em Teologia Prática no Instituto Católico de Paris e outro em Ciências das Religiões na Sorbonne. Nos anos de permanência na França (1979-1984), foi colaborador na paróquia de Nossa Senhora do Líbano (1978-1979) e na de São Medardo de Paris.
De volta ao Líbano, foi nomeado secretário do Sínodo Patriarcal Maronita (1985-1987), animador e professor no Seminário de Ghazir (1985-1989) e pároco das igrejas de Kfarhay, Bouksmaya e Jeblé (1989-1991).
Desde 1991, é protosyncellus da Eparquia de Batrun (1991) e pároco da Igreja de Santo Estêvão de Batrun (1991). Foi secretário geral das quatro sessões do Sínodo da Igreja Maronita (2003-2006) e teve vários cargos na Liga Sacerdotal (1986-2004). Deu aulas na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (1985-2000) e no Seminário de Karm Saddé (1996-2007). Além do árabe, conhece o francês, o inglês, o alemão, o italiano e algumas línguas clássicas como o siríaco, o grego, o latim e o hebraico.

Pregar a Jesus nos passos de Dom Bosco
A celebração da 25 ª Jornada Missionária Salesiana
Por Eugenio Fizzotti
ROMA, terça - feira 17 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- "A proclamação de Jesus Cristo pode ser atuada de modo muito eficaz por meio da narração da sua história terrena, como faz o Evangelho”. Este é o ponto de partida, tirado da Exortação Apostólica pós-sinodal "Ecclesia in Asia" de João Paulo II, da mensagem que Don Klement Vaclav, que conselheiro geral para as Missões Salesianas, enviou a todos os irmãos do mundo tendo em vista o Dia da Jornada Missionária Salesiana 2012 para a qual não há uma data fixa, mas a escolha é feita por cada Inspetoria em relação às suas próprias atividades, especialmente porque não se trata de um evento isolado, nem de uma atividade ocasional, mas de um itinerário educativo e pastoral de algumas semanas, ou de diversas iniciativas ao longo do ano, das quais a Jornada constitui o ponto culminante.
Agradável e oportuno é o convite para "ser discípulos de Cristo, evangelizados, antes de se tornar apóstolos, evangelizadores e a continuar a narrativa da presença missionária na Congregação, que está localizada no coração da missão da Igreja".
Inserida no coração da Igreja universal 25ª Jornada Missionária Salesiana, Pe. Klement Vaclav, "é uma oportunidade para crescer nos passos de Don Bosco Santo - educador, comunicador, pastor e missionário, e de pregar Jesus aos jovens nos encontros educacionais, nas pequenas comunidades cristãs, através da rádio, TV, Internet, redes sociais ou por meio do blog, através do teatro ou música. A criatividade dos grandes missionários nos mostra todos os modos tipicamente salesianos para comunicar a fé entre os não cristãos. As jovens Igrejas da Ásia, muitas delas com uma história de apenas algumas décadas da primeira evangelização, nos inspiram com a sua dinamicidade ao pregar a Jesus".
Tendo em conta de que a nível mundial estão se preparando para celebrar o bicentenário do nascimento de Dom Bosco (16 de agosto de 1815), os salesianos estão sentindo o chamado para "redescobrir suas grandes inspirações, as suas motivações mais profundas, suas escolhas corajosas e, acima de tudo seu espírito missionário. E assim reviver e manter vivo o fogo missionário, que é uma dimensão essencial da vocação salesiana. "
Com grande realismo o conselheiro para as Missões reconhece que, estando em um tempo no qual “há grandes necessidades, mas uma escassez numérica dos Salesianos" há o risco real de que "os irmãos ou uma Inspetoria se fechem dentro do próprio território porque ir além, com um sentido missionário, exigiria uma nova força que não existe. Mas o fechamento, consequentemente, também apaga o zelo apostólico e o entusiasmo pela vida salesiana que é percebido pelos jovens, sobretudo por aqueles que fazem o discernimento vocacional conosco”.
É por isso que desde 1988, quando se celebrou o primeiro centenário da morte de Dom Bosco, "a cada ano um tema missionário é proposto a toda a Congregação, de modo que todas as comunidades salesianas possam conhecer uma realidade missionária de um continente específico, e assim abrir os olhos para novas realidades missionárias, vencer qualquer tentação de fechar-se dentro de seu território e lembrar o espírito universal do carisma salesiano e vivê-lo plenamente inseridos no coração da Igreja universal. "
A celebração da Jornada Missionária Salesiana é, portanto, um momento forte na animação missionária dos Salesianos nas Províncias e nas casas, daqueles que freqüentam suas escolas, os centros de formação profissional, as paróquias, oratórios, grupos de jovens, e os membros da Família Salesiana (cooperadores, ex-alunos, Filhas de Maria Auxiliadora, outras comunidades religiosas femininas fundadas por salesianos), para redescobrir o entusiasmo missionário de Dom Bosco e a vitalidade dinâmica do carisma Salesiano!
(Tradução TS)

Santo Antonio Abade: uma tradição milenar
A festa de hoje é, de longe, a mais estudada no âmbito etno-antropológico
Por Pietro Barbini
ROMA, terça-feira, 17 janeiro, 2012 (ZENIT.org) – No dia 17 de Janeiro, como é tradicional, em muitos países, municípios e províncias da Itália se celebra Santo Antônio Abade. Eremita egípcio, também conhecido como Santo Antônio, o Anacoreta ou Santo Antônio do Deserto, fundador do monaquismo, é considerado o primeiro dos abades.
Santo Antonio Abade, não deve ser confundido com o Santo de Pádua, é um dos santos mais respeitados da história, tão importante ao ponto de ser comemorado não só pela Igreja Católica, mas também pela Igreja Luterana e a Copta. Sua vida tem-nos sido transmitida por Santo Atanásio de Alexandria, que foi seu fiel discípulo e companheiro na luta contra o arianismo.
Celebrações, vigílias, procissões, bênçãos especiais, paradas e fogueiras gigantes; produtos gastronômicos típicos do lugar consumidos ao ar livre, cantos, danças, músicas e recriações históricas que retratam a vida e os milagres do santo: tudo isso ocorre normalmente entre o 16 e o 17 de janeiro. As celebrações começam normalmente com a tradicional vigília camponês na noite anterior, que é seguido pela abertura dos stands de alimentos. Na manhã seguinte, após a celebração religiosa, grandes fogueiras são acesas, preparadas de antemão, depois de ser abençoadas pelo pároco, é claro; enquanto o monte queima, se canta, de dança e se saborea os pratos típicos locais até tarde da noite, acompanhados de músicas folclóricas e espetáculos de vários tipos, tais como a leitura de poemas que falam do Santo, mas também a exposição de narrações populares e camponeses.
Esta particular festa é considerada uma das mais interessantes, e é certamente o mais estudada, do ponto de vista etno-antropológico; rica de folclore e religiosidade popular, de antigas tradicões, fascinante não apenas àqueles que participam. Afinal, a própria vida do santo, que morreu com a idade de 106 anos, como a sua figura, sempre fascinou crentes e descrentes.
Além de fogueiras e fógos, a tradição diz que, após a Missa, o pároco deve dar a benção aos campos, ao gado e às colheitas. O Abade, de fato, é padroeiro dos açougueiros, dos agricultores, dos criadores e dos animais de estimação. Curiosamente, em alguns locais esta festa está associada com o abatimento do porco. O porco, de fato, é o animal que na iconografia tradicional acompanha, desde sempre, o abade. Isso decorre do fato de que na ordem dos Antonianos foi dada a permissão para criar porcos dentro dos centros que eles moravam, os quais vagavam livremente com um sino preso ao pescoço; da gordura desses animais, os monges tiravam uma pomada que era usada em pessoas afetadas por várias doenças da pele, em especial de ergotismo e herpes zoster, por isso são doenças mais conhecidas como “fogo de Santo Antonio”.
Ao Santo foram reconhecidas grandes habilidades miraculosas e muitos se confiam à sua graça, pedindo a cura de qualquer mal, especialmente aqueles que têm sido "atingido pelo fogo", mas também para pedir a libertação do demônio. Santo Antonio na arte sacra é conhecido como "o santo das tentações demoníacas"; na sua vida, de fato, foi constantemente atacado, tentado e atormentado pelo demônio, até mesmo fisicamente agredido até reduzi-lo ao extremo. Em suma, o abade estava constantemente lutando com o diabo. É por isso a sua associação com o fogo; a cerca disso, diz-se que o Santo para arrancar o maior número de almas possíveis do demônio, tenha até mesmo ido ao inferno. É interessante notar que entre os muitos símbolos e rituais que trazem à mente o santo abade, algumas tradições persistem na população que normalmente são identificadas com antigas tradições pagãs, habituais entre antigos romanos. Alguns estudiosos também argumentam que a festa do santo tenha tido origem em cultos pagãos, como é freqüentemente afirmado referindo-se ao Natal, alegando, falsamente, que não há documentos e provas sobre a data de nascimento de Jesus Cristo, mas que tem sido apenas uma " invenção da Igreja para erradicar o culto pagão do Sol Invictus. Teoria errada, se vamos para as fontes da história e examinamos seriamente os documentos que chegaram até nós (como por exemplo o Livro dos Jubileus, um texto do segundo século a.C, descoberto em 1947 em uma caverna no deserto de Qumran). Como para o Natal, hoje, a partir dos documentos e dos estudos recentes, pode-se muito bem dizer que as tradições, parte importante do folclore popular e muito interessante em termos de etno-antropologia, não tem nada a ver com os rituais dedicados o abade Santo, 17 de janeiro.
(Tradução TS)

República Tcheca: A Igreja retoma a posse de suas propriedades
O governo coloca fim ao que foi confiscado durante os anos do comunismo
ROMA, terça-feira, 17 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Os bispos da República Tcheca publicamente agradeceram o Conselho Ministerial pela nova norma que prevê a devolução das propriedades da Igreja Católica e de outros órgãos religiosos.
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Na semana passada o site da Conferência Episcopal Tcheca relatou a declaração dos bispos sobre a recente aprovação de uma lei que sanciona a liquidação dos ativos e restitui aos órgãos eclesiais as propriedades confiscadas durante o período comunista.
Depois da ascensão ao poder em 1948, o Partido Comunista confiscou todas as propriedades pertencentes a diversas igrejas. Estas foram submetidas ao controle estatal e o governo começou a pagar o salário dos sacerdotes.
A Conferência Episcopal Checa (CEC) agradeceu o Conselho Ministerial pelo apoio dado a esta lei, que normaliza a relação entre o estado e as igrejas, e pela unanimidade sobre esta questão entre as partes que formam a coalizão do governo. A CEC deseja outras medidas do mesmo teor sejam adotadas e que a lei seja brevemente aprovada pelo parlamento da República Tcheca.
O Primeiro Ministro, Petr Necas, ameaçou de expulsar os ministros do partido dos Assuntos Públicos - que são maioria - e eventualmente desfazer o governo se o partido impedisse a aprovação do plano, que inclui o pagamento de indenização. O Partido não considerou imediatamente, devido à diminuição do PIB Checa de 0,1% no quarto trimestre de 2011, e do declínio esperado no crescimento econômico em 2012.
A  vice premier Karolina Peake, que é também vice-presidente do partido, que se opôs à medida, disse em comunicado que o seu partido não vai se opor a nova lei  que o Executivo, em última análise, já aprovou. Peake disse que, dado o ultimato do primeiro-ministro, o partido tem agido de uma forma mais responsável para resolver uma situação que é considerada absurda.
O plano, aprovado pelo governo, com o consentimento de 17 organizações religiosas liderado pela Igreja Católica, prevê seja o retorno de mais da metade das propriedades, ou uma compensação econômica. O valor da propriedade da igreja foi estimado em 75 bilhões de coroas (2,9 bilhões de euro), enquanto a compensação, que cobre um período de trinta anos é de 59 bilhões de coroas (mais de 46 bilhões de euros). O plano também põe fim ao sistema pelo qual o governo deveria pagar os salários dos sacerdotes.

Entrevistas


Quando o arco-íris apareceu no céu de Auschwitz
Entrevista com Gary Krupp, protagonista no diálogo Judaico - Católico
ROMA, terça-feira, 17 de janeiro de 2012(ZENIT.org) -  Na ocasião da Jornada para o Aprofundamento e Diálogo entre Católicos e Hebreus, celebrado pela Igreja na Itália, dia 17 de janeiro; ZENIT entrevistou o ilustre protagonista do diálogo inter-religioso, o hebreu Garry Krupp, fundador de Pave the Way (ptwf.org)
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Por Anita Bourdin

Sr. Gary Krupp, o senhor poderia explicar o objetivo da Fundação Pave the Way?  Krupp:A fundação Pave the Way (PTWF) é uma organização não-sectária, que visa remover obstáculos entre as religiões do mundo.  O diálogo Judaico - Católico tem sido uma parte importante para a compreensão das tradições de fé de cada um, e que afasta o preconceito e a aversão. A PTWF, contudo, concentra esforços na identificação de obstáculos concretos e procura removê-los. Primeiro, procuramos estabelecer um nível de confiança e então podemos realizar nossa missão principal. Devemos cancelar o conceito de religião como instrumento para justificar “pautas privadas”. A remoção deste mau uso da religião torna o diálogo mais fácil.
A mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2012 enfoca a educação dos jovens para a justiça e a paz: como colocar em prática esse convite para a Paz entre as religiões?
Krupp:A mensagem do Papa Bento XVI é exatamente o ponto. É a juventude que deve aprender a verdade sobre os problemas de hoje, se temos a esperança de resolvê-los. O problema escondido na aprendizagem, porém, é a mídia internacional e seu incrível abuso de poder em controlar idéias e pensamentos. A mídia hoje, intencionalmente, edita e empurra pautas privadas, que turva a verdade e por sua vez, cria hostilidade, aversão e em alguns casos, morte. Junto com as declarações do Papa, eu acrescentaria uma sugestão para a juventude de hoje: Tenham o cuidado de avaliar o que vocês aprendem das reportagens e da mass media. Questionem o repórter; vá até as origens das fontes para buscar a verdadeira história. E tentem encontrar soluções com base nos fatos e não nos relatórios tendenciosos.
O senhor esteve várias vezes em Roma e foi recebido por João Paulo II e Bento XVI: teve um encontro particularmente importante para o senhor? Krupp: Os incríveis encontros, com os dois Papas, realmente mudaram minha vida. Dia 29 de julho de 2000, eu recebi um telefonema do arcebispo Renato Martino, comunicando que o Papa me havia nominado Cavaleiro Papal de São Gregório, o Grande. Isso mudou o curso da minha vida e nos levou, a minha esposa Meredith e eu, a fundar o Pave the Way Foundation. Duas recordações foram muito importantes: a primeira, dia 18 de janeiro de 2005, quando o PTWF organizou uma Audiência Judaica, simplesmente para agradecer ao Papa João Paulo II, por tudo que ele tinha feito pela reconciliação religiosa com os Hebreus. Vendo três rabinos abençoar o Papa em hebraico na Sala Clementina e as lágrimas nos olhos do Papa, são imagens que estarão para sempre gravadas em minha memória.
A segunda memorável, foi quando apresentamos o Papiro Bodmer ao Papa Bento XVI com o nosso maravilhoso amigo e doador, Sr. Frank Hanna III, em 22 de janeiro de 2007. Depois da cerimônia de apresentação, eu dei ao Papa uma pequena foto emoldurada do arco-íris que apareceu no céu, quando ele abençoou o memorial de Auschwitz. Eu tirei essa foto quando acompanhamos o Papa e Jerzy Kluger à Polônia, 27 de maio de 2006. O Papa Bento ficou muito emocionado com este presente, aparentemente insignificante. O Papa perguntou-me "foi em Auschwitz?" Eu disse: "Sim Santo Padre, eu mesmo tirei essa foto." Parecia tão entusiasmado com esta pequena foto do arco-íris, sinal da aprovação de Deus, como estava em aceitar o mais importante manuscrito cristão existente.
Qual a importância da pesquisa sobre o Justo entre as Nações do Yad Vashem para o diálogo entre Judeus e Católicos?Krupp: A pesquisa do Yad Vashem é preciso e exigente e acredito que seja extremamente importante nas relações Judeu – Católicos. A PTWF apresentou evidências no caso de Eugenio Pacelli como "Justos entre as Nações", que deveriam demonstrar que a lenda negra contra o Papa Pio XII é refutada pela verdade dos fatos. Isso é responsabilidade dos Hebreus, já que temos acumulado varias evidências de que Eugenio Pacelli era de fato um dos grandes heróis para o povo judeu durante o Holocausto. A ingratidão é um dos piores defeitos no hebraísmo. A aceitação da verdade sobre o heroísmo pessoal de Pacelli, creio eu, é essencial para trazer minhas irmãs e irmãos judeus à redenção. A reputação de Eugenio Pacelli deve ser restaurada, onde a KGB intencionalmente começou a maior campanha difamatória do século 20. Esta operação da KGB chamada "Seat Twelve" realizou com sucesso sua missão de isolar os judeus dos católicos, exatamente no momento da reconciliação religiosa vinda com o documento Nostra Aetate.
Como a mídia poderia contribuir para a mudança de mentalidade e a promoção da paz?Krupp: O trabalho de ZENIT ao longo dos anos tem sido exemplar em relatar a verdade e sempre de forma positiva. Posso somente incentivar que informações delicadas, como as da Terra Santa, sejam relatadas de maneira justa e reflitam ambos os pontos de vista do conflito. Muitas vezes, as notícias do sofrimento dos Palestinos suplantam qualquer menção do sofrimento dos Israelenses com os constantes ataques contra a população civil. Uma vez que existem 1,1 milhões de cidadãos de Israel, árabes e muçulmanos, a violência contra os Israelenses é contra todos, cristãos e muçulmanos. São esses atos de violência, que inicialmente levaram a necessidade de bloqueios navais, checkpoint e muros de segurança. Se a violência termina, então essas medidas de segurança, muitas vezes criticadas, poderão ser removidas. Se procuram a paz, cada um deve se colocar no lugar do outro.
Qual é o seu desejo para o ano de 2012 sobre o diálogo Judaico-Católico?
KRUPP: O meu desejo é que o intenso trabalho, de documentos e artigos de notícias e gravações de vídeo, com testemunhas das ações da Santa Sé durante a Segunda Guerra Mundial, seja finalmente estudado de forma séria, de modo que os obstáculos entre judeus e católicos sejam erradicados. Nosso desejo é que Deus conceda sabedoria aos negociadores dos acordos fundamentais entre Israel e a Santa Sé. Estes obstáculos diplomáticos deveriam ser completamente resolvidos em breve, depois de 17 anos de negociações. A Fundação Pave the Way reconhece que a resolução destas duas questões irá abrir o caminho para maravilhosas e positivas relações entre judeus e católicos.
Tradução : MEM


Noticias dia 16/01


É melhor prevenir do que remediar
Discernimento e boa formação para os futuros sacerdotes
SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Neste artigo, nosso habitual colaborador do espaço “Fórum”, o bispo de San Cristóbal de las Casas, México, Dom Felipe Arizmendi Esquivel, reflete sobre duas vocações que, na Igreja católica do ocidente, devem coincidir: a vocação sacerdotal e a vocação ao celibato. A imensa maioria dos sacerdotes vive o celibato com alegria e com fecundidade espiritual. Uma sólida orientação vocacional e um acompanhamento educativo evitarão casos tão lamentáveis como o do bispo auxiliar de Los Angeles, tornado público recentemente.
Dom Felipe Arizmendi Esquivel
Fatos
Veio à tona nos últimos dias que um homem que era bispo auxiliar desde 1994 na arquidiocese de Los Angeles, nos Estados Unidos, de origem mexicana, teve que apresentar a sua renúncia porque reconheceu ter procriado dois filhos, já adolescentes nos dias de hoje. O papa não hesitou em lhe pedir que se afaste, assuma a sua responsabilidade e não cause mais danos aos fiéis. É um caso que envergonha e nos dói, que nunca deveria ter acontecido. É uma desonestidade não ter saído a tempo. É fruto da frouxidão moral promovida pela cultura moderna, da libertinagem sexual que se difunde com tanta profusão na sociedade e nos meios de comunicação. Há quem pense que é de outras épocas querer educar os filhos e os jovens na castidade e na virgindade. Há quem pense que é antinatural nos formarmos no autocontrole sexual. Há quem pense que tudo se resolve com preservativos e com métodos anticoncepcionais. Os libertinos riem quando insistimos em dizer que é necessária uma moral sexual, privada e pública, e agora se escandalizam quando um clérigo falha; ou se regozijam, porque assim se legitimam nos seus próprios vícios.
O que fazer para que não ocorram esses casos? Como evitar que sacerdotes vivam uma vida dupla, traindo os compromissos sagrados que livremente assumiram? É claro que devemos revisar a formação desde os seminários; mas conseguir a maturidade afetiva e sexual é um processo que dura a vida inteira. Não se deve dizer que o celibato é desumano, pois demonstram o contrário aqueles de nós que o vivem com serenidade, com alegria e com fecundidade espiritual.
Critérios
As Normas Básicas para a Formação Sacerdotal no México, aprovadas em nossa última assembleia plenária, indicam: “Cultivem-se os elementos necessários para uma progressiva maturidade afetiva dos seminaristas, que abranja, principalmente, a educação no amor e na liberdade, na reta consciência moral, na sexualidade bem integrada, na verdadeira amizade e na castidade. Para isto, promova-se o acompanhamento pessoal e frequente do seminarista por parte da comunidade dos formadores, especialmente do seu diretor espiritual, bem como o relacionamento afetivo com a própria família e a sadia e realmente proveitosa convivência com rapazes e com moças da sua idade, a fim de que eles possam assumir, na perspectiva da fé, o valor e a dignidade do amor humano, e ir discernindo paulatinamente a própria vocação ao sacerdócio, que implica o celibato”.
A norma é muito clara: “Sejam oportunamente orientados a abraçar outro estado de vida aqueles candidatos que, no parecer do reitor e da sua equipe formativa, e de acordo com o bispo, não forem considerados como idôneos para o ministério sacerdotal”.
Exige-se ainda:“O seminarista que terminou a etapa filosófica deverá ter consolidado uma personalidade masculina íntegra e equilibrada, madura, responsável e livre, consciente dos seus alcances e dos seus limites, comprometida no desenvolvimento harmônico e hierarquizado das suas potencialidades e das diversas dimensões da sua pessoa, capaz de estabelecer relações interpessoais sadias, construtivas e duradouras e de comprometer-se estavelmente com responsabilidades e projetos. Ao concluir a etapa teológica, o candidato ao sacerdócio deverá ter consolidado a sua personalidade e amadurecido na vivência de sua afetividade e sexualidade, de modo a ser capaz de viver serena e fecundamente no celibato a fidelidade a Deus, à Igreja e à vocação recebida, mediante um amor oblativo que se expressa no serviço, numa espiritualidade manifesta de comunhão e numa conduta de respeito pela dignidade humana, pela vida e pela justiça”.
Propostas
Ainda no seminário, é preciso formar responsavelmente os jovens para um celibato convicto e feliz. Mas também deve haver ajuda por parte das famílias, dos grupos de jovens, das paróquias e da comunidade eclesial, criando um ambiente que ajude os seminaristas a amadurecer na sua relação com todo tipo de pessoas e a discernir quem é idôneo para o sacerdócio e quem não é, para que estes, a tempo, procurem outra opção vocacional.




Trovador, um ponto de referência para as músicas católicas
Site espanhol chega aos dez milhões de visitantes
MADRI, segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – O site trovador.com chegou aos dez milhões de visitantes. O serviço de evangelização através da música, iniciado em maio de 2001, é uma iniciativa sustentada “por um grupo de pessoas chamadas a servir ao Senhor na arte e no serviço da evangelização, especialmente dentro da música cristã”, dizem os criadores. “Somos membros da Igreja católica. Estamos comprometidos com ela e realizamos diversas ações pastorais”, completam.
Trovador nasceu no final de 1994 como uma produtora de música cristã católica. Começou trabalhando na produção de discos de grupos e de artistas cristãos do norte da Espanha. Em 1995, coordenou uma coletânea pela paz, iniciativa que pretendia mostrar o que os artistas cristãos estavam fazendo naquela época. O disco reuniu catorze solistas e grupos e cada um contribuiu com uma música para o trabalho.
Participaram no projeto Juanjo Elezkano, Alberto e Emilia, Alborada, Brotes de Olivo, Egunsentia, Flamiz, Jacobo, Javier F. Chento, Kairoi, Lluis Alba, Luis Alfredo, Marydma, Migueli e Nico.
Em 1996, os iniciadores do projeto criaram o portal Trovador, com o objetivo de cobrir as necessidades de formação, informação e divulgação da música cristã católica em espanhol, atingindo não só a Espanha, mas qualquer país de língua espanhola.
O site foi crescendo até se tornar um lugar de formação e de informação, que recebe, em média, cinco mil visitas por dia, de pessoas de mais de 120 países.
Mais de sessenta trabalhos discográficos já foram editados com o selo Trovador, em especial a partir do ano 2000. Pertencentes a diversos artistas, ou preparados para várias congregações religiosas, os discos contam com o trabalho do Trovador em todas as etapas do projeto, desde a composição, gravação, arranjos, edição e desenho gráfico até a edição final.
O projeto mais recente envolve a produção de programas em vídeo para a televisão, como a edição de shows em DVD e programas didáticos. O Trovador vai além de uma página de internet e de um selo discográfico: é uma comunidade de criadores, que oferece downloads gratuitos de alguns trabalhos e que possui também uma loja e uma rádio na internet.
Para saber mais: www.trovador.com.




Os desafios da justiça no vaticano

Neste Sábado foi realizada a cerimônia de inauguração do Ano Judiciário
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Uma justiça eficiente e rápida, que nos últimos tempos tem criado inovações significativas. Isto é o que surgiu durante a inauguração do Tribunal Judicial do Estado da Cidade do Vaticano.
Na cerimônia, realizada sábado, 14 de janeiro, participaram, entre outros, o ministro da Justiça italiano, Paola Severino Di Benedetto, Presidente do Tribunal Constitucional Alfonso Quaranta, o presidente da Associação nacional dos magistrados Luca Palamara, Giovanni Conso, Giovanni Maria Flick, Piero Alberto Capotosti, o presidente do Governatorato da Cidade do Vaticano, monsenhor Giuseppe Bertello.
A Santa missa foi presidida pelo Cardeal Secretário de Estado, Tarcisio Bertone, que durante a homilia, pediu para se "refletir sobre a relação entre a justiça divina e a humana" e "deixar iluminar nossas consciências para que nossas ações correspondam, na medida do possível, à vontade divina, ao seu plano de amor para cada pessoa e para a comunidade dos homens".
Durante o relatório inaugural, o procurador-geral do Tribunal, Nicola Picardi, descreveu o setor judiciário do Vaticano como "um sistema suficientemente equilibrado e eficiente", além de "suave e harmonioso".
O advogado Picardi então sintetizou os números de 2011, dos quais emergem, entre os dados mais reconfortantes, o encurtamento da duração dos processos penais, de 36 a 18, para 8 dias. No âmbito civil 29 ainda estão pendentes, enquanto no penal há somente 4.
É notável a desproporção entre os processos civís (640) e penais (226), discutidos em 2011, e o pequeno número de cidadãos Vaticanos (492, sem mencionar os diplomatas e membros das representações pontifícias), devido ao fato de que 99 % dos processos é responsabilidade dos turistas e peregrinos que todos os anos visitam o Vaticano.
As reformas empreendidas durante o ano recém-encerrado são devidas, explicou Picardi à evolução das relações internacionais, para adaptar os procedimentos aos de outros estados e, em particular, para combater a difusão da criminalidade.
Neste sentido, é significativo a adesão do Vaticano na Interpol, que é acompanhada pela perspectiva, defendida pela União Europeia, de promover a Santa Sé como um membro da Europol no combate ao terrorismo internacional.
A Convenção monetária entre a União Europeia e o Vaticano, assinada em 2009, exigiu uma série de inovações em âmbito administrativo-financeiro, começando da uniformidade das normas aos padrões europeus de prevenção da lavagem de dinheiro, da fraude e da falsificação dos meios de pagamento.
No primeiro de março de 2011 foi introduzida a alteração no Código Penal Vaticano que prevê processos criminosos com relação à fraude e falsificação de notas e moedas em euros. No seguinte 1 de Abril foi a vez das normas de prevenção e combate à lavagem de dinheiro das receitas provenientes de atividades criminosas e do financiamento do terrorismo.
Esta última normativa estende também aos indivíduos Vaticanos" que executam profissionalmente atividades econômico-financeiras e monetárias", certas obrigações, começando daquela de “uma adequada verificação da clientela”, e o dever de comunicar operações suspeitas à Autoridade de Informações Financeira (Aif), instituída em 2010, com sede no Vaticano.
Outra mudança importante é representada pelo Motu Proprio do Papa Bento XVI, do 30 de dezembro de 2010, que disciplina a luta contra as atividades ilegais no campo financeiro e monetário. O documento papal refere-se às normativas de regulamentação sobre lavagem de dinheiro e sobre o financiamento do terrorismo também para os organismos da Santa Sé - IOR e dicastérios compreendidos - que desempenham profissionalmente atividades económico-financeiras.
(Tradução TS)

Noticias dia 15/01
Os jovens buscam novidade :uma alternativa para as férias
O testemunho de jovens que encontraram a Deus e se divertem
ROMA, sábado, 14 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Os jovens do Brasil e do mundo buscam alternativas para um bom divertimento. A Comunidade Católica Shalom vai ao encontro dessa necessidade e oferece uma opção particular para o período das férias.
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Saindo do conforto de suas casas para dormir em barracões com colchonetes ou em barracas, dividindo o espaço com muitas pessoas, a princípio desconhecidas, muitos jovens procuram algo novo para suas férias. Uma aventura!
Talvez muitos não saibam que a novidade que procuram está mais perto do que imaginam, está dentro de si: é o próprio Deus, o Amor!
Como ação evangelizadora eficaz, o Projeto Juventude para Jesus da Comunidade Católica Shalom propõe um acampamento, conhecido como ACAMP`S para jovens de13 a29 anos. O evento teve sua primeira edição em 1989 e espalhou-se por várias cidades do Brasil e em diversos países como Uruguai, Itália e França.
“Nascida no meio dos jovens a Comunidade Católica Shalom tem para com eles carinho e dedicação especiais”, afirma os Estatutos da Associação Privada Internacional de Fieis que surgiu em 1980 quando seu fundador Moysés Azevedo, ofereceu ao então papa João Paulo II sua vida em favor da evangelização dos jovens em 9 de julho de 1980.
Na rotina do acampamento, depois de um bom café da manhã, os jovens participam de um agradável momento de fraternidade e oração, onde começam a se conhecer mais, fazem novas amizades e, entre elas, vai lhes sendo apresentado o grande amigo: Jesus! 
Para isso, os jovens contam com cursos de aprofundamento da fé, seminário de vida no Espírito Santo, gincanas, práticas esportivas, confissões e muito mais.
O ponto central dos dias de Acampamento são os atos litúrgicos da Santa Missa e da Adoração ao Santíssimo Sacramento, celebrados de modo mistagógicos de formas a conduzir o participante à compreensão aprofundada do mistério. 
No período da noite, as bandas de música cristã, fazem a animação, além de apresentações artísticas de dança e teatro.
A cada ano o Acampamento recebe um tema que orienta as atividades. Este ano, na cidade de Fortaleza, o ACAMP´S, que já acontece há 22 anos, tem como tema “Vida melhor não há”.
Mais de 50 mil jovens já participaram do Evento e nas últimas edições, foi registrada uma média de 1.200 participantes, somente na cidade de Fortaleza.
O Acamp´s de Natal, no Rio Grande do Norte, espera receber mil jovens. Na última edição o evento contou com a participação de 800.
Já o Acamp´s do Rio de Janeiro aguarda 300 jovens e acontecerá no Faraó do Alto. O encontro na cidade maravilhosa terá o mesmo tema da Jornada Mundial da Juventude que acontecerá em 2013, “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.
Os jovens inscritos contarão com uma superestrutura especialmente preparada. Além dos barracões de acampamento, terão também lanchonetes, stands, capela e uma excelente área de lazer com piscinas, quadras de esportes e equipamentos de práticas esportivas. Tudo com total segurança para a melhor comodidade dos participantes e para garantir a alegria e o espírito de aventura.
O Acampamento acontece de norte a sul do Brasil, no mês de janeiro e especificamente nas seguintes cidades: Aracajú, Fortaleza, Curitiba, Macapá, Maceió, Natal,Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, Santo Amaro e Sobral.
As inscrições para o Acampamento de Jovens Shalom podem ser feitas no site do Projeto Juventude (www.comshalom.org/juventude) ou nos centros de evangelização da Comunidade Shalom.
Vejam o que os próprios jovens dizem sobre o ACAMP´s
A primeira vez que fui para o ACAMP`S eu tinha 14 anos. Na época não sabia bem o que era realmente o ACAMPS, mas como todo jovem fui atraído por ser um acampamento diferente, com lazer, teatro, apresentações... e o melhor me veio como surpresa, um encontro que não esperava, mas que iria mudar a minha vida por completo, uma experiência pessoal com Deus. Esse foi o maior presente para as minhas férias.
Marcelo Firmeza Siqueira, 20 anos, estudante de administração.

A primeira vez que eu participei foi em 98, na verdade fui apenas visitar os meus 2 irmãos que estavam participando e achei meio loucura aquele lugar, meio sinistro, digo em estrutura, barracas, banheiros.Até ai tudo bem porque eu tava lá apenas de visita. No ano seguinte eu fui para participar e foi maravilhoso, uma experiência ótima, apesar de todas as "mazelas" do lugar.
De 2000 em diante eu já estava mais engajado no projeto juventude, e fui para servir, nas duas primeiras vezes estava na equipe de lazer, na organização das atividades que são realizadas na parte da manhã ( volei, futebol, piscina, lancha, jet ski, gincanas etc)
Nos demais anos eu já estava engajado no ministério de música da comunidade Shalom, e servia tocando bateria, e foi assim por mais 9 ou 10 Acamp's, pois a partir de 1999, salvo engano, o Acamp's passou a ter 2 edições anuais.
Servir era uma forma de retribuir tudo aquilo que eu já havia experimentado, e poder ajudar de alguma forma para que outras pessoas também pudesse sentir e viver o que eu havia sentido e vivido, para mim era uma grande motivação, e o ambiente do Acamp's é muito bom. As pessoas são muito felizes, é muito bom estar ali com todos! É uma grande experiência! 
Ricardo Mattos,27 anos, publicitário.
“Ja participei do acampamento Shalom várias vezes, e depois também servi, algumas vezes na limpeza, outras na organização, outras nas relações pessoais. Servi os jovens no acampamento Shalom é renovar a própria fé vendo Deus agir de forma tão real na vida de cada jovem. Podemos perceber a transformação dos corações e das vidas com o passar de cada dia do evento. Realmente, todos saímos transformados com tamanha força do amor de Deus. Já participei também de um Acampamento de Verão organizado pela Comunidade Shalom na Itália. Tínhamos a manhã de louvor, oração e pregação e a tarde de lazer, a noite eram momentos de fraternidade com algumas festas”.
Maíra Frate Capistrano, 29 anos, psicóloga.
O momento que eu mais esperava era o louvor e adoração da manhã porque todos os jovens se reuniam pra louvar a Deus cantando e dançando. Era uma festa, todos muito alegres, mas uma alegria diferente daquela que se encontra nas festas mundanas,  pois é uma alegria que não passa. Depois vinha a adoração, o momento de estar aos pés do Senhor e deixar que Ele transformasse as nossas vidas, quantos milagres eu pude testemunhar na minha própria vida e na vida dos outros jovens.
Verena Almeida,25 anos, publicitária.
O momento que mais me diverti foram os das Dinâmicas. E quando dei mais risadas foi nas horas de convivências em Almoços e jantares, era cada um só comédia.
Antes de fazer o Acamp`s já tinha convidados os meus amigos, que diziam que eram ateus e que acreditavam nas coisas reais e não foram, depois que fiz o Acamp´s partilhei com eles o que aconteceu comigo, o que senti, daí eu estando em Recife e eles no Rio foram agora para o Acamp´s do Rio.
 Hoje sou realmente feliz e busco viver a minha juventude da melhor forma possível, sem vícios, sem ídolos e sem apegos mundanos.
 
Thais Silva da Anunciação, 23 anos, 3° Sargento da Aeronáutica.
Por Maria Emília Mar1


Noticias dia 13/01

Duns Scoto: O Beato que foi contrário à doutrina
A Pontifícia Universidade Antonianum recorda a visita de João Paulo II 
celebra Duns Scoto
ROMA, Sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- Dia 16 de janeiro, festa litúrgica dos protomártires franciscanos e dia no qual Pio XII declarou Santo Antônio de Pádua, em 1946, doutor da Igreja dando-lhe o título de Doctor Evangelicus, é a festa da Pontifícia Universidade Antonianum em Roma.
Nessa ocasião será lembrado o trigésimo aniversário da visita do Beato João Paulo II à mesma universidade, onde o Papa também falou do Beato Giovanni Duns Scoto, especialmente por causa da visita à Comissão Scotus.
Na jornada “Testemunhos da esperança: há trinta anos da visita à Pontifícia Universidade Antonianum do Beato João Paulo II“ que será realizada a partir das 10.30 horas, na Aula Magna da Pontifícia Universidade Antonianum, terá a intervenção na ordem: Prof. Príamo Etzi, Reitor da Pontifícia Universidade Antonianum,  rev.do pe. Vidal Rodríguez López, Secretário-Geral para a Formação e Estudos da Ordem dos Frades Menores, rev.do Mons. Slawomir Oder, postulador da causa de canonização do Beato João Paulo II, rev.mo pe. José Rodríguez Carballo, Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores e Grande Chanceler da Pontifícia Universidade Antonianum.
Sobre como os Papas Paulo VI e João Paulo II viram o Beato João Duns Scoto, Girolamo Pica escreveu o seguinte no livro "O Beato Giovanni Duns Scoto. Doutor da Imaculada, Elledici-Velar, Gorle 2010 (velar@velar.it).
"Poucos meses após o encerramento do Concílio Vaticano II na Carta Apostólica Alma Parens assinada no dia de 14 julho de 1966 no II Congresso Escolástico realizado para o VII Centenário do nascimento de João Duns Scoto, o Papa Paulo VI indicava as razões da atualidade do pensamento de Scoto.
Primeiro, se Leão XIII na Encíclica Aeterni Patris, indicando a posição do pensamento de Tomás de Aquino com relação aos outros doutores escoláticos, declarava: "acima de todos os doutores escolásticos, sobressai como chefe e mestre São Tomás de Aquino" - como lembra o mesmo Paulo VI por uma citação do escrito leonino -, na Alma Parens a comparação entre Scoto e o pensamento tomista era indicado por uma fórmula mais suave: "Ao lado da majestosa Catedral de São Tomás de Aquino, entre outras, há aquela digna de honra - embora diferentes em tamanho e estrutura - que elevou ao céu, sobre bases sólidas e com ousados pináculos, a ardente especulação de Giovanni Duns Scoto "
Não se usaria a expressão "muito diferentes em tamanho e estrutura" como teria sido mais lógico se ele tivesse querido manter uma continuidade com o juízo perentório de Leão XIII acima referido. Uma pequena mudança – da longe a quamvis, para dizê-lo no latim – que indica uma mudança não somente de perspectiva, mas de proporções, como poderia notar um bom especialista latino!
Tal mudança pode ser tomada como uma expressão da modificação da compreensão da ortodoxia do pensamento de Scoto: de fato, durante séculos a doutrina de Scoto foi definida contrária à fé sendo em muitos aspectos contrária ao pensamento de Santo Tomás de Aquino prescrito pela Igreja. Foi em 1971 que os escritos de Scoto foram aprovados, e justo porque o critério de ortodoxia não era mais a obra de Santo Tomás, mas a doutrina da Igreja;  uma mudança - dizem alguns- de época, pela qual esta história da causa de Scoto deve ser incluída nos manuais de teologia e história da igreja.
Portanto, depois de ter reconhecido a dignidade do pensamento do Mestre menor indicando uma nova avaliação com relação ao pensamento de Leão XIII, alterando o juízo sobre a proporção de Scoto com relação à Thomas, entre outras coisas, o Pontífice esperava que a doutrina escotista pudesse dar elementos úteis para o diálogo, especialmente com os anglicanos. Nisto o Papa apelava ao juízo dado por Giovanni Gerson segundo o qual Scoto era movido “não por uma contenciosa vontade de vencer, mas por uma humildade de encontrar um acordo”.
O venerável João Paulo II teve várias chances de falar do Beato Giovanni Duns Scoto, entre elas uma visita à Comissão Scotista junto à Pontifícia Universidade Antonianum em 1982. Mas foi por ocasião da declaração do reconhecimento do culto litúrgico de Giovanni Duns Scoto, servindo para enfatizar a importância do pensamento escotista para a Igreja:
"Nascido na Escócia por volta de 1265, Giovanni Duns Scoto foi chamado de "Beato” quase no dia depois da sua morte piedosa em Colónia, no 08 de novembro de 1308. Nesta diocese, bem como na de Edimburgo e de Nola, além do âmbito da Ordem Seráfica, foi-lhe dado nos séculos um culto público, que a Igreja tem solenemente reconhecido no dia 06 de julho de 1991 e que hoje confirma. Às Igrejas particulares mencionadas, que estão presentes nesta tarde na Basílica de São Pedro, com seus digníssimos pastores, bem como a toda a família franciscana, dirijo a minha saudação, convidando a todos para abençoar o nome do Senhor, cuja glória brilha na doutrina e na santidade do Beato Giovanni, cantor do Verbo encarnado e defensor da Imaculada Conceição de Maria.
No nosso tempo, rico de recursos humanos, técnicos e científicos, mas no qual muitos perderam o sentido da fé e vivem uma vida distante de Cristo e do seu Evangelho (cf. Redemptoris Missio, 33), o Beato Duns Scoto se apresenta não somente com a agudeza do seu gênio e da extraordinária capacidade de penetrar o mistério de Deus, mas também com o poder persuasivo da sua santidade de vida que o faz, para a Igreja e para a humanidade inteira, Mestre de pensamento e de vida. A sua doutrina, da qual, como afirmava o meu venerado predecessor Paulo VI, "pode-se obter armas brilhantes para combater e eliminar a nuvem negra do ateísmo que ofusca a nossa época" (Epist Apostólica .. Alma Parens: AAS 58 [ 1966] 612), fortemente edifica a Igreja, sustentando-a na sua missão urgente da nova evangelização dos povos da terra.
Em particular, para os teólogos, os sacerdotes, os pastores de almas, os Religiosos, e especialmente para os franciscanos, o Beato Duns Scoto é um exemplo de fidelidade à verdade revelada, de fecunda ação sacerdotal, de sério diálogo na busca da unidade, ele que, como afirmava Giovanni de Gerson, sempre foi movido em sua vida "não pela contenciosa singularidade da vitória, mas pela humildade para chegar a um acordo" (lectiones duae "Poenitemini", Lect. alt., consid. 5:... cit in Epist Apost Alma Parens: AAS 58 [1966] 614). Que seu espírito e sua memória possam iluminar da luz de Cristo o trabalho e as esperanças da nossa sociedade. "
(Tradução Thácio Siqueira)


Líderes religiosos nos EUA em defesa do matrimônio e da liberdade 
religiosa
Cristãos, muçulmanos e judeus assinaram um documento conjunto
WASHINGTON, DC, sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Uma carta em defesa do matrimônio e da liberdade religiosa foi difundida ontem pelos líderes de algumas das comunidades mais importantes dos Estados Unidos.
O documento, intitulado Marriage and Religious Freedom: Fundamental Goods That Stand or Fall Together ("Matrimônio e Liberdade Religiosa: princípios fundamentais que crescem ou caem juntos"), foi assinado por representantes das comunidades Anglicanas, Batistas, católicas, Evangélicas, judaicas, Luteranas, Mórmons e pentecostais dos Estados Unidos.
O Arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, presidente da Conferência Episcopal dos EUA, recém-nomeado cardeal, é um dos quatro bispos católicos que assinaram.
"O matrimônio e a liberdade religiosa estão em crise nos Estados Unidos - diz monsenhor Dolan -. Esta carta é um sinal de esperança. Não só existem dezenas de milhares de cidadãos crentes representados pelos subscritores, mas a carta em si atesta a crescente e partilhada consciência do quanto o matrimônio e a liberdade religiosa são importantes para o bem-estar do país. A carta expressa argumentos convincentes que devem ser ouvidos por todos, especialmente por aqueles que detêm posições de autoridade: toda pessoa realmente preocupada pela liberdade religiosa deverá necessariamente ser também um defensor da indissolubilidade do matrimônio".
Na carta, os líderes manifestam uma referência comum segundo a qual a principal ameaça à liberdade religiosa é a possibilidade de que os ministros do culto sejam forçados a celebrar matrimônios homossexuais.
Os signatários escrevem: "Acreditamos que a maior armadilha seja esta: forçar ou fazer pressão seja sobre os indivíduos seja sobre as organizações, para que eles considerem a sexualidade homossexual no mesmo nível da sexualidade conjugal. Não há dúvida de que muitas pessoas e grupos, cujas convicções morais e religiosas são contrárias à homossexualidade, resistiriam à obrigatoriedade da lei e resultaria em conflitos estado-igreja". Conflitos que poderiam levar a "sérias conseqüências".
Os problemas poderiam surgir "no campo jurídico, porque alterando a definição civil do matrimônio não se muda uma lei mas centenas, talvez milhares de leis. Num só tiro todas as regras, cujos direitos dependem do estado conjugal - como os benefícios de emprego, adoção, educação, saúde, cuidado dos idosos, habitação, propriedade e o fisco - iriam mudar e as relações homossexuais seriam tratadas com paridade com relação aos matrimônios. Essa exigência, por sua vez, seria aplicada a pessoas e grupos religiosos no curso normal de suas ocupações públicas ou privadas, incluindo as escolas, os hospitais, as casas de cura e outras instalações residenciais que atendam aos serviços de adoção e de aconselhamento, e muitos outros".
Os líderes religiosos signatários alertam que redefinir o matrimônio iria causar consequências para a liberdade religiosa de todos os americanos e solicitam que os líderes leigos defendam o matrimônio, bem como a liberdade religiosa.
"Pedimos especialmente aos guardiões do bem público que apoiem leis que defendam a concepção tradicional do matrimônio, evitando assim ameaçar a liberdade religiosa de inúmeros cidadãos e instituições deste país", acrescentam os líderes religiosos. "O matrimônio e a liberdade religiosa estão profundamente enraizados no solo desta nação”.
A propagação desta carta sai alguns dias antes da proclamação presidencial do Dia da Liberdade Religiosa (16 de janeiro) e cerca de um mês antes do Dia Mundial do Matrimônio (12 de fevereiro) e a Semana Nacional do Matrimônio Americano. A carta é seguida por um documento análogo, publicado no dia 06 de dezembro de 2010.
Tradução TS


BRASIL: Grande praça de internet para o jovens do Rio 2013
Novidades da Web da Jornada Mundial da Juventude
RIO DE JANEIRO, sexta-feira 13 janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Com novidades em relação à edições anteriores em outras cidades do mundo, está o site da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro de 2013.
Esta grande Praça dos jovens internautas católicos de todo o mundo oferece em português notícias e outras facilidades para acompanhar os preparativos do encontro com Bento XVI na cidade carioca.
Na medida em que hajam voluntários tradutores para outras línguas, o site irá oferecendo seus conteúdos em várias línguas.
Um novo recurso é "Siga a Cruz", um aplicativo para facilitar a interação e informação com os jovens do mundo. O aplicativo está disponível na web como uma ferramenta oficial da JMJ Rio 2013, que possibilitará, via celular ou tablet, seguir passo a passo o caminho dos dois símbolos da jornada – a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora - pelo Brasil. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado da web.
Desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação da Comunidade Católica Canção Nova, a pedido do Instituto JMJ Rio2013, o aplicativo estará disponível em primeiro lugar para os usuários de dispositivos iPhone, iPad e iPod. Em breve será lançado a versão também para tablets e smartphones com plataforma Android.
Os usuários podem também interagir com os amigos via Twitter e Facebook, traçar rotas detalhadas para o lugar onde se encontra a Cruz e acessar a galerias exclusivas de fotos.
O Brasil vive já em clima de Jornada Mundial da Juventude com a peregrinação dos dois ícones que, desde o dia 18 de setembro, estão no país. Os símbolos vão visitar todas as dioceses no Brasil e os países do Cone Sul, em preparação para o grande evento no Rio de Janeiro.
Para mais informações: http://www.rio2013.com/.


Espanha: fugi da fornicação
Uma carta do bispo de Córdoba causa polêmica
CORDOBA, sexta-feira 13 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .- Uma carta pastoral do bispo de Córdoba, Espanha, Demetrio Fernandez, tem levantado polêmica na opinião pública espanhola, a ponto de muitos meios terem reproduzido, de modo sensacionalista, as afirmações do bispo em relação à educação sexual dos jovens.
O título da carta, tirada de São Paulo, e dirigida aos jovens, é certamente uma provocação evangélica: "Fugi da fornicação."
O bispo, na realidade, comenta a palavra de Deus da liturgia deste domingo. Na sua opinião, "parece dirigida especialmente ao nosso tempo, onde a incitação à fornicação é contínua na mídia, nos filmes, na TV, e até mesmo em algumas escolas de ensino médio dentro do currículo escolar."
São Paulo - diz o bispo - "dirige-se aos Coríntios, uma cidade portuária, onde tinha de tudo, também do ruim."
No Império Romano, acrescenta, "a honestidade e a castidade foi decaindo e os costumes entre os jovens e adolescentes foi, em alguns ambientes, especialmente de esportes, uma depravação."
São Paulo, diz monsenhor Fernandez, "fala diretamente aos jovens e lhes exorta: "Fugi da fornicação”, e lhes dá uma razão forte: "Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo... que habita em vós? Não pertencei a vós mesmos, porque alguém pagou um alto preço pelo vosso resgate" (1 Cor 6, 20)."
Na verdade, diz o bispo, "uma das idéias que hoje mais gritam ansiosamente de liberdade é o oposto:" Eu sou minha/meu, e com o meu corpo faço o que quero'."
O Evangelho de Jesus Cristo, segundo o pastor de Córdoba, tem implicações em todas as áreas da pessoa, também no campo da sexualidade: "A sexualidade humana vista com olhos claros é a linguagem e a expressão do verdadeiro amor, de um amor que não busca só o seu interesse e satisfação, mas que é entrega e doação. Um amor que busca a felicidade do outro e que está disposto ao sacrifício e à renúncia. Um amor que tem sua origem e seu âmbito no matrimônio estável e abençoado por Deus ", diz ele.
E convida a praticar a castidade como uma "virtude que educa a sexualidade, tornando-a humana e tirándo-a da sua mais brutal animalidade.
"Chamou-me a atenção - explica o bispo -  um livro publicado nestes dias, no qual uma candidata à Miss Venezuela explicou sua experiência recente com um título que explica tudo:" Virgem aos trinta". Só não alcançou o título ao qual se apresentava por não aceitar a proposta da fornicação, que aparentemente era uma condição (não escrita) do concurso. Nela cumpriu-se esta palavra de São Paulo. E o livro se tornou um best-seller (o mais vendido) entre os meninos e meninas do seu entorno, do nosso tempo".
"É possível chegar virgem ao matrimônio, diz Mons Fernandez - embora o ambiente não seja favorável. É possível viver uma consagração total de corpo e alma, ao Senhor como uma oferta ao Senhor que beneficia aos demais. É possível ser fiel ao próprio marido, à própria mulher. Mais ainda, a isso nos convida a Palavra de Deus chama neste domingo, fugindo da fornicação. E a Palavra de Deus tem o poder de ser cumprida nas nossas vidas. "
Para ler a carta na completa: http://www.diocesisdecordoba.com/.
Tradução TS


O católico na política segundo Giampaolo Crepaldi
Manual para uma nova geração de católicos comprometidos na política
Antonio D'Anjou
ROMA, sexta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Foi publicado pela Cantagalli no outono de 2010 o livro O católico na política, de Giampaolo Crepaldi, bispo de Trieste e presidente do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre a Doutrina Social da Igreja.
O cardeal Bagnasco evidencia no prefácio: "Este livro é dedicado ao político, a quem pretende envolver-se ou já está envolvido em um partido político, candidatar-se a cargo público, exercer papéis institucionais ou administrativos".
E se este "manual para a recuperação", como o subtítulo diz, puder ser uma ferramenta, o seu objetivo é o mesmo frequentemente reafirmado pelo papa Bento XVI: que nasça na Itália uma nova geração de católicos comprometidos na política.
O livro é dividido em duas seções, uma dedicada aos "critérios" e a outra aos "conteúdos" desse compromisso na política. As duas seções têm dez capítulos cada uma, que podem ser considerados como aulas à parte dentro de um curso de política.
Mas antes dessa parte mais didática, que será discutida mais adiante, citemos em primeiro lugar o capítulo introdutório, intitulado "Resistência, Espera, Recuperação", que é uma breve e interessante ajuda para a compreensão do histórico operacional dos últimos cinquenta anos de presença católica na política.
Crepaldi refaz este caminho indicando uma série de livros, encíclicas, documentos que marcaram esses três períodos denominados de resistência, espera e recuperação. Do primeiro, entre os anos sessenta e setenta (a resistência), um dos textos de referência é o livro O Problema do Ateísmo, do filósofo Augusto dal Noce. Da segunda fase, entre os anos oitenta e noventa (a espera), uma articulação doutrinal fundamental foi a encíclica Fides et Ratio, de João Paulo II, enquanto do terceiro período (de recuperação), temos a Nota de 2002 da Congregação para a Doutrina da Fé sobre a ação e o comportamento dos católicos na vida política, que "é um momento de grande significado".
Como diz o autor, o livro é um manual. Então, daremos aqui algumas orientações para um maior aprofundamento, que pode ser feito por capítulo, por áreas ou por seções.
A seção dos critérios, que consideramos mais teórica, é composta por dez capítulos que podem ser divididos em duas áreas para facilitar a abordagem: a primeira nós chamaremos de "teórico-religiosa" e a segunda de "teórico-política". Do primeiro aspecto (o chamado teórico-religioso), podem fazer parte os capítulos intitulados "A dimensão pública do cristianismo", "A Doutrina Social da Igreja entre fé e razão", "Os princípios da Doutrina Social da Igreja", "A Nota doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé em 2002" e "A encíclica Caritas in Veritate, do Papa Bento XVI".
Na segunda área (chamada teórico-política), podemos incluir os outros cinco capítulos, intitulados "O problema da política laica", "A consciência dos católicos na política", "O significado dos ​​princípios não-negociáveis", "Unidade dos católicos na política?" e "Alargamento da razão política e novas ideologias".
Encontramos uma importante declaração feita por Crepaldi no capítulo que fala sobre a unidade política dos católicos e sobre a responsabilidade: "Por trás da diáspora dos católicos na política (...), há uma particular carência de doutrina. Isto significa que a doutrina da Igreja não é devidamente promovida nem recebida, que os pastores não estão devidamente comunicados entre si, que os teólogos não trabalham levando em consideração a sua função eclesial, que as universidades católicas não produzem uma coerente cultura católica, que os centros culturais católicos não operam de acordo com o magistério".
A seção de conteúdo, que consideramos mais programática, pode ser dividida novamente em duas áreas: a primeira nós chamaremos de "universal ou global" e a segunda de "local ou nacional". Da primeira área podem fazer parte os capítulos chamados "A Defesa da Vida", "Proteção e valorização da família", "A liberdade das famílias para educar os seus filhos", “Promover o direito à liberdade religiosa" e "O trabalho e a luta subsidiária contra a pobreza".
Na segunda área, inserimos os outros cinco capítulos: "A reforma do Estado para o bem comum", "A imigração e a sociedade do futuro", "A gestão responsável do meio ambiente", "A Europa e a sua identidade" e "A nação e o desenvolvimento dos povos".
E, novamente, queremos ressaltar uma frase de Crepaldi que fala das responsabilidades, no capítulo sobre a gestão ambiental: "A política deve levar em conta a ciência, mas não deve depender dela de modo cego. Precisamos ter a consciência de que, nesta sociedade do risco, nem os especialistas são sempre fiáveis​.​ É também possível criar novos riscos justamente através de intervenções incorretas. Políticas ambientais erradas podem criar um novo risco ambiental".
Crepaldi recorda, para concluir, e de certa forma adverte, que "A liderança de Bento XVI é muito clara, as indicações dadas são completas e não permitim titubeios, a era do ‘porém’ parece estar acabada, e o resultado é um novo papel de leigos católicos empenhados na política, sólidos em seus princípios e prudentes nas suas estratégias".
Diríamos, enfim, que o forte apelo às responsabilidades individuais é uma parte integrante da força das convicções religiosas.


Uma "leadership criativa" para a Terra SantaO auspício dos Bispos da 

CCEE no final da cúpula anual em Jerusalém


JERUSALÉM, sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Ao final do encontro anual, os Bispos da Coordenação da Terra Santa, liderados pelo Conselho da Conferencia Episcopal Européia, reiteraram a urgência de uma negociação entre israelitas e palestinos.
 ***
"Enquanto vemos a fé entre os cristãos na Terra Santa, como um exemplo para todos - afirmaram os bispos, no documento final do encontro - escutamos e vimos com os nossos olhos, que as ocupações e a insegurança, o medo e a frustração dominam a vida das pessoas nesta terra".
Os Bispos estão convencidos de que "ser pro - israelita é também ser pro - palestino" e que culpar uns aos outros " é uma abdicação da responsabilidade e um falimento da autoridade, a autoridade que as pessoas necessitam".
Para alcançar uma paz duradoura, é necessário que os dois povos vivam "com segurança em Estados soberanos e dentro de fronteiras seguras e internacionalmente reconhecidas", em consonância com as palavras de Bento XVI dirigidas ao Corpo Diplomático acreditado junto a Santa Sé, no dia 09 de janeiro passado.
Sendo o diálogo, ameaçado pelo "extremismo" e pela "intolerância", os bispos da Coordenação da Terra Santa fazem um apelo "a tolerância e a uma leadership criativa e corajosa, capaz de mostrar perdão e humildade, e de promover uma coexistência pacífica".
Apesar de tudo, não faltam sinais de esperança, entre os quais os Bispos destacaram " a Assembléia das Igrejas pelo Sínodo do Oriente Médio, o aumento dos peregrinos, a cooperação inter-religiosa na Galileia,como um exemplo para todos, os projetos de habitação do Patriarcado e da Custodia da Terra Santa, os esforços humanitários no campo da educação e da cultura das organizações católicas para apoiar as comunidades locais."
De maneira particular, é louvável o "testemunho constante" da comunidade cristã encontrada pelos Bispos da Coordenação de Gaza, em Nablus, em Jerusalém e na Galileia.
"Reconhecemos também os progressos registrados nas negociações entre a Santa Sé e Israel, que esperam por uma solução em breve", acrescentaram os Bispos.
O documento termina com o auspício de que os líderes políticos israelitas e palestinos demonstrem "coragem, determinação e criatividade para que se concretize a esperança da maioria, por uma pacifica coexistência sendo fiéis no seu ser hebreu, cristão e muçulmano".


O que é importante para ajudar a reconstruir o Haiti?
Após dois anos da tragédia, responsável pelo projeto de ajuda da AIS fala 
ao ZENIT
ROMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Rafael D’Aqui, advogado, estudou Direito Civil e Canônico na Universidade Lateranense de Roma , é responsável pela Seção América Latina I, da Fundação Pontifícia - Ajuda à Igreja que Sofre  (AIS) - . Ele contou ao ZENIT sobre sua experiência de trabalho no projeto de ajuda ao Haiti.
***
Quando você recebeu a proposta para acompanhar os projetos no Haiti, já havia acontecido a tragédia do terremoto do 12 de janeiro de 2010?
Durante o meu tempo de estágio preparatório para o trabalho aqui na sede internacional da AIS, entre julho e setembro de 2009, já havia tido contato com projetos do Haiti. No dia da tragédia, estava trabalhando na redação brasileira da Rádio Vaticano e a notícia da morte da Dra. Zilda Arns no terremoto em Porto Príncipe, recordo-me, nos deixou a todos consternados. Alguns meses, mais tarde, em julho de 2010, assumi o cargo de Responsável de Projetos da Seção que já acompanhava os trabalhos no Haiti, o que me satisfaz, pois a grande necessidade do país nos motiva a trabalhar mais e com redobrada motivação por esse povo tão sofrido. Em minha seção, acompanho projetos pastorais na região geográfica entre a Bolívia e o México (excluindo, portanto Cuba, Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, que pertencem à Seção América Latina II).
A tragédia mudou alguma coisa na execução dos trabalhos da AIS naquele país?
Nossa Seção sempre buscou acompanhar de perto toda a situação haitiana, especialmente do nosso interlocutor principal, que é a Igreja – na pessoa dos bispos, sacerdotes, religiosas e religiosos – gente que sempre esteve em primeira linha muito comprometida com o desenvolvimento do país. Nossa primeira atitude foi buscar de todo jeito contactar nossos parceiros de projeto no local. Três meses após a catástrofe, convidamos o presidente da Conferência Episcopal Haitiana, Dom Kébreau e o então Administrador Apostólico de Porto Príncipe, Dom Lafontant, para uma visita à nossa sede. Antes de minha chegada para assumir o cargo na Seção, já uma equipe de trabalho nossa havia estado nos locais mais tocados pela tragédia.
Quando você foi ao Haiti, qual foi a maior necessidade encontrada?
Vimos logo a necessidade de visitas e contatos mais frequentes para atender bem a demanda. Ouvir e conhecer mais profundamente a dor e a consternação de nossos irmãos haitianos tornou-se assim uma prioridade para nossa seção. Por isso em meu primeiro ano de trabalho aqui busquei dedicar-me especialmente a conhecer pessoalmente mais deste país. Já realizei 2 viagens ao Haiti neste último ano e pude encontrar todos os bispos e conhecer mais de perto mais do sofrimento da população. Ambas as viagens que realizei contaram com especial ajuda e colaboração da Conferência Episcopal Haitiana, que articulou um programa e algumas entrevistas nas 10 dioceses do país.
Qual é o critério utilizado para a execução dos projetos que você acompanha? Vocês contam com a ajuda da população local?
Nosso trabalho na AIS prioriza atender, como desejava o nosso fundador, Pe. Werenfried van Straaten, as urgências e as carências mais sentidas da Igreja local para que a boa nova chegue a todos os homens. Para isso, dedicamos muito de nossa viagem para deixar que a própria Igreja no Haiti nos mostre o que podemos fazer, dentro de nossas possibilidades, para que os seus agentes continuem sendo “tudo para todos”. Essa foi a impressão mais forte que tive da Igreja nesse país. O sacerdote, a religiosa, os agentes da pastoral do dia-a-dia são sinal de esperança para a população. Entrevistando alguns sacerdotes, nos surpreende ver estes homens que dedicam a sua juventude – muitos são bem jovens! – em localidades onde faltam todas as estruturas. E eles nos dizem: “amigo, aqui o pároco sou eu, mas o padre é também pro povo médico, advogado, juiz, motorista... se um pessoa está doente ou uma mulher grávida precisa dar à luz, não tenha dúvida que a nossa gente não hesitará em nos chamar, mesmo que seja no meio da madrugada”.
O que mais te impressionou durante estas viagens? Você se lembra de algum momento em particular?
Durante as duas viagens, certamente muitas cenas me impressionaram. Mas particularmente nos dá uma grande sensação de impotência e uma certa tristeza ver a Catedral e o Palácio Presidencial de Porto Príncipeem ruínas. Osdois monumentos da capital haitiana continuam incomodando a paisagem até hoje, 2 anos após a tragédia. Eles são símbolo de muitas vidas que ficaram em pedaços naquele país, depois da catástrofe natural. Hoje, acredita-se que apenas 50% dos escombros foram retirados das ruas. A impressão que deixa após a segunda viagem de trabalho é que eles quase que se “integraram” à paisagem urbana, em meio a uma avalanche de carros que entopem as vias e alguns acampamentos que resistem à provisoriedade para os quais foram criados.
A primeira viagem de trabalho, em novembro de 2010, foi especialmente marcada por um período tenso que pudemos testemunhar. Coincidiram, durante a visita de nossas equipes, o início da trágica epidemia de cólera, algumas rebeliões contra a MINUSTAH (forças de paz da ONU que ocupam o território) e clima tenso em razão da disputa presidencial.
A segunda viagem foi em maio do ano passado. Nela buscamos compreender melhor a dinâmica na qual o país foi introduzido. Procuramos conhecer um pouco mais das localidades igualmente necessitadas fora do eixo Porto Príncipe-Jacmel. Com a migração interna após o 12 de janeiro de 2010, alguns tentam a vida em outras regiões do país, longe da agitação da capital e em terras onde supostamente estariam livres de tremores. Dessa segunda viagem nasceram alguns posts em meu blog:www.novavereda.blogspot.com/search/label/Haiti com entrevistas, pessoas, histórias e músicas que ouvi na minha estada.  
As pessoas do local, especialmente após a catástrofe de 2010, sonham com alguma coisa?
Surpreendeu-me o fato de que muitos haitianos sonham com um visto que lhes possibilitava uma chance de vida melhor no exterior. Isso é, em minha opinião, um sintoma de que muitos não encontram oportunidade, as desigualdades no país são assustadoras e, infelizmente, o Estado historicamente não foi capaz de atender às demandas da população. Milhares tentam a vida no Canadá, outros na França e alguns também nos EUA. Essa comunidade da diáspora é o “ganha pão” de muitas famílias. A insegurança alimentar, a falta de infra-estrutura de base (água, esgoto, educação para todos, moradia digna), somada ao altíssimo índice de desemprego, faz com que muitas lideranças, muitos “cérebros” fujam da realidade. Outros tantos que se encontram no país, não tem oportunidade.
Qual era a situação das pessoas, particularmente, nos acampamentos? Como você foi recebido?
Eram os lugares de maior sofrimento, mesmo acompanhados por alguma presença eclesial, nem sempre é fácil... Há dois sentimentos: os estrangeiros nos trouxeram a tragédia, ou é do exterior que vem a salvação. Nunca sabemos com qual atitude vamos nos deparar. Mesmo um bom tempo após a tragédia, há uma ferida “psicológica” que pode custar a sarar. Com razão muitos não aceitam serem fotografados em condições indignas, como as que oferecem os acampamentos ou favelas como a de Cité Soleil, na capital, onde o lixo se confunde com os animais, os veículos e as pessoas. Mas em geral, há que ser sincero e dizer que tive uma experiência muito positiva. O povo é em geral bastante acolhedor e simpático. Há muita gente cansada de esperar. Há muitos que trabalham também para reacender a esperança.
Passaram-se dois anos desde a catástrofe, o que a população espera de vocês e das outras organizações que ajudam na reconstrução do Haiti? Como você acompanha a situação do local atualmente?
A grande tentação nesse momento pode ser a de reconstruir tudo de qualquer maneira. Talvez alguns esperem uma resposta mais ágil das organizações, mas precisamos assegurar nossos benfeitores e a população beneficiada pelos projetos de que as construções que serão feitas respeitarão realmente medidas técnicas anti-sísmicas e também anti-ciclônicas, já que anualmente o país é tocado por fenômenos naturais que ocasionam danos nesse sentido.
Acompanhamos a situação principalmente através do parecer dos bispos de cada localidade. Mesmo não podendo estar mais presente fisicamente, pois tenho que acompanhar projetos também em outros países, buscamos estar unidos sempre na oração e obter informações. Um princípio de trabalho da Fundação AIS (www.acn-intl.org) é tudo começar pela oração. Rezamos primeiro com nossos benfeitores pela situação dos nossos irmãos no mundo. Buscamos nos atualizar com os nossos contatos para manter nossa rede de benfeitores em dia com as notícias que nos chegam das diversas partes do mundo. Por fim, aqueles que se sentem tocados por uma ou outra realidade tem também a ocasião de fazer uma partilha concreta pelo bem de outros mais necessitados no mundo.
E o que seria realmente mais importante para ajudar a população Haitiana?
Creio firmemente que investir e apoiar o trabalho com a Igreja católica é um ponto chave. Temos visto que os missionários fazem o bem a todos sem discriminação. Muitas seitas e outros movimentos religiosos, além das ONGs tem entrado no país com uma caridade que infelizmente faz bem só a si mesmo ou a grupos restritos. Uma irmã uma vez indignada dizia que o trabalho das ONGs é assim: “precisa não enxergar de um olho ou ter uma perna torta pra poder receber alguma coisa dessa gente”. Claro que cada um tempo o seu papel e há organizações que trabalham com seriedade. A Igreja trabalha diretamente com a população e está aberta a todos. Um bispo nos explicava: “aqui a primeira coisa que a gente faz quando abre uma missão é criar a escola. O padre é também professor. Se não ensinarmos o povo a ler, não encontramos ninguém que possa fazer as leituras na missa!”. De fato, há um costume de construir “capelas-escolas”, onde nas localidades mais desatendidas dá-se uma oportunidade a muita gente pra começar seus estudos. Da mesma maneira, trabalha-se com os órfãos, com os doentes (nos dispensários e nos hospitais). Temos buscado ajudar especialmente às congregações religiosas locais, pois boa parte da educação passa pela mão das irmãs que são professoras seja no ensino público que privado.
Um bispo nos dizia durante nossa viagem: “Mais importante que reconstruir paredes hoje – que também precisamos – é educar o povo e reconstruir o país a partir do coração de cada homem”.  
Por: Maria Emília Marega


"A Justiça não é uma simples convenção humana "
O Papa recebe em audiência os agentes da Inspetoria da Segurança 
Pública junto ao Vaticano

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de janeiro de 2011 (ZENIT.org) - Depois dos administradores de Roma e do Lazio, foi a vez dos oficiais da Inspetoria da Segurança junto ao Vaticano, para os quais o Papa Bento XVI enviou uma saudação de ano novo durante uma Audiência na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano.
Uma saudação especial do pontífice dirigiu-se ao Diretor-Geral da Inspetoria da Polícia, Raffaele Aiello, e ao Prefeito, Salvatore Festa. A todos os agentes e funcionários Bento XVI expressou sua gratidão pessoal pelo "trabalho precioso e delicado" desenvolvido.
"A proteção da ordem pública, especialmente em uma área tão frequentada por turistas e peregrinos de todo o mundo, não é uma tarefa fácil", disse o Santo Padre.
A grande multidão de pessoas que todos os dias veem rezar junto aos túmulos dos Apóstolos, no entanto, "não é certamente um problema para a cidade de Roma e para a Itália como um todo, mas uma riqueza e uma fonte de orgulho", acrescentou.
O Papa também expressou a esperança de que a presença maciça de peregrinos diariamente na Basílica, possa fortalecer a fé do pessoal de segurança do Vaticano, ajudando-os "a enfrentar a vida com uma conduta digna de cristãos autênticos e de cidadãos maduros".
Referindo-se aos episódios de violência e de intolerância que têm caracterizado o ano passado, e ao fanastismo anti-cristão que continua a manifestar-se em muitas partes do mundo, Bento XVI assinalou que as palavras "justiça" e "paz" são usadas "muitas vezes de forma equivocada."
Justiça, na verdade, "não é uma simples convenção humana", porque muitas vezes, em nome de uma suposta justiça,  "dominam os critérios de utilidade, do lucro e do ter, pode-se pisar o valor e a dignidade da pessoa humanos ", disse o Santo Padre, referindo-se ao conteúdo da Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2012 (No. 4).
Da mesma forma, a paz não é uma mera ausência de guerra, mas, em primeiro lugar, um "dom de Deus que deve ser pedido com fé e que em Jesus Cristo encontra o caminho para alcançá-la". Ela se realiza com uma "contribuição de compaixão, solidariedade, fraternidade e cooperação de cada um" e está "profundamente enraizada na justiça - animada pela verdade na caridade - que os homens são capazes de realizar a partir do contexto no qual geralmente vivem: a família, o trabalho, as relações de amizade".
Transmitindo a Bênção Apostólica sobre os presentes e invocando a materna intercessão da Rainha da Paz, o Santo Padre expressou a esperança de um 2012 "vivido por todos caracterizado pelo respeito mútuo e do bem comum, e esperando que nenhum ato de violência seja feito em nome de Deus, supremo garante da justiça e da paz. "
Tradução TS


Noticias dia 12/01

Exposição revela os Arquivos Secretos do 
Vaticano

Museus Capitolinos abrem exposição "Lux in 
Arcana" em 1º de março

ROMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Um evento único na história da Igreja: a partir de 1º de março até 9 de setembro, ficará aberta para visitação a mostra Lux in Arcana: O Arquivo Secreto do Vaticano se revela.
Uma centena de códigos, pergaminhos, arquivos, registros e manuscritos serão temporariamente transferidos do Arquivo Secreto Vaticano para os Museus Capitolinos, em Roma. Os documentos cobrem a história desde o século VIII até o XX.
Esta será a primeira vez, e talvez a única, que esses documentos secretos vão cruzar as fronteiras do Vaticano. A exposição Lux in arcana, organizada por ocasião do quarto centenário da fundação do Arquivo Secreto Vaticano, tem como objetivo explicar e dizer o que é e como funciona o Arquivo dos Papas, ao mesmo tempo em que “torna visível o invisível” e abre acesso a algumas das maravilhas que até o momento estavam custodiadas em cerca de 85 km lineares de estantes.
Entre os documentos de época que poderão ser vistos, está o manuscrito em que Galileu Galilei abjurou das suas teorias, aceitando a condenação da Igreja (1633); o Privilegium Ottonianum, com que o Imperador Otto I da Saxônia se comprometeu a defender o pontífice de eventuais ataques e agressões (962); a excomunhão de Martinho Lutero (1520); a carta em que o papa Celestino V fez a "grande recusa", renunciando ao papado (1294); o dogma da Imaculada Conceição, assinado por Pio IX (1854), entre outros muitos.
O olhar do visitante passará através dos tempos, encontrando figuras históricas tão diversas como Wolfgang Amadeus Mozart (de quem está exposta a decoração pontifícia), Abraham Lincoln (com o discurso que encerrou a escravidão nos Estados Unidos) e Napoleão Bonaparte (será exposto o Tratado de Tolentino, que obrigou o papa Pio VII a entregar manuscritos valiosos e importantes obras de arte).
Lux in arcana é realizada em colaboração com organismos como o Departamento de Assuntos Culturais e do Centro Histórico e a Superintendência do Patrimônio Cultural de Roma.
A exposição estará aberta todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 9h às 20h.
O ingresso integrado Museu + Exposição custará 12 euros na versão inteira, mas há descontos e gratuidades previstas. A gratificação é concedida, por exemplo, a crianças menores de 6 anos, a grupos de escolas de ensino fundamental e médio, a portadores de necessidades especiais e ao seu respectivo acompanhante, além dos usuários de passes como o RomaPass e o Roma&Più Pass.
As instituições devem apoiar as famílias 

numerosas e os jovens à procura de trabalho

Os Administradores Públicos da Região Lazio e 

de Roma, se encontram com o Papa


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - A atual crise pode ser um estímulo para refletir sobre os valores que animam a nossa sociedade; disse o Papa Bento XVI durante a Audiência com os administradores públicos da Região Lazio, da Província, e do Município de Roma, para a tradicional troca de saudações pelo novo ano.
***
A Audiência foi realizada na Sala Clementina do Palácio Apostólico e foi precedida por homenagens de Renata Polverini, presidente da Junta regional Lazio, Nicola Zingaretti, presidente da Província de Roma, Giovanni Alemanno, prefeito de Roma.
O Santo Padre começou seu discurso dizendo que a crise econômica e financeira não poupa o território de Roma e Lazio, e reiterou mais uma vez que as “raízes profundas” deste fenômeno estão “em uma crise ética.”
A etimologia da palavra “crise”, disse Bento XVI, está ligada à dimensão do “separar”, “avaliar” e “julgar”. Portanto, a crise atual pode ser uma oportunidade para “verificar se os valores fundamentais da vida social geraram uma sociedade mais justa e solidária”, ou se é necessário “recuperar valores que estão na base de uma verdadeira renovação da sociedade, não apenas para um restabelecimento econômico, mas também para o “bem integral da pessoa.”
A crise atual tem suas raízes no “individualismo que obscurece a dimensão relacional do homem”, fechando-o “em seu pequeno mundo”. O Santo Padre mencionou "a inserção cada vez mais exigente no mundo do trabalho para os jovens, a solidão de muitos idosos, o anonimato que muitas vezes caracteriza a vida nos bairros da cidade, o olhar, às vezes superficial, para as situações de marginalização e pobreza”, como consequências desta mentalidade.
A fé, no entanto, sugere uma perspectiva diretamente oposta, em que o homem “é chamado a viver em relação e que o “eu” pode encontrar-se a partir do “tu” que é antes de tudo, Deus”, o único capaz de acolher o homem incondicionalmente.
Da mesma forma, as instituições devem “favorecer o crescimento da consciência de fazer parte de uma única realidade, onde cada um, à semelhança do corpo humano, é importante para o todo”, como citado em Menenio Agrippa relatado por Tito Lívio na sua história de Roma.
O valor da hospitalidade, que está na consciência de fazer parte de um “corpo”, está “profundamente enraizado nos corações dos habitantes de Roma e do Lazio”, disse o Santo Padre, recordando a fraternidade gerada em Roma durante os dias da beatificação de João Paulo II.
O Papa também mencionou a Caritas e as comunidades cristãs, que oferecem hospitalidade aos estrangeiros que fogem de situações desesperadoras em seus países de origem.
Bento XVI também encorajou a defesa da “família fundada sobre o matrimônio como célula essencial da sociedade”.
Uma sociedade solidária deve ajudar as novas gerações, com políticas que garantam “moradia a custo baixo e que façam todo o possível para assegurar uma atividade lavorativa”. Isso é importante para evitar o risco de que os jovens sejam vítimas de “organizações ilegais, que oferecem lucro fácil e não respeitam o valor da vida humana”, acrescentou o Papa.
Antes de dar a sua bênção apostólica, o Papa recordou que os desafios são “múltiplos e complexos” e podem ser superados somente “na medida em que se reforçar a consciência de que o destino de cada um está ligado ao de todos.”
Cardeal Sarah: Manchay é presença viva da providência de Deus

Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum segue os passos de Santa 
Rosa de Lima
LIMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Em visita ao Peru, o cardeal Robert Sarah, presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, que se dedica à caridade e à promoção humana, prometeu ajuda do Vaticano para o trabalho social gerido pela Arquidiocese de Lima na região de Manchay, na extrema periferia da capital peruana.
Conforme comunicado de imprensa da arquidiocese, o cardeal fez a promessa durante uma visita a vários projetos sociais promovidos pela igreja de Lima em Manchay.
 "Agradeço a Deus por me permitir estar aqui entre vocês. Eu conversei com o seu bispo e posso dizer que, em Manchay, nosso Senhor está presente com seu amor e sua bênção. Gostaria de agradecer por tudo o que eu vi, por todo o seu trabalho. E quero dizer, em nome do Papa, que eu desejo participar no seu trabalho pastoral. Manchay é a presença viva da providência de Deus", disse o cardeal.
"Tenho certeza de que o papa, se estivesse aqui, faria a mesma promessa de participar neste trabalho pastoral. Eu os abençôo e prometo que vou orar por cada uma das suas famílias e por cada um de vocês", acrescentou.
Depois, o presidente do Cor Unum exortou a população de Manchay a educar os filhos no amor de Deus. "Que Deus lhes conceda saúde e paz".
Sarah também explicou o trabalho que o Santo Padre confiou ao Conselho Pontifício dedicado à caridade: estar perto das pessoas que vivem na pobreza. O Cor Unum, de fato, enviou ajuda material após o terremoto de Pisco, em 15 de agosto de 2007.
O cardeal explicou ainda o motivo da sua visita a Lima: uma peregrinação pelos lugares onde viveu Santa Rosa de Lima, por quem ele tem uma grande devoção.
"Estou aqui para conhecer o Peru, mas também para venerar uma santa que conheço desde pequeno, Santa Rosa de Lima. A minha paróquia de origem tem Santa Rosa de Lima como padroeira, e, em fevereiro, a minha paróquia, que fica na África, vai fazer cem anos. Para me preparar e para preparar espiritualmente o meu povo para o centenário, eu quis fazer uma peregrinação ao Peru para ver os lugares onde Santa Rosa de Lima viveu", completou o purpurado, nascido na Guiné.
China: pressões sobre o bispo clandestino de Tianshui

Monsenhor John Wang Ruowang foi forçado a ter sessões de estudo
ROMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Na China, a polícia aumentou recentemente a pressão sobre o bispo da diocese de Tianshui (em Gansu), o bispo John Wang Ruowang. O prelado - ordenado recentemente - e muitos dos seus sacerdotes foram obrigados a participar das assim chamadas "sessões de estudo" durante as quais agentes da segurança pública tentaram obter informações sobre a ordenação de Wang, acontecida na clandestinidade com mandato Papal no final do ano passado. A agência UCA News eEglises d'Asie difundiu a notícia ontem.
De acordo com fontes da Igreja local, citadas pela agência, o bispo foi preso no dia 30 de dezembro de 2011, enquanto saia de uma igreja paroquial, para primeiro ser transferido para um estabelecimento da polícia de Tianshui. Monsenhor Wang, 50 anos, que pôde permanecer na posse do telefone celular, foi contatado pelos seus parentes, e lhes disse que estava em "boa saúde" e de "alto astral".
O bispo disse que foi submetido à "conversas e sessões de formação" e teme que o mesmo destino corresponda a uma série dos seus sacerdotes. De fato, no passado 04 de Janeiro 7 sacerdotes da diocese de Tianshui foram levados pela polícia para serem submetidos, por sua vez, a "sessões de estudo". Dois deles já voltaram em liberdade, porém com a tarefa de  estudar em casa alguns "documentos".
Como lembra Eglises d'Asie, já no mês de agosto do ano passado prisões semelhantes haviam sido realizadas entre o clero diocesano de Tianshui. De acordo com relatos da agência de notícias das Missões Estrangeiras de Paris, parece que a ação policial está ligada à ordenação episcopal do bispo Wang. O prelado pertence de fato à parte "clandestina" da diocese de Tianshui, que tem 20.000 fiéis e uns trinta sacerdotes, divididos igualmente entre "clandestinos" e "oficiais".
Para o bem da unidade, a Santa Sé havia nomeado no ano passado monsenhor Wang bispo titular de Tianshui e padre Bosco Zhao Jianzhang bispo "coadjutor". A ordenação deste último, que estava na cabeça da parte "oficial" da diocese, ainda não ocorreu. Mas, aquela de Monsenhor Wang aconteceu no final do ano passado sem o conhecimento das autoridades chinesas. É esse segredo, ao que parece, que está mobilizando agora a polícia, que por meio de pressões está buscando obter informações precisas sobre data e sobre circunstâncias da ordenação.
Em Gansu, uma província remota do noroeste da China, a diocese de Tianshui apresenta segundo Eglises d'Asie um "quadro frustrado". A comunidade clandestina foi guiada até o 2003, ano da sua saída, por Mons. Casimir Wang Milu. Desde então, a diocese foi administrada pelo Padre João Batista Wang Ruohan (Wang Milu, Wang Ruohan e Wang Ruowang são três irmãos). Da parte "oficial", a diocese foi administrada até a sua morte em 2004, por Mons. Augustine Zhao Jinglong. Desde então, o administrador "oficial" foi o padre Bosco Zhao Jianzhang, sobrinho de Mons. Augustine Zhao.
No contexto atual, caracterizado pelas ordenações ilegítimas dos últimos meses, parece que as autoridades do Gansu estejam querendo promover o padre Bosco Zhao Jianzhang para bispo ordinário de Tianshui. De fato, como lembra Eglises d'Asie, um documento do Departamento do Frente Unida do Gansu chama a eleição de um novo bispo para Tianshui de uma prioridade. A ordenação episcopal de Mons. Wang, no entanto, pegou todos de surpresa.
(Tradução TS)
Salesianos e Filhas de Maria Auxiliadora trabalham juntos em Cremisan

Suposto conflito entre as duas comunidades é falso
Eugenio Fizzotti
ROMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Suscitou perplexidade e tristeza um artigo publicado num jornal italiano que, com tom polêmico e injustificado, apresentava uma situação de alegado conflito entre a comunidade dos padres salesianos e a comunidade das Filhas de Maria Auxiliadora, que há muitos anos trabalham em Cremisan, perto de Belém, na Terra Santa.
O motivo do suposto conflito seria a diferença de postura quanto ao muro a ser construído ao longo dos territórios da Cisjordânia para separar os palestinos dos israelenses. O artigo atribui à Irmã Adriana Grasso, superiora da comunidade das freiras, a afirmação de que os salesianos não fazem objeções ao muro pela simples razão de que, ao produzirem azeite e vinho de alta qualidade, que vendem na sua maior parte para os israelenses, a nova situação facilitaria o seu projeto de aumentar a clientela em Jerusalém e em Tel Aviv.
Uma atmosfera de serenidade animou nesta semana um encontro entre a comunidade dos Salesianos e a das Filhas de Maria Auxiliadora, com o objetivo de esclarecer a situação descrita com tons agressivos e de testemunhar que existe desde sempre uma concordância entre as duas obras educativas e formativas, que promovem o Evangelho numa área afetada por tensões internacionais políticas e econômicas.
O Pe. Giovanni Laconi, diretor salesiano em Cremisan, e a Irmã Adriana Grasso, diretora da obra das Irmãs Salesianas Filhas de Maria Auxiliadora, decidiram comunicar, com a assinatura de ambos, que "em referência a artigos de um jornal impresso e de vários jornais on-line, as Irmãs Salesianas e os Religiosos Salesianos de Cremisan afirmam claramente que não existe conflito algum entre eles e que não há posições diferentes em relação à construção do muro". 
As duas comunidades religiosas são autônomas na organização do seu trabalho para ajudar a população local, "mas sempre viveram e vivem em boas relações e respeito mútuo. Todos sempre se expressaram como contrários à construção do muro e manifestaram, da forma considerada mais adequada, a sua solidariedade às famílias palestinas em Beit Jala, que, por causa da construção do muro, sofrem injustiça e são privadas de suas terras".
As irmãs salesianas administram em Cremisan uma creche, uma escola primária e um centro juvenil para a formação integral das crianças e dos jovens que os frequentam, acolhendo a todos sem distinção e dando particular atenção para os mais necessitados.
Os religiosos salesianos, que estão presentes em Cremisan desde 1891, inicialmente lançaram um Centro de Estudos Teológicos, projetado para formar jovens procedentes de mais de 20 países. Em 2004, o Centro de Estudos foi transferido para Jerusalém, onde constitui a seção inglesa da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia Salesiana de Roma e acolhe 37 estudantes salesianos.
Depois dessa transferência, está sendo planejanda a renovação dos edifícios de Cremisan para abrir neles um Centro Internacional de Educação Continuada, a serviço de jovens e adultos de toda a família salesiana, que está presente em 132 países, e a serviço também de instituições locais interessadas.
Continua ainda no território de Cremisan a produção de vinho e azeite, que, de acordo com a afirmação do diretor, Pe. Laconi, "está sempre na vanguarda em tecnologia e qualidade, foi recentemente reconhecida como de nível internacional, emprega vinte famílias da região e contribui para o apoio às atividades educativas e de formação dos salesianos na Terra Santa".
A força e a beleza da fé a ser descobertas

Começa série de encontros da Fundação João Paulo II em Roma
Pe. Andrzej Dobrzynski
ROMA, quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) . Começou em Roma neste domingo (8 de janeiro) uma série de reuniões organizadas pela Fundação João Paulo II - Centro de Documentação e de Estudo do Papado, junto com a Reitoria da Igreja de Santo Estanislau. O tema do ciclo, intitulado Força e Beleza da Fé, se baseia nas catequeses de João Paulo II sobre o credo. A nova série de reuniões acontece em preparação para o Ano da Fé, que começa em 11 de outubro de 2012.
O encontro foi iniciado com a missa presidida pelo Pe. Piotr Studnicki, celebrada na intenção de "realizar os ensinamentos de João Paulo II em nossa vida pessoal e social". Depois da Eucaristia, os participantes passaram para a sala da igreja de Santo Estanislau, onde Mons. Pawel Ptasznik, reitor da igreja, observou que estes tempos seguintes à beatificação do papa são oportunos para nos aprofundarmosnos ensinamentos de João Paulo II.
O Pe. Andrzej Dobrzynski, diretor do Centro de Documentação e Estudos do Pontificado de Roma, apresentou o relatório Mar adentro! A teologia da fé em João Paulo II. A fé inclui a razão e também um ato de confiança em Deus. O relator explicou a doutrina da fé como graça e virtude. O papa nos ensinou o que significa acreditar hoje em dia. Segundo ele, a fé viva, consciente e madura é a resposta para os problemas humanos e para o mundo contemporâneo. João Paulo II era um mestre e uma testemunha de profunda fé, vivida de uma forma muito pessoal, com amor por Deus, pela Igreja e pelos outros. Esta fé dá força e significado para as nossas vidas. Para seguir os seus passos, é preciso "remar mar adentro", confessando a fé, conhecendo-a e praticando-a todos os dias.
Após este pronunciamento, houve um debate sobre o papel da razão, sobre os argumentos para a existência de Deus e sobre as dúvidas que podem acompanhar a fé.
A próxima reunião, sobre o tema "Deus Criador e Pai misericordioso", acontecerá no domingo 5 de fevereiro, às 19h.
Agradecimento da CNBB ao atual secretário da congregação para os bispos

Nota de Dom Raymundo Damasceno agradecendo o ex-núncio apostólico 
do Brasil.
BRASILIA, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- O presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, em nome de toda a conferência dos bispos do Brasil, nesta quarta-feira, publicou notaagradecendo a Dom Baldisseri, ex-núncio apostólico do Santo Padre no Brasil, nomeado para o cargo de Secretário da Congregação para os bispos.
Dom Damasceno agradece sua “excelente atuação tanto junto às autoridades brasileiras como representante do Papa”, como também pelo seu “zelo apostólico”, destacando o “recém-lançado livro ‘Ação e Missão’, fruto dos seus pronunciamentos durante seu serviço à Igreja no Brasil.
Dom Damasceno destacou, entre as várias contribuições de Dom Baldisseri à Igreja do Brasil, especialmente a “conclusão do acordo entre o governo brasileiro e a Santa Sé”, estabelecendo o estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil, “promulgado no dia 11 de fevereiro de 2010.
Terminou a nota dizendo: “Temos a certeza de que a Igreja do Brasil será sempre grata pelo seu fecundo trabalho realizado como Núncio Apostólico em nosso país”.
Papa nomeia novo secretário para Congregação para os Bispos

Dom Lorenzo Baldisseri deixa o cargo de Núncio Apostólico no Brasil
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O Monsenhor Lorenzo Baldisseri é o novo secretário da Congregação para os Bispos. A nomeação oficial foi feita hoje pelo papa Bento XVI. Para assumir o cargo no Vaticano, o bispo deixa aquele de Núncio Apostólico no Brasil.
Nascido em Barga (Pisa), 29 de setembro de 1940, Lorenzo Baldisseri foi ordenado sacerdote dia 29 de junho de 1963, pelo Arcebispo Ugo Camozzo, pela diocese de Pisa. Depois de ter frequentado a Pontifícia Academia Eclesiástica, Baldisseri entrou no serviço diplomático da Santa Sé.
Em 12 de Janeiro de 1992, o Papa João Paulo II o nomeou Núncio Apostólico no Haiti, elevando-o a arcebispo titular de Diocleciano. Em 7 de março do mesmo ano, Dom Baldisseri foi consagrado bispo pelo cardeal Angelo Sodano.
Nomeado Núncio no Paraguai dia 06 de abril de 1995, Baldisseri assumiu a mesma posição para a Índia e o Nepal em 1999. Em 12 de Novembro de 2002 foi nomeado Núncio Apostólico no Brasil.
A Congregação para os Bispos, ocupa-se das matérias que se referem "à constituição e à provisão das Igrejas particulares", como a nomeação de bispos, bem como ao exercício da missão de cada bispo na Igreja Latina, à constituição das Conferências Episcopais e à revisão dos seus estatutos.

Que as dioceses ajudem as famílias cristãs da Terra Santa a conseguirem uma casa
O patriarca de Jerusalém convida, pela Rádio Vaticana, à um gesto concreto
HAIFA, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) – Encontraram-se ontem, em Haifa, Israel, os bispos europeus e americanos do encontro de Coordenação da Terra Santa para um compromisso com a comunidade católica local, especialmente com os sacerdotes de tradição latina, melquita e maronita.
Suscitou grande interesse o encontro ocorrido ontem da delegação de bispos com as autoridades israelenses, que permitiu abordar algumas das questões relativas à presença da Igreja nos lugares santos.
O Patriarca latino de Jerusalém, Dom Fouad Twal, entrevistado pela Rádio Vaticano, disse: "Estamos muito satisfeitos por ter a visita desta coordenação, como todos os anos. É um sinal de comunhão com a Igreja Internacional, é um sinal de solidariedade". Esta é a comunhão que o mesmo Sínodo tem tanto pregado, a comunhão entre todas as Igrejas do mundo que muitas vezes fala o Santo Padre. "
Falando, em seguida, dos projetos das casas e dos lares para as famílias como uma das necessidades mais urgentes e caras que a comunidade cristã na Terra Santa deve enfrentar, o patriarca disse: "Uma família, sozinha, nunca terá a oportunidade de ter uma casa e faço de novo um apelo a todos aqueles que podem dar uma ajuda. Não podemos colocar todo o projeto a cargo de uma pessoa, de uma igreja, de uma diocese".
"Se cada diocese assumir o compromisso de fornecer um apartamento para uma família cristã, daremos a oportunidade a muitas jovens famílias cristãs a permanecerem e evitarem assim a tentação de emigração” continuou Mons. Fouad Twal, convidando a assumir um "senso de responsabilidade, uma sensibilidade clara e um senso de comunhão entre nós e vós”.
Diante do pedido do que ele achava sobre a crítica de muitos que dizem que a criação de edifícios habitados só por cristãos equivaleria à criação de uma espécie de gueto, o prelado respondeu: "O fato de que hajam casas para os cristãos não representa um gueto porque também os outros recebem muitas ajudas da Arábia Saudita, dos seus respectivos governos. Ajudemos os cristãos porque eles precisam".
"Além disso, a Igreja Católica administra 14 hospitais no Patriarcado e nós católicos somos o 2-3% - disse – não acredito portanto que todos os hospitais trabalhem com os cristãos, a maioria são os outros e nós estamos felizes de dar a nossa contribuição, a nossa caridade e o nosso testemunho aos outros”.
A esperança, finalmente, de destruir, na Terra Santa "os muros visíveis”: os muros nos corações dos homens, como o medo, o ódio e a ignorância” com a finalidade de que chegue o dia de uma verdadeira integração entre as diversas religiões, no sinal do respeito.
(Fonte: Rádio Vaticano/ Tradução TS)



Por que a liturgia? O que ela significa? (CIC 1066-1070)
Rubrica de teologia litúrgica aos cuidados do Pe. Mauro Gagliardi
Juan José Silvestre*
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- A profissão de fé, abordada na primeira parte do Catecismo da Igreja Católica, é seguida pela explicação da vida sacramental, por cujo meio Cristo está presente e age, continuando a edificação da sua Igreja. Se na liturgia, aliás, não se destacasse a figura de Cristo, que é o seu princípio e está realmente presente para torná-la válida, nem sequer teríamos a liturgia cristã, que depende do Senhor e é sustentada pela sua presença.
 Existe, então, uma relação intrínseca entre fé e liturgia, ambas intimamente unidas. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não teria eficácia, pois careceria da graça que alicerça o testemunho dos cristãos. “Por outro lado, a ação litúrgica nunca pode ser considerada genericamente, prescindindo-se do mistério da fé. A fonte da nossa fé e da liturgia eucarística, de fato, é o mesmo acontecimento: o dom que Cristo fez de si mesmo no mistério pascal” (Bento XVI, Sacramentum Caritatis, 34).
Se abrirmos o catecismo na sua segunda parte, leremos que a palavra “liturgia” significa, originariamente, “serviço de e em favor do povo”. Na tradição cristã, significa que o povo de Deus faz parte da “obra de Deus” (CIC, 1069).
Em que consiste essa obra de Deus da qual fazemos parte? A resposta do catecismo é clara e nos permite descobrir a íntima conexão que existe entre a fé e a liturgia: “No símbolo da fé, a Igreja confessa o mistério da Santíssima Trindade e o seu desígnio benevolente (Ef 1,9) para toda a criação: o Pai realiza o "mistério da sua vontade" dando o seu Filho Amado e o Espírito Santo para a salvação do mundo e para a glória do seu nome” (CIC, 1066).
“Cristo, o Senhor, realizou esta obra da redenção humana e da perfeita glorificação, preparada pelas maravilhas que Deus fez no povo da antiga aliança, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada paixão, da ressurreição dentre os mortos e da sua gloriosa ascensão” (CIC, 1067). É este o mistério de Cristo, que a Igreja “anuncia e celebra na sua liturgia a fim de que os fiéis vivam dele e dêem testemunho dele no mundo” (CIC, 1068).
Por meio da liturgia, “exerce-se a obra da nossa redenção” (Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, 2). Assim como foi enviado pelo Pai, Cristo enviou os apóstolos para anunciarem a redenção e “realizarem a obra de salvação que proclamavam, mediante o sacrifício e os sacramentos, em torno dos quais toda a vida litúrgica gira” (ibidem, 6).
Vemos assim que o catecismo sintetiza a obra de Cristo no mistério pascal, que é o seu núcleo essencial. E o nexo com a liturgia se mostra óbvio, pois “por meio da liturgia é que Cristo, nosso Redentor e Sumo Sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção” (CIC, 1069). Assim, esta “obra de Jesus Cristo”, perfeita glorificação de Deus e santificação dos homens, é o verdadeiro conteúdo da liturgia.
Este é um ponto importante porque, embora a expressão e o conteúdo teológico-litúrgico do mistério pascal devam inspirar o estudo teológico e a celebração litúrgica, isto nem sempre foi assim. “A maior parte dos problemas ligados às aplicações concretas da reforma litúrgica têm a ver com o fato de que não foi suficientemente considerado que o ponto de partida do concílio é a páscoa [...]. E páscoa significa inseparabilidade da cruz e da ressurreição [...]. A cruz está no centro da liturgia cristã, com toda a sua seriedade: um otimismo banal, que nega o sofrimento e a injustiça do mundo e reduz o ser cristãos a ser educados, não tem nada a ver com a liturgia da cruz. A redenção custou a Deus o sofrimento do seu Filho e a sua morte. Daí que o seu exercitium, que, segundo o texto conciliar, é a liturgia, não pode acontecer sem a purificação e sem o amadurecimento que provêm do seguimento da cruz” (Bento XVI, Teologia della Liturgia, LEV, Vaticano, 2010, págs. 775-776).
Esta linguagem conflita com aquela mentalidade incapaz de aceitar a possibilidade de uma intervenção divina real neste mundo em socorro do homem. Por isso, “quem compartilha uma visão deísta considera como integrista a confissão de uma intervenção redentora de Deus para mudar a situação de alienação e de pecado, e este mesmo juízo é emitido a propósito de um sinal sacramental que torne presente o sacrifício redentor. Mais aceitável, aos seus olhos, seria a celebração de um sinal que correspondesse a um vago sentimento de comunidade. Mas o culto não pode nascer da nossa fantasia; seria um grito na escuridão ou uma simples auto-afirmação. A verdadeira liturgia pressupõe que Deus responde e nos mostra como podemos adorá-lo. “A Igreja pode celebrar e adorar o mistério de Cristo presente na eucaristia precisamente porque o próprio Cristo se entregou antes a ela no sacrifício da cruz” (Sacramentum Caritatis, 14). A Igreja vive desta presença e tem a difusão desta presença no mundo inteiro como a sua razão de ser e de existir” (Bento XVI,Discurso de 15 de abril de 2010).
Esta é a maravilha da liturgia, que, como o catecismo recorda, é culto divino, anúncio do evangelho e caridade em ato (cf. CIC, 1070).  É Deus mesmo quem age, e nós nos sentimos atraídos por esta sua ação, a fim de sermos, deste modo, transformados nele.
* Juan José Silvestre é professor de Liturgia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Santa Croce) e Consultor da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, além das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice.
Nova esperança para a Terra Santa
Em Jerusalém, a cúpula dos bispos europeus e norte-americanos
JERUSALÉM, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Acontece em Jerusalém a reunião anual da Coordenação para a Terra Santa, com a participação de alguns bispos de toda a Europa e da América do Norte. A cúpula, que começou no dia 8 de janeiro, terminará quinta-feira 12, numa época cheia de mudanças políticas e sociais na região.
Este ano, os bispos se reuniram com os cristãos locais de toda a Terra Santa, com visitas às comunidades paroquiais de Gaza, Nablus e Jerusalém, no domingo, 8 de janeiro. Houve também reuniões em Haifa e Ramallah. Juntamente com a Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, aconteceu nesta segunda-feira a sessão de abertura da Coordenação. Durante os quatro dias do encontro, foram programados pronunciamentos de Sua Beatitude o Patriarca Fouad Twal e de Sua Excelência o Núncio Apostólico Antonio Franco, bem como apresentações de acadêmicos e as perspectivas israelenses e palestinas sobre o impacto da "primavera árabe" e sobre as mudanças sócio-políticas na região.
Dom Duarte da Cunha, secretário geral da CCEE, terá a oportunidade de expressar, em nome da presidência da CCEE, a proximidade da Igreja europeia aos cristãos da terra que viu Jesus nascer, morrer e ressuscitar. Ao apoiar o bem-estar dos cristãos, estamos confiantes de que a paz para todos os que vivem na região será reforçada e se tornará mais estável.
O arcebispo Patrick Kelly disse: "A primavera árabe é uma realidade com muitos aspectos diferentes, alguns positivos, outros negativos, para as comunidades cristãs, e vivemos uma grande incerteza sobre o que pode acontecer nos próximos meses. Em uma região tão pequena, o que acontece em Damasco não pode deixar de fazer efeito sobre o que acontece em Belém, e o que acontece no Egito também é sentido em Gaza, onde alguns bispos gostariam de celebrar a missa. Tudo o que acontece em um desses países, inevitavelmente afeta o outro".
No programa do encontro, também aparecem momentos para o diálogo inter-religioso com os judeus, muçulmanos, drusos e bahai, além de conversações políticas com ministros israelenses e palestinos.
Desde 1998, a Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales organiza a reunião anual da Coordenação das Conferências Episcopais para apoiar a Igreja na Terra Santa (muitas vezes chamada simplesmente de Coordenação para a Terra Santa), procurando responder ao convite da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa.
Em nome da Santa Sé, a Coordenação se reúne a cada ano, em janeiro, para falar de peregrinação, de oração e de persuasão, a fim de agir em solidariedade com a comunidade cristã local e partilhar a vida pastoral da Igreja na região, que agora enfrenta intensa pressão política e sócio-econômica.
Menos abortos na Itália, mas ainda excessivos
Em 2009, 3,6% a menos que em 2008
Piero Gheddo
ROMA, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - O relatório final do Ministério italiano da Saúde sobre a Lei 194 do ano de 2009, a legislação sobre o aborto, relata que naquele ano quase 117 mil crianças não puderam ver a luz, enquanto 568.857 nasceram vivas. No entanto, tem havido um declínio na quantidade de abortos no país. Em 2008 foram 121.301 contra os 116.933 de 2009 (4.368 a menos, ou queda de 3,6%). Desde 1982, ano do triste recorde de abortos na Itália, com 234.801 casos, a queda é de mais de 50%.
Os dados também revelam que as trabalhadoras são a categoria que mais faz uso do aborto. A Lombardia (com quase 10 milhões de habitantes) é a região onde mais se aborta (19.700 casos, com queda de 4,2% em relação a 2008). As regiões mais virtuosas são a do Valle d'Aosta (217 casos, queda de 9,6%) e a da Basilicata, com um declínio de quase 10% (700 casos), enquanto a tendência contrária aparece apenas em Molise, com 634 casos, ou um aumento de 5,7% diante de 2008.
Outros países estão muito piores, no entanto. A Itália tem os números de aborto mais baixos dentre os países europeus: a quantidade de abortos por 1.000 mulheres com idade entre 15 e 44 anos (a faixa etária europeia) é de 10,3% na Itália, muito menos do que na Rússia (40,3), na Romênia (31,3), na Suécia (21,3), na Inglaterra (17,5), na França (17,4) e na Espanha (11,8). A Itália perde apenas para a Bélgica (9,6), para a Holanda (8,7) e para a Alemanha (7). Finalmente, um último dado: 45,5% das mulheres italianas que fizeram abortos não tinham filhos ainda.
Estes dados não falam, naturalmente, das tragédias que o aborto representa para os bebês não nascidos, para as jovens mulheres e seus companheiros, para as famílias envolvidas de várias maneiras. Paola Marozzi Bonzi, fundadora e diretora do Centro de Assistência à Vida (CAV) da clínica Mangiagalli de Milão, que em 27 anos salvou 13 mil bebês do aborto, me diz o seguinte: "As mulheres que optaram por abortar sofrem na maioria dos casos um forte trauma físico e psicológico, do qual elas muitas vezes não conseguem se livrar de todo".
Nos últimos tempos tem voltado cada vez mais frequentemente à tona a questão do aborto, não diretamente para abolir a Lei 194, mas pelo menos para aplicá-la com rigor, porque a lei diz e todos concordam que o aborto deve ser evitado com várias medidas de ajuda econômica às famílias, bem como com apoio psicológico às mulheres que têm dificuldades de vários tipos para dar à luz. Se não por outro motivo, ao menos porque a população de italianos diminui em mais de 100.000 indivíduos por ano, aumentando apenas por causa da chegada dos cerca de quatro milhões de trabalhadores que vieram do chamado “terceiro mundo” e se instalaram na Itália. Em suma, todo mundo já sabe que na Itália de hoje nascem muito poucos italianos. Os que foram concebidos e estão crescendo no ventre materno, portanto, sejam ajudados a vir para o mundo!
Neste último 30 de dezembro, em horário nobre na televisão, Giuliano Ferrara falou com grande coragem não sobre o aborto, mas sobre a vida de uma criança nascida, e com muita comoção, de um modo completamente laico. Como, na noite seguinte, o presidente Giorgio Napolitano iria fazer em rede nacional o seu anual "Discurso aos italianos" para desejar um feliz ano novo a todos, Giuliano apresentou uma proposta que eu acredito que representa o desejo da grande maioria dos italianos.
 "Caro Presidente, amanhã à noite, em seu discurso esperado por muitos italianos, o senhor falará de tantos dos nossos problemas, e a sua palavra tem uma grande influência sobre os nossos compatriotas. Bem, veja se o senhor consegue acenar ao dever que todos nós temos de ajudar uma mulher, um casal, que gostaria de ter um bebê, mas é orientada para o aborto por várias razões. Ajudar quem está em necessidade deveria ser uma coisa normal para todos. Caro Presidente da República (estou citando de memória), por que não colocar na agenda esta batalha civil pela vida? Muitos de nós já se mexeram para fazer isto com o Projeto Gemma, e já existe nas pessoas essa sensibilidade para ajudar a fazer nascerem todas as vidas possíveis. Amanhã à noite, diga algo sobre isso".
Na noite de 31 de dezembro éramos muitos milhões que queríamos ouvir o discurso de Giorgio Napolitano. Ele não falou da vida que ainda deve nascer e que não pode porque falta a solidariedade humana e o apoio do Estado italiano. Lamento dizer que ele decepcionou a muitos e fez com que não nos sentíssemos, nessa noite, totalmente representados pelo nosso Chefe de Estado.
Venezuela: bispos exortam políticos a renunciar às "fórmulas totalitárias"
A Conferência Episcopal elege Dom Diego Pardon como novo presidente
CARACAS, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) - Começou no dia 7 de janeiro e vai até esta quinta-feira, dia 12, a Assembleia Ordinária Plenária da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV). No discurso inaugural, o presidente em fim de mandato da Conferência Episcopal, Dom Ubaldo Santana, arcebispo de Maracaibo, refletiu sobre a realidade eclesial do país e pediu que os governantes abandonem as fórmulas políticas totalitárias, neste ano de 2012 em que estão previstas as eleições, enquanto permanece a incerteza sobre a saúde do presidente da República, Hugo Chávez.
Dom Santana recebeu calorosamente o núncio papal Pietro Parolin. "Através da sua cuidadosa e fraternal proximidade do colégio dos bispos, de cada um de nós e das nossas igrejas locais, nós sentimos a solicitude paterna do Santo Padre", disse o prelado.
 O presidente da CEV salientou, analisando o tempo decorrido, que o início da segunda década do século XXI tem sido particularmente conturbado. Em seguida, mencionou alguns dos grandes eventos mundiais e, depois, pôs o foco na realidade venezuelana.
"Vamos evitar muitos desastres e conflitos se aprendermos com os erros do passado e nos movermos em direção a novos paradigmas: a alternância no governo, abandonando as fórmulas totalitárias, a construção de democracias sociais e participativas que realmente lutem pela justiça social, pela superação da pobreza e pelo pleno gozo dos direitos humanos universais para todos os homens e todas as mulheres do planeta".
Santana denunciou que, "por causa do grande descontentamento, tem crescido de forma incontrolável a espiral da violência, tornando-se o problema que mais assusta a maioria dos venezuelanos". Tudo isto ocorre "sem que se veja ação conjunta, enérgica e eficaz dos governantes, dos organismos especializados, das organizações cívicas e religiosas para resolver, ou pelo menos para retardar, esta deriva", disse o prelado.
Como primeiro passo, "é importante desarmar a população civil, lutar de modo mais direto contra o tráfico de drogas e eliminar a corrupção das instituições públicas", disse Dom Santana.
O Presidente da Conferência Episcopal da Venezuela propôs um projeto que se baseia "no poder transformador e agregador de alicerces como a família, a educação, o esporte, o trabalho honesto, o uso dos meios de comunicação e das plataformas de tecnologia para a transmissão de valores e princípios éticos e morais como a existência e a percepção dos outros, a responsabilidade, a solidariedade, o bem comum, a subsidiariedade, a conscientização ambiental, a amizade e a convivência".
Dom Santana observou ainda que "a agitação política e social está em aumento. Protestos se multiplicaram em todo o país contra a falta de serviços públicos adequados e de produtos de primeira necessidade, contra os aumentos abusivos de preços, a despudorada lista de tributos, o mau estado das estradas e dos transportes, a insegurança nas instituições de ensino".
Todas essas reclamações "ficaram sem as respostas que se esperam e não poucas vezes foram brutalmente reprimidas", acrescentou o bispo, observando que "as muitas e contínuas eleições alimentam a corrida desenfreada pelo poder por parte dos nossos líderes e os afastam dos problemas da vida cotidiana. Devemos levantar as nossas vozes na paz, mas com firmeza, para que os políticos ouçam melhor o povo e se comprometam com a resolução dos seus problemas".
O presidente dos bispos da Venezuela também abordou a saúde do presidente Hugo Chavez, doente de câncer, declarando que "o mais desejável para as nossas instituições e para o desenvolvimento pacífico dos comícios deste ano é que o presidente recupere totalmente a sua força para cumprir esses compromissos".
Quanto aos direitos humanos, Dom Santana afirmou que no mês passado foram comemorados os 500 anos do famoso sermão de Antonio de Montesinos, religioso dominicano, pronunciado na atual República Dominicana, "em defesa da dignidade dos povos indígenas e condenando a exploração humana e os maus-tratos infligidos a eles pelos colonizadores espanhóis. A denúncia profética do religioso, apoiada pela Sagrada Escritura, marcou o ponto de partida de uma nova maneira de evangelizar 'apostolicamente' e sem a presença de homens armados, baseada na dignidade humana dos povos indígenas e no seu consequente direito de ser tratados como pessoas livres".
A respeito da igreja na Venezuela, o presidente da Conferência Episcopal disse que, "na sua curta vida, de pouco mais de 40 anos, a CEV se manteve fiel à sua natureza colegial e à sua missão". "Mas não faltou a pressão das correntes laicistas e ideológicas para limitar a nossa ação à sacristia ou à consciência individual, como a única área da nossa incumbência. Temos aprendido a assimilar essas pressões de forma positiva através da oração, a ouvir uns aos outros e a fazer o discernimento comunitário".
"O grande desafio que temos que enfrentar é perceber o quanto é grande o projeto da Nova Evangelização, de acordo com o modelo proposto pelo Conselho Plenário da Venezuela, ratificado pelas conclusões de Aparecida".
Este foi o último discurso de Dom Santana como presidente da CEV, no cargo desde 2006.
O conselho de administração da Conferência Episcopal elegeu como novo cabeça dos bispos venezuelanos o arcebispo de Cumaná, Dom Diego Padron.
O sucessor de Dom Santana disse que " Deus me pede neste momento um serviço à Igreja, e o pede através dos meus irmãos, os bispos da CEV. É assim que eu interpreto e é assim que eu vou aceitar".
"Tenho certeza de que é um esforço de equipe. Eu simplesmente vou presidir um grupo, levando em conta o que foi feito pelos meus predecessores, que desenvolveram um excelente trabalho. Estou confiante de que com o exemplo do meu predecessor, com a oração e o apoio dos irmãos, o órgão que vou presidir poderá responder ao que Deus quer neste momento ", disse Dom Padron.
O novo presidente dos bispos da Venezuela será acompanhado na junta diretiva por Dom José Luis Azuaje, bispo de San Carlos del Zulia, como primeiro vice-presidente, e por Dom Maria del Valle Moronta como segundo vice-presidente. O novo secretário-geral da CEV é o Dom Jesús González de Zarate, bispo auxiliar de Caracas.
O cine-fórum e a evangelização
Entrevista com padre Federico Juarez, L.C, missionário no Brasil.
Por Tarcisio Siqueira
BRASILIA, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 (ZENIT.org).- Entrevista com o Padre Federico Juárez, LC, sacerdote, originário da cidade mexicana de Aguas Calientes. Missionário em terras brasileiras há mais de dez anos, atuando hoje no Estado do Rio Grande do Sul, tendo passado por Brasilia, a capital do Brasil, e pelo Rio de Janeiro. Ao longo destes anos desenvolveu várias atividades apostólicas.
Diante disso o convidei para contar um pouco de uma destas atividades, conhecida como cine-fórum, que consiste em organizar pequenos grupos para assistir bons filmes, como por exemplo o filme "Bella" do ator e produtor Eduardo Verastequi:
1 – Como conheceu o filme "Bella"?
Eu conheci o filme pela promoção que se fez no México. E lá a promoção era de um filme onde se apresentava de forma original, e de acordo com os tempos de hoje, um tema atual que é defesa da vida. Eu gostei do filme porque, embora apresente um drama pessoal dos dois atores principais, ambos de mundos diferentes, ao final compartilham o respeito à vida e a felicidade por respeitar a mesma vida, pois não cabe a homem algum decidir pela interrupção de uma gravidez por motivos econômicos. No desenrolar da história o ator matou uma criança e leva consigo o drama de querer repor o dano feito, e a autora engravida de outro  sem desejar, querendo se libertar do "produto" porque não conseguiria trabalho algum para sustentar a criança. Ao final ambos realizam seu sonhos: ele tenta emendar o dano que fez, e ela, mesmo não ficando com sua filha, respeita a vida dela e a abraça como sua mãe.
2 – Como nasceu a idéia dos cine-fóruns? E Quando?
Esta ideia já é velha, pois eu faço cine-fóruns há muitos anos, e com filmes que realmente ajudam os jovens a refletirem sobre temas que atingem em primeira pessoa suas vidas, sempre com o intuito de "despertar" neles, no debate, o desejo de conhecer a verdade e de querer abraçá-la custe o que custar. Apenas saiu este filme em DVD para comprar, e passou a fazer parte da minha lista de cine-fóruns. E as pessoas gostam de debater sobre temas reais e atuais. Em concreto este filme faz que a juventude pense nas consequências que pode ter uma decisão mal feita, e a alegria de respeitar a natureza, quer dizer, os planos de Deus, mesmo nos equivocando numa decisão que não tínhamos a visão do que isso provocaria.
3 – Quantos cine-foruns já realizou? Quantos Participaram?
Vários, todos eles em grupos de 15 a 20 pessoas, para poder ter debates que os jovens possam participar, acrescentar, pensar e fazer suas colocações a vontade. Também para que o moderador possa motivar às pessoas que queiram falar.
4 – Qual testemunho dos participantes vale a pena recordar?
Ainda me lembro de uma menina que falou que tinha sido para ela uma grande lição de vida a menina do filme, pois não é a beleza física que faz com que as decisões estejam certas, mas a própria consciência de que a vida vale muito mais, e de que está acima de tudo, e deve ser respeitada para poder compartilhar com o próximo a própria existência.
5 – O Senhor indicaria como atividade complementar às atividades paroquiais? 
Com certeza, acho que na pastoral da juventude poderia ser uma atividade que pudesse dar espaço à juventude, que, desejosa de conhecer e abrir-se à realidade, busca modelos de vida diferentes aos modelos que o mundo apresenta, e que são fictícios. Os jovens querem dividir, conhecer a verdade, e este filme apresenta uma realidade em que a família, a educação, a mesma vida leva às pessoas a valorizarem o dia a dia que está perto de nós, e que temos que assumir as consequências dos nossos atos, pois, como diz Saint Exupéry: “nós nos fazemos eternamente responsáveis pelas pessoas que cativamos”.
"A instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja"
A meditação de Bento XVI durante a Audiência Geral de hoje
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos as palavras do Santo Padre Bento XVI na Audiência Geral de hoje, dirigidas aos fiéis e peregrinos presentes na Sala Paulo VI.
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Queridos irmãos e irmãs,
No nosso caminho de reflexão sobre a oração de Jesus apresentada nos Evangelhos, queremos meditar hoje sobre o momento, particularmente solene, da sua oração na última Ceia. A cena temporal e emocional do momento no qual Jesus se despede dos amigos é a iminência da sua morte que Ele sente próxima naquele momento. Há muito tempo Jesus já tinha começado a falar da sua paixão e procurou envolver sempre mais os seus discípulos nesta prospectiva. O Evangelho segundo Marcos narra que desde o início da viagem em direção a Jerusalém, nos vilarejos da distante Cesareia de Filipe, Ele tinha começado a ensinar-lhes que Filho do Homem deveria sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos do povo, pelos sumo sacerdotes e pelo escribas, ser morto e depois de três dias, ressuscitar (Mc 8,31). Além disso, exatamente nos dias nos quais se preparava para se despedir dos discípulos, a vida do povo estava marcada pela proximidade da Páscoa, ou seja, pelo memorial da libertação de Israel do Egito. Essa libertação experimentada no passado e esperada de novo no presente e para o futuro, se tornava viva nas celebrações familiares da Páscoa. A ultima ceia se insere neste contexto, mas com uma novidade de fundo. Jesus olha para a sua paixão, morte e ressurreição plenamente consciente. Ele quer viver esta ceia com seus discípulos, Jesus celebra a sua Páscoa, antecipa a sua Cruz e a sua Ressurreição.
Essa novidade nos vem evidenciada pela cronologia da Ultima ceia no Evangelho de São João, o qual não a descreve como ceia pascal, exatamente porque Jesus pretende inaugurar algo novo, celebrar a Sua Páscoa, ligada certamente aos eventos do Êxodo. E para João, Jesus morreu na cruz exatamente no momento no qual no templo de Jerusalém eram imolados os cordeiros pascais.
Qual é então o núcleo desta ceia? São os gestos do partir o pão, do distribui-lo aos seus e do partilhar o cálice de vinho com as palavras que os acompanham e no contexto de oração no qual se colocam: é a instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja. Mas olhemos mais profundamente para este momento.
Antes de tudo, as tradições neotestamentárias da Instituição da Eucaristia indicam na oração que introduz os gestos e as palavras de Jesus sobre o pão e sobre o vinho, usam dois verbos paralelos e complementários. Paulo e Lucas falam de eucaristia/agradecimento: “Tomou o pão, deu graças, o partiu e deu-lhes” (Luc 22,19). Marcos e Mateus, ao invés disso, sublinham o aspecto de benção/eulogia: “Tomou o pão, proferiu a benção, o partiu e deu-lhes (Mc14,22). Ambos os termos gregos eucaristéin e eulogéin têm a ver com a beraka hebraica, isto é, a grande oração de agradecimento e de benção da tradição de Israel que inaugurava as grandes refeições. As duas diferentes palavras gregas indicam as duas direções intrínsecas e complementares desta oração. A beraka, de fato, é antes de tudo agradecimento e louvor que sobe a Deus para o dom recebido: na Ultima Ceia de Jesus, se trata do pão – trabalhado pelo trigo que Deus faz germinar e crescer na terra e pelo vinho produzido e maturado nas videiras. Essa oração de louvor e agradecimento, que se eleva para Deus, retorna como benção, que provém de Deus sobre o dom e o enriquece. O agradecer, louvar a Deus, se torna benção, e a oferta doada a Deus retorna ao homem abençoada pelo Onipotente. As palavras da instituição da Eucaristia se colocam neste contexto de oração; na mesma oração , o louvor e a benção da beraka se tornam benção e transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus.
Antes das palavras da instituição vem os gestos: aquele do partir do pão e do oferecer o vinho. Quem parte o pão e passa o cálice é chefe de família, que acolhe à sua mesa os familiares, mas estes gestos também são de hospitalidade, de acolhida à comunhão com o estrangeiro, que não faz parte da casa. Esses mesmo gestos, na ceia com a qual Jesus se despede dos seus, adquirem uma profundidade nova. Ele dá o sinal visível da acolhida à mesa na qual Deus se doa. Jesus no pão e no vinho oferece e comunica si mesmo.
Mas como pode realizar-se tudo isto? Como pode Jesus dar, naquele mesmo, Si mesmo? Jesus sabe que a vida está para ser-lhe tirada através do suplício da cruz, a pena capital dos homens não livres, aquela que Cicerone definia a mors turpissima crucis (morte vergonhosa da cruz). Com os dons do pão e do vinho oferecidos na Ultima Ceia, Jesus antecipa a sua morte e a sua ressurreição realizando aquilo que havia dito no discurso do Bom Pastor: “Eu dou a minha vida para depois tomá-la de novo. Ninguém me tira: eu a dou. Tenho o poder de dá-la e o poder de tomá-la de novo. Este é o mandamento que recebi do meu Pai” (Jo 10, 17-18). Ele, portanto, oferece antecipadamente a vida que lhe sará tirada e deste modo transforma a sua morte violenta em um ato livre de doação pelos outros e aos outros. A violência suportada se transforma em sacrifício ativo, livre e redentor.
Mais uma vez na oração, iniciada segundo as formas rituais da tradição bíblica, Jesus mostra a sua identidade e a determinação de cumprir até o fim a sua missão de amor total, de oferta em obediência à vontade do Pai. A profunda originalidade do dom de si aos Seus, através do memorial eucarístico, é o cume da oração que caracteriza na ceia do adeus com os seus. Contemplando os gestos e as palavras de Jesus naquela noite, vemos claramente que o relacionamento intimo e constante com o Pai é o lugar onde Ele realiza o gesto de deixar aos seus e a cada um de nós, o Sacramento do Amor, o “Sacramentum caritatis”. Por duas vezes no cenáculo ressoam as palavras: “Fazei isto em memória de mim” (I Cor 11, 24.25). Com o dom de si, Ele celebra a sua Páscoa, se tornando o verdadeiro Cordeiro que leva à plenitude todo o culto antigo. Por isto São Paulo falando aos cristãos de Corinto afirma: “Cristo, nossa Páscoa (o nosso cordeiro pascal!) foi imolado! Celebremos, portanto, a festa com ázimos de sinceridade e de verdade (I Cor 5, 7-8).
O evangelista Lucas conservou um outro elemento precioso dos eventos da Última Ceia, que nos permite ver a profundidade comovente da oração de Jesus para os seus naquela noite, a atenção por cada um. Partindo da oração de agradecimento e benção, Jesus chega ao dom eucarístico, ao dom de si mesmo e, enquanto doa a realidade sacramental decisiva, se dirige a Pedro. Ao final da ceia, ele diz: “Simão, Simão, eis: Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, por tua vez, confirma os teus irmãos” (Luc 22,31-32). A oração de Jesus, quando se aproxima a prova também para os seus discípulos, os sustenta diante da fraqueza, da fadiga de compreender que a via de Deus passa através do Mistério Pascal de morte e ressurreição, antecipado na oferta do pão e do vinho. A Eucaristia é alimento dos peregrinos que se torna força também para quem está cansado, desorientado, esgotado. E a oração é particularmente por Pedro, para que, uma vez convertido, confirme os irmãos na fé. O evangelista Lucas recorda que foi exatamente o olhar de Jesus a procurar o rosto de Pedro no momento no qual ele havia apenas consumado a sua tríplice negação, para dar-lhe força de retomar o caminho em direção à Ele:”Naquele instante, enquanto ainda falava, um galo cantou. Então o Senhor se voltou e fixou o olhar em Pedro, e Pedro se recordou da palavra que o Senhor lhe havia dito (Luc 22,60-61).
Queridos irmãos e irmãs, participando da Eucaristia, vivemos em modo extraordinário a oração que Jesus fez e continuamente faz por cada um a fim que o mal, que todos encontramos na vida, não tenha a vitória e possa agir em nós a força transformante da morte a da ressurreição de Cristo. Na Eucaristia, a Igreja responde ao mandamento de Jesus: “Fazei isto em memória de mim” (Luc 22,19; cfr I Cor 11, 24-26); repete a oração de agradecimento e de benção e, com ela, as palavras da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue do Senhor. As nossas Eucaristias estão ligadas a este momento de oração, um unir-se sempre de novo à oração de Jesus. Desde o início, a Igreja compreendeu as palavras de consagração como parte da oração feita junto a Jesus, como parte central do louvor repleto de gratidão, através do qual o fruto da terra e do trabalho do homem nos vem novamente doado por Deus como corpo e sangue de Jesus, como auto-doação de Deus mesmo no amor acolhedor do Filho (Jesus de Nazaré II, pag. 146). Participando da Eucaristia, nutrindo-nos da Carne e do Sangue do Filho de Deus, unimos a nossa oração àquela do Cordeiro pascal na sua noite suprema, para que a nossa vida não seja perdida, apesar das nossas fraquezas e das nossas infidelidades, mas venha transformada.
Queridos amigos, peçamos ao Senhor depois de estarmos devidamente preparados, também com o Sacramento da Penitência, que a nossa participação à sua Eucaristia, indispensável para a vida do cristão seja sempre o ponto mais alto de toda a nossa oração. Pedimos que, unidos profundamente à sua mesma oferta ao Pai, que possamos também nós transformar as nossas cruzes em sacrifício livre e responsável, de amor a Deus e aos irmãos. Obrigado.
Ao final da Catequese, o Papa dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa:
Saúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, desejando-vos que o ponto mais alto da vossa oração seja uma digna participação na Eucaristia para poderdes, também vós, transformar as cruzes da vossa vida em sacrifício livre de amor a Deus e aos irmãos. Obrigado pela vossa presença. Ide com Deus.
(CN Notícias)

Recorda-te de quem é a tua Cabeça e de qual Corpo és membro"
As palavras de Bento XVI na primeira Audiência geral do ano
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 11 de janeiro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos as palavras de Bento XVI, na primeira Audiência do ano, realizada no dia 4 de janeiro. 
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Natal do Senhor: Mistério de alegria e de luz
Queridos irmãos e irmãs!
Estou feliz por vos acolher nesta primeira Audiência geral do ano novo e de todo o coração apresento a vós e às vossas famílias os meus votos afectuosos: Deus, que no nascimento de Cristo seu Filho inundou de alegria o mundo inteiro, disponha obras e dias na sua paz. Estamos no tempo litúrgico do Natal, que inicia na noite de 24 de Dezembro com a vigília e se conclui com a celebração do Baptismo do Senhor. O arco dos dias é breve, mas denso de celebrações e mistérios e concentra-se todo em volta de duas grandes solenidades do Senhor: Natal e Epifania. O próprio nome destas duas festas indica a sua respectiva fisionomia. O Natal celebra o acontecimento histórico do nascimento de Jesus em Belém. A Epifania, nascida como festa no Oriente, indica um facto, mas sobretudo um aspecto do Mistério: Deus revela-se na natureza humana de Cristo e é este o sentido do verbo grego epiphaino, tornar-se visível. Nesta perspectiva, a Epifania recorda uma pluralidade de acontecimentos que têm como objecto a manifestação do Senhor: de modo particular a adoração dos Magos, que reconhecem em Jesus o Messias esperado, mas também o Baptismo no rio Jordão com a sua teofania — a voz de Deus do alto — e o milagre nas Bodas de Caná, como primeiro «sinal» realizado por Cristo. Uma lindíssima antífona da Liturgia das Horas unifica estes três acontecimentos em volta do tema das núpcias entre Cristo e a Igreja: «Hoje a Igreja une-se ao seu Esposo celeste, porque no Jordão Cristo lavou os seus pecados; os Magos acorrem com dons às núpcias reais, e os convidados rejubilam ao ver a água transformada em vinho» (Antífona das Laudes). Podemos quase dizer que na festa do Natal se ressalta o escondimento de Deus na humanidade da condição humana, no Menino de Belém. Ao contrário, na Epifania evidencia-se o seu manifestar-se, o aparecer de Deus através desta mesma humanidade.
Nesta Catequese, gostaria de recordar brevemente alguns temas próprios da celebração do Natal do Senhor, para que cada um de nós possa beber na fonte inexaurível deste Mistério e dar frutos de vida.
Antes de tudo, perguntemo-nos: qual é a primeira reacção face a esta extraordinária acção de Deus que se faz menino, que se torna homem? Penso que a primeira reacção só pode ser a alegria. «Rejubilemos todos no Senhor, porque nasceu no mundo o Salvador»: assim começa a Missa da noite de Natal, e acabámos de ouvir as palavras do Anjo aos pastores: «Eis que vos anuncio uma grande alegria» (Lc 2, 10). É o tema que abre o Evangelho, e é o tema que o encerra porque Jesus Ressuscitado reprovará aos Apóstolos precisamente o facto de estarem tristes (cf. Lc 24, 17 — incompatível com o facto de que Ele permanece Homem eternamente. Mas demos um passo em frente: de onde provém esta alegria? Diria que vem da admiração do coração ao ver como Deus está próximo de nós, como Deus pensa em nós, como Deus age na história; por conseguinte, é uma alegria que nasce da contemplação do rosto daquele menino humilde porque sabemos que é o Rosto de Deus presente para sempre na humanidade, para nós e connosco. O Natal é alegria porque vemos e finalmente temos a certeza de que Deus é o bem, a vida, a verdade do homem e se abaixa até ao homem, para o elevar a Si: Deus torna-se tão próximo que o podemos ver e tocar. A Igreja contempla este mistério inefável e os textos da liturgia deste tempo estão imbuídos da admiração e da alegria; todos os cânticos de Natal expressam esta alegria. O Natal é o ponto no qual Céu e terra se unem, e várias expressões que ouvimos nestes dias ressaltam a grandeza de quanto aconteceu: o distante — Deus parece muito longe — tornou-se próximo; «o inacessível quis ser alcançável, Ele que existe antes do tempo começou a estar no tempo, o Senhor do universo, ocultando a grandeza da sua majestade, assumiu a natureza de servo» — exclama são Leão Magno (Sermão 2 sobre o Natal, 2. 1). Naquele Menino, necessitado de tudo como as crianças, aquilo que Deus é: eternidade, força, santidade, vida e alegria, une-se ao que nós somos: debilidade, pecado, sofrimento e morte.
A teologia e a espiritualidade do Natal usam uma expressão para descrever este acontecimento, falando de admirabile commercium, ou seja, de um admirável intercâmbio entre a divindade e a humanidade. Santo Atanásio de Alexandria afirma: «O Filho de Deus fez-se homem para nos fazer Deus» (De Incarnatione, 54, 3: pg 25, 192), mas é sobretudo com são Leão Magno e com as suas célebres Homilias sobre o Natal que esta realidade se torna objecto de profunda meditação. Com efeito, afirma o santo Pontífice: «Se nos apelamos à condescendência inefável da divina misericórdia que induziu o Criador dos homens a fazer-se homem, ela elevar-nos-á à natureza d’Aquele que adoramos na nossa» (Sermão 8 sobre o Natal: CCL 138, 139). O primeiro acto deste intercâmbio maravilhoso realiza-se na própria humanidade de Cristo. O Verbo assumiu a nossa humanidade e, em contrapartida, a natureza humana foi elevada à dignidade divina. O segundo acto do intercâmbio consiste na nossa participação real e íntima na natureza do Verbo. Diz São Paulo: «Quando veio a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adopção de filhos» (Gl 4, 4-5). O Natal é, por conseguinte, a festa na qual Deus se torna tão próximo do homem que partilha o seu próprio acto de nascer, para lhe revelar a sua dignidade mais profunda: ser filho de Deus. E assim o sonho da humanidade, começando no Paraíso — gostaríamos de ser como Deus — realiza-se de maneira inesperada não pela grandeza do homem que não se pode fazer Deus, mas pela humanidade de Deus que desce e assim entra em nós na sua humildade e nos eleva à verdadeira grandeza do seu ser. A este propósito o Concílio Vaticano II disse: «Na realidade, só no mistério do Verbo encarnado o mistério do homem encontra verdadeira luz» (Gaudium et spes, 22); ao contrário, permanece um enigma: o que significa esta criatura, homem? Unicamente vendo que Deus está connosco podemos ver luz para o nosso ser, sentir-nos felizes por sermos homens e viver com confiança e alegria. E onde se torna presente de modo real este intercâmbio maravilhoso, para que aja na nossa vida e faça dela uma existência de verdadeiros filhos de Deus? Torna-se muito concreta na Eucaristia. Quando participamos na Santa Missa apresentamos a Deus o que é nosso: o pão e o vinho, fruto da terra, para que Ele os aceite e transforme doando-se a Si mesmo a nós e fazendo-se nosso alimento, para que recebendo o seu Corpo e o seu Sangue participemos da sua vida divina.
Por fim, gostaria de falar de outro aspecto do Natal. Quando o Anjo do Senhor se apresenta aos pastores na noite do Nascimento de Jesus, o Evangelista Lucas anota que «a glória do Senhor os envolveu de luz» (2, 9); e o Prólogo do Evangelho de João fala do Verbo que se fez carne como da luz verdadeira que vem ao mundo, a luz capaz de iluminar todos os homens (cf. Jo 1, 9). A liturgia de Natal está imbuída de luz. A vinda de Cristo dissipa as trevas do mundo, enche a Noite santa de um brilho celeste e difunde sobre o rosto dos homens o esplendor de Deus Pai. Também hoje. Envolvidos pela luz de Cristo, somos convidados com insistência pela liturgia de Natal a deixar-nos iluminar a mente e o coração pelo Deus que mostrou o esplendor do seu Rosto. O primeiro Prefácio de Natal proclama: «No mistério do Verbo encarnado apareceu aos olhos da nossa mente a luz nova do teu esplendor, para que conhecendo Deus visivelmente, por seu meio sejamos atraídos pelo amor das realidades invisíveis». No mistério da Encarnação Deus, depois de ter falado e agido na história mediante mensageiros e com sinais, «apareceu», saiu da sua luz inacessível para iluminar o mundo.
Na Solenidade da Epifania, 6 de Janeiro, que celebraremos daqui a poucos dias, a Igreja propõe um texto muito significativo do profeta Isaías: «Levanta-te e resplandece, chegou a tua luz; a glória do Senhor levanta-se sobre ti! Olha: a noite cobre a terra e a escuridão os povos; mas sobre ti levantar-se-á o Senhor, a sua glória te iluminará. As nações caminharão à tua luz, os reis, ao esplendor da tua aurora» (60, 1-3). É um convite dirigido à Igreja, mas também a cada um de nós, a tomar consciência ainda mais viva da missão e da responsabilidade em relação ao mundo ao testemunhar e levar a luz nova do Evangelho. No início da Constituição Lumen gentium do Concílio Vaticano II encontramos as seguintes palavras: «Sendo Cristo a luz das nações, este santo Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente com a luz d’Ele, resplandecer no rosto da Igreja, iluminar todos os homens anunciando o Evangelho a todas as criaturas» (n. 1). O Evangelho é a luz que não se deve esconder, que se deve pôr na candeia. A Igreja não é a luz, mas recebe a luz de Cristo, acolhe-a para ser por ela iluminada e para a difundir em todo o seu esplendor. E isto deve acontecer também na nossa vida pessoal. Mais uma vez cito são Leão Magno, que disse na Noite Santa: «Reconhece, cristão, a tua dignidade e, tornando-se partícipe da natureza divina, não pretendas voltar a cair na condição desprezível de outrora com um comportamento indigno. Recorda-te de quem é a tua Cabeça e de qual Corpo és membro. Recorda-te de que, arrancado ao poder das trevas, foste transferido para a luz e para o Reino de Deus» (Sermão I sobre o Natal, 3, 2: CCL 138, 88).
Amados irmãos e irmãs, o Natal é deter-se para contemplar aquele Menino, o Mistério de Deus que se faz homem na humildade e na pobreza, mas é sobretudo acolher de novo em nós próprios aquele Menino, que é Cristo Senhor, para viver da sua mesma vida, para fazer com que os seus sentimentos, os seus pensamentos e as suas acções, sejam os nossos sentimentos, os nossos pensamentos e as nossas acções. Celebrar o Natal é, por conseguinte, manifestar a alegria, a novidade, a luz que este Nascimento trouxe a toda a nossa existência, para sermos também nós portadores da alegria, da verdadeira novidade, da luz de Deus aos outros. Faço de novo a todos os bons votos de um tempo natalício abençoado pela presença de Deus!
* * *
Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! O Natal é um convite a contemplar no Menino Jesus o Mistério de Deus que se faz homem na humildade e pobreza, e, sobretudo, a acolher em nós mesmos este Menino, que é o Cristo Senhor, para fazer com que os seus sentimentos, pensamentos e ações sejam também os nossos. Portanto, sede portadores da alegria, novidade e luz de Deus manifestadas no Natal. De todo o coração, desejo-vos um Ano Novo abençoado!







O PAPA ANUNCIOU A NOMEAÇÃO DE 22 NOVOS CARDEAIS 


 O consistorio será dia 18 de fevereiro CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 06 de janeiro de 2012(ZENIT.org) -Durante o Angelus na Solenidade da Epifania, o Papa Bento XVI anunciou a nomeação de vinte e dois novos cardeais. O Consistorio será dia 18 de fevereiro. *** “Os novos cardeais são provenientes de várias partes do mundo e desenvolvem diversos ministérios a serviço da Santa Sé ou diretamente aos fiéis, tais como padres e pastores da Igreja”, disse o Santo Padre. Os novos "purpurados" são:
1.D. Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos;
2.D. Antonio Maria Vegliò, presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes; 3.D. Giuseppe Bertello, presidente da Comissão Pontifícia para o Estado da Cidade do Vaticano e presidente do Governatorato do mesmo Estado;
4.D. Francesco Coccopalmerio, presidente do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos;
5.D. João Braz de Aviz, o prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; (Ex Arcebispo de Brasília)
6.D. Giuseppe Versaldi, presidente da Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé;
 7.D. Timothy Michael Dolan, arcebispo de Nova Iorque (EUA);
8.D. Rainer Maria Woelki, arcebispo de Berlim (Alemanha);
9.D. Thomas Christopher Collins,arcebispo de Toronto (Canadá);
10.D. Dominik Duka, arcebispo de Praga (República Checa);
11.D. John Tong Hon, arcebispo de Hong Kong (China);
12.D. Giuseppe Betori, arcebispo de Florença (Itália);
13.D. Willem Jacobus Eijk, Utrecht (Holanda);
14.D. George Alencherry, o arcebispo dos Siro-Malabares (Índia);
15.D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário.mor (Portugal);
16.D. Santos Abril y castelo, Basílica Papal de Santa Maria Maggiore;
17.D. Edwin Frederick O´Brien, Pró-Grão-Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém; 18.Domenico Calcagno, Presidente da Administração Patrimonial Apostolico
      O Papa decidiu também elevar á dignidade cardinalícia um venerando prelado que desempenha o seu ministério de Pastor e Pai de uma Igreja e três beneméritos eclesiásticos que se distinguiram pelo seu empenho ao serviço da Igreja, são eles:
 19.Lucien Muresan, Arcebispo Mor de Făgăraş e Alba Iulia dos Romenos(Romênia);
20.Padre Julien Ries, sacerdote da Diocese da Namur e Professor emérito de historia das religiões na Universidade Católica de Lovaina;
 21.Padre Prosper Grech, O.S.A, Docente emérito de varias Universidades romanas e Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé;
22. P. Karl Becker, jesuíta, Docente emérito da Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, durante longos anos consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. “Gostaria de convidar todos a rezarem pelos novos eleitos, pedindo a intercessão da Beata Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que saibam testemunhar sempre com coragem e dedicação o amor deles por Cristo e pela Igreja”, concluiu o Santo Padre. Maria Emília Marega

  "APROFUNDAR O MISTÉRIO DA FÉ, VIVER O SACRAMENTO DO AGRADECIMENTO" 
 Carta Pastoral da Conferância Episcopal de Taiwan TAIWAN, sexta-feira, 06 de janeiro de 2012(ZENIT.org)

 - “Aprofundar o mistério da fé, viver o sacramento do agradecimento” é o tema da carta pastoral 2012 da Conferência Episcopal Regional de Taiwan, assinada em primeiro de janeiro, solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus. *** De acordo com a Agência Fides os bispos taiwaneses confiam o empenho pastoral da Igreja de Taiwan para o novo ano à Intercessão da Virgem “para que a vida de cada fiel seja semelhante à vida de Maria Santíssima, para se tornar um contínuo Magnificat ao longo de toda a sua existência”. Na carta, os Bispos relançam a preparação ao Congresso Eucarístico Internacional, a se realizar em Dublin, em junho próximo, e a Carta Pastoral do papa "Porta Fidei" para o Ano da Fé e indica cinco pontos para o empenho pastoral. Os sacerdotes são convidados a preparar e celebrar com zelo a Eucaristia; os fiéis leigos são exortados a participar ativamente da celebração do sacramento do agradecimento e da adoração eucarística; os leigos devem estudar e recitar a liturgia das horas. Os leigos também são encorajados a renovar o próprio conhecimento do Catecismo da Igreja Católica visto que o Ano da Fé é concomitante com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II e com os 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. E por último, as paróquias são convidadas a celebrar e promover o próprio projeto de evangelização.


  A EPIFANIA NOS ILUMINA COM UMA NOVA LUZ


Durante o Angelus o Papa saudou as Igrejas Orientas que celebram o Natal amanhã CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 6 de janeiro, 2012 (ZENIT.org)


 – Ainda durante o Angelus, o Papa Bento XVI destacou a Epifania como um “festival de luz”.
*** “Essa ‘nova luz’- disse o Papa - que é acesa na véspera de Natal e que hoje começa a brilhar sobre o mundo, como sugere a imagem da estrela, é um sinal celeste que chamou a atenção dos Magos e guiou-os em sua viagem para a Judéia”. O tema da luz é fundamental para a Solenidade da Epifania, também por motivos sazonais, pois no Hemisfério Norte, após o solstício de inverno, “o dia se torna novamente mais longo em relação à noite”, explicou o Papa. Da mesma forma, Jesus aparece no horizonte da humanidade “para iluminar a vida pessoal de cada um de nós e para guiar-nos todos juntos em direção à meta da nossa peregrinação em direção a terra da liberdade e da paz, onde viveremos para sempre em plena comunhão com Deus e entre nós”. O convite do profeta Isaías, exortando Jerusalém a reerguer-se (Is 60,1-2) é aplicável à Igreja e ao mundo hoje que “com todos os seus recursos, é incapaz de iluminar a humanidade na orientação de seu caminho”. E se, por um lado, a civilização ocidental parece ter perdido o seu caminho e “navega sem rumo”, a Igreja, “graças às palavras de Deus, enxerga através deste nevoeiro. “Mesmo sem “soluções técnicas”, ela “mantém o olhar no objetivo, e fornece a luz do Evangelho a todas as pessoas de boa vontade, seja qual for sua nação e cultura”.Esta missão é também esperada dos Representantes Pontifícios junto aos estados e as organizações internacionais. Depois de rezar o Angelus, o Santo Padre dirigiu suas saudações às Igrejas Orientais que, amanhã, de acordo com o calendário juliano, celebram o Natal. Bento XVI recordou que a Epifania é também o dia da Jornada Missionária das Crianças, promovida pela Pontifícia Obra da Santa Infância: uma oportunidade para unir as crianças de todo o mundo e apoiar projetos de solidariedade entre elas. “Que o vosso coração esteja aberto para o mundo, tal como o coração de Jesus, mas sejam atentos a quem mora perto de vocês, estejam sempre prontos a dar uma mão”, disse o Papa dirigindo-se às crianças e jovens presentes. (Tradução:MEM)

A Estrela que guiou os magos realmente existiu?

A professora Flavia Marcacci explica os fenômenos astronômicos da época Por Antonio Gaspari


ROMA, 07 de janeiro de 2012 (ZENIT.org) .

 - É verdade que o nascimento de Jesus coincidiu com a passagem de um cometa no céu? Ou foi somente a coincidência de estrelas brilhantes? Outros falam de uma estrela de brilho espetacular. É verdade que os magos seguiram a estrela para chegar até o nascimento de Jesus? O que dizem as fontes históricas? e as astronômicas? Quem sugeriu a Giotto pintar o cometa? Há uma abundância de perguntas sobre a veracidade do fenômeno astronômico que teria ocorrido no momento do nascimento daquela criança que se dizia filho de Deus e que deu origem ao cristianismo. Para tentar esclarecer o mistério ZENIT entrevistou a professora Flavia Marcacci, professora de História do pensamento científico na Pontifícia Universidade Lateranense. ***** O Proto-evangelho de Tiago e Orígenes falam de um cometa ou algo parecido. Alguns falam do cometa Halley que parece que foi visível no 12 a.C., embora a maioria dos historiadores datam o nascimento de Jesus entre o 7 e o 4 a.C. O que você acha disso?

 Marcacci: O Proto-evangelho de Tiago fala de uma "estrela" no Capítulo 21. Esta estrela teria precedido os Magos na sua viagem até ter parado acima da gruta da Sagrada Família. Com relação ao Evangelho de Mateus (capítulo 2), que é o único que se refere à estrela, o Proto-evangelho adiciona um detalhe: tratava-se de uma “estrela grandíssima”, de notável esplendor, tão grande que obscurecia as outras estrelas do céu. Os outros Evangelhos não mencionam a estrela e nem os Magos. Por outro lado, Lucas fala de um anjo que surpreende com a sua luz os pastores (2,9) e da multidão do exército celestial que glorificava a Deus (2, 13-14). Agora, a luz, em geral, tem um valor simbólico muito importante – pensemos também no prólogo do Evangelho de João. Então se poderia dizer que também a estrela dos Magos certamente têm um significado simbólico, ainda mais porque na tradição judaica ela representava um sinal messiânico: tal interpretação é amplamente compartilhada hoje pelos exegetas. Orígenes desempenhou, pelo contrário, um papel particular, justamente se olharmos para a história da exegese da passagem de Mateus: antes dele se olhava para as estrelas como autênticas e verdadeiras personificações, por razões que poderemos definir culturais. A física, a filosofia da natureza antiga considerava os céus habitados por inteligências organizadas em esferas sucessivas, de acordo com um costume e uma sensibilidade de molde Pitagórico-Platônico, correndo o risco de escorregar em simplificações ingênuas. Também Aristóteles segue este molde, mas atribuindo a repetição idêntica dos movimentos celestes não a uma inteligência pessoal, mas sim a uma impessoal Causa Primeira (o Motor Imóvel, de fato). Nos tempos antigos, no entanto, havia também uma outra linha de pensamento, uma autêntica e real astrolatria. Já então, a sabedoria do Oriente próximo associava de modo direto a idéia de “deus” à imagem da estrela. Assim, os Gregos, por exemplo, pegaram daqui o costume de associar na nomenclatura deuses e planetas, embora numa relação historicamente tão articulada pela qual não foi imediata a identificação entre os deuses e os astros; os Romanos, por outro lado, continuam a usar estas correspondências, como mostrado em autores como Macróbio (século V). Mas poderíamos continuar citando a Gnose que constrói uma espécie de geocentrismo divinizado. Neste quadro tão interessante e variado Orígenes (185-254) parece aludir ao evento celeste de Belém como a um fato natural, normal.

  Em 1977 um grupo de pesquisadores britânicos (Clark Parkinson e Stephenson) constataram que os estudos astronômicos chineses registraram em março do ano 5 a.C. a aparição de um objeto brilhante, provavelmente uma nova, que permaneceu visível por cerca de 70 dias entre as constelações de Aquila e de Capricórnio. É possível?

 Marcacci: Sem dúvida não é o cometa Halley, cujas passagens foram devidamente registradas pelo astrônomo Paolo Maffei em um livro inteiramente dedicado à questão (o cometa Halley do passado ao presente, Milão 1987). A passagem do cometa mais próxima ao nascimento de Cristo tinha que ser do 12 a.C. Mesmo se levarmos em conta as correções a serem aplicadas à datação do nascimento de Cristo, que erroneamente Dionísio, o Pequeno, atrasou por 5-7 anos, há contudo uma certa defasagem temporal. Na verdade o cometa Halley é aquele que Giotto representou na Capela dos Scrovegni representando a Adoração dos Magos: tinha visto a aparição do cometa no 1301, de acordo com estudos de R.J.M. Olson, e teve de receber tantas sugestões que no final quis representá-lo no seu ciclo pictórico. A partir de então, o cometa se configurou como um verdadeiro símbolo do Natal, na verdade, particularmente adequado, pois sendo um objeto móvel e portanto capaz de "antecipar" o caminho dos Magos no imaginário coletivo.

  Kepler e outros sustentaram que no ano 7 a.C. houve uma tríplice conjunção de Júpiter e Saturno ocorrida no 7 a.C. na constelação de Peixes. Os Astrônomos caldeus já o tinham previsto desde o ano precedente e a tabuinha com a previsão do fenômeno, datada do 8 a.C., foi encontrada em quatro exemplares em locais diferentes. Qual é a sua opinião sobre ele?

 Marcacci: Muitos dados podem chegar até nós por meio das tábuas da astronomia chinesa, riquíssimas e numerosas. Para compreender a importância destas observações basta ter em conta um dado muito simples: enquanto que na Europa, em dois mil anos, só se produziu de fato, uma única reforma do calendário (aquela Gregoriana do 1582), na China houve umas cinqüenta. Não é o momento para debruçar-se sobre as razões que determinaram tão forte interesse, basta apenas uma breve menção sobre a importância das observações astronômicas (em termos gerais, portanto, relativas a todos os fenômenos que apareciam no céu) na administração do Estado. O interesse por esta astronomia deveria ser notável se já no início do século XVII o padre jesuíta Schreck, membro, como Galileo, da Accademia dei Lincei, interpelou o professor e Kepler para que o ajudassem na reforma do calendário chinês. De fato, a organização do céu chinês sofria de um outro conceito astrológico e não tinha uma base teórica sólida. Os jesuítas, dotados de uma astronomia teórica sólida, embora ainda dividida entre Copérnico e Ptolomeu, ganharam a confiança do imperador por acima dos astrônomos árabes e chineses para a reforma do calendário, prevendo com maior precisão do que os concorrentes o eclipse parcial de 21 de junho de 1629 (Maffei, cit., pg. 105.). Nos anos 70 começou um certo debate justo por ocasião da leitura das tábuas chinesas: em particular, levantou a questão, o grupo de pesquisadores britânicos - Clark, Parkinson e Stephenson - observando que os registros astronômicos chineses tinham registrado em março do 5 a.C. a aparição de um objeto brilhante, provavelmente uma nova, que ficou visível por cerca de 70 dias entre as constelações de Aquila e Capricórnio. Naqueles anos surgiu Hughes com um volume inteiro dedicado à questão "Estrela de Belém" (The Star of Bethlehem Mystery, London, 1979). Vieram alguns artigos de outros estudiosos e as hipóteses se articularam, até que hoje são múltiplas: se a estrela de Belém fosse um objeto (cometa, nova, supernova) ou um fenômeno (conjunção planetária, configuração astrológica, surgimento helicoidal, observações relacionadas com a precessão dos equinócios). Até o momento, a literatura sobre o assunto continua a ser alimentada e atualizada, de tal forma que envolve acadêmicos importantes. A persistência do interesse na questão tem um precedente ilustre que remonta ao século XVII, quando o próprio Kepler calculou que no 7 a.C. houve uma tríplice conjunção entre Júpiter e Saturno ocorrida no 7 a.C. na constelação dos Peixes (cheia de significados particulares), reevocando uma antecipação da astronomia dos Caldeus.

  Em suma, é plausível que tenha havido um fenômeno astronômico especial na ocasião do nascimento de Jesus?

 Marcacci: Deve-se ter em mente que em sede histórica a ciência pode certamente vir a calhar, mas não deveria constituir uma prova no sentido estrito. Algo assim como no caso do eclipse famoso de Thales: não se pode pretender obter uma datação precisa dos acontecimentos da vida deste Milesio partindo da datação do eclipse, pois se correria o risco de imprecisões irritantes. Da mesma forma, não podemos usar uma data – obtida por validíssimas considerações científicas - como substituto para a falta de documentos. Nem usar um dado científico para um concordismo qualquer em sede de exegese. Portanto, nesse momento não é possível tirar conclusões definitivas e se precisa de cautela: permanece a válida significação simbólica da estrela, que já pode dizer quanto serve em relação ao Evangelho de Mateus. Porém, não seja de excluir que, no futuro, poderíamos ter indicações mais precisas: é importante que a busca sobre o "Cometa de Belém" continue como está continuando na realidade, dando espaço a muitas vozes alternativas. E não há dúvida de que a compreensão científica dos objetos celestes observáveis ​​mesmo no tempo de Jesus pode dar maior força para a percepção da beleza infinita da criação em torno de nós: nós, como os Magos, ainda estamos fascinados pelo céu, e olhar para cima é, fora a metáfora, o "instinto mais profundo de cada coração e de cada inteligência". Tradução TS

  "Maria: a mulher que acolheu Jesus em si e o deu à luz para toda a a família humana"


A homilia de Bento XVI no primeiro dia do ano CIDADE DO VATICANO, domingo, 01 de janeiro de 2012

 No primeiro dia do ano, a liturgia faz ressoar em toda a Igreja espalhada pelo mundo, uma antiga benção sacerdotal, que escutamos na primeira leitura. “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer para ti a sua face e te dê a graça. O Senhor volte para ti o seu rosto e te conceda a paz” (Nm 6, 24-26). Essa benção foi confiada por Deus através de Moisés, a Araão e aos seus filhos, isto é, aos sacerdotes do povo de Israel. È um triplice desejo pleno de paz, que promana da repetição do nome de Deus, do Senhor e da imagem do seu rosto. De fato, para sermos abençoados precisamos estar na presença de Deus, receber sobre nós o seu Nome e permanecer no raio de luz que parte do seu rosto, no espaço iluminado pelo seu olhar, que difunde graça e paz. Essa é a experiência feita pelos pastores de Belém, que aparecem ainda no Evangelho de hoje. Eles fizeram a experiência de estar na presença de Deus e da sua benção, não na sala de um majestoso palácio, na presença de um grande soberano, mas sim em um estábulo, diante de um menino colocado em uma manjedoura. Exatamente daquele Menino irradia uma nova luz, que resplandece no escuro da noite, como podemos ver em tantas pinturas que reproduzem a natividade de Cristo. É dEle que vem a benção: do seu nome – Jesus, que significa 'Deus Salva' - e do seu rosto humano, no qual Deus, o Onipotente Senhor do céu e da terra quis encarnar-se, esconder a sua glória sob o véu da nossa carne, para revelar-nos plenamente a sua bondade A primeira a ser preenchida por essa benção foi Maria, a Virgem, esposa de José, que Deus escolheu desde o primeiro instante da sua existência para ser a mãe do seu Filho feito homem. Ela é a bendita entre as mulheres (Lc 1,42) – como a saúda Santa isabel. Toda a sua vida está na luz do Senhor, no raio da ação do nome e do rosto de Deus encarnado em Jesus, o fruto bendito do seu ventre. Assim a apresenta o Evangelho de Lucas: toda disposta a guardar e meditar no seu coração todas as coisas referentes ao seu filho Jesus (cfr Lc 2, 19.51). O mistério da sua divina maternidade, que hoje celebramos, contém em medida superabundante aquele dom da graça que toda maternidade humana traz em si, tanto que a fecundidade do ventre sempre foi associada à benção de Deus. A Mãe de Deus é a primeira abençoada e é Ela que traz a benção, é a mulher que acolheu Jesus em si e o deu à luz para toda a a família humana. Como reza a Liturgia: “sempre intacta na sua glória virginal, irradiou sobre o mundo a luz eterna, Jesus Cristo nosso Senhor” (Prefácio da Beata Virgem maria 1) Maria é mãe e modelo da Igreja, que acolhe na fé a divina Palavra e se oferece a Deus como “terra boa” na qual Ele pode continuar a cumprir o seu mistério de salvação. Também a Igreja participa ao mistério da divina maternidade mediante a pregação, que espalha no mundo a semente do Evangelho e mediante os Sacramentos que comunicam aos homem a graça e a vida divina. Em particular no sacramento do Batismo, a Igreja vive essa maternidade, quando gera os filhos de Deus da água e do Espírito Santo, o qual em cada um exclama: “Abbá! Pai! (Gal 4,6). Como Maria, a Igreja é mediadora da benção de Deus para o mundo: a recebe acolhendo Jesus e a transmite levando Jesus. É Ele a misericórdia e a paz que o mundo por si não pode dar-se e da qual tem necessidade sempre, como ou mais que o pão. Caros amigos, a paz, no seu sentido pleno e mais alto é a soma e a síntese de todas as bençãos. Por isto, quando duas pessoas amigas se encontram, se saúdam desejando reciprocamente a paz. Também a Igreja, no primeiro dia do ano invoca de modo especial esse bem supremo e o faz, como a Virgem Maria, mostrando a todos Jesus, porque como afirma o apóstolo Paulo, “Ele é a nossa paz” (Ef 2, 14) e ao mesmo tempo é a via através da qual os homens e os povos podem alcançar essa meta, a qual todos aspiramos. Levando, portanto, no coração este profundo desejo, tenho o prazer de acolher e saudar todos vocês, que no dia em que se celebra a XLV Jornada Mundial da Paz vieram à Basílica de São Pedro: os Senhor Cardeais, os embaixadores de tantos países amigos, que mais que nunca nesta ocasião, partilham comigo e com a Santa Sé a vontade de renovar o empenho pela promoção da paz no mundo; O presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, que com o secretário e os colaboradores trabalham em modo especial por esta finalidade; os outros prelados e autoridades presentes; os representantes de Associações e Movimentos eclesiais e todos vós, irmãos e irmãs, em particular aqueles que entre vós trabalham no campo da educação dos jovens. De fato – como sabeis – a prospectiva educativa é aquela que enfatizei na minha mensagem deste ano. “Educar os jovens à justiça e à paz” é objetivo que compreende todas as gerações, e graças a Deus, a família humana, depois das tragédias das duas grandes guerras mundiais, mostrou-se cada vez mais consciente, como atestam, de uma parte, declarações de iniciativas internacionais, e de outra, a afirmação dos próprios jovens, nas últimas décadas, de tantas e diversas formas de empenho social neste campo. Para a comunidade eclesial educar à paz faz parte da missão recebida de Cristo, faz parte integrante da evangelização porque o Evangelho de Cristo também é Evangelho de Justiça e Paz. Mas a Igreja, nos últimos tempos, se fez intérprete de uma exigência que envolve todas as consciências mais sensíveis e responsáveis pelo futuro da humanidade: a exigência de responder a um desafio decisivo que é o desafio educativo. Por que “desafio”? Pelo menos por dois motivos: em primeiro lugar, porque na era atual, fortemente caracterizada pela mentalidade tecnológica, querer educar e não somente instruir é uma escolha; em segundo lugar, porque a cultura relativista coloca uma questão radical: tem sentido ainda educar? Educar para quê? Naturalmente não podemos ir de encontro a essas questões a fundo, as quais procurei responder em outras ocasiões. Gostaria ao invés disso, destacar que, diante das sombras que hoje obscuram o horizonte no mundo, assumir a responsabilidade de educar os jovens à consciência da verdade, aos valores fundamentais da existência, às virtudes intelectuais, teologais e morais, significa olhar para a futuro com esperança. Nesse empenho por uma educação integral, entra também a formação à justiça e à paz. Os rapazes e moças de hoje crescem em um mundo que se tornou, por assim dizer, mais pequeno, onde os contatos entre as diferentes culturas e tradições, mesmo que muitas vezes não de forma direta, são constantes. Para eles, hoje, mais que nunca, é indispensável aprender o valor e o método da convivência pacífica, do respeito recíproco, do diálogo e da compreensão. Os jovens são por natureza abertos a essas atitudes, mas exatamente a realidade social na qual crescem podem levá-los a pensar e a agir em modo oposto, de modo intolerante e violento. Somente uma sólida educação da consciência deles pode coloca-los à parte desses riscos e torná-los capazes de lutar sempre e contando somente com a força da verdade e do bem. Essa educação parte da família e se desenvolve na escola e nas outras experiências formativas. Se trata essencialmente de ajudar as crianças, os jovens, os adolescentes, a desenvolver uma personalidade que una um profundo sentido de justiça com o respeito do outro, com a capacidade de enfrentar os conflitos sem prepotência, com a força interior de testemunhar o bem também quando custa sacrifício, com o perdão e a reconciliação. Assim poderão tornar homens e mulheres verdadeiramente pacíficos e construtores da paz. Nesta obra educativa voltada para as novas gerações, uma responsabilidade particular cabe também às comunidades religiosas. Todo itinerário de autêntica formação religiosa acompanha a pessoa, desde os primeiros anos de idade, a conhecer Deus, a amar e a fazer a sua vontade. Deus é amor, é justo e pacífico, e quem quer honrá-lo deve antes de mais nada comportar-se como um filho que segue o exemplo do Pai. Um Salmo afirma: “O Senhor cumpre coisas justas, defende os direitos de todos os oprimidos...Misericordioso e piedoso é o Senhor, lento para a ira e grande no amor” (Sal 103, 6.8). Em Deus justiça e misericórdia convivem perfeitamente, como Jesus nos demonstrou com o testemunho da sua vida. Em Jesus 'amor e verdade' se encontraram, 'justiça e paz' se uniram (cfr Sal 85, 12.13). Deus nos falou no seu Filho Jesus. Escutamos o que diz Deus: 'Ele anuncia a paz' (Sal 85,9). Jesus é uma via praticável, aberta a todos. É a via da paz. Hoje a Virgem Maria nos indica isso, nos mostra a Via: a sigamos! E vós, santa Mãe de Deus, acompanha-nos com a vossa proteção. Amém. (CN Notícias) As palavras de Bento XVI no final do ano As Vésperas do dia 31 de dezembro Estamos reunidos na Basílica Vaticana para celebrar as primeiras Vésperas da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e para agradecer ao Senhor, no final do ano, cantando juntos o Te Deum. Agradeço a todos vós que quisestes unir-vos a mim nesta circunstância tão cheia de sentimentos e significado. Saúdo, em primeiro lugar, os senhores Cardeais, os venerados Irmãos no Episcopado e no Presbiterado, os religiosos e religiosas, as pessoas consagradas e os fiéis leigos que representam a inteira comunidade eclesial de Roma. De modo especial, saúdo as Autoridades presentes, começando pelo Prefeito de Roma, a quem agradeço o cálice que doou, segundo uma bela tradição que se renova cada ano. Desejo de coração que, com o esforço de todos, a fisionomia da nossa cidade possa estar sempre mais em conformidade com os valores de fé, cultura e civilização que pertencem à sua vocação e história milenária. Outro ano chega à sua conclusão enquanto que, com a inquietação, os desejos e as expectativas de sempre, esperamos um novo. Se pensarmos na experiência da vida, ficamos admirados de como ela é, no fundo, breve e fugaz. Por isso, muitas vezes nos questionamos: qual é o sentido que podemos dar aos nossos dias? Mais concretamente, qual é o sentido que podemos dar aos dias de fadiga e de dor? Esta é uma pergunta que atravessa a história, antes, atravessa o coração de cada geração e de cada ser humano. Mas existe uma resposta para esta pergunta: está escrita no rosto de um Menino que nasceu há dois mil anos, em Belém, e que hoje é o Vivente, ressuscitado para sempre da morte. No tecido da humanidade, rasgado por tantas injustiças, maldades e violências, surge de modo surpreendente a novidade, alegre e libertadora, de Cristo Salvador, que no mistério da sua Encarnação e do seu nascimento nos permite contemplar a bondade e a ternura de Deus. Deus eterno entrou na nossa história e permanece presente de modo único na pessoa de Jesus, o seu Filho feito homem, nosso Salvador, que veio à terra para renovar radicalmente a humanidade e libertá-la do pecado e da morte, para elevar o homem à dignidade de filho de Deus. O Natal não se refere somente ao cumprimento histórico dessa verdade que nos toca diretamente, mas que no-la dá novamente, de modo misterioso e real. É muito sugestivo, neste fim de ano, escutar novamente o anúncio jubiloso que o apóstolo Paulo dirigia aos cristãos da Galácia: «Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, para que recebêssemos a adoção filial» (Gal4,4-5). Essas palavras tocam o cerne da história de todos e a iluminam, antes, a salvam, porque desde o dia do em que nasceu o Senhor, chegou para nós a plenitude do tempo. Portanto, já não há mais lugar para a angústia diante do tempo que passa e não volta para trás; agora é o momento de confiar infinitamente em Deus, por quem sabemos ser amados, para quem vivemos e a quem a nossa vida se orienta, na espera do seu retorno definitivo. Desde que o Salvador desceu do Céu, o homem já não é mais escravo de um tempo que passa sem um porquê, ou que esteja marcado pela fadiga, pela tristeza, pela dor. O homem é filho de um Deus que entrou no tempo para resgatar o tempo da falta de sentido ou da negatividade, e que resgatou toda a humanidade, dando-lhe, como nova perspectiva de vida, o amor que é eterno. A Igreja vive e professa esta verdade e quer proclamá-la novamente hoje, com renovado vigor espiritual. Nesta celebração, temos motivos especiais para louvar o Senhor pelo seu mistério de salvação, presente no mundo por meio do ministério eclesial. Temos muitos motivos de agradecimento ao Senhor por tudo o que a nossa comunidade eclesial, no coração da Igreja universal, realiza a serviço do Evangelho nesta Cidade. A tal propósito, unido ao Cardeal Vigário, Agostino Vallini, aos Bispos Auxiliares, aos Párocos e todo o presbitério diocesano, quero dar graças ao Senhor, nomeadamente, pelo promissor caminho comunitário dirigido a adequar a pastoral ordinária às exigências do nosso tempo, por meio do projeto «Pertença eclesial e corresponsabilidade pastoral». Este tem o objetivo de colocar a evangelização em primeiro lugar; para fazer mais responsável e frutífera a participação dos fiéis nos Sacramentos, de tal forma que cada um possa falar de Deus ao homem contemporâneo e anunciar o Evangelho com eficácia aos que nunca o conheceram ou o esqueceram. Aquestio fideié também o desafio pastoral prioritário para a Diocese de Roma. Os discípulos de Cristo estão chamados a fazer renascer em si mesmos e nos demais a saudade de Deus e a alegria de viver n'Ele e de testemunhá-Lo, a partir da pergunta, sempre muito pessoal: Por que creio? É necessário conceder o primado à verdade, confirmar a aliança entre a fé e a razão, como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da Verdade (cf. João Paulo II, Enc.Fides et ratio, Prólogo); tornar fecundo o diálogo entre o cristianismo e a cultura moderna; levar à redescoberta da beleza e da atualidade da fé, não como um ato em si mesmo, isolado, que diz respeito a algum momento da vida, mas como uma orientação constante, mesmo nas escolhas mais simples, que leva à unidade profunda da pessoa, tornando-a justa, ativa, benéfica, boa. Trata-se de reavivar uma fé que instaure um novo humanismo capaz de gerar cultura e empenho social. Neste quadro geral, na Assembleia diocesana do passado mês de junho, a Diocese de Roma iniciou um caminho de aprofundamento sobre a iniciação cristã e sobre a alegria de gerar novos cristãos para a fé. De fato, anunciar a fé no Verbo feito carne é o cerne da missão da Igreja, e toda a comunidade eclesial deve redescobrir esta tarefa, com um renovado ardor missionário. As novas gerações que mais sentem a desorientação, acentuada também pela crise atual, não só econômica, mas também de valores, têm necessidade, sobretudo, de reconhecer em Cristo Jesus«a chave, o centro e o fim de toda a história humana» (Conc. Vat. II. Gaudium et spes, 10). Os pais são os primeiros educadores na fé dos seus filhos desde a mais terna idade; por isso, é necessário apoiar as famílias na sua missão educativa, por meio de iniciativas adequadas. Ao mesmo tempo, é desejável que o caminho batismal, primeira etapa do itinerário formativo da iniciação cristã, além de favorecer uma consciente e digna preparação para a celebração do Sacramento, dê a devida atenção aos anos imediatamente sucessivos ao batismo, com os itinerários apropriados que levem em conta as condições de vida das famílias. Animo, portanto, as comunidades paroquiais e as outras realidades eclesiais a continuarem refletindo para promover uma melhor compreensão e recepção dos sacramentos através dos quais o homem se torna participante da vida mesma de Deus. Que a Igreja de Roma possa sempre contar com fiéis leigos, prontos a oferecer a sua contribuição pessoal para edificar comunidades vivas, que permitam que a Palavra de Deus entre no coração dos que ainda não conheceram o Senhor ou se afastaram d'Ele. Ao mesmo tempo, é oportuno criar ocasiões de encontro com a Cidade, que permitam um diálogo proveitoso com todos os que estão à procura da Verdade. Queridos amigos, desde que Deus mandou o seu Filho unigênito para que nós pudéssemos ter a filiação adotiva (cf. Gal4,5), não pode existir para nós uma tarefa mais importante que estar totalmente ao serviço do projeto divino. Neste sentido, quero animar e agradecer todos os fiéis da Diocese de Roma, que sentem a responsabilidade de devolver a alma à nossa sociedade. Obrigado a vós, famílias romanas, células primeiras e fundamentais da sociedade! Obrigado aos membros das muitas Comunidades, Associações e Movimentos comprometidos em animar a vida cristã da nossa cidade! «Te Deum laudamus!» A Vós, ó Deus, louvamos! A Igreja nos sugere concluir o ano dirigindo ao Senhor o nosso agradecimento por todos os seus benefícios. É em Deus que deve terminar a nossa última hora, a última hora do tempo e da história. Esquecer este final da nossa vida significaria cair no vazio, viver sem sentido. Por isso, a Igreja coloca nos nossos lábios o antigo hino Te Deum. É um hino repleto da sabedoria de tantas gerações cristãs, que sentem a necessidade de elevar o seu coração, na certeza que estamos todos nas mãos cheias de misericórdia do Senhor. «Te Deum laudamus!». Assim canta também a Igreja que está em Roma, pelas maravilhas que Deus realizou e realiza nela. Com a alma cheia de gratidão nos dispomos a atravessar o limiar do ano 2012, lembrando que o Senhor vela sobre nós e nos protege. Nesta tarde, queremos confiar-Lhe o mundo inteiro. Coloquemos em suas mãos as tragédias do nosso mundo e ofereçamos a Ele também as esperanças de um futuro melhor. Depositemos estes votos nas mãos de Maria, Mãe de Deus, Salus Populi Romani. Amen. A resposta oficial do Papa sobre abusos a menores... 1. Amados Irmãos e Irmãs da Igreja na Irlanda, é com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes actos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram. Como sabeis, convidei recentemente os bispos irlandeses para um encontro aqui em Roma a fim de referir sobre o modo como trataram estas questões no passado e indicar os passos que empreenderam para responder a esta grave situação. Juntamente com alguns altos Prelados da Cúria Romana ouvi quanto tinham para dizer, quer individualmente quer em grupo, enquanto propunham uma análise dos erros cometidos e das lições aprendidads, e uma descrição dos programas e dos protocolos hoje existente. As nossas reflexões foram francas e construtivas. Alimento a confiança de que, como resultado, os bispos se encontrem agora numa posição mais forte para levar por diante a tarefa de reparar as injustiças do passado e para enfrentar as temáticas mais amplas relacionadas com o abuso dos menores segundo modalidades conformes com as exigências da justiça e com os ensinamentos do Evangelho. 2. Por meu lado, considerando a gravidade destas culpas e a resposta muitas vezes inadequada que lhes foi reservada da parte das autoridades eclesiásticas no vosso país,, decidi escrever esta Carta Pastoral para vos expressar a minha proximidade, e para vos propor um caminho de cura, de renovação e de reparação. Na realidade, como muitos no vosso país revelaram, o problema do abuso dos menores não é específico nem da Irlanda nem da Igreja. Contudo a tarefa que agora tendes à vossa frente é enfrentar o problema dos abusos que se verificaram no âmbito da comunidade católica irlandesa e de o fazer com coragem e determinação. Ninguém pense que esta dolorosa situação se resolverá em pouco tempo. Foram dados passos em frente positivos, mas ainda resta muito para fazer. É preciso perseverança e oração, com grande confiança na força restabelecedora da graça de Deus. Ao mesmo tempo, devo expressar também a minha convicção de que, para se recuperar desta dolorosa ferida, a Igreja na Irlanda deve em primeiro lugar reconhecer diante do Senhor e diante dos outros, os graves pecados cometidos contra jovens indefesos. Esta consciência, acompanhada de sincera dor pelo dano causado às vítimas e às suas famílias, deve levar a um esforço concentrado para garantir a protecção dos jovens em relação a semelhantes crimes no futuro. Enquanto enfretais os desafios deste momento, peço-vos que vos recordeis da «rocha de que fostes talhados» (Is 51, 1). Reflecti sobre as contribuições generosas, com frequência heróicas, oferecidas à Igreja e à humanidade como tal pelas passadas gerações de homens e mulheres irlandeses, e deixai que isto gere impulso para um honesto auto-exame e um convicto programa de renovação eclesial e individual. A minha oração é por que, assistida pela intercessão dos seus muitos santos e purificada pela penitência, a Igreja na Irlanda supere a presente crise e volte a ser uma testemunha convincente da verdade e da bondade de Deus omnipotente, manifestadas no seu Filho Jesus Cristo. 3. Historicamente os católicos da Irlanda demonstraram-se uma grande força de bem quer na pátria quer fora. Monges célticos, como São Colombano, difundiram o Evangelho na Europa Ocidental lançando as bases da cultura monástica medieval. Os ideais de santidade, de caridade e de sabedoria transcendente que derivam da fé cristã, encontraram expressão na construção de igrejas e mosteiros e na instituição de escolas, bibliotecas e hospitais que consolidaram a identidade espiritual da Europa. Aqueles missionários irlandeses tiraram a sua força e inspiração da fé sólida, da guia forte e dos comportamentos morais rectos da Igreja na sua terra natal. A partir do século XVI, os católicos na Irlanda sofreram um longo período de perseguição, durante o qual lutaram para manter viva a chama da fé em circunstâncias perigosas e difíceis. Santo Oliver Plunkett, o Arcebispo mártir de Armagh, é o exemplo mais famoso de uma multidão de corajosos filhos e filhas da Irlanda dispostos a dar a própria vida pela fidelidade ao Evangelho. Depois da Emancipação Católica, a Igreja teve a liberdade de crescer de novo. Famílias e inúmeras pessoas que tinham preservado a fé durante os tempos das provações tornaram-se a centelha de um grande renascimento do catolicismo irlandês no século XIX. A Igreja forneceu escolarização, sobretudo aos pobres, e isto deu uma grande contribuição à sociedade irlandesa. Um dos frutos das novas escolas católicas foi um aumento de vocações: gerações de sacerdotes, irmãs e irmãos missionários deixaram a pátria para servir em todos os continentes, sobretudo no mundo de língua inglesa. Foram admiráveis não só pela vastidão do seu número, mas também pela robustez da fé e pela solidez do seu empenho pastoral. Muitas dioceses, sobretudo em África, América e Austrália, beneficiaram da presença de clero e religiosos irlandeses que anunciaram o Evangelho e fundaram paróquias, escolas e universidades, clínicas e hospitais, que serviram tanto os católicos, como a sociedade em geral, com atenção especial às necessidades dos pobres. Em quase todas as famílias da Irlanda houve alguém – um filho ou uma filha, uma tia ou um tio – que deu a própria vida à Igreja. Justamente as famílias irlandesas têm em grande estima e afecto os seus queridos, que ofereceram a própria vida a Cristo, partilhando o dom da fé com outros e actualizando-a num serviço amoroso a Deus e ao próximo. 4. Contudo, nos últimos decénios a Igreja no vosso país teve que se confrontar com novos e graves desafios à fé que surgiram da rápida transformação e secularização da sociedade irlandesa. Verificou-se uma mudança social muito rápida, que muitas vezes atingiu com efeitos hostis a tradicional adesão do povo ao ensinamento e aos valores católicos. Com frequência as práticas sacramentais e devocionais que sustentam a fé e a tornam capaz de crescer, como por exemplo a confissão frequente, a oração quotidiana e os ritos anuais, não foram atendidas. Determinante foi também neste período a tendência, até da parte de sacerdotes e religiosos, para adoptar modos de pensamento e de juízo das realidades seculares sem referência suficiente ao Evangelho. O programa de renovação proposto pelo Concílio Vaticano II por vezes foi mal compreendido e na realidade, à luz das profundas mudanças sociais que se estavam a verificar, não era fácil avaliar o modo melhor de o realizar. Em particular, houve uma tendência, ditada por recta intenção mas errada, a evitar abordagens penais em relação a situações canónicas irregulares. É neste contexto geral que devemos procurar compreender o desconcertante problema do abuso sexual dos jovens, que contribuiu em grande medida para o enfraquecimento da fé e para a perda do respeito pela Igreja e pelos seus ensinamentos. Só examinando com atenção os numerosos elementos que deram origem à crise actual é possível empreender uma diagnose clara das suas causas e encontrar remédios eficazes. Certamente, entre os factores que para ela contribuíram podemos enumerar: procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa; insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e nos noviciados; uma tendência na sociedade a favorecer o clero e outras figuras com autoridade e uma preocupação inoportuna pelo bom nome da Igreja e para evitar os escândalos, que levaram como resultado à malograda aplicação das penas canónicas em vigor e à falta da tutela da dignidade de cada pessoa. É preciso agir com urgência para enfrentar estes factores, que tiveram consequências tão trágicas para as vidas das vítimas e das suas famílias e obscureceram a luz do Evangelho a tal ponto, ao qual nem sequer séculos de perseguição não tinham chegado. 5. Em diversas ocasiões desde a minha eleição para a Sé de Pedro, encontrei vítimas de abusos sexuais, assim como estou disponível a fazê-lo no futuro. Detive-me com elas, ouvi as suas vicissitudes, tomei nota do seu sofrimento, rezei com e por elas. Precedentemente no meu pontificado, na preocupação por enfrentar este tema, pedi aos Bispos da Irlanda, por ocasião da visita ad limina de 2006, que «estabelecessem a verdade de quanto aconteceu no passado, tomassem todas as medidas adequadas para evitar que se repita no futuro, garantissem que os princípios de justiça sejam plenamente respeitados e, sobretudo, curassem as vítimas e quantos são atingidos por estes crimes abnormes» (Discurso aos Bispos da Irlanda, 28 de Outubro de 2006). Com esta Carta, pretendo exortar todos vós, como povo de Deus na Irlanda, a reflectir sobre as feridas infligidas ao corpo de Cristo, sobre os remédios, por vezes dolorosos, necessários para as atar e curar, e sobre a necessidade de unidade, de caridade e de ajuda recíproca no longo processo de restabelecimento e de renovação eclesial. Dirijo-me agora a vós com palavras que me vêm do coração, e desejo falar a cada um de vós individualmente e a todos como irmãos e irmãs no Senhor. 6. Às vítimas de abuso e às suas famílias Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. Muitos de vós experimentastes que, quando éreis suficientemente corajosos para falar de quanto tinha acontecido, ninguém vos ouvia. Quantos de vós sofrestes abusos nos colégios deveis ter compreendido que não havia modo de evitar os vossos sofrimentos. É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança. É na comunhão da Igreja que encontramos a pessoa de Jesus Cristo, ele mesmo vítima de injustiça e de pecado. Como vós, ele ainda tem as feridas do seu injusto padecer. Ele compreende a profundeza dos vossos padecimentos e o persistir do seu efeito nas vossas vidas e nos relacionamentos com os outros, incluídas as vossas relações com a Igreja. Sei que alguns de vós têm dificuldade até de entrar numa igreja depois do que aconteceu. Contudo, as mesmas feridas de Cristo, transformadas pelos seus sofrimentos redentores, são os instrumentos graças aos quais o poder do mal é infrangido e nós renascemos para a vida e para a esperança. Creio firmemente no poder restabelecedor do seu amor sacrifical – também nas situações mais obscuras e sem esperança – que traz a libertação e a promessa de um novo início. Dirigindo-me a vós como pastor, preocupado pelo bem de todos os filhos de Deus, peço-vos com humildade que reflictais sobre quanto vos disse. Rezo a fim de que, aproximando-vos de Cristo e participando na vida da sua Igreja – uma Igreja purificada pela penitência e renovada na caridade pastoral – possais redescobrir o amor infinito de Cristo por todos vós. Tenho confiança em que deste modo sereis capazes de encontrar reconciliação, profunda cura interior e paz. 7. Aos sacerdotes e aos religiosos que abusaram dos jovens Traístes a confiança que os jovens inocentes e os seus pais tinham em vós. Por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos. Perdestes a estima do povo da Irlanda e lançastes vergonha e desonra sobre os vossos irmãos. Quantos de vós sois sacerdotes violastes a santidade do sacramento da Ordem Sagrada, no qual Cristo se torna presente em nós e nas nossas acções. Juntamente com o enorme dano causado às vítimas, foi perpetrado um grande dano à Igreja e à percepção pública do sacerdócio e da vida religiosa. Exorto-vos a examinar a vossa consciência, a assumir a vossa responsabilidade dos pecados que cometestes e a expressar com humildade o vosso pesar. O arrependimento sincero abre a porta ao perdão de Deus e à graça do verdadeiro emendamento. Oferecendo orações e penitências por quantos ofendestes, deveis procurar reparar pessoalmente as vossas acções. O sacrifício redentor de Cristo tem o poder de perdoar até o pecado mais grave e de obter o bem até do mais terrível dos males. Ao mesmo tempo, a justiça de Deus exige que prestemos contas das nossas acções sem nada esconder. Reconhecei abertamente a vossa culpa, submetei-vos às exigências da justiça, mas não desespereis da misericórdia de Deus. 8. Aos pais Ficastes profundamente transtornados ao tomar conhecimento das coisas terríveis que tiveram lugar naquele que deveria ter sido o ambiente mais seguro para todos. No mundo de hoje não é fácil construir um lar doméstico e educar os filhos. Eles merecem crescer num ambiente seguro, amados e queridos, com um forte sentido da sua identidade e do seu valor. Têm direito a ser educados nos valores morais autênticos, radicados na dignidade da pessoa humana, a serem inspirados pela verdade da nossa fé católica e a aprender modos de comportamento e de acção que os levem a uma sadia estima de si e à felicidade duradoura. Esta tarefa nobre e exigente está confiada em primeiro lugar a vós, seus pais. Exorto-vos a fazer a vossa parte para garantir a melhor cura possível dos jovens, quer em casa quer na sociedade em geral, enquanto que a Igreja, por seu lado, continua a pôr em prática as medidas adoptadas nos últimos anos para tutelar os jovens nos ambients paroquiais e educativos. Enquanto dais continuidade às vossas importantes responsabilidades, certifico-vos de que estou próximo de vós e que vos dou o apoio da minha oração. 9. Aos meninos e aos jovens da Irlanda Desejo oferecer-vos uma particular palavra de encorajamento. A vossa experiência de Igreja é muito diversa da que fizeram os vossos pais e avós. O mundo mudou muito desde quando eles tinham a vossa idade. Não obstante, todos, em cada geração, estão chamados a percorrer o mesmo caminho da vida, sejam quais forem as circunstâncias. Todos estamos escandalizados com os pecados e as falências de alguns membros da Igreja, sobretudo de quantos foram escolhidos de modo especial para guiar e servir os jovens. Mas é na Igreja que encontrareis Jesus Cristo que é o mesmo ontem, hoje e sempre (cf. Hb 13, 8). Ele ama-vos e ofereceu-se a si próprio na Cruz por vós. Procurai uma relação pessoal com ele na comunhão da sua Igreja, porque ele nunca trairá a vossa confiança! Só ele pode satisfazer as vossas expectativas mais profundas e conferir às vossas vidas o seu significado mais pleno orientando-as para o serviço ao próximo. Mantende o olhar fixo em Jesus e na sua bondade e protegei no vosso coração a chama da fé. Juntamente com os vossos irmãos católicos na Irlanda olho para vós a fim de que sejais discípulos fiéis do nosso Deus e contribuais com o vosso entusiasmo e com o vosso idealismo tão necessários para a reconstrução e para o renovamento da nossa amada Igreja. 10. Aos sacerdotes e aos religiosos da Irlanda Todos nós estamos a sofrer como consequência dos pecados dos nossos irmãos que traíram uma ordem sagrada ou não enfrentaram de modo justo e responsável as acusações de abuso. Perante o ultraje e a indignação que isto causou, não só entre os leigos mas também entre vós e as vossas comunidades religiosas, muitos de vós sentis-vos pessoalmente desanimados e também abandonados. Além disso, estou consciente de que aos olhos de alguns sois culpados por associação, e considerados como que de certo modo responsáveis pelos delitos de outros. Neste tempo de sofrimento, desejo reconhecer-vos a dedicação da vossa vida de sacerdotes e de religiosos e dos vossos apostolados, e convido-vos a reafirmar a vossa fé em Cristo, o vosso amor à sua Igreja e a vossa confiança na promessa de redenção, de perdão e de renovação interior do Evangelho. Deste modo, demonstrareis a todos que onde abunda o pecado, superabunda a graça (cf. Rm 5, 20). Sei que muitos de vós estais desiludidos, transtornados e encolerizados pelo modo como estas questões foram tratadas por alguns dos vossos superiores. Não obstante, é essencial que colaboreis de perto com quantos têm a autoridade e que vos comprometais para fazer com que as medidas adoptadas para responder à crise sejam verdadeiramente evangélicas, justas e eficazes. Sobretudo, exorto-vos a tornar-vos cada vez mais claramente homens e mulheres de oração, seguindo com coragem o caminho da conversão, da purificação e da reconciliação. Deste modo, a Igreja na Irlanda haurirá nova vida e vitalidade do vosso testemunho ao poder redentor do Senhor tornado visível na vossa vida. 11. Aos meus irmãos bispos Não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações. Compreendo como era difícil lançar mão da extensão e da complexidade do problema, obter informações fiáveis e tomar decisões justas à luz de conselhos divergentes de peritos. Contudo, deve-se admitir que foram cometidos graves erros de juízo e que se verificaram faltas de governo. Tudo isto minou seriamente a vossa credibilidade e eficiência. Aprecio os esforços que fizestes para remediar os erros do passado e para garantir que não se repitam. Além de pôr plenamente em prática as normas do direito canónico ao enfrentar os casos de abuso de jovens, continuai a cooperar com as autoridades civis no âmbito da sua competência. Claramente, os superiores religiosos devem fazer o mesmo. Também eles participaram em recentes encontros aqui em Roma destinados a estabelecer uma abordagem clara e coerente destas questões. É obrigatório que as normas da Igreja na Irlanda para a tutela dos jovens sejam constantemente revistas e actualizadas e que sejam aplicadas de modo total e imparcial em conformidade com o direito canónico. Só uma acção decidida levada em frente com total honestidade e transparência poderá restabelecer o respeito e a benquerença dos Irlandeses em relação à Igreja à qual consagrámos a nossa vida. Isto deve brotar, antes de tudo, do exame de vós próprios, da purificação interior e da renovação espiritual. O povo da Irlanda espera justamente que sejais homens de Deus, que sejais santos, que vivais com simplicidade, que procureis todos os dias a conversão pessoal. Para ele, segundo a expressão de Santo Agostinho, sois bispos; contudo estais chamados a ser com eles seguidores de Cristo (cf. Discurso 340, 1). Exorto-vos portanto a renovar o vosso sentido de responsabilidade diante de Deus, a crescer em solidariedade com o vosso povo e a aprofundar a vossa solicitude pastoral por todos os membros da vossa grei. Em particular, sede sensíveis à vida espiritual e moral de cada um dos vossos sacerdotes. Sede um exemplo com as vossas próprias vidas, estai-lhes próximos, ouvi as suas preocupações, oferecei-lhes encorajamento neste tempo de dificuldades e alimentai a chama do seu amor a Cristo e o seu compromisso no serviço dos seus irmãos e irmãs. Também os leigos devem ser encorajados a fazer a sua parte na vida da Igreja. Fazei com que sejam formados de modo que possam dizer a razão, de maneira articulada e convincente, do Evangelho na sociedade moderna (cf. 1 Pd 3, 15), e cooperem mais plenamente na vida e na missão da Igreja. Isto, por sua vez, ajudar-vos-á a ser de novo guias e testemunhas credíveis da verdade redentora de Cristo. 12. A todos os fiéis da Irlanda A experiência que um jovem faz da Igreja deveria dar sempre fruto num encontro pessoal e vivificante com Jesus Cristo numa comunidade que ama e que oferece alimento. Neste ambiente, os jovens devem ser encorajados a crescer até à sua plena estatura humana e espiritual, a aspirar por ideais nobres de santidade, de caridade e de verdade e a inspirar-se nas riquezas de uma grande tradição religiosa e cultural. Na nossa sociedade cada vez mais secularizada, na qual também nós critãos muitas vezes temos dificuldade em falar da dimensão transcendente da nossa existência, precisamos de encontrar novos caminhos para transmitir aos jovens a beleza e a riqueza da amizade com Jesus Cristo na comunhão da sua Igreja. Ao enfrentar a presente crise, as medidas para se ocupar de modo justo de cada um dos crimes são essenciais, mas sozinhas não são suficientes: há necessidade de uma nova visão para inspirar a geração actual e as futuras a fazer tesouro do dom da nossa fé comum. Caminhando pela via indicada pelo Evangelho, observando os mandamentos e conformando a nossa vida de maneira cada vez mais próxima com a pessoa de Jesus Cristo, fareis a experiência da renovação profunda da qual hoje há uma urgente necessidade. Convido-vos a todos a perseverar neste caminho. 13. Amados irmãos e irmãs em Cristo, é com profunda preocupação por todos vós neste tempo de sofrimento, no qual a fragilidade da condição humana foi tão claramente revelada, que desejei oferecer-vos estas palavras de encorajamento e de apoio. Espero que as acolhais como um sinal da minha proximidade espiritual e da minha confiança na vossa capacidade de responder aos desafios do momento actual tirando renovada inspiração e força das nobres tradições da Irlanda de fidelidade ao Evangelho, de perseverança na fé e de firmeza na consecução da santidade. Juntamente com todos vós, rezo com insistência para que, com a graça de Deus, as feridas que atingiram muitas pessoas e famílias possam ser curadas e que a Igreja na Irlanda possa conhecer uma época de renascimento e de renovação espiritual. 14. Desejo propor-vos algumas iniciativas concretas para enfrentar a situação. No final do meu encontro com os Bispos da Irlanda, pedi que a Quaresma deste ano fosse considerada como tempo de oração para uma efusão da misericórdia de Deus e dos dons de santidade e de força do Espírito Santo sobre a Igreja no vosso país. Agora convido todos vós a dedicar as vossas penitências da sexta-feira, durante todo o ano, de agora até à Páscoa de 2011, por esta finalidade. Peço-vos que ofereçais o vosso jejum, a vossa oração, a vossa leitura da Sagrada Escritura e as vossas obras de misericórdia para obter a graça da cura e da renovação para a Igreja na Irlanda. Encorajo-vos a redescobrir o sacramento da Reconciliação e a valer-vos com mais frequência da força transformadora da sua graça. Deve ser dedicada também particular atenção à adoração eucarística, e em cada diocese deverão haver igrejas ou capelas reservadas especificamente para esta finalidade. Peço que as paróquias, os seminários, as casas religiosas e os mosteiros organizem tempos para a adoração eucarística, de modo que todos tenham a possibilidade de participar deles. Com oração fervorosa diante da presença real do Senhor, podeis fazer a reparação pelos pecados de abuso que causaram tantos danos, e ao mesmo tempo implorar a graça de uma renovada força e de um sentido da missão mais profundo por parte de todos os bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis. Tenho esperança em que este programa levará a um renascimento da Igreja na Irlanda na plenitude da própria verdade de Deus, porque é a verdade que nos torna livres (cf. Jo 8, 32). Além disso, depois de me ter consultado e rezado sobre a questão, tenciono anunciar uma Visita Apostólica a algumas dioceses da Irlanda, assim como a seminários e congregações religiosas. A Visita propõe-se ajudar a Igreja local no seu caminho de renovação e será estabelecida em cooperação com as repartições competentes da Cúria Romana e com a Conferência Episcopal Irlandesa. Os pormenores serão anunciados no devido momento. Além disso proponho que se realize uma Missão a nível nacional para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Alimento a esperança de que, haurindo da competência de peritos pregadores e organizadores de retiros quer da Irlanda como de outras partes, e reexaminando os documentos conciliares, os ritos litúrgicos da ordenação e da profissão e os recentes ensinamentos pontifícios, alcanceis um apreço mais profundo das vossas respectivas vocações, de modo a redescobrir as raízes da vossa fé em Jesus Cristo e a beber abundantemente nas fontes da água viva que ele vos oferece através da sua Igreja. Neste Ano dedicado aos Sacerdotes, recomendo-vos de modo muito particular a figura de São João Maria Vianney, que teve uma compreensão tão rica do mistério do sacerdócio. «O sacerdote, escreveu, possui a chave dos tesouros do céu: é ele quem abre a porta, é ele o dispensador do bom Deus, o administrador dos seus bens». O cura d’Ars compreendeu bem como é grandemente abençoada uma comunidade quando é servida por um sacerdote bom e santo. «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o tesouro maior que o bom Deus pode dar a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina». Por intercessão de São João Maria Vianney possa o sacerdócio na Irlanda retomar vida e a inteira Igreja na Irlanda crescer na estima do grande dom do ministério sacerdotal. Aproveito esta ocasião para agradecer desde já a quantos se comprometerem no empenho de organizar a Visita Apostólica e a Missão, assim como os tantos homens e mulheres que em toda a Irlanda já se comprometeram pela tutela dos jovens nos ambientes eclesiásticos. Desde quando a gravidade e a extensão do problema dos abusos sexuais dos jovens em instituições católicas começou a ser plenamente compreendido, a Igreja desempenhou uma grande quantidade de trabalho em muitas partes do mundo, a fim de o enfrentar e remediar. Enquanto não se deve poupar esforço algum para melhorar e actualizar procedimentos já existentes, encoraja-me o facto de que as práticas de tutela em vigor, adoptadas pelas Igrejas locais, são consideradas, nalgumas partes do mundo, um modelo que deve ser seguido por outras instituições. Desejo concluir esta Carta com uma especial Oração pela Igreja na Irlanda, que vos envio com o cuidado que um pai tem pelos seus filhos e com o afecto de um cristão como vós, escandalizado e ferido por quanto aconteceu na nossa amada Igreja. Ao utilizardes esta oração nas vossas famílias, paróquias e comunidades, que a Bem-Aventurada Virgem Maria vos proteja e vos guie pelo caminho que conduz a uma união mais estreita com o seu Filho, crucificado e ressuscitado. Com grande afecto e firme confiança nas promessas de Deus, concedo de coração a todos vós a minha Bênção Apostólica em penhor de força e paz no Senhor. Vaticano, 19 de Março de 2010, Solenidade de São José Benedictus PP. XVI "CRISTO NASCEU POR NÓS"

A mensagem natalícia "Urbi et Orbi" e as saudações de natal do Papa Bento XVI

CIDADE DO VATICANO, domingo, 25 de dezembro de 2011 (Zenit.org) – Publicamos o texto da tradicional mensagem natalina, “Urbi et Orbi”, dirigida hoje por Bento XVI aos fiéis presentes na praça de São Pedro e a todo o mundo por meio da radio e da televisão. Colocamos também algumas saudações do Pontífice nas 65 línguas do globo.
***
Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!
Cristo nasceu para nós! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado: a todos chegue o eco deste anúncio de Belém, que a Igreja Católica faz ressoar por todos os continentes, sem olhar a fronteiras nacionais, linguísticas e culturais. O Filho de Maria Virgem nasceu para todos; é o Salvador de todos.
Numa antífona litúrgica antiga, Ele é invocado assim: «Ó Emanuel, nosso rei e legislador, esperança e salvação dos povos! Vinde salvar-nos, Senhor nosso Deus». Veni ad salvandum nos! Vinde salvar-nos! Tal é o grito do homem de todo e qualquer tempo que, sozinho, se sente incapaz de superar dificuldades e perigos. Precisa de colocar a sua mão numa mão maior e mais forte, uma mão do Alto que se estenda para ele. Amados irmãos e irmãs, esta mão é Cristo, nascido em Belém da Virgem Maria. Ele é a mão que Deus estendeu à humanidade, para fazê-la sair das areias movediças do pecado e segurá-la de pé sobre a rocha, a rocha firme da sua Verdade e do seu Amor (cf. Sal 40, 3).
E é isto mesmo o que significa o nome daquele Menino (o nome que, por vontade de Deus, Lhe deram Maria e José): chama-se Jesus, que significa «Salvador» (cf. Mt 1, 21; Lc 1, 31). Ele foi enviado por Deus Pai, para nos salvar sobretudo do mal mais profundo que está radicado no homem e na história: o mal que é a separação de Deus, o orgulho presunçoso do homem fazer como lhe apetece, de fazer concorrência a Deus e substituir-se a Ele, de decidir o que é bem e o que é mal, de ser o senhor da vida e da morte (cf. Gn 3, 1-7). Este é o grande mal, o grande pecado, do qual nós, homens, não nos podemos salvar senão confiando-nos à ajuda de Deus, senão gritando por Ele: «Veni ad salvadum nos – Vinde salvar-nos!»
O próprio facto de elevarmos ao Céu esta imploração já nos coloca na justa condição, já nos coloca na verdade do que somos nós mesmos: realmente nós somos aqueles que gritaram por Deus e foram salvos (cf. Est (em grego) 10, 3f). Deus é o Salvador, nós aqueles que se encontram em perigo. Ele é o médico, nós os doentes. O facto de reconhecer isto mesmo é o primeiro passo para a salvação, para a saída do labirinto onde nós mesmos, com o nosso orgulho, nos encerramos. Levantar os olhos para o Céu, estender as mãos e implorar ajuda é o caminho de saída, contanto que haja Alguém que escute e possa vir em nosso socorro.
Jesus Cristo é a prova de que Deus escutou o nosso grito. E não só! Deus nutre por nós um amor tão forte que não pôde permanecer em Si mesmo, mas teve de sair de Si mesmo e vir ter connosco, partilhando até ao fundo a nossa condição (cf. Ex 3, 7-12). A resposta que Deus deu, em Cristo, ao grito do homem, supera infinitamente as nossas expectativas, chegando a uma solidariedade tal que não pode ser simplesmente humana, mas divina. Só o Deus que é amor e o amor que é Deus podia escolher salvar-nos através deste caminho, que é certamente o mais longo, mas é aquele que respeita a verdade d’Ele e nossa: o caminho da reconciliação, do diálogo e da colaboração.
Por isso, amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, neste Natal de 2011, dirijamo-nos ao Menino de Belém, ao Filho da Virgem Maria e digamos: «Vinde salvar-nos»! Repitamo-lo em união espiritual com tantas pessoas que atravessam situações particularmente difíceis, fazendo-nos voz de quem a não tem.
Juntos, invoquemos o socorro divino para as populações do Nordeste da África, que padecem fome por causa das carestias, por vezes ainda agravadas por um estado persistente de insegurança. A comunidade internacional não deixe faltar a sua ajuda aos numerosos refugiados vindos daquela Região, duramente provados na sua dignidade.
O Senhor dê conforto às populações do Sudeste asiático, particularmente da Tailândia e das Filipinas, que se encontram ainda em graves situações de emergência devido às recentes inundações.
O Senhor socorra a humanidade ferida por tantos conflitos, que ainda hoje ensanguentam o Planeta. Ele, que é o Príncipe da Paz, dê paz e estabilidade à Terra onde escolheu vir ao mundo, encorajando a retoma do diálogo entre israelitas e palestinianos. Faça cessar as violências na Síria, onde já foi derramado tanto sangue. Favoreça a plena reconciliação e a estabilidade no Iraque e no Afeganistão. Dê um renovado vigor, na edificação do bem comum, a todos os componentes da sociedade nos países do Norte da África e do Médio Oriente.
O nascimento do Salvador sustente as perspectivas de diálogo e colaboração no Myanmar à procura de soluções compartilhadas. O Natal do Redentor garanta a estabilidade política nos países da região africana dos Grande Lagos e assista o empenho dos habitantes do Sudão do Sul na tutela dos direitos de todos os cidadãos.
Amados irmãos e irmãs, dirijamos o olhar para a Gruta de Belém: o Menino que contemplamos é a nossa salvação. Ele trouxe ao mundo uma mensagem universal de reconciliação e de paz. Abramos- Lhe o nosso coração, acolhamo-Lo na nossa vida. Repitamos-Lhe com confiada esperança: «Veni ad salvandum nos».
Depois da sua mensagem, o Papa enviou a saudação natalícia em 65 línguas, entre as quais:
A todos os que me escutam, envio-lhes uma cordial saudação nas diversas expressões linguísticas:
italiano:
Buon Natale ai romani e agli italiani! La nascita di Cristo Salvatore e l’accoglienza gioiosa del suo Vangelo di salvezza rinnovino i cuori dei credenti, portino pace nelle famiglie, consolazione ai sofferenti e aiutino gli abitanti dell’intero Paese a crescere nella reciproca fiducia per costruire insieme un futuro di speranza, più fraterno e solidale.
francese:
Heureuse et sainte fête de Noël ! Que le Christ Sauveur vous garde dans l’espérance et qu’il vous fasse le don de la paix profonde !
inglese:
May the birth of the Prince of Peace remind the world where its true happiness lies; and may your hearts be filled with hope and joy, for the Saviour has been born for us.
tedesco:
Die Geburt Jesu Christi, des Erlösers der Menschen, erfülle Euer Leben mit tiefer Freude und reicher Gnade; sein Friede möge in Euren Herzen wohnen. Gesegnete und frohe Weihnachten!
spagnolo:
¡Feliz Navidad! Que la Paz de Cristo reine en vuestros corazones, en la familias y en todos los pueblos.
portoghese:
Feliz Natal para todos, e que a Luz de Cristo Salvador ilumine os vossos corações de paz e de esperança!
neerlandese:
Zalig en gelukkig Kerstmis.
lussemburghese:
Schéin Chreschtdag.
albanese:
Per shum vjet Krishtlindjen.
romeno:
Sărbători Fericite de Crăciun si Anul Nou.
ungherese:
Àldott Karácsonyt.
polacco:
Błogosławionych świąt Bożego Narodzenia.
ceco:
Narodil se vám Spasitel. Radujte se!
slovacco:
Milostiplné a radostné Viacočné Sviatky.
croato:
Sretan Boić, Isusovo Porođenje!
sloveno:
Boje Dete, naj vam podeli svoj blagoslov.
serbo:
Среħан Божиħ - Христос се роди!
serbo-lusazio:
Zohnowane hody! A zboowne Nowe lěto!
bulgaro:
Честито Рождество Христово
macedone:
Нека ви е честит Божиу н Нова Година
bielorusso:
iasíòłych kalàdnych Sviàtaû!
russo:
Сердечно поздравляю всех с Праздником
Рождества Христова
kazako:
Родecтвo мepeкeci ктты болсын!
ucraino:
Веселих Свят з Різдвом
Христовим і Новим Роком!
lituano:
Linksmų šwentų Kaledų.
lettone:
Priecīgus Ziemsvētkus!
estone:
Häid joulupühi.
finlandese:
Hyvää Joulua.
svedese:
God Jul, Gott Nytt Àr.
islandese:
Gleðileg jól!
irlandese:
Nollaig shona dhaoibh go léir.
romanès:
Baxtalò Krečùno! Thaj Nevo berš!
maltese:
Il-Milied it tajjeb lill-poplu kollu ta' Malta u ta' Għawdex.
turco:
Noel bayramı kutlu olsun.
suahili:
Heri kwa noeli na baraka nyingi kwa mwaka mpya.
kirundi e kinyarwanda:
Gumya umutima mu mahoro! Noeli nziza!
malgascio:
Arahaba tratrin'i Noely.
vietnamita:
Chúc mùng giáng sinh.
indonesiano:
Selamat Hari Natal.
filippino:
Malygayang pasko at manigong bagong taon.
maori:
Meri Kirihimete.
samoano:
Ia manuia le Kirisimasi.
esperanto:
Dibenitan Kristnaskon kaj prosperan novjaron.
guaraní:
Ko navidad árape che maitei ame'ê peême.
latino:
Christe! Veni ad salvandum nos!


NOVO APELO DO PAPA A FAVOR DO NORDESTE AFRICANO

Importante reunião sobre o tema no Vaticano, na próxima sexta-feira


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 5 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI lançou hoje, ao término da audiência geral, um novo apelo à comunidade internacional, para que ajude as populações do Nordeste Africano.
“Não deixam de chegar notícias sobre a carestia que afeta a região do Chifre da África”, disse o Papa no final das saudações em diversos idiomas.
“Renovo o convite à comunidade internacional para que continue o seu empenho a favor daqueles povos e convido todos a oferecerem orações e ajudas concretas a muitos irmãos e irmãs tão duramente provados.”
Em particular, o Pontífice lembrou das crianças “que todos os dias morrem naquela região por doenças e falta de água e de alimento”.
Este apelo renova aquele lançado pelo Papa do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, no domingo, 17 de julho, após a oração do Ângelus.
Bento XVI quis cumprimentar o presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum", cardeal Robert Sarah, e o administrador apostólico de Mogadíscio, Dom Giorgio Bertin, presentes na audiência, junto a alguns representantes de organizações caritativas católicas.
Eles estão no Vaticano para avaliar e impulsionar as iniciativas criadas para enfrentar a essa emergência humanitária.
Desta atividade, explicou o Papa, “participará também um representante do arcebispo da Cantuária, que lançou um apelo a favor das populações afetadas”.
A reunião está prevista para a próxima sexta-feira, dia 7 de outubro, na sede de “Cor Unum”, e nela estarão presentes outros dicastérios e organismos vaticanos.
No mesmo dia, haverá uma coletiva de imprensa na Sala de Imprensa da Santa Sé, para informar sobre a situação e sobre as ajudas que a Igreja Católica está enviando à região. Nela, está previsto que participem, além do cardeal Robert Sarah e de Dom Bertin, Michel Roy, secretário-geral da Cáritas Internacional, Kenneth F. Hackett, diretor executivo do Catholic Relief Services, e outros representantes.
Enquanto isso, no Brasil, prossegue a campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sob a coordenação da Cáritas Brasileira, para convidar a sociedade brasileira a participar de uma coleta nacional, cujos recursos serão enviados para a Cáritas Internacional, para o socorro imediato dos atingidos.

As doações, em qualquer valor, podem ser feitas nas seguintes contas:

Banco do Brasil: AG. 3475-4, C/C 26.116-5

Caixa Econômica Federal: AG. 1041, OP. 003, C/C 1751-6

Banco Bradesco: AG. 0606-8, C/C 187587-6





PAPA ADVERTE SOBRE NOVAS FORMAS DE CRISTIANISMO

“De grande difusão mas pouco estável”, afirma em encontro com luteranos


ERFURT, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O mais necessário para o ecumenismo hoje é que os cristãos não percam aquilo que têm em comum pressionados pela secularização.
O Papa fez esta declaração hoje, em um encontro com representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD), em Erfurt, cidade onde Lutero (1483-1546) iniciou seu caminho teológico.
Bento XVI identificou dois grandes riscos que ameaçam a comunhão alcançada entre os cristãos nas últimas décadas: o de uma nova forma de cristianismo de grande difusão mas pouco estável e “às vezes preocupante em suas formas” e o de adulterar a fé, cedendo à secularização, para tentar ser modernos.
Sobre o primeiro desafio, o Papa explicou que “nos últimos tempos, a geografia do cristianismo mudou profundamente e ainda continua mudando”.
“Perante uma nova forma de cristianismo, que se difunde com um imenso dinamismo missionário, às vezes preocupante em suas formas, as Igrejas confessionais históricas ficam frequentemente perplexas”, disse.
“É um cristianismo de escassa densidade institucional, com pouca bagagem racional, menos ainda dogmática, e com pouca estabilidade”, explicou.
Esta “fenômeno mundial nos situa novamente diante da pergunta sobre o que é que permanece sempre válido e o que poderia ou deveria mudar, perante a questão de nossa opção fundamental na fé”.
Em relação ao segundo risco, referente ao “contexto do mundo secularizado no qual devemos viver e dar testemunho hoje de nossa fé”, afirmou: “Acaso é necessário ceder à pressão da secularização, chegar a ser modernos adulterando a fé?”.
“Naturalmente, a fé tem de ser novamente pensada e, sobretudo, vivida, hoje de modo novo, para que se converta em algo que pertence ao presente. A isso não ajuda sua adulteração, mas sim vivê-la integramente em nosso hoje. Isso é uma tarefa ecumênica central”, disse o Papa.
Celebração
Depois de falar com os representantes da Igreja Evangélica Alemã, Bento XVI interveio em uma celebração ecumênica, realizada na igreja do Convento dos Agostinianos, em Erfurt. Do momento de oração participaram representantes de outras Igrejas protestantes.
Em seu discurso, Bento XVI enfatizou que a sede de infinito “está presente no homem de modo inextirpável”.
“O homem foi criado para a relação com Deus e precisa d'Ele. Neste tempo, o nosso primeiro serviço ecuménico deve ser testemunharmos juntos a presença de Deus vivo e, deste modo, dar ao mundo a resposta de que tem necessidade.”
“Naturalmente, deste testemunho fundamental de Deus faz parte depois, de maneira absolutamente central, o testemunho de Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus”, disse o Papa.
Segundo Bento XVI, “a seriedade da fé em Deus manifesta-se na vivência da sua palavra. No nosso tempo, manifesta-se, de modo muito concreto, no empenho por aquela criatura que Ele quis à sua imagem: o homem”.
“Vivemos num tempo em que se tornaram incertos os critérios de ser homem. A ética foi substituída pelo cálculo das consequências.”
“Perante isto – prosseguiu o pontífice –, devemos, como cristãos, defender a dignidade inviolável do homem, desde a sua concepção até à morte: nas questões desde o diagnóstico de pré-implantação até à eutanásia.”
“«Só quem conhece Deus, é que conhece o homem» – disse uma vez Romano Guardini. Sem o conhecimento de Deus, o homem torna-se manipulável. A fé em Deus deve-se concretizar-se no nosso empenho comum pelo homem”, afirmou.




BENTO XVI SE COMOVE AO RECEBER VÍTIMAS DE ABUSOS

No seminário de Erfurt


ERFURT, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI não pôde esconder nesta sexta-feira sua comoção ao receber um grupo de vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e empregados da Igreja.
O encontro aconteceu no final do dia, no seminário de Erfurt. Houve também um encontro com pessoas que atendem as vítimas desses crimes, segundo informou um comunicado emitido pela Sala de Imprensa do Vaticano.
“Comovido e fortemente impressionado com o sofrimento das vítimas, o Santo Padre expressou sua profunda compaixão e seu profundo pesar por tudo que foi feito contra essas pessoas e suas famílias”, afirma a nota.
O Santo Padre assegurou a estas pessoas que “os que têm responsabilidades na Igreja estão sumamente preocupados em enfrentar da maneira adequada todos os crimes de abuso e se comprometem a promover medidas eficazes em defesa das crianças e jovens”.
“O Papa Bento XVI está próximo das vítimas e manifesta sua esperança em que Deus misericordioso, Criador e Redentor de todos os homens, cure as feridas das pessoas que sofreram abusos e lhes dê paz interior”, conclui o comunicado.




BENTO XVI: DEVOÇÃO À VIRGEM AJUDOU ALEMÃES

Durante a provação do período nazista e da dominação comunista


EICHSFELD, sexta-feira, 23 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O Papa Bento XVI quis recordar hoje aos católicos alemães como a Virgem foi seu consolo nos momentos de perigo vividos ao longo da história e especialmente durante o século XX.
Bento XVI se deteve, durante sua viagem de Erfurt a Friburgo, terceira etapa de sua viagem apostólica à Alemanha, em um santuário muito querido pelos católicos do país, o de Eztelsbach, meta de peregrinação durante séculos.
O Papa rezou as vésperas com cerca de 90 mil peregrinos reunidos na explanada da colina onde se ergue o santuário. Durante sua homilia, recordou o significado deste lugar na história da Igreja na Alemanha.
“Em duas ímpias ditaduras que se propuseram tirar aos homens a sua fé tradicional, a gente de Eichsfeld estava segura de encontrar aqui, no santuário de Etzelsbach, uma porta aberta e um lugar de paz interior.”
O pontífice recordou que “em todos os tempos e lugares, quando os cristãos se dirigem a Maria, deixam-se espontaneamente guiar pela certeza de que Jesus não pode recusar os pedidos que Lhe apresenta sua Mãe”.
Os fiéis “apoiam-se na confiança inabalável de que Maria é ao mesmo tempo também nossa Mãe: uma Mãe que experimentou o maior sofrimento de todos, que conhece juntamente connosco todas as nossas dificuldades e pensa, de modo maternal, à superação das mesmas”.
“No decorrer dos séculos, quantas pessoas foram em peregrinação a Maria, para encontrar – como aqui em Etzelsbach, diante da imagem de Nossa Senhora das Dores – consolação e conforto”, destacou.
O Papa convidou os presentes a contemplar com amor esta imagem, “uma mulher de meia-idade, com as pálpebras pesadas pelo longo pranto e, ao mesmo tempo, o olhar sonhador perdido lá longe, como se estivesse a meditar em seu coração tudo o que acontecera”.
Na imagem da Pietà de Etzelsbach, ao contrário de outras representações, o corpo de Cristo morto está voltado para sua mãe: “na imagem miraculosa de Etzelsbach, os corações de Jesus e da sua Mãe estão voltados um para o outro; estão junto um do outro”.
Este gesto constitui um ensinamento para os fiéis, explicou: “não é a auto-realização que opera o verdadeiro desenvolvimento da pessoa – um dado que hoje é proposto como modelo da vida moderna, mas que pode facilmente mudar-se numa forma de refinado egoísmo –, mas sim a atitude do dom de si, que se orienta para o coração de Maria e, deste modo, também para o coração do Redentor”.
“No momento do seu sacrifício pela humanidade, Ele, de certo modo, torna Maria medianeira do fluxo de graça que provém da Cruz. Junto da Cruz, Maria torna-se companheira e protectora dos homens ao longo do caminho da sua vida”, acrescentou.
Mas se acolher na Mãe de Deus nos momentos de perigo não deve restringir-se às necessidades do momento, mas ir além.
“Verdadeiramente que quer dizer-nos Maria, quando nos salva do perigo? Quer ajudar-nos a compreender a grandeza e a profundidade da nossa vocação cristã. Com delicadeza materna, quer-nos fazer compreender que toda a nossa vida deve ser uma resposta ao amor rico de misericórdia do nosso Deus.”
É, explicou o Papa, “como se nos dissesse: Compreende que Deus, o Qual é a fonte de todo o bem e nada mais quer senão a tua felicidade, tem o direito de exigir de ti uma vida que se abandone, sem reservas e com alegria, à sua vontade e se esforce por que os outros façam o mesmo também”.
“«Onde há Deus, há futuro» – concluiu Bento XVI, citando o lema desta viagem: “onde deixarmos que o amor de Deus atue plenamente na nossa vida, aí se abre o céu. Aí é possível plasmar o presente de forma tal que corresponda sempre mais à Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo. Aí as pequenas coisas da vida diária têm o seu sentido, e os grandes problemas encontram aí a sua solução”.






JOÃO PAULO II, PADROEIRO DE UMA EUROPA FINALMENTE UNIDA?

Proposta da presidência polonesa da União Europeia

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de julho de 2011 (ZENIT.org) – A embaixadora da Polônia na Santa Sé, Hanna Suchocka, expressou seu desejo de que o Beato João Paulo II se torne o padroeiro de uma Europa finalmente unida.
O secretário da Santa Sé para as Relações com os Estados, arcebispo Dominique Mamberti, presidiu nesta terça-feira, na Basílica de São Pedro, uma Missa pela Polônia e pelo futuro da Europa, na presença de embaixadores acreditados ante a Santa Sé.
A Eucaristia foi realizada por iniciativa da embaixadora polonesa na Santa Sé, informou a Rádio Vaticano. Seu país ocupa, desde 1º de julho, a presidência da União Europeia.
No final da Missa, o arcebispo Mamberti e os membros do corpo diplomático se detiveram junto ao túmulo do Beato João Paulo II.
Suchocka agradeceu aos participantes e expressou o desejo de que o Papa polonês possa ser considerado por todos como o "padroeiro de uma Europa unida e capaz de respirar plenamente por ambos os pulmões".
Por sua parte, o arcebispo Mamberti lembrou, em sua homilia, da urgência da "conversão", de um retorno aos valores de solidariedade e fraternidade na Europa. Lançou um "alerta contra a perda das raízes europeias" e "um convite à conversão”.
"Cegos pelo progresso e pelo bem-estar, os homens de hoje estão interessados ​​apenas em coisas materiais e se esquecem de Deus, ou vivem como se Ele não existisse", lamentou.
Entre outras coisas, Dom Mamberti recomendou inspirar-se no exemplo de São Bento, padroeiro da Europa.
No dia seguinte à festa de São Bento, a quem o Papa mencionou no Ângelus do domingo, Dom Mamberti exortou o "Velho Continente" a "encontrar em sua cultura e em suas raízes a força necessária para um renascimento espiritual e humanista”.
"No dia do Juízo Final – disse Dom Mamberti –, teremos de prestar contas não só dos pecados cometidos, mas também das graças recebidas que não fizemos frutificar."


MEIOS DE COMUNICAÇÃO: ALIADOS INDISPENSÁVEIS

Presidente da CNBB enfatiza importância dos media no anúncio da Boa Nova


RIO DE JANEIRO, quarta-feira, 13 de julho de 2011 (ZENIT.org) – A Igreja, consciente da força e do alcance dos meios de comunicação, “os tem como indispensáveis aliados no anúncio da Boa Nova”, afirma o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cardeal Raymundo Damasceno.
Dom Damasceno falou na noite dessa terça-feira, na abertura do 1º Seminário de Comunicação para os Bispos do Brasil, que acontece no Centro de Formação Sumaré, no Rio de Janeiro.
O cardeal destacou que já na Conferência de Medellín (1968), a Igreja na América Latina compreendeu o quanto os meios de comunicação eram imprescindíveis na tarefa evangelizadora.
“A Igreja reconhece que nestes meios está a ‘versão moderna e eficaz do púlpito’, como nos asseverou o papa Paulo VI (EN 45), por isso, não mede esforço para se fazer presente em todos eles”, disse.
Dom Damasceno considera que a nova cultura que nasce dos meios de comunicação e suas implicações é uma realidade que desafia a Igreja na sua missão evangelizadora.
“Na Conferência de Aparecida os bispos da América Latina e Caribe nos chamavam a atenção para este fenômeno da revolução tecnológica da comunicação, que marca o fim do Século XX e início do terceiro milênio”, recorda.
Ali os bispos afirmavam que “a utilização dos meios de comunicação de massa está introduzindo na sociedade um sentido estético, uma visão a respeito da felicidade, uma percepção da realidade e até uma linguagem, que querem impor-se como autêntica cultura” (Documento de Aparecida, 45).
Também o Papa Bento XVI – prosseguiu o arcebispo –, em sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações deste ano, recorda que “as novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural”.
Entre as iniciativas da Igreja no Brasil para se fortalecer no âmbito comunicativo, o cardeal citou o 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação, que começa no próximo dia 17, no Rio de Janeiro, e a publicação do documento de estudos da CNBB “A Comunicação na vida e missão da Igreja no Brasil”.
Dom Damasceno considera que este Seminário que os bispos realizam traz “uma contribuição ímpar para a Igreja no Brasil”.
“Já posso antever seus abundantes frutos para nossas dioceses, paróquias e comunidades traduzidos no compromisso com uma comunicação que leve as pessoas à plena comunhão umas com as outras, em Jesus Cristo”, disse.


“A LITURGIA NÃO ADMITE FICÇÃO: EXIGE SEMPRE A VERDADE” (2)

Fala novo diretor do Instituto Superior de Liturgia de Barcelona


BARCELONA, quarta-feira, 6 de julho de 2011 (ZENIT.org) – É impossível confundir a liturgia com um código de normas ou uma espécie de protocolo sagrado, quando é compreendida e estudada a partir de dentro. Esta é a reflexão feita nesta entrevista pelo novo diretor do Instituto Superior de Liturgia de Barcelona (http://www.cpl.es/ISLB/default.html), o único instituto superior de Liturgia que oferece suas aulas em espanhol – motivo pelo qual desperta grande interesse na América Latina.
Jaume González Padrós (Sabadell, 1960) é um sacerdote doutor em Liturgia (Pontifício Ateneu Sant'Alselmo) que afirma que, ainda que a Liturgia seja “terreno dos crentes”, também é uma magnífica oportunidade para evangelizar.
Padrós é membro do Centro de Pastoral Litúrgica de Barcelona e consultor da Comissão Episcopal de Liturgia da Conferência Episcopal Espanhola.
A primeira parte desta entrevista foi publicada ontem.
ZENIT: A liturgia parece um âmbito estritamente de interesse dos crentes. O senhor vê nela alguma dimensão de evangelização, de campo comum com os não católicos?
González Padrós: A liturgia, de fato, é um âmbito dos crentes. Ela tem a faculdade de iniciar na vida cristã, através dos sacramentos primeiros (Batismo, Confirmação, Eucaristia), e de renovar, nos já iniciados, a graça para que vivam sempre de Deus e em Deus. Então, é preciso pensar em uma tarefa de anúncio, de evangelização, que deve preceder, no tempo, a prática litúrgica. A confusão destas duas etapas se traduz em fracasso da ação pastoral e frustração na vivência litúrgica.
Não obstante, também é verdade que a liturgia possui uma grande força pedagógica e contém uma grande instrução. Quantas pessoas se sentiram interpeladas no fundo do seu coração, ao longo de uma celebração litúrgica bem realizada!
Outra coisa é o nível em que podemos participar juntos, durante as ações litúrgicas, católicos e membros de outras igrejas, comunidades ou congregações cristãs. No contexto da celebração da Palavra de Deus, sim é factível uma notável participação comum, mas infelizmente não podemos ir além. Fazer isso seria falsear a realidade, mostrando, na ação litúrgica, uma comunhão – na fé objetiva – fictícia.
E a liturgia não admite a ficção; exige sempre a verdade, no que se diz e no que se faz.
ZENIT: O que é a espiritualidade litúrgica à qual Joseph Ratzinger fazia referência antes de ser Papa?
González Padrós: O Papa Bento XVI teve sempre, como teólogo, uma grande estima pela liturgia. Ele a compreendeu a partir da fé, com profundidade doutrinal, e a conhece bem.
Precisamente por isso, por sua trajetória tão fecunda de estudo e pesquisa, pode viver espiritualmente da liturgia, fazendo dela não uma piedade particular, mas acolhendo-a como o que é, a piedade da Igreja, em seu sentido mais genuíno. É uma alegria intelectual muito grande tomar nas mãos qualquer um dos livros de Joseph Ratzinger e ler o que ele escreve sobre a liturgia e suas consequências para a espiritualidade do cristão.
Penso que suas reflexões estão na linha das páginas que lemos, com grande fruição espiritual, procedentes dos Padres da Igreja, aqueles pastores e teólogos dos primeiros séculos, do Oriente e do Ocidente, e que se caracterizam por sua referência imediata à Sagrada Escritura e pela compreensão mistérica dos ritos sacramentais.
ZENIT: Por que a liturgia se associa com severidade, formalidade, normativas?
González Padrós: Porque se tem dela um conhecimento tópico, meramente prático, periférico. Talvez também porque nunca se teve uma experiência celebrativa de qualidade. No entanto, é impossível confundir a liturgia com um código de normas ou uma espécie de protocolo sagrado, quando é compreendida e estudada a partir de dentro, no campo teológico e em sintonia com a grande tradição da Igreja, e quando é celebrada com a arte espiritual que exige.
Umas das coisas mais gratificantes para um professor de liturgia é quando, ao acabar um curso, alguns participantes lhe dizem que, durante esses dias, eles descobriram a liturgia; que até esse dia a concebiam como um conjunto de leis e ritos antiquados e que agora veem tudo de forma diferente, com sentido e perfume espiritual. Nesse dia, você vai para a cama satisfeito e dando muitas graças a Deus!
Eu sempre gostei do que li uma vez do cardeal Bevilacqua, grande amigo de Paulo VI: “A liturgia é agradecida; se você a trata bem, ela o recompensa muito”. Quanta razão ele tinha! Muitas vezes eu experimentei isso, tanto na sala de aula como na igreja!
(Miriam Díez i Bosch)
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ORDENAÇÕES REALIZADAS PELA FSSPX SÃO ILEGÍTIMAS

Esclarecimento do Pe. Federico Lombardi


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 5 de julho de 2011 (ZENIT.org) – As quatro ordenações sacerdotais realizadas no último fim de semana na localidade alemã de Zaitzkofen, por um dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), separada da comunhão com Roma, são ilegítimas, esclareceu hoje o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi SJ.
O diretor da Sala de Imprensa respondeu assim às perguntas de vários jornalistas sobre estas ordenações sacerdotais, realizadas pelo bispo Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade São Pio X.
Diante desta situação, afirmou Lombardi, “não resta mais do que afirmar o que já foi declarado em situações análogas do passado, ou seja, reenviar o afirmado pelo Santo Padre em sua Carta aos Bispos da Igreja Católica, de 10 de março de 2009”.
“Enquanto a Fraternidade (São Pio X) não tiver uma posição canônica na Igreja, seus ministros não podem exercer ministérios legítimos nela”, destacou Lombardi.
E acrescentou: “Enquanto as questões que concernem à doutrina não forem esclarecidas, a Fraternidade não tem nenhum estado canônico na Igreja”.
“As ordenações são, portanto, consideradas ilegítimas”, concluiu.
Neste ano, a FSSPX já realizou 20 ordenações sacerdotais.


“DIGNIDADE É ASSUMIR CADA DIA OS LIMITES DA EXISTÊNCIA”

Carta de bispo espanhol sobre a futura lei de “morte digna”


ALICANTE, terça-feira, 5 de julho de 2011 (ZENIT.org) – O bispo da diocese espanhola de Orihuela-Alicante, Dom Rafael Palmero, divulgou uma carta pastoral sobre o anteprojeto da “Lei reguladora das pessoas diante do processo final da vida”, que o governo pretende levar adiante.
Dom Palmero afirma, em sua mensagem, que, “esperar das esferas legislativas ou judiciais a solução para um problema assistencial pode acabar voltando-se contra os pacientes aos quais se pretende beneficiar”.
Sublinha como significativo que no texto do anteprojeto se omita o termo “morte digna”, “por sua utilização recorrente como sinônimo de morte induzida entre os partidários da eutanásia”.
Recorda que, na exposição de motivos do texto, diz-se explicitamente que “o processo final da vida, concebido como um final próximo e irreversível, eventualmente doloroso”, seria também “lesivo à dignidade de quem o padece”. “Uma afirmação que não somente é antropologicamente inaceitável, senão também possivelmente contrária à Constituição”, sublinha o prelado.
Em segundo lugar, Dom Palmero explica que o projeto indica uma espécie de direito universal à sedação. Sobre esta questão, o bispo recorda que “o cidadão não tem direito a tudo o que não está proibido. Ter direito não é simplesmente desfrutar de um âmbito de atuação lícito (agere licere), mas estar em condições de recorrer ao ordenamento jurídico em apoio e garantia das próprias pretensões. Não basta, para isso, uma mera não proibição, mas é preciso um título jurídico específico”.
Na exposição de motivos, recolhe-se o fundamento jurídico do afirmado noart. 11,1: a “livre autonomia da vontade”, que poderia ser entendida como totalmente desvinculada da verdade e do bem objetivo da pessoa.
“Neste suposto – explica o pastor de Orihuela-Alicante –, a bondade ou maldade de uma ação dependeria da livre vontade do sujeito e, por conseguinte, o princípio de autonomia anularia o princípio de beneficência.”
Sobre a sedação paliativa, esclarece que “uma coisa é o direito ao tratamento da dor e outra é o 'suposto direito' a um tratamento particular. A sedação paliativa (cf. Art. 11.2.c) é um tratamento concreto e definido que não pode ser considerado como direito do paciente, mas indicação médico-ética; é o médico quem propõe ao paciente a opção do tratamento indicado para o seu quadro sintomático e não ao contrário”.
Segundo prelado, o anteprojeto de lei é um passo a mais rumo à descriminalização da eutanásia. Legalizar a eutanásia, afirma, “é uma declaração de derrota social. Equivaleria a dizer que, como não podemos ajudar-nos mutuamente, como cada um cuida das suas coisas e não dedica seu tempo aos outros, o Estado se encarrega disso, mas não cobrindo esta carência de atenção, e sim livrando-se da solução do problema com uma injeção letal”.
Em resumo, “a verdadeira humanização da morte caminha ao lado da aliança terapêutica entre o doente e a equipe assistencial, buscando um adequado alívio, não somente dos sintomas físicos, mas também dos fatores que ocasionam todo tipo de sofrimento, e nisso nunca intervém o pacto de uma morte intencional”.
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BISPOS DO CANADÁ PUBLICAM CARTA SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

Sobre a pastoral com jovens que vivenciam tal inclinação


OTTAWA, terça-feira, 5 de julho de 2011 (ZENIT.org) – A Comissão para a Doutrina, da Conferência Episcopal do Canadá (CECC), publicou no último dia 27 de junho uma carta sobre o ministério pastoral com jovens que sentem atração por pessoas do mesmo sexo.
“Enquanto os atos homossexuais são sempre objetivamente maus, as inclinações não constituem por si mesmas um pecado ou falta moral”, explicam os bispos.
“Para muita gente, a atração homossexual é uma prova – continuam. Os pastores devem, portanto, aproximar-se dessas pessoas com muita prudência e caridade.”
As pessoas que sentem uma atração erótica e afetiva por pessoas do mesmo sexo, de maneira predominante e não só episódica, “devem ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza”, indica o texto, de maneira que se evite qualquer “discriminação injusta”.
“Estas pessoas estão chamadas a realizar a vontade de Deus em suas vidas”, afirmam os bispos.
O documento recorda que a Igreja nunca condena as pessoas que sentem uma atração homossexual.
Diretrizes para pais e educadores
Com relação aos pais que têm um filho com tendências homossexuais, a carta destaca a necessidade de ter “paciência, domínio de si, prudência e compreensão”.
Os bispos afirmam que “o acompanhamento (counseling) pode supor um recurso precioso para certos jovens, que atravessam talvez um período de crise, tomando consciência de seus sentimentos homossexuais”.
Alertam sobre a tendência ao suicídio, experimentada por algumas pessoas quando já não podem negar mais ou ignorar em si mesmos uma profunda inclinação homossexual.
Aos educadores, recordam que “não se faz um serviço aos jovens evitando as questões difíceis ou diluindo o ensinamento da Igreja”.
Pedem que sejam “testemunhos da verdade moral integral, à qual são contrárias tanto a aprovação das relações homossexuais como a discriminação injusta das pessoas homossexuais”.
E que velem “especialmente por afastar dois grandes perigos dos adolescentes e jovens com tendências homossexuais”: que se considerem somente como indivíduos com inclinações e desejos sexuais, ao invés de como pessoas revestidas de uma dignidade recebida de Deus, e sua participação em uma “cultura gay” com seu estilo de vida muitas vezes agressivo e imoral.
Chaves contra a inclinação
Aos jovens com tendências homossexuais, os bispos manifestam sua proximidade e lhes recordam que rezam por eles e que ser cristão “é o que dá à sua vida seu sentido e sua orientação decisiva”.
Em concreto, incentivam os jovens a orar sem cessar, estar vigilantes, celebrar frequentemente os sacramentos e cultivar amizades virtuosas.
No final da carta, os bispos citam alguns documentos da Igreja sobre a atração homossexual: “Sobre a pastoral com relação às pessoas homossexuais” (1986) e “Algumas considerações acerca da Resposta aos Projetos de Lei sobre a Não Discriminação de Pessoas Homossexuais” (1992), da Congregação para a Doutrina da Fé.
Do Conselho Pontifício para a Família, referem-se ao documento de 1995, “Verdade e significado da sexualidade humana: orientações para a educação em família”, e ao Catecismo (2357-2359).
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BRASIL: EXPOCATÓLICA TRAZ PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Evento acontece de 7 a 10 de julho no ExpoCenter Norte, em São Paulo


SÃO PAULO, terça-feira, 5 de julho de 2011 (ZENIT.org) – A ExpoCatólica, principal evento católico do gênero e considerada a maior feira de negócios e serviços religiosos da América Latina, em sua 8ª edição, ocupará o Pavilhão Verde do ExpoCenter Norte nos dias 07 a 10 de julho.
Haverá 200 expositores presentes no evento: fabricantes de artigos religiosos e de material de liturgia, editoras, prestadores de serviços de tecnologia, distribuidores e representantes especializados além de entidades da própria Igreja.
A feira é realizada desde 2003, com o objetivo de fomentar e promover o segmento desse setor.
O evento conta anualmente com cerca de 35.000 visitantes. O público alvo é formado por padres, freiras e lideranças religiosas, mas o evento atrai maciçamente lojistas, atacadistas e o consumidor comum, que pode visitar a feira para comprar livros, imagens sacras, incensos, CDs e também participar das atrações promovidas pelas gravadoras e editoras.
Este ano, além da programação de shows, os visitantes poderão participar de missas e celebrações ao vivo durante os quatro dias de evento.
Programação cultural e artística
A ExpoCatólica tem investido em ampliar as opções culturais para os visitantes da feira, especialmente para o público leigo, que este ano pode participar de todos os dias do evento mediante a doação de 1kg de alimento não perecível (exceto sal), cuja arrecadação é destinada a obras assistenciais da Igreja.
O evento deste ano terá shows com nomes importantes da música religiosa nacional. Na sexta-feira, 8 de julho, a cantora Adrielle Lopes fará o show de lançamento de seu novo CD, “Asas da Liberdade”, e gravará ao vivo o DVD, pela ALP Produções.
Estão confirmadas também as presenças de Padre Hewaldo, Dunga, Ricardo Sá, Cantores de Deus e Padre Joãozinho.
As celebrações eucarísticas são outro destaque desta edição da feira. No sábado, estão programadas duas missas com transmissão ao vivo. Às 14 horas, Padre Abério Christi da Arquidiocese de São Paulo preside a missa da Rádio 9 de Julho.
Às 17 horas, o Padre Robson Oliveira, reitor do Santuário Divino Pai Eterno (GO), preside a Santa Missa com a vista da imagem peregrina do Divino Pai Eterno, transmitida ao vivo pela Rede Vida direto da ExpoCatólica.
Ainda no campo cultural, o Museu de Arte Sacra de São Paulo participa pela primeira vez do evento e traz para a ExpoCatólica uma exposição com parte de seu acervo histórico, composto por imagens e paramentos religiosos provenientes de todo o Brasil.
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Na internet: www.expocatolica.com.br.


PAPA PROPÕE LEVAR EVANGELHO NA MALA

Conselhos para quem terá um período de férias


CIDADE DO VATICANO, domingo, 3 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI deu neste domingo alguns conselhos para quem terá neste meio de ano um período de férias, convidando em particular a levar o Evangelho na mala.
Antes de se despedir dos mais de 10 mil peregrinos congregados na Praça de São Pedro, no Vaticano, para rezar a oração mariana do Angelus, falando em francês, o Santo Padre quis partilhar uma breve reflexão sobre o período de descanso estival que agora acontece no hemisfério norte.
Ao sair em férias – explicou – “não se trata de simplesmente sair para encontrar descanso, trata-se de viver de uma maneira nova nossas relações com nossos próximos, com Deus, tomando o tempo que isso requer”.
Nas palavras de Jesus “vinde a mim todos vós que estais cansados”, o bispo de Roma vê um convite a “confiar n’Ele”, uma mensagem de “descanso e serenidade” para as férias.
“A fé em sua presença nos oferece a serenidade de quem se sabe sempre amado pelo Pai”, disse.
Por isso, deixou este conselho: “deixemos amplo espaço à leitura da Palavra de Deus, em particular do Evangelho, que vocês não deixarão de levar em suas malas nessas férias!”.
Falando em inglês, o Papa assegurou suas orações para que as vocações sejam um momento “de regeneração para o corpo e o espírito e uma oportunidade para descansar no Senhor”.
(Jesús Colina)



CRISTO ESTÁ JUNTO DOS OPRIMIDOS, DIZ PAPA

Alenta uma mudança de vida para longe da arrogância


CIDADE DO VATICANO, domingo, 3 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI assegura que o olhar de Jesus, assim como há dois mil anos, recai hoje sobre os milhões de oprimidos, das vítimas da injustiça, e também sobre as pessoas que estão cansadas, abatidas, e sofrem de depressão, um enfermidade cada vez mais estendida.
Ao mesmo tempo, ao comentar as palavras de Cristo no Evangelho da liturgia deste domingo – “Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” – o Papa alentou a uma conversão que adote a rejeição da arrogância e da violência, para abraçar a força da verdade e o amor.
Em sua alocução antes de rezar a oração mariana do Angelus junto aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa recordou a compaixão que Jesus sentia, quando percorria as ruas da Galileia anunciando o Reino de Deus, pela multidão cansada e abatida.
“Esse olhar de Jesus parece se estender até hoje, até nosso mundo. Também hoje recai sobre tanta gente oprimida por condições de vida difíceis, assim como desprovida de válidos pontos de referência para encontrar um sentido e uma meta para a existência.”
“Multidões extenuadas que se encontram nos países mais pobres, provadas pela indigência; e nos países mais ricos também há muitos homens e mulheres insatisfeitos, inclusive enfermos de depressão”, disse.
“Pensemos, além disso, nos numerosos evacuados e refugiados, em quantos emigram arriscando sua própria vida. O olhar de Cristo recai sobre toda essa gente, e mais, sobre cada um destes filhos do Pai que está nos céus, e repete: ‘Vinde a mim, todos...’”, afirmou.
Segundo o bispo de Roma, o verdadeiro remédio para as feridas da humanidade – tanto materiais como psicológicas e morais – “é uma regra de vida baseada no amor fraterno, que tem seu manancial no amor de Deus”.
“Por isso é necessário abandonar o caminho da arrogância, da violência utilizada para procurar posições cada vez de maior poder, para assegurar o êxito a todo custo”, afirmou.
Sobretudo nas relações humanas, interpessoais, sociais – prosseguiu o Papa –, “a regra do respeito e da não violência, quer dizer, a força da verdade contra todo abuso, pode assegurar um futuro digno do homem”.

O ABANDONO DO CORPO NA CULTURA CATÓLICA

Por Rodolfo Papa*
ROMA, domingo, 3 de julho de 2011 (ZENIT.org) - Em reflexões anteriores, reconstruímos algumas raízes e efeitos da iconofobia contemporânea, estudando as suas surpreendentes relações com a arte sacra cristã, nos termos da prevalência do texto escrito sobre a imagem, inclusive o texto publicitário, e do equívoco entre imagem fotográfica e imagem artística.
Considero oportuno, agora, abrir um parêntese de sociologia da arte e da estética sobre uma questão capital: a corporeidade. Afinal, a iconofobia também significa o abandono, ou até o desprezo, do corpo.
Gostaria de falar em particular sobre um texto escrito por um crítico francês contemporâneo, que escreve de um ponto de vista não católico: A imagem aberta. Motivos da encarnação nas artes visuais, de Georges Didi-Huberman.
Didi-Huberman propõe uma análise das relações antropológicas cruciais que as imagens têm com o corpo e a carne, além das noções usuais de antropomorfismo ou das representações figurativas. Ele escreve: “Diante de imagens, ficamos como diante de coisas estranhas, que se abrem e se fecham alternativamente para os nossos sentidos; entendendo por esse termo um fato da sensação ou do significado, ou um resultado de um ato sensível ou de uma faculdade inteligível. Aqui, achamos que ele tenha a ver com uma imagem familiar, mas de repente ela se fecha para nós e se torna inacessível por excelência. Experimentamos a imagem como um obstáculo insuperável, uma opacidade sem fundo, quando, de improviso, ela se abre à nossa frente e parece querer nos engolir. As imagens nos abraçam: elas se abrem para nós e se fecham sobre nós, à medida que suscitam em nós o que podemos chamar de experiência interior”. [1]
Através dessa “abertura”, dá-se a possibilidade de lerem-se as imagens no contexto do paganismo, assim como no do cristianismo. No caso do paganismo, Didi-Huberman encara a relação entre a imagem desenhada ou esculpida e a carne, no caso do semblante da carne de Afrodite formada pela espuma do mar; descobre assim uma dimensão metafórica no mundo antigo, algo que consegue representar ao mesmo tempo o mito e a corporeidade da existência entendida em seu mistério mágico. “O nascimento de Afrodite, aliás, ou o nascimento da própria Beleza, é contado como um drama metafórico a partir de uma matéria abjeta: a espuma lhe dá forma”. [2]
Segundo Didi-Huberman, o cristianismo, no entanto, procura superar os limites da imitação e entra em estreito contato com os sinais que se tornam sintomas, e a carne mesma se torna imagem, “porque a carne é indestrutível. É uma correlação incrível, como diz Tertuliano da loucura da Encarnação. O Verbo se encarna para que Jesus se sacrifique, para que Jesus morra; mas Jesus morre apenas para ressuscitar; e ressuscita apenas para salvar a humanidade, dando, com o milagre da ressurreição, a figura -a profecia, a “norma”, a lei (lex)- da ressurreição final de que toda carne se beneficiará. Entre as noções do Verbo divino feito carne e a noção da carne humana destinada a ressuscitar, Tertuliano estabelecerá quase uma relação de equação teológica; em todo caso, uma relação de implicação necessária. Se o Verbo se fez carne para salvar o homem, é porque queria salvar a carne do homem arrependido”. [3]
Didi-Huberman chega assim a descobrir uma relação imprescindível entre o corpo e a imagem, uma relação entre o sentido supremo da Encarnação e a possibilidade da sua representação como adesão não só externa, mas através de uma fé “encarnada” na vida, interior e espiritual.
Didi-Huberman, através do percurso hermenêutico do texto apologético de Tertuliano, chega a compreender o sentido da experiência mística dos estigmas de São Francisco de Assis, restituída pela leitura da Vita prima de Tomás de Celano, em que, na descrição dos pregos impressos nas suas mãos e pés em contraste com o candor do Encarnado, afirma-se que tais sinais de martírio não produziam horror, mas dignidade e beleza. “Neste sentido, a relação com a imagem que o estigma envolve é o contrário de uma relação de espelho. O que é estigmatizado não imita Cristo no sentido de um “jogo de espelhos”: sua posição identificadora é fundamentalmente diferente. Ela tenta, como se disse, exceder a imagem com a imagem e na imagem; reproduzir o mistério de uma íntima conversão sintomática. Não há de surpreender-nos o fato de que esta característica da imago, diferente do speculum, foi obviada por muitos exegetas textuais, profundamente pensada e elaborada no trabalho da pintura, dado que os pintores não deixam de despregar a heurística do próprio elemento da identificação estigmatizante, ou seja, o visual e a sua eficácia. Assim, a relação de São Francisco com a imagem de Cristo na cruz, desde o século XIII, se apresenta frequentemente como uma relação de incorporação”. [4]
Esclareça-se que na experiência espiritual e mística do cristianismo é possível rastrear ao menos uma parte, não secundária, da constituição de um sistema artístico complexo e realizado, capaz de representar in imagine picta o sentido próprio da fé em Cristo.
Escreve ainda Didi-Huberman: “Em geral, o culto ao sangue de Cristo, a partir do século XIII até o início da idade barroca, parece estar no mesmo nível de uma colocação não da Gestalt, mas da Gestaltung. Quer dizer: Como nascem as figuras? Qual é a sua causa não só 'formal', mas também -e principalmente- material?”. [5]
Didi-Huberman provê, portanto, a partir do exterior, de um ponto de vista desde o qual observar a longa história da arte cristã, centrada no corpo, na Encarnação, as modalidades onde se entrelaçam a carne e a imagem.
A iconofobia que infectou a arte sacra a fez ficar doente de incorporeidade. E resulta, segundo minha opinião, surpreendente que os próprios católicos se tenham deixado subtrair a importância da imagem do corpo, a importância do corpo representado. Por que aconteceu tal abandono? A pergunta se nos impõe não só pela via sociológica e cultural, para cujas perguntas Didi-Huberman pode, talvez, ajudar-nos a encontrar as respostas, mas também é-nos colocada por via teológica, litúrgica, espiritual. A pergunta é difícil e exige uma resposta global que percorra mais âmbitos disciplinares: por que a iconofobia converteu-se na (não) linguagem contemporânea da arte cristã, sendo incapaz de oferecer o centro, a essência, a origem e o fim de todo discurso -e não só artístico- cristão, quer dizer, o corpo de Cristo”.
Notas originais em italiano:
1) G. Didi-Huberman, L’immagine aperta. Motivi dell’incarnazione nelle arti visive [2007] trad. it Milano, 2008, pag. 1
2) Ivi, pag 41.
3) Ivi, pag. 90
4) Ivi, pp. 115-116.
5) Ivi, pag. 117.
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* Rodolfo Papa é historiador de arte, professor de história das teorias estéticas na Universidade Urbaniana, em Roma e presidente da ‘Accademia Urbana delle Arti'; pintor, autor de ciclos pictóricos de arte sacra em várias basílicas e catedrais; especialista em Leonardo Da Vinci e Caravaggio, além de autor de livros e colaborador de revistas.


BRASIL: CENÁRIO TRISTE PARA OS INDÍGENAS

Lançado pelo Cimi relatório sobre violência contra os índios


BRASÍLIA, sexta-feira, 1º de julho de 2011 (ZENIT.org) – O Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil - dados de 2010 - traz um retrato triste e preocupante da realidade em que vivem os indígenas no país.
O documento do Cimi (Conselho Indigenista missionário), organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), foi lançado nessa quinta-feira, na sede da CNBB em Brasília.
O lançamento contou a presença do secretário geral da CNBB e bispo Prelado de São Félix do Araguaia (Mato Grosso), Dom Leonardo Ulrich Steiner, que destacou a importância do envolvimento da Igreja nas discussões sobre os indígenas.
“Nossos irmãos indígenas merecem todo o nosso respeito e admiração. Eles são os povos originários dessas terras. Nós somos os ‘invasores’, não eles. Venho do Mato Grosso (diocese de São Felix do Araguaia) e é inadmissível que indígenas sejam descartados ou excluídos de nossa sociedade como fazem nos dias atuais, por isso sempre lutaremos e apoiaremos o Cimi e a causa indígena desse país”, afirmou Dom Leonardo, segundo informa o departamento de imprensa do Cimi.
Também as falas de Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu (Pará), e presidente do Cimi, e da antropóloga da PUC/SP que coordenou a pesquisa, Lucia Helena Rangel, evidenciaram que a situação de violência contra estes povos continua igual ou pior que no passado.
“Sim, tudo continua igual! Algumas ocorrências aumentam, outras diminuem ou permanecem iguais, mas o cenário é o mesmo e os fatores de violência mantêm-se, reproduzindo os mesmos problemas”, afirmou Lúcia.
Dom Erwin comentou alguns números apresentados no relatório. Números inaceitáveis, de acordo com ele.
“Não dá para aceitar mais esses dados, como o número de crianças que continuam morrendo, em pleno 3º milênio, em pleno século XXI de doenças facilmente tratáveis, como diarréia, subnutrição ou doenças respiratórias”, disse.
O bispo cobrou a responsabilidade do governo quanto ao atendimento à população indígena.
“O que mais choca é a falta de comprometimento e de interesse dos governantes, que entra ano, sai ano, não tomam nenhuma atitude para amenizar o sofrimento dos índios. Crianças morrem por falta de medicamentos básicos. Os idosos nem atendimento conseguem nos postos de saúde. Cadê os Direitos Humanos, que o Brasil teima em dizer que faz parte?”, questionou.
Lúcia Rangel apresentou os números referentes a 2010. No ano passado, 60 indígenas foram assassinados (dado que se repete pelo 3º ano consecutivo) e outros 152 ameaçados de morte. Foram registrados 33 casos de invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais disponíveis em terras indígenas.
O Mato Grosso do Sul é o Estado “campeão com 34 casos, o que representa 56% do total. O Estado possui a segunda maior população indígena do país”, afirmou a antropóloga.
Ainda de acordo com o relatório do Cimi, os índices de mortalidade infantil entre os indígenas aumentaram 513% se comparados a 2009, quando foram registrados 15 casos, com 15 vítimas. Dados revelam que de 11 anos para cá, 210 crianças menores de 10 anos morreram no Vale do Javari (Amazonas). Uma proporção de mais de 100 mortes para cada mil nascidos vivos, índice cinco vezes maior que a média nacional, que não chega a 23.
Nos estados do Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), foi constatado pela pesquisa que há populações indígenas vivendo em beira de estrada, de rodovias, há pelo menos 10 anos, sem que haja alguma modificação, por parte dos Estados, da forma de vida desses povos.
“Os agricultores, por sua vez, pressionam esses indígenas de beira de estrada. O poder policial também, então o número de conflitos com essas comunidades tradicionais é diário, causando um número assustador de suicídio, de assassinatos e de prisões de índios no sul”, afirmou a antropóloga.
Ela sublinhou ainda como “gravíssima” a situação do Mato Grosso, considerado por ela o Estado que mais derruba áreas de floresta, com uma “explosão” nos números referentes ao desmatamento ambiental, afetando 100 áreas indígenas e 20 áreas de proteção.
Outro exemplo problemático é o Maranhão. Como ali quase não há mais áreas de florestas, as únicas estão em bolsões demarcados indígenas, onde os conflitos por terras, madeiras e recursos naturais são corriqueiros.
“Quase 100% das construções de hidrelétricas no Brasil, as áreas alagadas ou alagáveis, caso de Belo Monte, atingem áreas de reservas indígenas. Este é um dado. O outro dado é, com o debate sobre o novo Código Florestal, que tramita no Congresso Nacional, madeireiros de Mato Grosso, em busca da tal anistia prometida pelo governo, aos infratores, aumentou em 200% o número de hectares derrubados no Estado, algo que considero dantesco e lastimável”, comentou a antropóloga.
De acordo com Dirceu Luiz Fumagalli, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), os dados apresentados pelo Cimi não divergem em muito dos dados apresentados há cerca de 70 dias pela CPT, quando do lançamento do Caderno Conflitos no Campo – Brasil 2010.
“A situação é semelhante e urgente, como a destacada em nossa publicação, no entanto, os dados de violência contra os povos indígenas são ainda mais alarmantes. Como aceitar que 60 crianças do povo Xavante, de 100 nascidas vivas, tenham morrido?”, questionou.
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PARADA GAY: RESPEITAR E SER RESPEITADO

Por cardeal Odilo Scherer
SÃO PAULO, sexta-feira, 1º de julho de 2011 (ZENIT.org) - Eu não queria escrever sobre esse assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a Parada Gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.
Ficamos entristecidos quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus?!
“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazer. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também os sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.
A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja Católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apoia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.
Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.
A Igreja Católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; essa não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.
Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?
As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.
Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011
Card. Odilo P. Scherer - Arcebispo de São Paulo


APÓS ENTREGAR PÁLIO, PAPA RECEBE ARCEBISPOS

Encontro “simples e familiar” com eles e seus familiares

Esta cerimonia estava presente nosso futuro Arcebispo. Dom Sergio

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Na manhã seguinte à entrega do pálio aos arcebispos metropolitanos nomeados no último ano, Bento XVI os recebeu em audiência – na manhã de hoje – acompanhados de seus familiares e alguns fiéis das arquidioceses.
Durante este encontro “simples e familiar” na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa saudou cada um dos 40 arcebispos presentes.
O pálio é uma espécie de estola circular, tecida de lã pura, ornada de cruzes, que o Papa abençoa no dia de Santa Inês (21 de janeiro). Simboliza, por um lado, a união dos arcebispos com o bispo de Roma e, por outro, representa o cordeiro que o bom pastor leva nos ombros.
Dirigindo-se aos peregrinos de língua portuguesa, o Papa saudou “com grande afeto os Metropolitas de Angola e do Brasil que ontem receberam o pálio, insígnia litúrgica que exprime uma singular união das suas arquidioceses com a Se de Pedro”.
Ele saudou Dom Luís Maria Perez de Onraita, de Malanje, Dom José Manuel Imbamba, de Saurimo, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, de São Salvador da Bahia, Dom Pedro Brito Guimarães, de Palmas, Dom Jacinto Bergmann, de Pelotas, Dom Hélio Adelar Rubert, de Santa Maria, Dom Pedro Ercilio Simão, de Passo Fundo, Dom Dimas Lara Barbosa, de Campo Grande, e Dom Sérgio da Rocha, de Brasília.
“O Senhor Jesus, que vos escolheu como Pastores do seu rebanho, vos ampare no vosso ministério quotidiano e vos torne fiéis anunciadores do Evangelho com a força do Espírito Santo”, disse-lhes o Papa.
O pontífice deu “também as boas-vindas aos familiares e amigos e aos fiéis das respectivas Igrejas particulares que vos acompanharam até Roma. Asseguro a todos vós e vossas comunidades arquidiocesanas a minha recordação diária na oração e, do íntimo do coração, concedo a Benção Apostólica”.



LITURGIA DA PALAVRA: TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DO DEUS VIVO!

Por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração

SÃO PAULO, quinta-feira, 30 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos o comentário à liturgia da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, redigido por Dom Emanuele Bargellini, Prior do Mosteiro da Transfiguração (Mogi das Cruzes - São Paulo). Doutor em liturgia pelo Pontificio Ateneo Santo Anselmo (Roma), Dom Emanuele, monge beneditino camaldolense, assina os comentários à liturgia dominical, às quintas-feiras, na edição em língua portuguesa da Agência ZENIT.
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SOLENIDADE DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO
Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!
Pedro e Paulo: dois nomes que desde o início da comunidade cristã indicaram o conjunto dos apóstolos e a Tradição ininterrupta da fé da Igreja, fundada sobre a pregação e o testemunho dos apóstolos. Todo domingo proclamamos na profissão de fé: “Creio na igreja, una, santa, católica, apostólica”.
Na cidade de Roma, que recebeu pela pregação de Pedro e de Paulo, “as primícias da fé” (Oração do dia), desde o séc. IV é celebrada no mesmo dia a memória sagrada do martírio deles. As recentes descobertas arqueológicas feitas nas escavações em baixo das “confissões” do altar mor, das basílicas de São Pedro e de São Paulo em Roma, confirmaram a antiquíssima veneração dos grandes apóstolos nos lugares sagrados onde foram guardados seus corpos.
A presença e a pregação dos dois apóstolos e o martírio comum deles na cidade imperial, em testemunho de Cristo e do evangelho, fizeram da Igreja de Roma e do seu bispo, o sinal da fidelidade na fé pregada pelos apóstolos, e da comunhão entre os fiéis de todas as comunidades cristãs. Nesse sentido, é significativo que, dentre os títulos com que são chamados os romanos pontífices, Bento XVI, enquanto bispo de Roma, use habitualmente de preferência o título de “sucessor de São Pedro”, quase como que para destacar a continuidade com a fé de Pedro e dos apóstolos, no exercício do seu ministério de confirmar os irmãos na fé, e de promover a unidade entre todos os cristãos, nesta nossa época em que a fé cristã é chamada a enfrentar tantos desafios.
Apesar de serem diferentes, seja no temperamento natural, na formação cultural e religiosa, na história familiar e pessoal, bem como na relação pessoal com o próprio Jesus, Pedro e Paulo estão unidos na mesma fé, no mesmo testemunho de Jesus até o dom da vida, e chamados a “congregar a única família de Cristo por meios diferentes”, como afirma o Prefácio da missa da festa: “Pedro fundou a igreja primitiva sobre a herança de Israel, Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação”.
Pedro destaca a fidelidade de Deus à sua aliança com Israel; Paulo evidencia que esta aliança, pela gratuidade do amor de Deus, abraça não somente o povo de Israel, mas todos os povos que se tornam herdeiros da fé de Abraão. A atividade missionária deles, narrada nos Atos dos Apóstolos, e as respectivas Cartas, manifestam claramente a progressiva entrada de Pedro e de Paulo na perspectiva do chamado universal à nova aliança em Cristo, quer dos judeus quer dos pagãos. Esta entrada deles no projeto de Deus, passa através de uma profunda conversão da própria mentalidade ao plano de Deus, revelado e atuado em Cristo Jesus.
Neste caminho de conversão interior e de estilo no ministério apostólico, Pedro e Paulo se tornam modelo e exemplo de todo discípulo de Jesus, em todo tempo e lugar. Eles são exemplo admirável também para a Igreja do nosso tempo, que está passando de um modelo de cultura consolidada por séculos e de cristandade, a um modelo de sociedade secularizada e de culturas diferentes que convivem uma junto da outra. Com o Concílio Vaticano II, a Igreja destacou a exigência de aprender a reconhecer, com o discernimento do Espírito, os sinais da presença de Deus e da ação misteriosa do seu Espírito também nas novas situações, ao invés de se limitar ao queixar-se das transformações radicais em ato na sociedade.
É comovente a pedagogia com a qual o Senhor chama os dois, com gratuita iniciativa, e os forma segundo modalidades e etapas que valorizam a personalidade especifica de cada um.
Pedro, o pescador do lago de Genesaré, será transformado no pescador de homens que, confiando na palavra de Jesus, terá a coragem de lançar novamente a rede depois de ter trabalhado em vão a noite inteira, e a fé deixará a rede apanhar uma pesca superabundante (Lc 5, 11; cf Jo, 21). É o mesmo Pedro que, iluminado pelo Pai, confessará, também em nome dos outros apóstolos: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mt 16,16). Por isso Jesus, mudando seu nome de Simão para Pedro - Rocha -, o indicará como a pedra sobre a qual ele irá construir sua Igreja, sendo esta proclamação da fé inspirada pelo Pai, a razão da sua escolha e da sua missão para confirmar os irmãos na mesma fé (Evangelho do dia). É o mesmo Pedro que, logo depois de tal confissão de fé, não consegue afinar-se com o projeto de Deus, revelado e assumido por Jesus, ao anunciar a sua paixão e morte como condição para realizar sua missão de salvador (Mt 16, 21-23).
O evangelista Mateus salienta logo que seguir a Jesus no seu caminho pascal não é questão somente para Pedro, mas para todo discípulo: “Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois aquele que quiser salvar a sua vida, a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim a encontrará” (Mt 16, 24-25).
À generosa proposta de seguir Jesus até a morte, se for necessário (Mt 26, 33-35), segue ao invés a negação de até mesmo conhecer Jesus (Mt 26, 69-74). Mas o choro amargo da conversão (Mt 26,75) marca o nascimento do novo Pedro. Cheio do Espírito Santo, chegará a proclamar que o Jesus, crucificado pelo povo, Deus o ressuscitou, está vivo, e enviou os apóstolos como suas testemunhas para a alegria e a salvação de Israel e de todo povo (cf. At. 2, 14-36).
O processo de transformação de Pedro, porém, alcançará seu cume quando, na casa do pagão Cornélio, aprenderá definitivamente o chamado dos pagãos à salvação em Cristo, reivindicando por todos a gratuidade do dom de Deus: “Portanto, se Deus lhes concedeu o mesmo dom que a nós, que cremos no Senhor Jesus, quem seria eu para impedir a Deus de agir? Ouvindo isto, tranqüilizaram-se e glorificavam a Deus, dizendo: ‘Logo, também aos gentios Deus concedeu o arrependimento que conduz à vida’” (At 11, 17-18).
Esta inteligência de fé do evento por parte de Pedro, e sua capacidade de iluminar os irmãos de Jerusalém, abrindo-os ao plano de Deus, constitui o primeiro verdadeiro exercício do seu ministério de confirmar na fé os irmãos. Tal ministério amadurece através de várias passagens de obediência ao Espírito e de conversão interior do próprio Pedro, modelo do caminho de obediência na fé de todo discípulo que se põe ao seguimento de Jesus e do seu Espírito. Mas esta exigência de constante conversão ao método do Senhor, para atuar verdadeiramente o serviço de iluminar e guiar os irmãos, se torna particularmente forte por aqueles que são chamados na Igreja a presidir a comunidade em nome do Senhor. Convosco sou cristão – afirma Santo Agostinho – e para vocês, pastor. Por isso escuto com temor cada palavra de Deus”
Não menos surpreendente e iluminador sobre a pedagogia de Deus é o chamado e o caminho de Saulo/Paulo. Uma experiência que marcará profundamente sua maneira de entender e proclamar o mistério de Jesus e da Igreja, e o chamado à salvação de todo homem e mulher em Cristo. Ele mesmo falará várias vezes sobre o seu encontro inesperado e inimaginável com o Senhor Jesus na estrada para Damasco; encontro este que mudou radicalmente sua existência. A transformação de perseguidor dos seguidores de Jesus em seu apóstolo iluminado e corajoso, fará de Paulo a testemunha privilegiada da gratuidade da salvação pela fé no Senhor Jesus, e o construtor da comunidade dos discípulos como único corpo vivente do próprio Cristo, constituído pelos judeus e os pagãos, enriquecido pela variedade dos dons e carismas do Espírito, cada um e todos juntos, finalizados à edificação da caridade que tudo anima.
A fé, o batismo e a partilha do seu corpo e do seu sangue fazem de todo fiel uma pessoa radicalmente partícipe do seu mistério de morte e ressurreição, uma criatura nova, que desde já antecipa a plenitude da vida do Espírito do Pai e do seu reino.
Nesta profunda conexão com Cristo, Paulo experimenta e proclama aquela liberdade suprema que nasce da consciência de ser amado sem limite pelo Pai e o próprio Jesus: “Se Deus está conosco, quem estará contra nós? Quem não poupou seu próprio Filho e o entregou por todos nó, como não nos haverá de agraciar em tudo junto com ele?.... Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada?... Mas em tudo isto somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8, 31-37).
A confissão de Paulo sobre sua radical conformação a Cristo, num processo que o faz morrer à sua precedente identificação com a lei judaica e sua presunção de auto-salvação, se torna na realidade a meta sonhada e procurada por todo discípulo: “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. Minha vida presente na carne, vivo-a pela feno Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 19-20)
Na radicalidade comum em Cristo dos dois apóstolos e na comunhão recíproca entre eles no Espírito, que acolhe e valoriza as diversidades das experiências e dos pensamentos, a Igreja contempla e celebra o mistério da própria identidade e da própria missão entre os povos.
Com efeito, os dois apóstolos realizaram em si mesmos, cada um na sua forma, a Palavra de Jesus segundo a qual o discípulo está destinado a partilhar a sorte do mestre: “O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima do seu senhor” (Mt 10,24).
Os Atos dos Apóstolos (primeira leitura), narram a atuação de Herodes em relação a Pedro, como aconteceu com o próprio Jesus, quando foi preso, julgado e condenado à morte durante os dias precedentes à Páscoa. Lucas nos dá do evento, não somente uma descrição acurada até os pormenores, mas sobretudo o sentido teológico e espiritual. Pedro partilha a sorte pascal de Jesus, assim como é pedido a todo discípulo, se quer realmente ficar fiel ao Mestre Jesus. “Eram os dias dos Pães Ázimos. Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um” (At 12, 3-4). Frente à prepotência do poder político e do fundamentalismo nacionalista e religioso, está somente a pequena Igreja que fica rezando com fervor e perseverança a Deus por Pedro, entregando-lhe a sorte do apóstolo (At 12, 5), assim como o próprio Jesus, ele que entrega a si mesmo e os discípulos ao cuidado fiel do Pai (Jo 17, 9-10).
O anjo enviado por Deus acorda Pedro e lhe ordena: “Levanta-te depressa”, e as correntes caem das suas mãos; ele sai através dos portões e por entre os guardas, e toma consciência da ação de Deus: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava” (At 12, 7- 11).
O conjunto dos eventos constitui a narração da Páscoa de Pedro por obra de Deus, como a ressurreição de Jesus: preso, guardado com forte esquema de segurança como Jesus no sepulcro, libertado por Deus, como Jesus subtraído à morte pelo poder do Pai.
Paulo, por parte sua, na carta a Timóteo, resume o curso da sua vida e da sua missão, nos termos do combate valoroso que chega a seu fim e da corrida bem sucedida, perseverando na fé, e na oferta sacrifical que está para ser derramada em cima do altar do amor por Cristo. “Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento da minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa de justiça que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia” (2 Tm 4, 6-8).
O Senhor não deixou que seu apóstolo ficasse sozinho frente aos desafios e aos sofrimentos repetidos que acompanharam sua missão. Esta experiência da proximidade e fidelidade de Deus é garantia que ele libertará do mal o seu apóstolo, também no juízo final e o introduzirá na plenitude do reino de Deus.
Nos apóstolos Pedro e Paulo, não somente a Igreja de Roma, mas a Igreja inteira e todo discípulo contempla com estupor e celebra as maravilhas do Senhor, como cada um é chamado a seguir Jesus e a partilhar sua sorte, de morte e de vida nova.
Evangelizados em maneira sempre nova pela memória da grande experiência de Jesus por eles vivenciada, nos tornamos evangelizadores e apóstolos para o nosso tempo. Com a vida, mais do que com as palavras: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!”



CARDEAL CRITICA USO DE IMAGENS DE SANTOS POR EVENTO GAY

“Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirma D. Odilo


SÃO PAULO, terça-feira, 28 de junho de 2011 (ZENIT.org) - O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, classificou como “infeliz, debochada e desrespeitosa” a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da avenida Paulista, durante a “Parada Gay”, realizada nesse domingo em São Paulo.
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o arcebispo afirmou que o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende o sentimento da Igreja Católica”.
“A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse Dom Odilo.
“Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar”, afirmou.
Para o cardeal, a organização do evento pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica. “Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”
O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João).
“Jesus recomenda ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, afirmou Dom Odilo.


ESPANHA: ORAÇÃO POR MILITARES MORTOS NO AFEGANISTÃO

MADRI, terça-feira, 28 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Os bispos espanhóis “acompanham com a oração e os sufrágios as famílias dos falecidos” em um atentado no Afeganistão nesse domingo.
A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) enviou cartas nesse sentido à ministra da Defesa, Carme Chacón, e ao arcebispo castrense, Dom Juan del Río Martín, após o assassinato de dois militares do exército espanhol.
No ataque terrorista morreram o sargento Manuel Argudín Perrino e a soldado Niyireth Pineda Marín. Ficaram feridos outros três militares.
Nas cartas enviadas, os bispos expressam suas condolências e agradecem os soldados da Espanha pelo serviço prestado em favor da paz e da justiça, “o que às vezes, como nesta ocasião, lhes custa a vida”.



REINO UNIDO: RESPOSTA INADEQUADA UMA ABUSOS SEXUAIS

Provincial dos rosminianos Pede desculpas, apos documentário da BBC

LONDRES, terça-feira, 28 de junho de 2011 ( ZENIT.org ) - Apos um Transmissão Reino Unido não de hum documentário Sobre os abusos cometidos a 35 Meninos Por Quatro Sacerdotes rosminianos nd Década de 1960, o provincial da Ordem nd Inglaterra divulgou hum Pedido de Perdão pelos abusos e Por "Nossa Resposta inadequada".
O documentário, intitulado vitimas dos abusos: rompendo o Silêncio , FOI transmitido nd Semana passada Pela BBC1 e Teve Como Protagonistas Quatro Sacerdotes rosminianos Que abusaram sexualmente de Física e Meninos encomendados um SEUS Cuidados los UMA escola nd África e outra los no Reino Unido.
Entre OS padres abusaram Que está offline Christopher Kit Cunningham (1931-2010), anos Durante muitos hum populares pároco de St. Etheldreda é, EM Londres. Os Demais São OS padres Bernard Collins, Douglas e William Raynor Jackson.
Em 2009, Grupo Um dos Meninos Que sofreram abusos reuniu-SE com o padre David Myers, provincial dos rosminianos não Unido Reino, par apresentar Denúncia dos abusos.
O padre tentou reconciliar Myers como agressores vitimas com os, Mas como vitimas disseram Que nao era o Bastante.
Enguias afirmaram Que quando o padre Cunningham Morreu, sem Passado Ano, nao houve menção EAo SEUS muitos atos de Abuso.
Os obituários Que citavam como Virtudes piedosas do Sacerdote foram UMA das Razões Pelas cais Quais d'Orsay como vitimas decidiram processar uma Ordem dos rosminianos los milhoes de Dólares.
O padre David Myers declarou los UMA nota no portal da Ordem Que Pede Perdão "sem reservas de los nomo rosminianos dos Irmãos do Reino Unido uma Todos Que temperatura sofrido". "Estamos consternados", Afirma.
"Eu e Meus Irmãos Todos estamos profundamente afetados Pelo Que Aconteceu e reconhecemos Nossa Resposta inadequada", Afirma.
"Estamos comprometidos com uma Assistência pastoral Apoio EO Que sofreram uma Todos abusos e com OS Procedimentos estabelecidos Pela Comissão Nacional de Protecção Católica ".
Uma declaração Dessa Comissão afirmou ter reconhecido "com preocupação e pesar Profundo uma dor EO Dano Que alguns Membros Posts da Congregação rosminiana provocaram los tantas Pessoas".
"Queremos alentar como vitimas sofreram QUALQUÉR Que Tipo de Abuso Por Parte de Membros Posts da Igreja dar um hum Passo Adiante e Fazer Que sejam ouvidas e compreendidas SUAS Histórias", Afirma uma Comissão.
"A Ordem está offline trabalhando parágrafo assegurar Que SUAS Práticas de Proteção estejam los Plena consonância com Políticas e Procedimentos como da Igreja", Disse o provincial.


BELO HORIZONTE TERÁ CATEDRAL CRISTO REI

Templo projetado por Oscar Niemeyer poderá receber 5 mil pessoas

BELO HORIZONTE, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Dentro das comemorações de seus 90 anos, a arquidiocese de Belo Horizonte apresenta aos fiéis o projeto da Catedral Cristo Rei - Santuário da Divina Misericórdia.
O projeto, elaborado por Oscar Niemeyer, prevê a edificação de um grande templo, que terá capacidade para receber, em sua parte interna, 5 mil fiéis.
A praça externa, que compõe o complexo arquitetônico, poderá acolher outras 15 mil pessoas.
A Catedral será a sede definitiva da Arquidiocese Metropolitana de Belo Horizonte e reunirá todas as Pastorais, além dos meios de comunicação e o Memorial Arquidiocesano.
No próximo sábado, dia 2 de julho, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, vai apresentar aos fiéis os detalhes da catedral definitiva da Arquidiocese.
A apresentação ocorrerá durante um momento de espiritualidade, no ginásio do Mineirinho, que também contará com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte dom Joaquim Mol, do padre Fábio de Melo e da cantora de músicas católicas Celina Borges.
O encontro está marcado para 13h30. Os fiéis podem buscar os convites, que são gratuitos e limitados, em suas respectivas paróquias.
Ideia
A ideia de construir a Catedral Cristo Rei em Belo Horizonte é antiga, vem desde o início da Arquidiocese, com seu primeiro arcebispo, Dom Antônio dos Santos Cabral.
Quando o primeiro arcebispo chegou à capital mineira, no dia 30 de abril de 1922, para instalar a diocese criada pelo Papa Bento XV em 11 de fevereiro de 1921, encontrou muitos desafios.
Um deles era a construir a Catedral da cidade, que contava com três igrejas: São José, Nossa Senhora da Boa Viagem e Nossa Senhora do Rosário.
Dom Cabral escolheu a nova edificação da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem para ser a Catedral provisória de BH.
Em 1936, após realização do Congresso Eucarístico Nacional na capital mineira, Dom Cabral decidiu iniciar a construção da Catedral Definitiva, a Catedral Cristo Rei, que seria edificada onde hoje se localiza a Praça Milton Campos. Porém as circunstâncias adiaram por décadas esse grande sonho.
Retomada
Em 2004, o arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, ouvindo perguntas sobre a Catedral Definitiva, decidiu retomar o projeto e o desafio de refletir o papel importante da Catedral para a região: lugar da espiritualidade, da cultura e da educação, da arte e do cuidado com os pobres, do pensamento e do diálogo.
A partir de avaliações, ficou definido que o projeto só valeria a pena se fosse edificado num lugar que marcasse o epicentro da região metropolitana.
Assim, foi adquirido um terreno em frente à estação do Metrô Vilarinho, na Av. Cristiano Machado.
Em 2005, Dom Walmor viajou ao Rio de Janeiro e pediu, pessoalmente, ao arquiteto Oscar Niemeyer que concebesse o projeto da Catedral Cristo Rei.
Convite aceito, um ano depois, em 2006, o arquiteto apresenta uma arrojada proposta que, nos anos seguintes, ainda seria retrabalhada e discutida.
Até que, em 2010, Oscar Niemeyer assina o contrato referente aos projetos do Conjunto Arquitetônico Catedral Cristo Rei.
De acordo com Oscar Niemeyer, será a última catedral que ele fará. O projeto, de acordo com ele, “tem tudo o que um arquiteto pode querer: aspectos relacionados à estrutura, luz, contraste da forma e da natureza. É uma arquitetura rica, complexa e abrangente”.
Dom Walmor enfatiza a importância do projeto, não só para a região metropolitana, mas para todo o estado, lembrando que “cada Catedral é compromisso com o Reino de Deus”.
Ele lembrou que, ao escolher Oscar Niemeyer para conceber o projeto, considerou a importância do renomado arquiteto para Belo Horizonte.
A partir dos traços de Niemeyer surgiu o complexo arquitetônico da Pampulha, um dos principais cartões postais da capital mineira, obra que projetou internacionalmente o nome do arquiteto.


PAPA SE ALEGRA PELOS NOVOS BEATOS ALEMÃES

Recorda três sacerdotes mártires do nazismo em Lübeck

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Dos seus aposentos do Palácio Apostólico, o Papa Bento XVI quis se unir, ontem, à recente beatificação de três sacerdotes alemães decapitados em 1943 pelo regime nazista.
São eles: Johannes Prassek, Eduard Müller e Hermann Lange, sacerdotes católicos executados pela sua oposição ao nazismo, junto ao pastor protestante Karl Friedrich Stellbrink, em Lübeck (Alemanha).
O Papa quis mostrar sua alegria por estas novas beatificações e pelas de outros três santos de Milão, ao concluir a oração do Ângelus: “Louvemos o Senhor por estas testemunhas luminosas do Evangelho!”, exclamou.
Depois, ao dirigir-se aos peregrinos de língua alemã, presentes na Praça de São Pedro, o Papa quis cumprimentar especialmente os fiéis da arquidiocese de Hamburgo, recordando-lhes a transcendência desse martírio.
O sofrimento compartilhado pelos três sacerdotes católicos e pelo pastor protestante Stellbrink na prisão, até sua execução, supõe “um grande testemunho ecumênico de humanidade e esperança”, sublinhou o Pontífice.
Especialmente, quis recordar uma citação de um deles, Johannes Prassek, escrita em sua cela: “Deus é tão bom que me tirou todo medo e me deu a alegria e o anseio”. “É incrível – sublinhou o Papa – como, da sua cela, ele mostra o céu”; e convidou os presentes a deixar-se contagiar por esta alegria.
A cerimônia de beatificação aconteceu no sábado em Lübeck (cidade próxima de Hamburgo), presidida pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e cuja homilia foi pronunciada pelo cardeal Walter Kasper, segundo informa a Rádio Vaticano.
Com palavras comoventes, o cardeal Kasper quis mostrar os últimos momentos daqueles quatro homens, especialmente suas frases antes de morrer, entre elas a do luterano Stellbrink à sua esposa: “Verdadeiramente, não é difícil morrer quando nos confiamos às mãos de Deus”.
“Estes quatro homens – afirmou o cardeal Kasper – nos dizem o que significa ser um cristão: estar onde Jesus está, viver e morrer com Ele.”
“Os mártires de Lübeck – acrescentou – nos demonstram que nesse momento [do regime nazista, N. da R.] não existiam somente os que estavam cegados ou os que participavam porque eram malvados; havia também outra Alemanha; havia cristãos valentes que não inclinaram a cabeça e que não se deixaram submeter.”


EUCARISTIA HUMANIZA GLOBALIZAÇÃO E CONSTRÓI SOCIEDADE

Reflexão do Pe. Federico Lombardi SJ

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) - A Eucaristia, como presença do amor de Deus e canal de difusão do amor para os cristãos, humaniza a globalização, ajudando a construir uma sociedade solidária, justa e fraterna, considera o porta-voz vaticano.
O Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apresentou esta reflexão ao comentar as palavras que Bento XVI dirigiu na quinta-feira de Corpus Christi, antes de presidir a procissão de Jesus Eucaristia pelas ruas de Roma.
Da Eucaristia, segundo o Papa, procede “esse dinamismo que transforma a realidade em suas dimensões cósmicas, humanas e históricas”, recordou o porta-voz vaticano no editorial do último número de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano.
“Um dinamismo de amor que tem origem na vida trinitária de Deus, que chega a nós através do coração de Cristo. E é tão forte, que pode superar as divisões, que nos atrai à união da vida de Deus, que abre e liberta nossa individualidade do seu egocentrismo”, acrescentou o Pe. Lombardi, sintetizando o pensamento do Santo Padre.
“A Eucaristia é o caminho concreto mediante o qual este amor se difunde na Igreja e no mundo; a fonte contínua que alimenta a presença social da Igreja; o compromisso responsável dos cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa e fraterna, em particular no tempo da globalização”, indica.
Segundo Lombardi, “é necessário fazer presente o verdadeiro amor no tempo da crescente globalização da humanidade, para que esta não se perca na confusão, no individualismo e no atropelo de todos contra todos”.
O Pontífice disse: “Sem ilusões, sem utopias ideológicas, nós caminhamos pelas ruas do mundo, levando dentro de nós o Corpo do Senhor, vislumbrando o mundo novo, no qual reinam a paz e a justiça, no mundo que é nossa verdadeira pátria”.
E o Pe. Lombardi concluiu explicando que, “verdadeiramente, na fé, a dimensão humana, histórica e cósmica se entrelaçam e se fundem. A comunhão eucarística é para o bem de todos, para o bem do mundo e para que todo crente encontre, no final, seu sentido e sua salvação”.



EUCARISTIA É ANTÍDOTO CONTRA INDIVIDUALISMO

Afirma Bento XVI no Ângelus de hoje

CIDADE DO VATICANO, domingo, 26 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Sem a Eucaristia, a Igreja não existiria, sublinhou hoje o Papa Bento XVI, ao introduzir a oração do Ângelus com os peregrinos presentes na Praça de São Pedro.
O Santo Padre recordou que, ainda que o Vaticano tenha celebrado o Corpus Christi na última quinta-feira, mantendo a tradição secular, esta festa é celebrada hoje em muitos países – entre eles a própria Itália –, por motivos pastorais.
Por isso, ele quis voltar a falar sobre o significado desta “festa da Eucaristia”, a qual “constitui o tesouro mais precioso da Igreja”.
“A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado inteiramente no vínculo espiritual, mas concreto, com Cristo”, afirmou, insistindo em que, “sem a Eucaristia, a Igreja simplesmente não existiria”.
“A Eucaristia é, de fato, o que torna uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus.”
“O Espírito Santo transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo; também transforma todos os que o recebem com fé em membros do Corpo de Cristo, para que a Igreja seja verdadeiramente um sacramento de unidade dos homens com Deus e entre eles”, acrescentou.
O Papa afirmou aos presentes que, “em uma cultura cada vez mais individualista, como aquela em que estamos imersos nas sociedades ocidentais, e que tende a se espalhar por todo o mundo, a Eucaristia é uma espécie de ‘antídoto’".
O vazio produzido pela falsa liberdade pode ser muito perigoso, disse, e, diante disso, “a comunhão com o Corpo de Cristo é o remédio da inteligência e da vontade, para redescobrir o gosto da verdade e do bem comum”.
A Eucaristia “age nas mentes e nos corações dos crentes e que semeia de forma contínua neles a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em suma, a lógica do Evangelho”.
O novo estilo de vida que as primeiras comunidades já mostravam, vivendo em fraternidade e partilhando seus bens, para que ninguém fosse indigente, brotava “da Eucaristia, isto é, de Cristo ressuscitado, realmente presente entre os seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo”.
“Também as gerações seguintes, através dos séculos, a Igreja, apesar dos seus limites e erros humanos, continuou sendo no mundo uma força de comunhão”, acrescentou.






ÚLTIMA VIGÍLIA EM MADRI ANTES DA JMJ

Movimentos leigos repetirão a consagração ao Coração de Jesus

MADRI, sexta-feira, 24 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Um grupo de movimentos leigos convoca a última vigília de oração pela Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no emblemático monumento ao Coração de Jesus, que se alça no Cerro de los Ángeles, Getafe, na entrada de Madri.
Convocam para esta vigília de oração: Regnum Christi, Schoenstatt, Renovação Carismática, Franciscanos de Maria, Jovens pelo Reino de Cristo, Orantes pela Paz, Congregação Mariana da Assunção, Cursilhos da Cristandade, Milícia de Santa Maria, Focolares, Comunidade Jerusalém e Festival Anúncio.
Em outubro de 2009, vários movimentos de Madri decidiram criar este espaço de encontro para orar, todos juntos, pela próxima JMJ de Madri. Cada mês, um dos movimentos se encarregou de organizar a adoração, de forma que puderam compartilhar e experimentar a riqueza da Igreja em seus diversos carismas.
A adoração de junho será especial, pois acontecerá no Cerro de los Ángeles, como nos encontros de junho dos dois últimos anos, e será a última antes da JMJ; por isso, “nos ajudará a preparar o coração para dirigir nosso olhar confiado a Jesus Cristo e viver a JMJ 'arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé'”, dizem os organizadores.
O Papa Bento XVI dirigia estas palavras há alguns meses: “A qualidade do nosso encontro dependerá da preparação espiritual”. Por isso, convidam todos a participar desta noite de adoração.
Consagração ao Sagrado Coração
Para quem não puder assistir fisicamente, este é o texto da oração de consagração: “Bom Jesus, Redentor do mundo, dirigi vosso olhar a nós, humildemente prostrados diante do vosso altar: somos vossos e vossos queremos ser; e, a fim de viver mais intimamente unidos a vós, todos e cada um de nós nos consagramos neste dia ao vosso Sagrado Coração.
Muitos, infelizmente, jamais vos conheceram; muitos, desprezando vossos mandamentos, vos rejeitaram. Jesus misericordioso, compadecei-vos de uns e outros, e atraí todos ao vosso Coração.
Senhor, sede Rei, não somente dos filhos fiéis, que jamais se afastaram de vós, mas também dos pródigos, que vos abandonaram; fazei que voltem logo à casa paterna, para que não pereçam de fome e de miséria. Sede rei daqueles que, por sedução do erro ou por espírito de discórdia, vivem separados de vós: devolvei-os ao porto da verdade e da unidade na fé, para que em breve se forme um só rebanho, sob um só pastor.
Concedei liberdade à vossa Igreja, Senhor; outorgai a todos os povos a paz na ordem; fazei que, de um extremo ao outro da terra, não ressoe outra voz senão esta: 'Bendito seja o Coração que é causa da nossa salvação! A Ele entoem cânticos de honra e de glória pelos séculos dos séculos!' Amém.”
Mais informações: juventud@conferenciaepiscopal.es


CORPUS CHRISTI E NOSSA RELAÇÃO COM A EUCARISTIA

Reflexão do arcebispo Orani João Tempesta

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 23 de junho de 2011 (ZENIT.org) Apresentamos a reflexão de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, sobre a festa de Corpus Christi, que a Igreja vive hoje.
* * *
Nesta quinta-feirra, dia 23 de junho, celebramos a festa do Corpo e Sangue de Cristo. É um momento de oração, reflexão, manifestação pública de nossa fé. É um momento importante, pois a Igreja nos convida a parar.
O mundo cibernético e financeiro ao nosso redor fala exatamente o contrário. Não se pode perder tempo, pois tempo é dinheiro, é oportunidade. Precisamos correr, fazer as coisas rapidamente para não perder tempo, ser dinâmico e eficaz.
Um “dia santo” é uma folga durante a nossa jornada para parar, refletir, rezar. Parar para fazer um balanço da situação da nossa fé e tomar consciência dos hábitos de superficialidade e pressa que, às vezes, caracterizam a nossa relação com a Eucaristia celebrada nas nossas comunidades.
Acredito que este é bom momento para avaliar a nossa participação na Missa, celebrando o mistério da Páscoa com a Cruz, Morte e Ressurreição do Senhor. Parar e nos perguntar como nós ouvimos a Palavra e como nos alimentamos com o Pão que nos é dado como presente.
A página de João que a liturgia nos propõe nesta solenidade é algo que impressiona e fascina. Jesus diz para tomar e comer sua carne e beber do cálice com o seu sangue! Parece loucura! Jesus está no meio de nós com seu corpo, sua história, sua vida, o amor apaixonado, a sua transparência da Face do Pai.
Comer a carne e beber o sangue do Senhor é nutrir-se do coração ardente de amor, é assimilar o segredo da vida mais forte que a morte, e descobrir que Deus é mais íntimo do que eu comigo mesmo.
Comer e beber Dele é descobrir que somente Ele alimenta e acalma as nossas inquietações, que só Ele pode dar força e direção para nossa vida, que só Ele pode preencher nossas vidas de beleza na quotidianidade.
Alimentar-nos d’Ele significa o nosso "sim" ao projeto de vida que Jesus revelou da Cruz; é renunciar a ser os arquitetos da sua própria vida e entrar em comunhão com o seu plano de amor.
Jesus não quer que suas palavras sobre o pão descido do céu sejam interpretadas de modo alegórico ou como uma imagem figurativa. Ele pede para que sejam percebidas exatamente como soam, sem qualquer adição do pensamento humano. Elas são assim, assim devem ser acolhidas, acreditadas e vividas.
O pão que desceu do céu é Ele, Jesus. Ele veio na carne para habitar entre nós, para se fazer nosso alimento e nossa bebida de vida eterna. Ele realmente nos dá a sua carne para que nós a comamos para não morrermos para sempre.
Quando, no entanto, Ele anuncia esse mistério, os seus ouvintes, ao invés de se abrirem à fé, começaram a discutir fortemente. Eles gostariam de compreender primeiro, para depois acreditar. Com o mistério, primeiro o acolhemos, vivemos, fazemos com que se torne nossa carne e nosso sangue, O transformamos em nossa história. Vivido e concretizado em nós, começamos a compreendê-Lo de acordo com a medida de inteligibilidade contida nas palavras que o expressam e manifestam.
Jesus não se apressa em explicar o mistério. Ele simplesmente se limita a reafirmar a realidade de seu corpo e de seu sangue juntamente com a outra realidade de tomar, comer e beber. A carne deve ser tomada e comida. O sangue deve ser tomado e bebido. Somente assim eles se tornam em nós comida e bebida de vida eterna.
Jesus, porém, nos revela por que nós não morreremos para sempre: porque com a sua carne comida e com o seu sangue bebido, nós viveremos interiormente para Ele, na procura do perfeito cumprimento da Sua vontade. Eis a grande diferença abissal que distingue a Eucaristia do maná. O maná era só o pão da terra, alimentava o corpo do povo de Deus no deserto. A Eucaristia, ao invés, é Deus mesmo que nos alimenta e nós nos unimos ao Senhor. Quem assim se alimenta e se deixa converter e tornar-se “nova criatura” poderá também experimentar a possibilidade de fazer o bem.
Neste dia em que manifestamos, diante de um mundo em mudança, a nossa fé na presença real de Cristo Eucaristia e nos comprometemos com um mundo novo, peçamos à Virgem Maria, Mãe da Redenção, aos Anjos e Santos que nos ajudem a viver e aumentar a fé nesse mistério.
Que a passagem de Cristo na Eucaristia pelas nossas ruas e praças nos comprometa a sermos, também nós, pessoas alimentadas pela Eucaristia, que passam pelas estradas do mundo proclamando Cristo Jesus Ressuscitado, vida para o mundo!
†Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
(Com Rádio Vaticano)


ABORTO EM HOSPITAIS LIGADOS À IGREJA NA ESPANHA

Vaticano lembra que "os hospitais católicos devem proteger a vida"

BARCELONA, sexta-feira, 24 de junho de 2011 (ZENIT.org) - O Vaticano mostrou preocupação com a situação de hospitais da Catalunha em cuja direção a Igreja participa e nos quais são realizados abortos.
Em carta de 6 de junho ao padre Custodio Ballesteros, que havia comunicado ao dicastério a prática de abortos nesses hospitais e a falta de resposta da Igreja local, a missiva do Vaticano indica: “O Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde é consciente deste desafio para os hospitais católicos, pois eles devem tutelar e defender a vida humana em meio a uma cultura de morte”.
“A situação de alguns hospitais da Catalunha quanto ao aborto”, ilustrada por Ballesteros num amplo dossiê enviado ao dicastério, “preocupa a Igreja inteira”, aponta o subsecretário do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, Dom Jean-Marie Mupendawatu.
Na carta, escrita a pedido do presidente do dicastério, o arcebispo Zygmunt Zimowski, ele explica que o organismo vaticano já tinha recebido informações sobre esta situação antes e que “pudemos conversar com os responsáveis”. O conselho pontifício exorta os responsáveis “a averiguar detalhadamente o que está ocorrendo e achar soluções concretas para eventuais problemas individualizados”.
O Hospital San Pablo de Barcelona e o Hospital General de Granollers aparecem no registro oficial do Ministério de Saúde como centros que realizaram abortos legais em 2009.
Diante disto, “a direção do hospital deu ordens ao serviço de obstetrícia e ginecologia para não praticarem abortos”, informou nesta terça-feira a ZENIT um porta-voz do arcebispado de Barcelona.
Em agosto passado, os representantes do cabildo da catedral d